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História Blood - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olá abelhinhas. Aqui está mais um cap. Fresquinho. Espero que gostem.

Capítulo 9 - Vampiro na toca.


Fanfic / Fanfiction Blood - Capítulo 9 - Vampiro na toca.

Tom não sabia definir o que sentina em uma única palavra. Logo após Nagini invadir seu escritório dizendo que não conseguia encontrar Harry em lugar nenhum, o vampiro experimentou um gosto amargo ao pensar que Harry teria sido levado. Mas quem o levaria de novo? Como alguém conseguiria invadir sua mansão sem que ele percebesse? Teria Harry fugido? Porque ele fugiria? Ou teria ele se arriscado na floresta e se perdido? 
Ainda era dia, Nagini estava vasculhando a casa pela segunda vez, agora com a ajuda de Tom. Mas nada do menino, nem em seus lugares favoritos e nem em nenhum outro. 
Tom fez questão de vasculhar até mesmo o sótão e o porão, dois lugares com entradas escondidas e sem motivo algum para Harry ir. Enquanto isso Nagini vasculhava o terreno em volta da mansão. 
- Tom. – chamou a mulher, seus passos eram rápidos de encontro ao mestre. 
- você o achou? – perguntou preocupado. 
- eu senti o cheiro dele, leva para a floresta, pelos fundos. – disse a mulher, ela queria ir trás dele assim que sentiu o cheiro, mas precisava avisar ao vampiro. 
- fique aqui para o caso dele voltar. – falou Tom já caminhando para a saída.
- o que? O que vai fazer? Ainda está claro lá fora. – disse ao perceber o que o homem caminhava a passos rápidos para a saída dos fundos. 
- o sol já está se pondo, logo não terei problemas com ele. 
- Tom? – chamou quando eles já estavam na porta, Tom se virou esperando que a mulher continuasse. - traga-o em segurança.
- eu vou. – falou antes de correr para fora.
O sol ainda que alaranjado, o impedia de enxergar direito, a maior parte eram borrões e sombras, a luz queimando os olhos a ponto de doer e sua pele também ardia onde estava exposto, formando manchas avermelhadas como queimaduras. Porém nada disso o fez parar, quando chegou na entrada da floresta que Nagini disse ter sentido o cheiro dele, Tom inspirou profundamente. 
Era doce, fraco, mas inconfundível. E guiado pelo cheiro ele chegou em uma parte onde as copas bloqueavam a luz, para seu alívio. Tom olhou em volta, o cheiro de Harry estava lá, assim como mais três cheiros, eram distintos porém dois deles muito parecidos, a diferença tão sutil. Os quatro cheiros seguiram para o mesmo lado e o vampiro já imaginava que o humano havia sido sequestrado pelos donos daqueles cheiros. 
Não pertenciam a humanos, isso Tom tinha certeza, porém não eram os lobos de fenrir. Também não havia sangue, o que indicava que não houve luta, e Harry podia não estar ferido, ainda.

E por isso apressou-se, seguindo o rastro até chegar em uma casa humilde, o céu já estava em um azul escuro a esse ponto e as primeiras estrelas apareciam. Fumaça e luz saiam da casa, assim como vozes, muitas vozes. 
Tom nunca tinha ido para aquele lado da floresta, em todos os anos que ficou ali, nunca teve interesse. Estava surpreso que alguém morasse bem no meio de um lugar como aquele. 
Sua presença foi logo percebida, cabeças ruivas apareceram na janela assim como cabelos negros e olhos verdes. Tom fixou seu olhar em Harry, queria ter certeza de que o menino não estava machucado. O vampiro estava bravo, estava furioso consigo, havia descuidado do garoto e outros tentaram levá-lo.
Se alguém machucou o Harry eu não perdoarei suas vidas. Pensou quando as cabeças sumiram da janela.

Caminhou a passos duros até a frente da porta, mas antes que pudesse alcança-la, a mesma se abriu e de lá saiu Harry, logo atrás um homem ruivo, o cheiro dele era mais forte, o que fez Tom perceber que os outros três que sentiu antes eram de filhotes, não dava para identificar por conta da falta de maturidade. 
- boa noite Senhor. – falou o raposa. 
- raposas? – falou Tom lançando um rápido olhar para os outros que se espremiam atrás da porta para vê-lo. – não sabia que ainda existiam raposas capazes de mudar suas formas. 
- nesse lado da floresta nós não somos os únicos. Vivemos pacificamente aqui. – apesar do homem mostrar uma pose reta e respeitável, Tom podia sentir o medo exalando dele. 
- Harry. – Tom se dirigiu ao menino sem tirar os olhos do homem raposa. – Nagini está preocupada com você. 
- me desculpe Tom, eu não vi as horas passarem. – falou de cabeça baixa, seu tom demonstrava tristeza e medo, algo que não agradou o vampiro e o fez tirar os olhos do homem para encarar o menino. 
- venha Harry. – disse com a voz mansa enquanto estendia sua mão para o moreno.
- a c-culpa foi m-minha... Senhor. – a voz veio baixa e chamou a atenção do vampiro para um garoto ruivo de face corada e olhos que demonstravam um coragem e lealdade digna, o mesmo pareça ter a idade de Harry, o ruivo tremeu quando seus olhos cruzaram com os vermelhos do vampiro, mas bastou ele lançar um olhar ao humano para recobrar sua coragem e continuar o que dizia. – eu convidei o Harry para conhecer nossa casa... Por favor, não fique bravo com ele. 
- não estou bravo com ele. – Tom viu a necessidade de dizer aquilo, Harry estava com medo dele e Tom não se sentiu nem um pouco confortável com isso, ter Harry com medo dele era uma sensação horrível. – mas eu fiquei preocupado, a floresta é perigosa, Harry. Se você sair sem me avisar eu não terei como protegê-lo caso encontre alguma criatura perigosa. 
- desculpe. – falou o moreno se encolhendo. 
- está tudo bem, mas vamos voltar antes que Nagini derrube minha mansão de tanta preocupação. – falou e deu um pequeno sorriso para o moreno. 
- tá bom. – respondeu e depois se virou pra Rony. – obrigado Rony, senhor e senha da Weasley também. – Harry então se voltou para Tom e deu mais um passo até o vampiro. 
- espere Harry. – eles olharam para trás, para uma garota, e Tom se perguntou quantos filhotes aquele casal de raposas tinham. – meu aniversário será em três dias, eu gostaria que você viesse. 
Harry voltou os olhos para o vampiro, Tom evitou olhar para ele por alguns segundos, por fim deu um suspiro e o encarou. Como ele poderia negar algo quando o menino o olhava com olhos brilhantes daquela forma? Tom ainda hesitante virou o rosto para o homem, depois para cada membro que havia saído para vê-los. 
- tudo bem. – falou por fim voltando a olhar nos olhos verdes que demonstravam agora toda a alegria que sentia. 
- obrigado, Tom. – disse com um grande sorriso dando um abraço no vampiro pela cintura. 
- mas eu virei trazê-lo, e imagino que o senhor... – se voltou ao homem notando que não havia perguntado o nome do mesmo. 
- Weasley, Arthur Weasley. – falou o raposa. 
- claro, acredito que o senhor Weasley não se importará se eu também vier, certo? 
- de forma alguma, será um prazer, Senhor vampiro. – respondeu o homem. 
- Riddle. Pode me chamar de Riddle. 
Tom sentiu certo alívio ao se afastar da “toca” daquelas raposas, apesar de não parecerem oferecer nenhum perigo, eram raposas demais, e estar em menor número o incomodava.

Harry caminhava ao seu lado em silêncio, a floresta escura não era um problema pra Tom, porém o pequeno humano tropeçava o tempo todo. Tom esperou que ele reclamasse, ou pedisse ajuda, qualquer coisa, mas Harry nada disse, continuou ao seu lado de cabeça baixa. 
- Harry, espere. – disse o vampiro fazendo o menino parar. 
- me desculpe Tom, de verdade, eu não quis causar problemas, não estava fugindo eu juro... – falou embolado por conta do choro que ameaçava sair. – eu estava lá, mas aí... Aí eu vi o Rony, eu nunca tinha visto uma raposa antes, eu só queria ver de perto, eu segui ele e não percebi que estava me afastando da mansão. - Harry soluçou e Tom viu os olhos dele ficarem mais intensos com as lagrimas. - e e-então ele falou comigo e aí... Aí eu.. eu queria conhecer a família dele. Me d-desculpe... Por favor não me castigue nem me mande de volta para os meus tios. Eu não vou fazer de novo... eu prometo. Desculpa. 
Tom estava chocado, o menino falou tão rápido, mesmo se embolando e solução no meio da fala ele estava realmente com medo do que Tom faria a ele. Lágrimas grossas rolavam por seu rosto e Tom não sabia o que fazer, ele só queria que o menino não chorasse mais. Movendo-se por esse desejo, Tom puxou o garoto para um abraço apertado enquanto sua mão acariciava os cabelos negros. 
- shiii, não chore, ninguém vai castiga-lo. Eu prometo, Harry. – falou com a voz calma. – eu falei que estava tudo bem e está tudo bem. Porque está chorando agora? 
- sempre que eu fugia dos meus tios, eles diziam que estava tudo bem, falavam para as pessoas que nos vissem na rua que não era nada. Que eu só estava sendo uma criança mimada e nada de mais. – murmurou em um sussurro. – e quando chegavamos em casa... Q-quando... Chegavamos... Eles... 
- shiii. Já passou. Não chore. Eu não sou como seus tios Harry, não vou machuca-lo. Eu só peço que não me deixe preocupado dessa forma novamente. – Tom levantou o rosto do garoto até seus olhos se cruzarem, a luz ali era fraca demais para o menino enxerga-lo por completo, mas Tom sabia que ao menos seus olhos Harry podia ver. E ele sorriu ao notar que Harry não temeu diante disso. – não chore mais pequeno, estou feliz que esteja bem e aliviado de tê-lo achado. Agora vamos voltar pra casa, você deve ter tido um dia cansativo, precisa comer, tomar um banho e descansar, ok? 
Harry esfregou os olhos e deu uma fungadinha para engolir o choro, então concordou com a cabeça. Tom suspirou aliviado ao ver que o menino não chorava mais. Ele então levantou Harry em seu colo como uma noiva, o humano se assustou a princípio, mas logo notou que não iria cair e então deitou a cabeça no ombro do vampiro enquanto o homem o carregava de volta para casa. 
Nagini estava parada na varanda quando Tom atravessou as últimas árvores, seus olhos se cruzaram e a mulher correu para encontrá-lo. Harry acabou dormindo com o balançar da viagem, e só por isso Nagini não estava tendo um ataque com o menino. 
- onde ele estava? – perguntou preocupada, seus olhos correndo por todo o menino em busca de algum machucado, mas por sorte ela nãoao sentia nenhum cheiro de sangue, o que a acalmou um pouco. 
- estava com uma família de raposas, mas ele não fez por mal, Harry é um bom menino e muito curioso. – falou Tom e ao ver o olhar da mulher direcionado para a floresta atrás deles ele acrescentou. – antes que vá atrás dessas raposas, eu sugiro que espere ele acordar e ouça sua história. Ele acabou fazendo amizade com elas. 
- esse garoto. – disse soltando um longo suspiro cansado. – sendo assim, eu vou preparar algo para ele. Ele vai acordar com fome. 
- sim, faça isso, e não brigue com ele. Ele chorou muito quando achou que eu fosse lhe castigar. 
- pobre criança. – dizendo isso Nagini e Tom seguiram caminhos diferentes, ela para a cozinha e Tom para o quarto com o menino bem seguro e protegido em seus braços.

 


Notas Finais


Comentem o que acharam e favoritem para não perder as atualizações.
Até o próximo abelhinhas 🐝🐝🐝


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