História Blood in the Water - Capítulo 3


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Categorias O Assassino: O Primeiro Alvo (American Assassin), One Direction, Teen Wolf, The Vampire Diaries
Personagens Allison Argent, Caroline Forbes, Chris Argent, Cora Hale, Damon Salvatore, Derek Hale, Elena Gilbert, Erica Reyes, Gerard Argent, Harry Styles, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Kate Argent, Klaus Mikaelson, Liam Dunbar, Liam Payne, Louis Tomlinson, Lydia Martin, Malia Tate, Mitch Rapp, Niall Horan, Rafael McCall, Scott McCall, Stefan Salvatore, Victória Argent, Zayn Malik
Tags Mitchrapp, One Direction, Scallison, Stydia, Teenwolf, Tvd
Visualizações 22
Palavras 3.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores, finalmente eu estou de volta. Bem, acho que chegou o tão esperado momento, né? No capítulo de hoje, Lydia e Mitch finalmente se conhecem.
Fico muito feliz com o resultado da fanfic, obrigada por estarem acompanhando e pelos favoritos.

Boa leitura ❤️.

Capítulo 3 - Capítulo Três- Mitch Rapp.


          P.O.V Lydia Martin


Demoramos cerca de trinta minutos para chegarmos ao nosso destino. No caminho todo, fui repassando as perguntas que eu teria que fazer. 

- Lydia? Chegamos ao nosso destino. –Stefan falou, tirando a chave do motor.– Rapp House.

- Ah não, estamos no lugar errado. –respondi, ainda encarando o papel em minha frente. 

- Eu segui as coordenadas da senhora Martin.

Voltei o meu olhar para a folha de papel, e vi o mesmo nome. 

Eu não sabia como e nem porquê, mas senti a minha respiração falhar.

Não era possível! Como eu não me toquei que eu iria entrevistar o Mitch? 

Quer dizer, com todas as coordenadas que eu recebi durante o dia, eu já teria que ter adivinhado.

 - Deseja voltar? –O loiro perguntou paciente.

- Não! –neguei rapidamente e em seguida, limpei a garganta.– Quer dizer, é aqui mesmo. 

Com todas as coordenadas que eu recebi durante o dia, eu já teria que ter adivinhado.

Afinal, do que eu estava com tanto medo? Eu não conhecia Mitch a três dias atrás. Nunca vi ele sem ser na noite em que conheci Allison e na televisão, hoje de manhã. 

Qual é, Lydia. Você pode fazer isso.

 E foi exatamente essa frase que eu fui repetindo para mim mesma, até nós entrarmos no enorme edifício.

Assim que entramos, de cara encontramos dois seguranças.

Os dois ficavam na porta do prédio, fazendo a vistoria de tudo o que acontecia ali. Para termos acesso ao elevador, tivemos que passar por detectores de reconhecimento facial, onde eu acreditei que todos que trabalhavam ali, faziam isso todos os dias. 

Uma moça loira, que aparentava ter pelo menos trinta anos, abriu um breve sorriso antes de esticar o seu crachá para a caixinha de metal na parede. Rapidamente, o seu acesso foi liberado e ela conseguiu passar por uma das catracas. 

Recebemos crachás de visitantes e assim que o "Plim", do receptor de metal foi soado, já estávamos dentro do edifício. 

Antes de caminharmos em direção ao elevadores, eu consegui notar cada parte da decoração. 

A família de Allison não pensou em poupar as enormes paredes cinzas, cujo elas estavam cobertas por quadros. 

Um enorme balcão estava próximo do elevador. Lá havia um enorme computador e na frente dele, um moço baixinho e gorducho, de cabelos pretos, teclava sem parar e ao mesmo tempo analisava a sua agenda.

Passamos por jarros com plantas nas quais eu nem sabia que existiam, e entramos na caixa de metal.

- E eu achei que a sua tia exagerou na decoração do jornal. –Stefan soltou, enquanto ajeitava a sua gravata preta.

Eu apenas soltei uma risadinha e assenti com a cabeça.

Eu não tinha tempo para piadas, embora ele tenha razão sobre Kate. 

Apertei no botão do andar indicado no papel, e olhei para frente, esperando que o elevador subisse. Uma musiquinha esquisita foi soada do teto do elevador, e Stefan mexeu a cabeça no ritmo da música. 

"Décimo andar"- Uma voz eletrônica falou.

Rapidamente as portas se abriram, e tive a visão de pessoas andando de um lado para o outro, com papéis ou conversando com pontos eletrônicos na orelha. 

Fechei os olhos por alguns segundos e respirei fundo, criando coragem para fazer aquilo.

Stefan me cutucou e eu arrastei os pés para fora do elevador. 

Havia um enorme balcão de pedra branca ao lado do elevador. A mesma moça loira que eu encontrei lá embaixo se posicionava atrás dele. Ela sorriu e caminhou em minha direção.

- Kate Martin? –Ela perguntou surpresa, provavelmente com a minha aparência.

- Lydia. 

Ela assentiu. 

- Sou Meredith, irei te acompanhar até o corredor do senhor Rapp. E você é.....? –Ela perguntou, encarando Stefan.

- Segurança.

- Meu amigo. –falamos ao mesmo tempo e Stefan me encarou confuso.

Meredith abriu um sorriso paquerador para Stefan e ficou o encarando por alguns segundos. Eu forcei uma tosse e ela soltou uma risadinha envergonhada. 

- Por aqui, por favor. –A loira apontou para a sala com vários mini escritórios.

Eram pequenos cubículos, separados por paredes pequenas e enumeradas. 

Todos os tipos de pessoas trabalhavam lá, uns com o seu humor melhor do que os outros. Alguns teclavam, anotavam e até se esticavam para saber o que estava acontecendo do outro lado da divisão. 

No final da sala, haviam um corredor extenso com três portas. Na ponta, três máquinas de chocolate e petiscos, e outra duas com bebidas. 

- Se quiser, pode pegar algo aqui para levar para a entrevista.

Eu balancei a cabeça negativamente e ela encarou aquilo como uma resposta, nos guiando para o final do corredor.

 Olhei para trás e percebi que Stefan estava com a mesma expressão de quando conhecemos a Columbia. Soltei uma risadinha e virei para frente, dando de cara com duas portas de vidro.

Meredith empurrou uma delas e passamos por mais outro corredor cheio de salas.

 Me lembro de termos atravessado mais duas portas, antes de parar em frente a uma enorme porta de madeira.

- É aqui. –Ela apontou para a enorme maçaneta.

Eu encarei a porta de cima a abaixo e encarei Stefan. O mesmo me lançou um sorriso confiante e eu assenti, olhando de volta para a madeira rústica em minha frente. 

A loira empurrou a porta, me fazendo ter a visão da recepção do escritório.

 Ele era composto completamente por uma escura madeira, rústica. Havia inúmeros quadros na parede e algumas fotos de um senhor, que eu acreditei ser o pai de Allison.

Alguns vasos de planta cercavam o local e um sofá na cor cinza estava encostado na parede. 

- Bom dia, no que posso ajudar? –Uma morena falou, com um sorriso. Se ela não tivesse esse sotaque americano, com certeza eu diria que ela não era de New York. Mas o seu cabelo castanho ondulado e o seu estilo de roupa, entregavam ela. Se ela não tivesse falado com tanto formalidade, apostaria que ela tinha vinte e poucos anos.

- Eu....hm...sou Lydia Martin. –Me aproximei do balcão e ela arqueou as sombrancelhas.– Enteada da Kate.

Ela assentiu, como se tudo fizesse sentido e guiou os seus olhos até a tela do computador.

A mesma teclou alguma coisa por alguns segundos e em seguida, voltou o seu olhar para mim. 

- Me acompanhe. –Ela falou, saindo de trás do balcão e caminhando em direção a três enormes portas. Ela fechou o punho e deu três batidinhas na porta do meio.

"Entre" Uma voz masculina soou lá de dentro. 

A moça me deu passagem e assim que ela virou de costas, soltei todo o ar que estava prendendo em meus pulmões.

Vamos lá, Lydia. Você consegue. 

- Não vai entrar? –A moça perguntou, me encarando confusa.

- Ah.....claro. –Abri um sorriso forçado e empurrei a porta de madeira, dando de cara com um enorme escritório.

Uma figura alta masculina estava parada em frente a uma enorme janelão, parecendo apreciar a visão que tinha de New York todinha. 

Quadros, certificados, placas, tudo isso era esbanjado em suas paredes cinzas. Um pequeno sofá da mesma cor se encontrava no canto e mais a frente, uma enorme mesa, com vários porta retratos em cima.

Os mesmos vasos de plantas da primeira recepção, se encontravam reunidos aqui, dando um ar mais elegante na sala.

Eu estava tão impressionada, que nem notei a porta sendo fechada atrás de mim.

- Kate? –O moreno alto perguntou confuso, vindo até a minha direção.

Agora eu sei o porquê de aquelas garotas estarem pirando no restaurante.

Mitch era extremamente elegante e......bonito. 

O seu cabelo meio grande e um pouco bagunçado, a suas pintinhas na bochecha e os seus olhos cor marrom chocolate, se destacavam no mesmo. 

- É.....L-lydia Martin. A enteada. –Estendi a minha mão de uma maneira nervosa, e Mitch apertou a mesma.

Ok, com certeza ele NÃO era o meu tipo.

- Bem, senhorita Martin. Como eu disse, não tenho muito tempo. –Ele falou, voltando a olhar para a sua bela visão.

Atrás da mesa de Mitch, havia um janelão enorme, revelando toda a vista de New York. Carros, ônibus e até a times Square dava para ser vista dali.

- Claro, não irei demorar. –respondi e caminhei até uma das cadeiras, em frente a sua mesa. 

Mitch virou de frente para mim, e cruzou os braços, esperando.

Peguei uma caneta que estava guardada dentro do livro e liguei o gravador. 

- Bem.....pronto? 

Assenti e em seguida, limpei a garganta.

- A Rapp House já era uma empresa bastante conhecida antes de ser herdada pelo senhor.....

- Mitch. –Ele me interrompeu.

Franzi a testa.

- Como?

- Me chame de Mitch. Não sou velho. 

- Ah, claro. –respondi, sentindo as minhas bochechas arderem contra a minha pele.– Como eu estava dizendo, antes de ser herdada por você, ela já possuía bastante fama. Como você fez para ela enriquecer tanto em menos de três anos? 

- Quando entrei na diretoria, fiz questão de contratar as pessoas mais profissionais formadas no mercado imobiliário e econômico mundial. Não foi tão difícil assim conseguir tanto reconhecimento já que já tínhamos uma boa influência financeira.

Eu assenti e encarei o pedaço de papel novamente.

- E em relação a projetos econômicos? Você está com uma nova campanha para arrecadação de alimentos na África e no Sudão. Por que se importa tanto com essas causas?

Ele deu de ombros.

- São pessoas humanas. –O mesmo respondeu óbvio.– Não acha que merecem tanto quanto nós?

Me culpei por dentro por ter feito uma pergunta tão óbvia assim.

- Ah...claro...–Voltei a olhar para o papel, vendo que todas as perguntas, eram óbvias demais. Com certeza ele já deve ter respondido tudo isso em entrevistas anteriores.– É.....e em relação as suas boates? Quer dizer, ficamos sabendo que você está abrindo e....

Ele rapidamente fechou a cara. 

- Isso não tem a ver com a empresa. –O mesmo me interrompeu.

- Me desculpe, eu..... –Senti meus olhos sendo arrastados até os de Mitch. Senti o olhar do mesmo perfurando a minha pele, como se ele tentasse me descobrir ou algo do tipo. Os braços do mesmo se contraíram quando ele se posicionou em minha frente, e eu tive que balançar a cabeça negativamente para não lembrar de seus músculos cobertos pelo tecido cinza do blazer.

Mitch notou o meu desespero e se sentou em uma cadeira vaga ao meu lado, ele me encarou, cobrando mais uma pergunta.

- Você veio gastar o meu tempo ou tem alguma pergunta de verdade, senhorita Martin?

- É....claro....–Guiei rapidamente os meus olhos até o papel, em busca de outra pergunta.– Você é......gay?

O mesmo soltou uma risadinha e eu cobri os lábios quando percebi o que havia dito.

- Desculpa, eu....não sabia o falar. –respondi, sentindo as palavras quererem se embolar em minha boca.

- Não, Lydia. Eu não sou gay.

Assenti constrangida.

- E as novaiorquinas agradecem. –Falei baixo, anotando a resposta do mesmo.

- Como? –Ele perguntou, franzindo a festa.

- Nada. Eu vou ver se tem mais uma pergunta..... –falei, e passei as folhas do caderninho azul, procurando alguma coisa que servisse. 

- Me fala sobre você. 

Rapidamente, os meus olhos pararam de procurar por palavras chaves e eu levantei o rosto, encarando o mesmo confusa.

- Como?

- Me conta o que você faz. Está na universidade, né?

Ok, o entrevistado estava querendo saber algo sobre mim? Isso é normal? Acontece diariamente durante as entrevistas?

Eu não faço a mínima idéia!

- Sim, faço administração na Columbia.

Ele levantou as sombrancelhas surpreso porém segundos depois, ele se recompôs.

- Então, pretende herdar o jornal ou algo do tipo?

Soltei uma risadinha e balancei a cabeça.

- Por enquanto eu só estou preocupada em passar no semestre e não repetir a cadeira.

O mesmo apoiou o braço no apoio que havia na cadeira, e encostou o seu queixo em sua mão. Mitch me encarou curioso, enquanto umidecia os lábios, se preparando para falar.

- E depois?

- Eu não sei....–encolhi os ombros– Talvez comprar um apartamento, conseguir um trabalho ou algo do tipo.

- Bem, posso conseguir um estágio aqui para você. –Encarei o mesmo confusa.– Quer dizer, temos um bom programa de estágio. Se quiser, pode falar com a Katherine depois. –Ele esticou o braço e pegou um de seus cartões que estavam em sua mesa. Em seguida, o mesmo me entregou e me observou.

- Eu agradeço mas não sei se me encaixaria aqui. Quer dizer, já olhou para esse lugar? Olha para mim. –apontei para o meu peito.– Eu.....não tenho experiência para essas coisas. 

Mitch me encarou atentamente por alguns segundos. Os seus olhos castanhos acompanhavam cada parte do meu rosto, como se ele estivesse preocupado em me desvendar.

 Senti os pelos da minha espinha se arrepiarem e as minhas bochechas arderem de encontro com a minha pele.

Segundos depois, ele guiou o seu olhar até o meu .

- Olha eu realmente..... 

- Senhor Rapp? –A porta se abriu com tudo, me interrompendo rapidamente.

Mitch tirou os seus olhos de mim e os guiou até a morena da recepção.

- Atrapalho?

Ele balançou a cabeça negativamente.

- Não.  –O mesmo se levantou e se afastou brutalmente de mim.

- Era apenas para avisar que a sua reunião começa dentro de cinco minutos. Deseja que eu atrase ela?

- Eu já estou indo. 

- Certo. – A tal da Katherine assentiu e fechou a porta novamente. 

- Olha, eu não quero atrapalhar. –Me levantei por impulso e organizei o meu caderno com as anotações.

- Você não estava atrapalhando. –Mitch falou e em seguida, pegou o cartão que havia me entregado minutos atrás. Eu havia o deixado em cima de sua mesa.– Aqui, ligue para ela. 

- Mitch, eu realmente agradeço. Mas agora, eu não estou focada tanto assim no estágio.– Ele soltou uma risadinha e balançou a cabeça negativamente.– O que foi?

- Nada. É só que você é a primeira pessoa que me recusa esse estágio. 

- Como eu disse, eu não estou tão focada nele agora. –Repeti, a mesma frase novamente.

- Certo, senhorita Martin. –Ele assentiu.– Acho que nos vemos depois então. –O mesmo me lançou um olhar e eu senti todos os meus pelos se arrepiarem novamente.

Era esquisito sentir essa sensação, ainda mais com ele. Acabamos de nos conhecer e ele já me fez sentir isso. 

Droga Lydia, sai daí logo.

Depois de ficar alguns segundos parada no mesmo lugar, percebi que quilo era uma despedida. Mitch me acompanhou até a porta e eu fiquei lá, parada por mais alguns segundos.

- Lydia. –Ele assentiu, parado na porta de seu escritório.

- Mitch. –Assenti de volta e Stefan me puxou para o escritório principal.

Refizemos todo o percurso de volta para o elevador, em silêncio. Eu não sabia o que falar. Eu não sabia se eu deveria falar.

Foi uma simples entrevista, e eu me senti tão.....diferente.

Assim que coloquei os pés para fora da empresa, soltei o ar dos meus pulmões. Nem eu mesma sabia que estava segurando a respiração por tanto tempo. Só fui reparar nisso, quando senti uma onda de alívio tomar conta do meu corpo.

- Aconteceu alguma coisa lá dentro? –Stefan perguntou, olhando pelo retrovisor do carro.

Aconteceu alguma coisa lá dentro? De fato, claro que não!

Não é?

Deus! Quem eu estou querendo enganar? Já faz vinte minutos que a entrevista acabou e eu ainda não consegui dizer uma sequer palavra.

Tudo o que eu conseguia pensar era nos músculos que Mitch escondia por trás daquele terno. Na maneira como os seus lábios se moviam ou até mesmo a forma como os seus olhos castanhos me encaravam, fazendo as minhas bochechas queimarem.

- Lydia? –O loiro repetiu.

- Oi! –respondi, voltando do transe. Pisquei os meus olhos repentinas vezes e notei que já estávamos na garagem do prédio.

- Você está bem?

Apenas assenti com a cabeça, enquanto esperávamos que as portas do elevador abrissem na cobertura.

Antes mesmo que Stefan pudesse falar ou perguntar qualquer outra coisa, subi correndo em direção ao meu quarto e tranquei a porta, deixando com que as minhas costas se encontrassem com a madeira.

De repente, me senti mal por ter me sentindo intimidada por Mitch. Quer dizer, ele é lindo.....mas é irmão da Allison. E isso é completamente errado.

Por mais que eu tivesse sentido tudo aquilo durante a entrevista, não muda nada o fato de eu achar um pouco de exagero das garotas morrerem por ele.

Ele é bonito sim, mas e daí?

Tem outros caras bem mais bonitos que ele e afinal, eu não estou procurando um namorado. 

.....

- Então você agora é jornalista? –A voz do meu primo soou atrás de mim, fazendo com que eu tirasse os olhos do meu notebook e olhasse para trás.

- Vinte e quatro anos e você nunca aprendeu a bater na porta, não é mesmo Isaac?

Ele riu e jogou um envelope cor creme em cima da minha escrivaninha.

Sim, Isaac e eu somos primos. Ele é seis anos mais velho que eu e tem mente de uma criança de doze anos. Totalmente irritante.

Eu poderia dizer que odeio ele, mas o mesmo conseguiu uma entrevista para mim na Columbia, e sem ele, eu teria que discutir com o meu avô sobre o assunto. E também pelo fato dele ser o parente mais próximo da minha família que eu considero um irmão.

-  Festa de comemoração a inauguração do jardim botânico florido. –Ele apontou para o convite.– Da para acreditar? Todo ano eles fazem isso. –O mesmo soltou uma risadinha sarcástica e levou as mãos para a sua cintura.

- Talvez ele apenas gostem de plantas. –Encolhi os ombros e voltei a digitar em meu notebook.

- Esse aí é o seu.

Guiei os meus olhos até Isaac e encarei o mesmo confusa.

- Como assim "esse é o seu"?

Ele deu de ombros.

- Achei que só fosse gente chata mas..... parece que é o seu dia de sorte.

Definitivamente Isaac tinha razão. Festas da elite do Upper East Side eram chatas até demais. 

Por isso que Derek e Kate evitavam que eu fosse em eventos assim. 

Até eles achavam entediantes.

Peguei o papel em minhas mãos e encarei a inicial "R", escrita em dourado. Abri o convite e rolei os olhos pelo texto.

"É com muita honra e dedicação, que Victória e Christopher Rapp, convidam a família Martin, para a inauguração do novo jardim botânico florido. 

Aguardamos a presença de vocês. Atenciosamente, Rapp's."

Arregalei os meus olhos e Isaac soltou uma risada.

- Assustada?

- Não.....–respondi, encarando o papel– Na verdade....eu estou surpresa.

Ele enfiou as mãos no bolso do terno.

- Como assim? É amigo de alguém da família? 

- Allison.....Allison Rapp. –Isaac me encarou confuso e eu deixei o convite em cima da mesa– Conheci a mesma na Columbia. Ela é..... engraçada.

O mesmo se remexeu de uma maneira desconfortável.

- O que foi?

- Eu.....–Ele coçou a nuca– Acabei de lembrar que tenho um caso marcado para as Duas. Te vejo amanhã? 

Assenti e o mesmo beijou a minha bochecha. Em seguida, ele caminhou em direção a porta e acenou, logo sumindo da minha vista.

A questão não era essa. E sim, por que Isaac saiu tão apressado daqui?



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