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História Blood And Tears - Jeon Jungkook - Capítulo 2


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Notas do Autor


Aproveitem o capítulo.

Boa leitura.

Capítulo 2 - Chapter I


Fanfic / Fanfiction Blood And Tears - Jeon Jungkook - Capítulo 2 - Chapter I

Blood And Tears 

(Chapter I)

Você resistiu o máximo possível em frente ao seu marido, que estranhamente parece odiá-la. No entanto, em algum momento todas as palavras severas do moreno vieram à tona em sua mente. Seu corpo se tornou pesado bem como as suas pálpebras que insistem em querer fechar a todo instante. De repente, você já não parecia mais ter forças para se manter equilibrada e as suas pernas fraquejaram levando-a ao chão. 

No mesmo instante, Jungkook direcionou o olhar em sua direção ao escutar o barulho de algo, no caso alguém, caindo.

Sem pensar a respeito, o moreno agiu por impulso. 

— (S/N)! — Seus lábios foram mais ligeiros em se pronunciar, com certa aflição e desespero, ele chamou por você numa tentativa tola de despertá-la uma vez que você havia desmaiado. — Droga! Não era para ser assim. — Praguejou claramente frustrado, pegando-a em seus braços com cautela e vagarosamente ergueu-se do chão, levando você até o seu quarto, ou melhor, o quarto de vocês, cuidadosamente deitando-a na cama e cobrindo com o cobertor quentinho visto que a noite é fria.

— Sr. Jeon, precisa de alguma coisa? — Eun Soo, a governanta da casa, adentrou o quarto, chamando a atenção do moreno que ainda estava ajeitando o cobertor a fim de mantê-la aquecida.

— Ligue para o Jin. Ela precisa ser examinada, o mais rápido possível! — Apesar de não ser a intenção soar grosseiro, no momento o moreno está nervoso demais com o seu desmaio. Afinal de contas, você sempre foi uma mulher saudável, não faz sentido passar mal justamente agora.

— Como desejar, senhor. — A mais velha curvou-se, logo se retirando do quarto.

— O que está errado contigo? — Sentou-se ao seu lado na beirada da cama, sutilmente levou a destra até seus fios, afagando-os. Afinal, por mais que o moreno diga para si mesmo que deve odiá-la, fazer-te sofrer, no mais profundo de sua alma ele está machucando a si mesmo a cada palavra e atitude áspera dirigida a ti. Com o passar do tempo, foi inevitável o moreno nutrir sentimentos por você. No entanto, é um sentimento tão amargo, outrora sufocante. A "Você" que ele ama, não passa de uma farsa, de fato nunca existiu e essa certeza acaba dilacerando ainda mais o coração já machucado de Jungkook.

Talvez… Apenas talvez, se vocês tivessem se conhecido em outro tipo de circunstâncias, os obstáculos que os separam não existiriam ou pelo menos não seriam tão difíceis de ser superados.

Se o amor fosse a resposta para tudo, há muito tempo já não existiria tal semelhante sentimento de inquietação em seus corações. Todavia, desde o princípio, o que estava à prova era a sinceridade de seus gestos, a verdade de seu coração e mente conturbados. Não deveria haver espaço para incertezas ou lamentos, mas lamentavelmente não há apenas tais sentimentos conflitantes como também a dor da perda. 

Não meramente a perda de alguém importante para si, mas sim a perda de um bem mais valioso, a sua humanidade como pessoa. 

°°°

— Podemos conversar em particular? — Jin questionou uma vez que terminou de examiná-la, chamando o amigo, Jungkook, para longe de ti.

— Claro. — Assentiu mesmo relutante em te deixar quando você está tão frágil.

A fim de mais privacidade, o moreno sugeriu que fossem ao seu escritório, tendo a certeza de que ninguém se atreveria a incomodar.

— Vou direto ao ponto, não tenho tempo a perder. — O médico foi curto em suas palavras, não gostaria de prolongar muito.

— Prossiga. — Jungkook incentivou-o a continuar, acomodando-se em sua cadeira giratória e Jin sentou-se à sua frente.

— Jeon Jungkook, o que diabos você fez? Seu moleque irresponsável! — Para a surpresa de Jungkook, o amigo o repreendeu como se ele tivesse feito alguma coisa errada, quando na verdade não o fez. 

— Qual o problema agora? — Expôs a sua curiosidade bem como confusão, o moreno não sabia sobre o que Jin falava.

— Sua esposa, Jungkook. Ela tem apenas 24 anos! Como pode passar por um nível de estresse tão grande? Ainda mais nas condições dela. — Diante das palavras do médico, o moreno ficou ainda mais perdido, franzindo o cenho em sinal de confusão. 

— O que quer dizer com isso, Jin? — Agora, seu semblante está mais tenso, preocupado. O que há de errado contigo? É grave? De fato ele não sabe.

— Sua esposa está grávida. — O médico foi direto em sua resposta, não hesitando em sua afirmação ainda que o moreno talvez não devesse saber sobre isso por ele e sim por você.

— Deve haver algum engano. Ela não pode estar. — Retrucou rapidamente, não escondendo o quanto a notícia havia o afetado.

— Não há engano algum. — Insistiu na afirmação, ajeitando o óculos.

— Isso não podia ter acontecido. — Murmurou um tanto desnorteado, passando as mãos pelos fios negros em claro sinal de frustração.

— Se não queria ter um filho, deveria ter usado preservativos. — Mais uma vez o moreno havia sido repreendido. 

— Não, é incômodo e ela tomava pílulas. — Retrucou de imediato, tentando manter a calma, talvez já perdida.

— Ai, ai, esses jovens de hoje em dia. — Jin comentou negando com a cabeça. — De certeza foi um deslize. Vai ver ela esqueceu de tomar após alguma de suas transas, bem, também não é como se a eficácia das pílulas fosse cem por certo. Já houveram muitos casos de mulheres que tomavam e ainda assim ficaram grávidas. — Tentou explicar ao notar que o amigo não parecia muito satisfeito com a recente revelação.

— Não. Tenho quase certeza de que ela fez de propósito. Ela vai usar essa criança para me prender, se duvidar ainda pensa em abortar. — Ao ouvir as palavras do moreno, foi inevitável a expressão de incredulidade de Jin. Como poderia o seu amigo ter um pensamento tão ultrajante sobre a própria esposa?! Afinal de contas, ele não ama? Como poderia ser tão cruel ao falar de ti, pensar que seria capaz de tamanha crueldade?

Você não era uma mulher cruel, ou pelo menos é o que Jin sempre acreditou. Mas e quanto a Jungkook? O que a levou a ter tal pensamento sobre ti? De certeza havia uma razão mais do que propícia para isso.

— O que o levou a mudar tanto? Você não costumava ser tão cruel com as pessoas, ainda mais com a sua própria esposa. — A indignação em suas palavras é palpável e o moreno notou no mesmo instante.

— Ela é a culpada. Se não tivesse interferido na minha vida eu não teria renunciado a tantas coisas, incluindo os meus princípios, tampouco os meus sentimentos. Sou o que sou unicamente por culpa dela. — A dor em seus olhos bem como o ressentimento é visível, no entanto, as suas palavras são um tanto confusas visto que Jungkook não ousa esclarecer o que de fato aconteceu nos últimos anos. 

— Não sei o que está tentando dizer, mas o que vai fazer com relação à gravidez? — Apesar do anseio em saber sobre os conflitos internos do amigo, como médico ele estava priorizando a saúde de seus pacientes, no caso você e o filho que carrega em seu ventre.

— O correto seria saber o que ela pretende fazer. Das duas, uma: ela vai usar o filho para me chantagear ou simplesmente abortar se não obter o que quer. — Sua expressão permaneceu neutra e o seu olhar distante, mas internamente o moreno se pergunta a decisão que você irá tomar.

— O que pensa que sou, Jungkook?! — Para a surpresa do moreno, você abriu a porta do escritório bruscamente chamando a sua atenção de imediato. — Eu não vou matar o meu próprio filho, muito menos preciso de você para criá-lo! Posso sair agora mesmo daqui e te deixar livre. Afinal de contas, nunca passei de um peso para você pelo que estou vendo. — Tolamente, você tenta se manter firme, apesar de ser extremamente difícil diante das palavras severas de seu marido. — Só me tire uma dúvida, Jungkook. Por que tanto me despreza quando tudo que fiz foi te amar? — A essa altura, seus olhos já estavam vermelhos, por você inutilmente tentar segurar as lágrimas que persistiam em cair de seus olhos, molhando a sua face.

— Maldito seja esse suposto amor que tanto dano nos causou! — A angústia em seu tom de voz, a dor em seus olhos bem como a mágoa em seu coração; você pode ver tudo claramente, mas ainda não entende o porquê de seu ódio para contigo. — E o que diabos você quer dizer com criar o filho sozinha? — Repentinamente, o moreno levantou de seu assento e caminhou até você em passos apressados ficando de frente para ti, segurando os seus ombros, impedindo-a de fugir dali.

Aproveitando a distração dos dois e vendo que deveria deixar o casal a sós, Jin saiu sorrateiramente pela mesma porta que você entrou há pouco.

— Exatamente o que ouviu. Se o pai não quer, darei todo o afeto que meu filho precisa. A última coisa que quero é que ele seja desprezado pelo próprio pai, assim como eu. — Suas palavras saíram como uma pontada certeira em seu coração. Jungkook não esperava que você reagisse dessa maneira. De longe você não parece nem um pouco com aquela mulher impiedosa que destruiu a sua vida ao causar a morte da única pessoa por quem o moreno ainda tinha algum afeto: o seu irmão mais velho.

— Você não tem permissão, tampouco o direito de me deixar. Continua sendo minha esposa e agora a mãe do meu filho. Não se atreva a me deixar, Jeon (S/N). Eu vou te caçar até no inferno, mas longe de mim você não fica! — Seu tom soou rígido, imponente. O tremor em seu corpo é notável e a confusão em seu coração é ainda maior. Como ele poderia simplesmente jogar contigo de maneira tão deliberada? O quão gratificante é torturá-la de tal maneira? Você só queria o seu amor. Quando toda a sua gentileza se transformou em ódio, ressentimento? 

Inevitavelmente, as lágrimas que antes eram controladas com muito pesar, agora correram espontaneamente por sua face. Você gostaria de dizer algo, mas sua voz não sai. O quão dolorosa é a sua dor, o moreno pode ver com clareza na profundidade de seus olhos chorosos, outrora tão sinceros e cativos.

— Você não deveria chorar. — Quase como um sussurro, quem não diga um lamento, Jungkook, sibilou segurando a sua face entre as suas grandes mãos, enxugando suas lágrimas com os dedos enquanto mantém o olhar no seu. Um olhar perdido, talvez melancólico, sombrio.

Sua consciência insistia em lembrá-lo que ele jamais deveria amá-la, tampouco se preocupar contigo. Todavia, seu coração sempre persistia em não deixá-la, ansiar por você, pelo seu amor tanto quanto você ansiava pelo dele.

Tamanha é a confusão em sua mente bem como em seus sentimentos que o faz pensar sobre o que deveria ou não fazer a seguir:

"Não sei em que momento o meu coração vacilou, tampouco minhas convicções. Nesse momento, a única certeza que tenho é que as suas lágrimas tinham cor de sangue. E no mais profundo do meu ser, eu queria me dar a chance de te perdoar, abdicar de meu passado bem como do seu. Só desejaria viver contigo longe de tudo e todos, todavia, temo não ser capaz de fazê-lo."


Notas Finais


Dear Duke está sendo repostada, confiram😉: https://www.spiritfanfiction.com/historia/dear-duke--jeon-jungkook-19436453

Espero que tenham gostado.
Beijos, beijos.

~Capitulo betado


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