História Blood Inheritance - The Beginning - Capítulo 31


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Categorias Harry Potter
Personagens Barão Sangrento, Blásio Zabini, Cedrico Diggory, Cornélio Fudge, Dobby, Draco Malfoy, Fenrir Greyback, Gregory Goyle, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Mila Bulstrode, Narcissa Black Malfoy, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Remo Lupin, Ronald Weasley, Vincent Crabbe
Tags Dracomalfoy, Harrypotter, Malfoy, Potter, Slytherin
Visualizações 18
Palavras 1.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Falando Línguas Diferenciadas


Draco, Crabbe, Goyle e o grupinho de Michael começaram a diversão de ficar assustando os alunos do primeiro ano, que andavam grudados desde o ataque a Colin Creevey. Claro que eu tentava lhes dar um sermão, mas Louis e Pansy prendiam na minha capa e não me soltavam, dizendo que “era só uma brincadeirinha casual”.

Com o Natal se aproximando, os alunos que passariam as férias em Hogwarts tiveram que assinar a lista, mas eu não me juntei a eles. Tinha dito ao papai que passaria o Natal com ele, e ia cumprir com minha palavra.

Draco não ia passar o Natal em Hogwarts, mas quando contei que também não ia, ele disse:

- Ah, nem vem! Eu não vou passar o Natal tendo que te suportar! – Ele riscou seu nome da lista – Sem contar que seu pai é outro resmungão, aquela coisa. Acho que prefiro ficar. Crabbe, Goyle, não assinem isso aqui.

Obedientes, os dois o fizeram.

- Não os pode obrigar a fazer o que você quer. – Falei

- Posso sim. Eles vão ficar felizes com as guloseimas do Natal, são gostosas. – Draco deu de ombros

- Também vamos passar o Natal aqui – Louis disse ao lado de Mike, animado – Pansy disse que também vai ficar.

Engraçado, quando eu fico, ninguém quer ficar.

- Viu só? Você é a única tola – Draco me disse – Mas pensando bem, ficar um tempo sem você zumbindo no meu ouvido vai ser bom.

“Que coincidência, foi a mesma coisa que eu pensei quando eu fiquei longe de você no último Natal!” pensei.

- Eu não fico “zumbindo” no seu ouvido! – Reclamei

- Diga isso aos meus tímpanos que te suportam em todas as aulas de Poções.

De cara amarrada, eu continuei enrolando os cachos grandes das pontas do meu cabelo. Eu não estava nem aí mesmo...

Uma semana depois, recebemos a notícia que o Clube de Duelos reabriria e deu nisso aí, veja.

- Ah! – Louis saltitou, enquanto íamos, já de noite, ao Salão Principal onde aconteceria o Clube – Será que o professor vai ensinar Feitiços de Fascinação? Eu poderia usar em Malfoy...

- Esqueça isso, Louis, Draco não vai se apaixonar por você – Pansy disse – Ele decididamente gosta de mim!

Tive que me segurar para não vomitar.

- Vocês são dois cegos – Murmurei

- Admita, ele é um ga-to! – Daphne sorriu me dando tapinhas no ombro

- Beleza não resume caráter. – Retruquei

- Ah, tadinha, ela tem mal gosto! – Emília passou por mim e deu um baita esbarrão no meu ombro, quase me fazendo cair.

- Será que você podia parar? – Pedi

- Parar? Com o quê? – Ela deu um sorrisinho chato e saiu andando na frente

Unimo-nos à multidão no Salão Principal, que ao invés de mesas, agora tinha um palco dourado na parede, iluminado por um montão de velas. Louis e eu nos esprememos para pegar um lugar bem na frente, dando a desculpa de que eu era muito baixinha para ficar atrás.

Eu estava bastante animada, até Lockhart entrar em palco.

- Ah, não, ele não – Gemi baixinho.

Bom, ao menos Snape entrou em seguida.

- “O professor Dumbledore me deu permissão para começar um pequeno Clube de Duelos, para treiná-los, caso um dia precisem se defender, como eu próprio já precisei fazer em diversas ocasiões, quem quiser conhecer os detalhes, leia os livros que publiquei” – Lockhart disse – “Deixem-me apresentar a vocês o meu assistente, Prof. Snape. Ele me conta que sabe alguma coisa de duelos e desportivamente concordou em me ajudar a fazer uma breve demonstração antes de começarmos. Agora, não quero que nenhum de vocês se preocupe, continuarão a ter seu professor de Poções mesmo depois de eu o derrotar, não precisam ter medo!”

Eles se reverenciaram um para o outro e empunharam as varinhas como espadas. Louis estava comendo as unhas ao meu lado, com os olhos fixos em Lockhart.

- Ele deve ser perfeito em duelos! – Me cochichou

- É, mas estou torcendo para Snape.

Lockhart contou até três e eles levantaram a mão com a varinha acima da cabeça. Snape foi o primeiro a dizer:

- Expelliarmus! – O que fez Lockhart sair voando para os fundos do palco e nossa casa inteira comemorou

- Viu só? Ele é demais! – Elogiei e Louis assentiu

Lockhart voltou ao palco, levemente tonto, e explicou que feitiço era aquele, como se nós não soubéssemos (dando ênfase que estava óbvio o que Snape faria), depois exclamou animadamente:

- “Chega de demonstrações! Vou me reunir a vocês agora e separá-los aos pares. Prof. Snape, se o senhor quiser me ajudar...”.

Queria que Snape tivesse me dividido, mas Lockhart chegou primeiro.

- Ah, a bela e, possivelmente, rebelde – Gilderoy me deu uma piscadela e riu – Srta. Lyra!

- Podemos fazer juntos? – Perguntou Louis bagunçando meus cabelos, que eu me apressei em arrumar, pois Harry estava a poucos metros dali.

- Tsc, acho que está na hora de conhecerem colegas novos, não é? – Gilderoy deu-lhe um sorriso. Louis amarelou o dele – Sr. Allen, pode se unir ao Sr. Nott, por favor?

O garoto de cabelos escuros e de estatura média que estava atrás de nós arregalou os olhos. Antes de se juntar a ele, Louis cochichou discretamente:

- Deseje-me sorte – E eu entendi ao que ele estava se referindo

- E você... – Lockhart me virou para a direita onde fiquei de frente para uma menina loira, de Corvinal, com um colar de pingente de rolha e olhos sonhadores. Acho que era primeiranista, tinha o meu tamanho... – Que tal a Srta. Luna Lovegood? Pegue leve com ela, o professor Flitwick me disse que você é perfeita com feitiços, em, Evie?

Lockhart saiu andando para formar mais pares. Eu olhei para minha parceira e lhe dei um sorriso, ao qual ela devolveu de um modo tímido e discreto.

- Você é a filha de Victor Keyne? – Ela perguntou com uma vozinha delicada

- Sou sim. – Eu senti uma imensa vontade de apertar-lhe as bochechas – Por quê?

Ela passou a mão nos cabelos, desviando do meu olhar.

- Ele é diretor do Profeta Diário, né? – Ela perguntou e eu assenti – Meu pai escreve O Pasquim...

- Oh, que legal! – Saltitei – Temos dois pais jornalistas!

Luna crispou os lábios vermelhos.

- Eu acho que eles não se dão muito bem – Disse

- Ah, mas isso não quer dizer que não possamos nos dar bem! – Estendi a mão para ela – Sou Evie Lyra!

Luna olhou de minha mão para meu rosto, depois a apertou.

- Luna Lovegood. – E me deu um pequeno sorriso

Lockhart voltara ao palco.

- “De frente para seus parceiros!” – Anunciou – “E façam uma reverência!”.

Eu e Luna nos reverenciamos.

- “Preparar as varinhas!” – Erguemos as nossas – “Quando eu contar três, lancem seus feitiços para desarmar os oponentes, apenas desarmar, não queremos acidentes. Um... Dois... Três...”

- Expelliarmus! – Exclamei primeiro e a varinha de Luna saiu como uma luva de sua mão, voando até meus pés.

- Nossa, você é boa – Ela elogiou

- Obrigada – Corei e lhe devolvi sua varinha

- Muito bom, Evie – Snape elogiou, passando por nós, e eu me senti bem por um momento.

Acho que o pessoal à nossa volta não se deu tão bem. Louis mesmo tinha enchido Teodoro Nott de pústulas e Blásio tinha feito Miss Fawcett ir parar do outro lado do salão.

- “Acho que é melhor ensinar aos senhores como se bloqueia feitiços hostis” – Disse Lockhart – “vamos arranjar um par voluntário.”.

Lockhart arriscou Neville Longbottom e Justino Finch-Fletchley, mas Snape não concordou e decidiu juntar...

- “Que tal Malfoy e Potter?” – Snape sorriu.

Ah, mas esse narigudo gosta de uma boa briga.

Lockhart concordou e todos abriram um círculo para que eles duelassem. Enquanto Draco se dirigia até lá, ele me lançou um olhar maroto. Snape disse algo a Malfoy e Lockhart tentou ensinar a Harry alguma coisa, mas deixou a varinha cair.

- Três... Dois... Um... Agora!

Draco foi o mais rápido.

- Serpensortia! – Gritou

Uma cobra se materializou da ponta da varinha de Draco, fazendo-a ficar cara a cara com um Harry imóvel. Snape ia acabar com ela, mas o idiota do Lockhart resolveu se colocar na frente. Ele, por fim, não fez nada mais, nada menos, que jogar a cobra para o alto e irritá-la. Foi quando ela correu para perto de Justino Finch-Fletchley e quando Harry fez aquilo.

O.K., antes de dizer o que está para vir, preciso dizer que eu não sabia que existia uma língua certa para Emílias Bulstrodes. E que... Eu fiquei um tanto apavorada com aquilo. Ou melhor, comigo mesma.

Harry disse à cobra para deixar Justino em paz, e ela o fez. Eu entendi o que ele quis dizer, mas quando fui dizer à Luna o quão heroico Harry era, notei que não só ela, mas todos olhavam e cochichavam de um modo estranho sobre o que acontecera. Eu não tinha visto problema algum naquilo, mas era peculiar que ninguém pensasse o mesmo.

- Está brincando de quê? – Perguntou Justino, que parecia assustado, e depois saiu do salão.

Eu estava completamente perdida. Não entendia o que estava acontecendo com todo mundo, havia sido algo tão corajoso!

Quando pisquei, Snape já havia feito a cobra desaparecer, e olhava de um modo estranho para Harry. Snape também?

- Você viu isso? – Louis cochichou para mim – O som que ele fez com a boca? Aquilo era alguma outra língua?

- Som?...

- Era ofidioglossia – Explicou Pansy aparecendo do nada, enquanto arrancava pêlos excessivos em suas mãos – Língua de cobra. Estranho, não é, Evie?... Evie, ‘tá tudo bem?

- Língua de cobra? – Repeti, sem entender – Mas Harry disse...

- É, é, ele é ofidioglota – Draco pegou meu braço – Evie, a gente pode conversar?

Draco me puxou para um canto do Salão Principal, deixando Pansy e Louis falando sozinhos. Ninguém notou, já que Lockhart acabava de finalizar o Clube de Duelos e eles se dirigiam às Salas Comunais. De longe, vi Luna olhar para os lados, eu acho que se perguntando onde diabos a garota que estava ali há dois minutos tinha ido parar.

- Você não pode ter entendido o que ele disse – Draco murmurou para mim como se estivéssemos fazendo algo ilegal – Eu vi sua cara, você entendeu, não foi?

Eu hesitei.

- E-entendi o quê? – Perguntei – Harry só disse para a cobra deixar Justino em paz...

- Foi isso! – Draco exclamou – Aquele metido idiota tentou ajudar Justino... E você... Você é ofidioglota!

Eu sabia o que isso significava. Queria dizer que eu sabia falar com cobras, mas isso não significava boa coisa. Era algo de bruxo das trevas... E... Slytherin...

Salazar Slytherin podia falar com cobras. O que significava que Harry...

- V-você acha que Harry... – Comecei – será que ele está atacando os filhos de trouxas?

- Um boboca como ele? Nem pensar! – Draco cruzou os braços – E ele ainda é amiguinho da Sangue-Ruim da Granger... – Ele me deu um sorriso maroto e enviesado - Mas você... Você é puro-sangue, de Sonserina... E ofidioglota.

Eu comecei a tremer as pernas. Mas eu sabia que não...

- Evie – Draco segurou-me pelos ombros –, não adianta mais esconder. Eu sei que é você!

Mas... EU NÃO TINHA FEITO NADA.


Notas Finais


E então?...


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