História Blood - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Scream (Série)
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Assassino, Tragedia, Violencia
Visualizações 3
Palavras 3.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EU FUI PONTUAL PORRA

Capítulo 8 - Chacina


Casa (no meio da mata) da Lauren | 22h37min

Lauren recepcionou o prefeito até o lugar aonde estava morando por um tempo, queria se afastar desses assassinatos, sua consciência pesava cada dia mais pelo que havia feito em seu passado. Além de saber quem era o assassino havia o ajudado, não aguentava mais ver aquela pessoa sofrer por causa de Sophie. Seu filho, Brad, que havia a mesma idade de Sophie na época, cometeu suicídio após o terrível término entre os dois. A garota havia traído ele e jogado na cara que ele era um inútil e que seria um virgem pro resto da vida. Ele a amava, mas não era algo recíproco, doía saber disso, então ele decidiu que não iria doer mais e acabou terminando sua vida.

Ela e o prefeito estavam na sala de estar, conversando sobre os seus planos do que fazer com Sasha Bells:

― Lauren, eu temo que o que você planeja fazer não é algo muito acerto, apesar de tudo, da nossa amizade, eu não vou torturar uma filha minha.

― Você já está fazendo isso prefeito, e sabe muito bem disso. Não adianta, é a única maneira, ela sabe o que a gente fez.

― Sim, Lauren, eu sei que a gente ajudou a porra de um assassino, mas não era pra ser de verdade, a gente não tem culpa de nada. Aquilo lá é uma pessoa com problemas mentais e sem causas reais de ter matado uma das minhas filhas.

― Prefeito, eu acho que você não entendeu, Sasha te odeia, e você sabe disso, tu expulsou ela de casa pelo fato de gostar de garotas, ela tem toda razão de te odiar. Ela voltou, e ela pode contar que a gente planejou um assassinato.

― Não era pra ser um assassinato de verdade, Lauren. ― Gritou com bravura.

 Nesse mesmo momento em que gritou, ele ouviu um barulho vindo do lado de fora do casebre em que se encontrava. Pensou que Sasha talvez tenha escapado do carro e foi checar pra ver se estava tudo bem.

O homem saiu pela porta da casa e foi até o porta-malas, que estava aberto, e encontrou ele vazio e sem nenhum sinal de vida. Ele foi checar na parte de frente do carro e não viu nada, Sasha estava completamente desaparecida. Como seria possível ela simplesmente sair sem que houvesse alguém por perto para ajudá-la? O homem começou a voltar para dentro da casa quando o assassino com a máscara de mímico apareceu com uma faca em mãos e cortou o pescoço do homem, e o jogou dentro do porta-malas.

Dentro da casa, a professora de química percebeu a demora do prefeito e decidiu checar, indo até a porta da frente e descobrindo que ela está trancada, resmungou um palavrão e decidiu checar a porta dos fundos, e ela também estava trancada, a mulher já estava próxima a ficar louca, ela nem sabia como isso havia acontecido e foi até as janelas para ver se ele estava lá fora, e percebeu que ele não estava lá. Começou a andar de um lado ao outro da sala em que estava, e nada do homem aparecer, ou de alguma coisa acontecer. Até que finalmente ou barulho foi ouvido. Era o telefone. A mulher decidiu atender, e foi uma surpresa ao ouvir aquela voz, que não sabia de quem era, pelo fato de estar modificada.

Olá, Lauren, como você está?

― Quem é você? ― Perguntou aflita.

Sou uma pessoa que você já conviveu por muito tempo, você sabe quem eu sou.

― Não, eu não sei! ― Gritava ao telefone.

 Hahahahaha, como você está engraçada nesses últimos dias... Indo embora da cidade sem dizer o porquê, e ainda tem um caso com o policial, parece que alguém não quer que descubram seus atos.

― Como você sabe do meu relacionamento com o prefeito? ― Falava em um tom alto.

Eu sei de tudo sobre você, Lauren. Você me ajudou a assassinar Sophie, lembra?

― Você sabe que isso não era o planejado, e você sabe disso muito bem! ― Começou a andar de um lado pro outro com o telefone em mãos. ― É melhor que você esconda muito bem isso e que... ― O telefone parou de funcionar. ― Alô? Alô? Está ainda aí?

Largou o telefone e ouviu o barulho de uma das portas destrancando, julgou ser a porta da frente e foi até lá, quando percebeu que aquela não era a porta certa, a mulher se virou e se deparou com o assassino bem na sua frente, que a esfaqueou usando o objeto que estava em mãos. A faca foi colocado bem no meio da garganta da mulher e tirada logo em seguida, caindo morta e cheia de sangue no chão.

Shopping BellPark | 10h08min

Dave e Tim, que haviam recentemente reatado o namoro, se preparavam pra festa de Halloween na escola que aconteceria uma semana antes da festa de Samantha. Entraram na loja de fantasias que tinha no Shopping e procuraram as melhores entre elas. O de cabelo rosado sugeriu:

― Hey, Timmy, por que você não vai de pirata? ― Disse apontando para uma fantasia de pirata. ― Combina com esse seu novo estilo bad boy.

O moreno riu.

― Eu? Bad boy? Tem certeza Dave? Então nesse teu estilo good boy você teria que ir de médico-que-ajuda-crianças-que-foram-queimadas-em-um-incêndio. Que tal?

― Timmy... ― Disse manhoso. ― Isso não é coisa que se brinque!

― Ah, você é muito good boy. ― Falou abraçando seu namorado. ― Sabe que eu só estou brincando. E além disso eu gostei dessa fantasia de pirata, tem o chapéu bonito, o papagaio, a espada de mentira, tem até tapa olho, como todo bom pirata deve ter.

― Então você vai de pirata mesmo? ― O outro garoto assentiu. ― Que bom! Então eu vou de médico também. ― Sorriu. Viu que legal? Nós nos completamos! ― Deu um selinho no cônjuge.

― É... Somos um casal e tanto, meu amor.

Parquinho Bell Stone| 10h37min

Alexa estava sentada em um dos balanços do parquinho, pensando no seu namoro com Mike. Os dois começaram a namorar muito de repente, parece que não havia tanto amor entre os dois, mas mesmo assim eles se recusavam a terminar. Aquilo fazia mal à Alexa, se iludia com alguém que não a amava de verdade, enquanto ela podia ficar com qualquer um, mas ela não se demonstraria fraca, ela nunca se demonstrou desse jeito. Desde que a mãe de Kiara pediu para matá-la e Lex não conseguiu, começou a se achar fraca por não cumprir o desejo de alguém muito importante para sua melhor amiga desde a infância. Não queria comprometer a amizade entre as duas.

A garota negra então recebeu a mensagem de um número desconhecido, seu celular começou a vibrar por causa disso e ela foi ver o que era. Realmente desconhecia aqueles número na tela do seu celular.

Desconhecido: Lexy, aqui é o Tim, eu meio que troquei de número e precisaria de uma ajuda sua aqui no hotel que eu tô trabalhando.

Alexa: Tudo bem, eu acho, onde fica essa bosta de hotel?

Desconhecido: Fica perto do parquinho Bell Stone, o nome do hotel é Savana.

Alexa: Ah, eu tô vendo daqui a placa do hotel, já eu chego.

Desconhecido: Quando chegar, vá para o quarto 202.

Alexa foi ajudar seu amigo de longa data no seu novo trabalho, ele não tinha avisado a moça antes, então ela pensou que ele havia chamado outra pessoa e a mesma não pôde ir, por isso tão de repente o acontecido.

Chegando no hotel ela pede a chave do quarto para a recepcionista e ela dá, então a garota subiu as escadas que levavam até o segundo andar do local, abrindo a porta e se deparando com um quarto totalmente arrumado e com uma câmera localizada em direção a cama. A menina achou um papel no chão, que estava escrito “Alexa, espere um pouco, eu fui pegar umas coisas e já volto, pode me esperar. Ass.: Tim.” Ela colocou em cima da cama, e esperava a chegada de seu amigo de infância. Ouviu um barulho no banheiro mas pensou ser só o vento. Passaram-se alguns minutos desde que ela havia chegado e nada de Tim estar por perto, deitou-se na cama e decidiu tirar um pequeno cochilo enquanto o garoto não chegava.

Hotel Savana | 10h56min

A garota havia tirado uma soneca e quando acordou, encontrou-se com suas mãos amarradas à cabeceira da cama e com seus pés amarrados na parte de baixo. Ela tentou gritar por socorro, mas foi ai que percebeu que sua boca havia sido tapada por uma fita adesiva. Depois de um tempo uma figura totalmente preta com uma máscara branca de mímico saiu pela porta do banheiro com um cutelo em mãos.

A pessoa de preto começou a andar até a câmera que estava direcionada a cama, e a ligou, pois o que aconteceria em seguinte seria gravado pra várias pessoas verem.

O mímico chegou perto de Alexa e enfiou o cutelo em sua coxa, arrastando-o até seus pés. A menina queria gritar de dor mas não conseguia devido a fita em sua boca, a dor era muita. Com o cutelo, a pessoa por trás da máscara cortou um dos pés da moça deitada na cama, e em seguida começou a cortar o resto de sua perna. Colocou o cutelo bem fortemente na barriga dela, perfurando toda aquela região, e agora a garota chorava de dor e não podia fazer nada. O mímico cortou os dedos da garota de um em um, jogando eles em cima dela. Alexa, fraca de perder tanto sangue, já estava quase morrendo. O assassino passou o cutelo por onde ficava a vagina da moça e enfiou o cutelo ali, batendo no local sem parar. E por fim, com a garota praticamente morta, cortou a cabeça dela. Com todo esse escândalo, pegou a gasolina e jogou em cima dela, também pegou um isqueiro e arremessou nela, começando a pegar fogo.

O assassino pegou sua câmera e parou de filmar, agora o vídeo estaria salvo e seria simples só mandá-lo aos adolescentes amigos de Alexa, que, apesar de sempre ser durona, acabou tendo um fim tão trágico e traumatizante para qualquer um que assistisse aquele vídeo desrespeitoso.

O quarto era consumido pelo fogo, e todas aquelas decorações caras também iam junto, o abajur, os quadros, o tapete, tudo, o fogo consumia cada vez mais aquele hotel que alojava tantos turistas que visitavam a cidade nas épocas de festivais.

Essa seria mais uma história triste a ser contada sobre os assassinatos que acontecem na merda dessa cidade, que muitos julgavam ser amaldiçoada, mas que não podiam sair dali por conta de suas famílias e pertences. Os moradores realmente não sabiam mais o que fazer, e essa onda de assassinato está longe de acabar.

Parquinho Bell Stone | 11h18min

― Samantha, era pra Alexa estar aqui as 11 horas, ela mora aqui perto! ― Reclamou Kiara, sobre sua amiga que não apareceu.

― Ela deve ter se atrasado, lavando o cabelo ou coisa assim. ― Sam tentou explicar.

― Você sabe que ela é pontual pra caramba, ela nunca se atrasa pra nada.

― Sei lá, só espera, você tá muito paranoica.

Samantha se sentou em um banco que havia naquele parque com um foco principal para crianças. Kiara não conseguia se aguentar pensando que alguma coisa ruim havia acontecido com a melhor amiga.

Um pequeno tempo se passou até que as duas garotas receberam um vídeo ao mesmo tempo.

― O que será que aconteceu? ― Perguntou Kiara.

Samantha deu de ombros e se deparou com um vídeo mandado de um número desconhecido. As duas decidiram ver o vídeo ao mesmo tempo e assistiram à sua amiga sendo torturada e morta em um quarto de hotel.

As duas ficaram horrorizadas com aquilo e começaram a chorar, não terminaram de ver o vídeo e ficaram completamente desoladas.

― S-Samantha! Eu tenho que achar quem fez isso... ― Disse entre soluços, enquanto chorava pela sua melhor amiga.

― Kiara... Você não pode fazer nada...

― POSSO SIM! EU VOU ACHAR ESSE FILHO DA PUTA E MATAR ELE!

Samantha ficou quieta enquanto Kiara ia até o hotel que conhecia tão bem devido a ter ficado ali por um tempo depois que sua mãe foi internada e não tinha como ficar sem ninguém em sua casa.

― Kiara, Kiara, onde você tá se metendo?

A descendente de asiáticos percorria a calçada correndo em busca do hotel onde sua amiga estava. As duas brigavam tanto, mas no final sempre faziam as pazes, não conseguiam ficar sem a outra, é como se houvesse um vazio presente no corpo delas. Kiara ficou com ciúmes assim que soube que ela estava namorando com Mike, achava ele um babaca, e tinha toda razão de achar ele assim, por que ele era mesmo, no começo do namoro, quando ela acompanhava os dois, segurando vela, Kiara via que os dois nunca estavam conversando tanto, mas mesmo assim sentiu sua amiga a trocando pra ficar com um namorado que pouco se importava com o relacionamento dos dois.

Quando a morena passou por um beco, duas mãos a capturaram e a fizeram dormir, jogando-a dentro de um porta-malas que também se localizava alguém bastante conhecido por aquele grupinho de amigos, Joshua.

Centro Policial | 12h51min

Anne estava sentada na sala de espera daquela delegacia principal da cidade, esperando ser atendida pelo recepcionista para relatar o desaparecimento de Joshua, e nesse mesmo momento Mike chegou no local e abriu a porta, logo vendo Anne sentada nas cadeiras de espera.

― Ainda não foi atendida? ― Questionou o menino loiro.

― Não, parece que ocorreu alguma coisa e não podem nos atender agora. ― Respondeu a gótica.

Dois policiais estavam passando pela recepção, indo direto a porta para sair do local.

― Ahn, com licença, eu queria reportar uma coisa. ― Disse Mike se colocando na frente deles.

― Você não pode, temos um caso de assassinato no Hotel Savana, foi morta uma adolescente negra de 1,67 de altura. ― Falou com calma o policial.

Michael e Anne se entreolharam, agora a menina ficou em pé ao lado de Mike.

― Qual o nome dela? ― Perguntou o loiro.

― Eu não posso revelar, não pra qualquer um. ― Respondeu um deles.

― Eu acho que eu conheço quem você tá falando. Alexa Moore, né? É Alexa Moore? ― Perguntou cada vez mais rápido e aflito.

― Sim, meus pêsames, senhor.

O garoto alto teve lágrimas descendo de seus olhos, enquanto buscava abrigo nos braços de Anne, que o abraçava com tristeza nos olhos. Mike não parava de chorar, pensava que era o culpado disso tudo, que tudo que aconteceu era culpa dele, por não estar por perto quando ela precisava.

― A-Anne... Eu fiz c-com que-e, o Josh desaparecesse, e-e t-também fiz com que a m-minha namorada fosse morta... ― Disse em meio aos soluços, chorando cada vez mais no ombro da menina.

― Mike... Você não tem culpa de nada do que tá acontecendo... ― Reconfortou.

Parque perto da Escola | 12h33min

Ian estava sentado na grama a espera de seu amigo, Jake, e quando viu o garoto chegando, foi logo correndo abraçá-lo, os dois eram amigos bem próximos.

― Por que me chamou pra vir aqui, Ian? ― Interrogou Jake.

― Ah, eu queria te falar uma coisinha sabe...

― O que seria essa coisinha? ― Semicerrou os olhos

― Sabe a professora de química da sua namorada?

― Sim, a Lauren.

― Então, eu meio que fui limpar a casa dela e ganhar um dinheiro pra ficar lá enquanto ela tá fora e no meio daquilo tudo eu achei isso aqui. ― Mostrou o crachá do policial para Jake, que o olhou surpreso.

― Não brinca!

― Aham, os dois tem um caso, e eles tiveram uma noite e tanto!

― Sim, parece que foi bem divertido. ― Riu.

― Ah, Jake, tá tudo bem com seu braço? ― Soltou uma risada. ― O que aconteceu?

― E-Eu meio que caí, sabe, e causou todo esse estrago.

― Certeza que foi só isso mesmo?

― Absoluta.

Continuaram a conversar sobre assuntos bestas até que Ian tocou num assunto um pouco delicado para Jake.

― Você viu minha irmã? Ela não aparece aqui faz um tempo.

― Não vi não. ― Disse seco e rápido. ― Bom, a conversa foi boa, mas eu preciso ir andando, minha namorada deve estar esperando na casa dela. Soube o que aconteceu com a amiga dela né?

― Sei sim, Jake, sei sim.

Os dois se despediram e Jake saiu andando por aquele bairro tão conhecido da cidade, era o bairro central, algumas lojas, o Shopping, e principalmente a escola tá cobiçada por fazer com que os alunos aprendam muito bem.

Casa do Mike | 23h16min

Mike estava no seu quarto, chorando abraçado a uma imagem dele e de Alexa, não suportava a dor de não tê-la ao seu lado, por mais que não demonstrassem tanto o amor, eles talvez se gostassem, não é como se eles soubessem realmente seus verdadeiros sentimentos.

Michael recebeu uma mensagem no seu celular, vibrou, mas ele decidiu ignorar, mas apareceu outra mensagem, também ignorou, uma mensagem uma terceira vez e também não quis ver de quem era, pra ele não adiantaria nada, não era de Joshua e nem de Alexa, se sentia culpado de não ter ajudado nenhum dos dois, se sentia um inútil.

Uma quarta mensagem apareceu, e dessa vez ele decidiu ver de quem era. Quatro mensagens de um desconhecido, duas fotos e duas mensagens.

Desconhecido: Foto (Kiara presa em um poste dentro do galpão)

Desconhecido: Foto (Joshua preso em um poste dentro do galpão)

Desconhecido: Venha até aqui caso queira salvar seus amiguinhos, e venha sozinho, senão a próxima pessoa a morrer será aquela sua amiga com um péssimo gosto de cor favorita, a Anne.

Desconhecido: Armazém Nicos, Rua Beller, 294.

Ele desceu as escadas correndo, sua mãe perguntou aonde ele ia e o garoto não respondeu, saiu de sua casa o mais rápido possível e foi correndo até o local que era bastante longe de onde morava, faria de tudo para salvar a vida de seus amigos.

Armazém Nicos | 23h53min

Finalmente chegou perto de onde o armazém ficava, e logo ficando mais perto da porta, percebeu uma trilha de sangue que seguia até ali dentro.

Abriu a porta do local e se deparou com os dois conhecidos ali. E do lado viu uma mesa com uma faca e com um papel de folha sulfite escrito “você é quem vai decidir quem morre, se não matar ninguém, se soltar os dois ou se se matar, quem morre é a Anne, e ela nem vai esperar isso, não é mesmo, Mike?”

― Filho da puta. ― Resmungou o loiro.

Pegou a faca e olhava pros dois que estavam amarrados, e ele não podia fazer nada, só matar algum dos dois, e não adiantaria nada, o assassino ainda estaria à solta. Seu melhor amigo desde o jardim de infância estava ali, e também estava uma garota que sempre o ajudou com o namoro dele e de Alexa, mesmo não sendo a favor. Os dois construíram a pessoa que ele é hoje e que mudaram ele completamente. Não sabia o que fazer.

O tempo estava passando e ele só sairia dali com um dos dois mortos e não queria isso pra si mesmo, ele queria que os dois ficassem bem.

― Gente, antes de fazer essa decisão eu só quero que vocês saibam que eu amo vocês pra caralho, sério, eu não sei quem eu seria antes de ter vocês do meu lado. Joshua deixou de ser meu amigo por eu ter virado a porra de um babaca, mas eu melhorei pra cacete desde que a gente começou a conversar, e eu realmente peço desculpas por não ter te contado o que eu devia, você sabe que eu não fiz por mal. E Kiara, você ajudou no meu namoro com a Alexa, que foi uma das coisas mais feliz que eu já tive na minha vida, a gente nunca demonstrava o nosso amor, mas eu tenho certeza que ela gostava de mim do mesmo jeito que eu gostava dela, a gente só não sabia mostrar porque éramos dois babacas inúteis, mas agora ela morreu e é tudo culpa minha! E vai cair mais culpa sobre mim pelo fato de eu ter que tomar a porra dessa decisão de matar uma das duas pessoas que eu amo.

Chegou próximo do poste, e, chorando, cortou a garganta da pessoa presa naquele lugar, mesmo depois de tudo que haviam passado ele ainda teve a coragem de matar a pessoa que ajudou com seu namoro, Kiara. Usou a mesma faca pra tirar Josh dali o mais rápido possível. Os dois se abraçaram enquanto Mike pedia a ajuda da polícia com algo que havia acabado de acontecer.

A lua estava incrível aquela noite, mesmo com tanta merda acontecendo. Um carro de polícia chegou no lugar onde Mike havia descrito e acharam um corpo morto, e também o papel escrito do que teria que acontecer, enquanto os dois garotos choravam abraçados um ao outro.

Na sua casa, Anne só queria notícias sobre Joshua, queria saber se ele está bem mesmo depois de tudo aquilo, ela só queria vê-lo bem, e pra isso não poderia mentir pra ele, teria que ser sincera. Seu pai não estava ali, estava no bosque, justamente na casa onde Lauren e o Prefeito foram mortos, tentavam procurar alguma coisa por ali mas não acharam nenhuma pista de quem havia feito tudo aquilo.

Jake e Samantha estavam na cama da garota, abraçados, e ele estava confortando ela com tudo que aconteceu de ruim nesses últimos dias em que a vida deles havia se tornado um inferno que eles não podiam escapar, senão acabariam mortos que nem os outros.

Tim e Dave curtiam a luz da lua, estavam presenciando de um lugar alto localizado perto do galpão abandonado, e enquanto Dave chorava por causa da vida de merda acontecendo o seu namorado o confortava, dizendo que ficaria muito bem, e que aquele inferno iria passar algum dia.

Ian foi pra casa e descobriu o corpo de sua irmã bem ali no porão, desacreditado no que via e resolveu chamar a polícia para desvendar o que aconteceu. Ficou bem do lado de fora da casa dela olhando a lua brilhante no céu estrelado.

E Kyle estava com um molho de chave em suas mãos, mas não era o molho de chave de sua casa, e sim o molho de chaves da escola, ele abria os portões principais enquanto estava com um saco preto em sua outra mão, arrastando-o para dentro daquela localidade.


Notas Finais


gente, o objetivo é eu postar no halloween, pq o capítulo é halloween né, mas o capítulo que tem mesmo o halloween vai ter que ser depois do de halloween

confuso? um pouco


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...