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História Blood Love - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá novamente,

Estava com saudades, eu amei escrever esse capitulo, ele basicamente revê todos os outros baseados na ótica da Regina e isso foi muito interessante para que nós possamos entender um pouco sobre a intensidade da morena.

Obrigada por acompanharem.

Seus comentários são muito importantes pra mim, se puderem me ajudem a divulgar a história.

Um beijo e boa leitura.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Blood Love - Capítulo 5 - Capítulo 5

Anteriormente...

E em um piscar de olhos, rápido demais para que eu entendesse a grade foi arrancada e as duas se embolaram, e de repente simplesmente não estavam mais ali.

- Sumiram, onde elas foram parar? Mãe, para onde essa mulher levou Regina?

- Eu não sei Emma, mas precisará ter paciência, como eu te disse, nem tudo poderá ser como queremos.

 

Fique agora com o capitulo de hoje...

 

POV Regina

 

Eu não posso dizer que tomei uma decisão difícil, na verdade ela foi bem simples, escolher entre Emma e eu nunca chegou nem a ser uma questão de escolha para mim, o difícil mesmo foi pensar, planejar e executar algo sem que ela percebesse, graças aos Deuses que a loira estava tão envolvida nas emoções de uma breve despedida entre nós que não percebeu que cada pedacinho de mim falava sem palavras que eu jamais seria capaz de viver em um mundo e levar uma vida normal sabendo que alguém como Emma havia deixado de existir para que eu me mantivesse viva.

Minha mãe tinha todo tipo de sedativo, ela sempre teve insônias e sempre foi dependente de algum sedativo regular para que realmente conseguisse se desligar e dormir, com isso em mão foi bastante simples combinar alguns deles no vinho que servi a Emma, eu a vi começar a se sentir levemente tonta e confusa, até que cedeu e a convenci a se deitar no chão, pouco a pouco seus lindos olhos verdes foram se fechando até que ela se entregou a um sono profundo e sereno mesmo envolta em tantos conflitos emocionais com tudo o que deveríamos fazer essa noite, eu alisei seus cabelos, passei meus dedos decorando cada um dos seus traços suaves e belos, selei nossos lábios em uma despedida dolorosa, me permiti chorar em seu colo mesmo sem que sua consciência permitisse que seus braços me envolvessem como eu tanto gostaria que fizesse.

Levantei-me e escrevi o bilhete que deixei ao seu lado, ingeri toda a verbena que meu estomago permitiu sem que eu colocasse tudo para fora, segui para a cela e me tranquei lá dentro.

Aos poucos fui sentindo um mal estar geral, meu corpo foi ficando dolorido, inicialmente parecia apenas um corpo ruim de gripe forte, mas aos poucos passei de um leve estado febril para uma temperatura absurdamente alta, minha cabeça estava confusa e perdida em milhares de pensamentos simultâneos enquanto meu corpo parecia se desintegrar, tudo doía tanto, queimava tanto que eu passei a chorar em desespero e pedir socorro aquela que eu sabia que nada poderia fazer para me ajudar.

Eu me deitei no chão e me encolhi, abracei a mim mesma e passei a implorar aos céus para morrer, eu não estava suportando mais, comecei a sentir todas as minhas extremidades queimarem como brasa viva, essa queimação lentamente avançou pelos meus membros, depois foi invadindo todo o meu tronco e chegou a minha cabeça, eu não conseguia raciocinar claramente, mas ao mesmo tempo eu nunca estive tão consciente do meu corpo e de cada pequena célula que compunha um todo que queimava e ardia como se eu houvesse mergulhado em lava pura.

Eu fui percebendo alterações nos meus músculos, ossos e nervos, pareciam ter se tornado ocos e sendo substituídos por metal liquido, tornando cada um deles mais resistente e forte. Lentamente toda essa queimação alcançou o meu peito e ali ela se concentrou e queimou com ainda mais lentidão, meu desespero era inimaginavelmente maior do que eu seria capaz de descrever, mesmo que por fora meu corpo jazia inerte no solo frio da cela, por dentro eu gritava, gemia e implorava.

Quando todo o fogo se concentrava em volta do meu coração eu achei que não suportaria, ele batia freneticamente tentando levar minha corrente sanguínea a funcionar e chegar aos meus membros, mas todo o resto do meu corpo não respondia, já permaneciam endurecidos e frios, em determinado momento meu coração batia tão rápido que mais parecia o bater das asas de um passarinho, gradativamente os batimentos foram se acalmando e se tornando lentos e pesarosos, o órgão mais vital parecia lamentar a minha escolha e o caminho a seguir e lutou bravamente contra tudo aquilo, mas nunca houve a possibilidade de o pobre sair vencedor dessa contenda.

Conforme ele se tornou lento mesmo batendo com muita força minha mente parecia trabalhar de forma diferente, eu estava de olhos fechados, mas era capaz de identificar todos os espaços ao meu redor, eu ouvia barulhos vindos das ruas próximas, e nem eram tão próximas assim, ouvia as vozes de dezenas de pessoas que eu facilmente encontraria caso quisesse e entre tantos detalhes havia o som mais belo do mundo, o coração de Emma.

Aos poucos meu coração foi alterando seu ritmo e mantendo batidas cada vez mais fracas e espaçadas, até que em determinado momento achei que ele não retornaria, mas houve mais uma batida, e mais uma e na terceira ele cessou suas atividades na minha vida, ali eu percebi que eu havia finalmente morrido.

Eu estava morta e nunca me senti tão viva em toda a minha vida, tudo estava diferente em mim, e eu nem ao menos tinha aberto meus olhos desde o momento em que me deitei no chão da cela como forma de suportar a dor lancinante que eu sentia ao iniciar minha transformação.

Muito próxima a mim Emma permanecia adormecida pela dose cavalar de sedativos que forneci a ela, a loira mantinha um ritmo cardíaco lento e cadenciado, mas com uma força extraordinária, e pensar no seu bombeamento cardíaco me encheu a boca, mas dessa vez não era de agua como quando eu costumava ter vontade de comer algo, era de veneno, senti meus caninos se projetarem e meu corpo já estava de pé e em posição de ataque antes mesmo que eu pudesse formular o pensamento de me levantar.

Da minha garganta saia um sibilo animalesco e intimidador que só me instigou ainda mais a querer transpassar qualquer barreira que me separasse daquele liquido quente e saboroso pelo qual eu tanto desejava.

Ao fundo da minha mente várias informações corriam ao mesmo tempo e uma delas me dizia que eu não podia desejar o sangue de Emma, porque eu amava aquela mulher, conforme fui dando mais atenção a essa linha de raciocínio meu corpo se endireitou e eu passe a olhar a mulher loira deitada próxima a mesa no meio do galpão, mesmo sem ter uma visão completa dela a impressão que eu tinha é que eu nunca tinha realmente visto Emma, olhar para ela dessa vez era diferente, eu conseguia ver cada mínimo detalhe de seus cabelos, sua pele, eu era capaz de ouvir seu organismo trabalhando, seu sangue correndo e essa parte eu evitei pensar com mais detalhes, sua pele clara chegava a ser quase transparente aos meus olhos, eu parecia ver com tanta clareza que meus sentidos eram capazes de captar as vibrações de seu corpo, era como se eu transcrevesse as informações em meu cérebro e quase podia ver o que ela emanava, o que sua alma dizia.

E assim eu passei hora, observando e absorvendo cada mínimo detalhe dela, até que seus batimentos se alteraram levemente e pelo leve movimento de suas pálpebras percebi que seu padrão de sono estava se alterando, Emma estava acordando e eu não sabia bem o que fazer a partir do momento que isso acontecesse.

Eu pensei em tudo que nos levou até ali e não foi uma tarefa fácil, era como se houvesse um véu através do qual eu visse tudo que se passou antes de eu me tornar o que me tornei, eu me lembrava de tudo o que vivi até ali, inclusive me lembrei de coisas que geralmente um ser humano normal não teria a capacidade de se lembrar, como minha primeira infância e até algumas interações da minha mãe comigo em seu ventre, alias, pensar na minha mãe foi algo intenso, eu sei que amei minha mãe com todo o meu coração, e não é que eu amasse mais antes do que agora, é só que a impressão que tenho é que naquela época eu não era capaz de sentir como agora, é como se naquela época eu tivesse uma menor capacidade de sentir, algo muito menos intenso do que como me sinto agora com relação a qualquer uma das minhas emoções, mas em compensação, só de pensar na possibilidade de alguém ter matado minha mãe para chegar até mim me desperta uma raiva tão grande, um sentimento tão violento que toma conta de todos os meus sentidos, eu quase posso ver em vermelho de tanta raiva e tensão que o simples cogitar dessa ideia me desperta, eu me tornei alguém extremamente volátil na capacidade de sentir qualquer coisa, sejam elas boas ou ruins.

Saindo de meus devaneios ao perceber Emma se remexer, ela se senta de costas para mim e eu percebo que instintivamente seguro minha respiração e me dou conta que respirar nem ao menos é mais necessário. Ela olha rapidamente ao seu redor aparentando estar confusa, e mesmo que eu não seja capaz de ver seu rosto sinto de alguma forma que ela está mais perdida do que tudo nesse momento, sem entender o que se passa, é então que ela vê o bilhete que deixei ao seu lado, palavra por palavra ela chega ao final e eu resolvo que é hora de encarar a situação.

- Olá senhorita Swan.

Ela se virou pra mim e foi impossível não olha-la de cima a baixo e admirar o quão linda Emma Swan é automaticamente, imagens dos momentos íntimos que tivemos no dia anterior me vem a mente e as lembranças são tão vividas que automaticamente me sinto excitada, meu corpo todo esta arrepiado e desejoso de tocar o corpo da belíssima loira que se encontra em minha frente, eu quase chego a babar de desejo e percebo que mal tenho controle dos meus instintos mais primitivos, autopreservação, fome e desejo.

- Vai ficar ai paradinha me olhando Em-ma? Ou vai chegar aqui bem pertinho para eu te mostrar que ainda sou a mesma mocinha de antes?

A partir dai minha interação com Emma parece não estar totalmente sob meu controle, percebo que a intensidade das diferentes formas que me sinto em milésimos de segundos passam por mim de forma que eu não processe detalhadamente.

Percebo quão desesperada ela vai se sentindo conforme se da conta da situação em que nos encontramos, eu sinto que além de ver, ouvi-la e certamente senti-la caso eu estivesse próxima de seu corpo possuo novos sentidos, não sei explicar se é pela leitura detalhada que sou capaz de fazer de cada pequena alteração em sua fisionomia, em sua forma de trocar o peso entre uma perna e outra ou até mesmo de ser capaz de identificar suas alterações fisiológicas como seus batimentos cardíacos, hormônios liberados, até mesmo o crescimento lento de seu cabelo não me passa despercebido, mas há algo mais, é como se eu pudesse ver suas emoções.

Percebo que minhas palavras soam com um humor acido, é como se minhas emoções fossem treinadas para se protegerem e se esconderem, tudo o que sinto nesse momento é tão intenso que acabo usando de artifícios que distraiam Emma para que não seja capaz de perceber como realmente me sinto, sendo assim eu me pareço com uma bela filha da puta sarcástica e debochada, e isso a afeta severamente, e quanto mais nervosa ela fica com isso mais excitante é ver a cor de seu rosto cada vez mais vermelha, nos colocando em um circulo vicioso, pois percebo que mesmo ficando irritada Emma me deseja de forma quase escandalosa, é engraçado assisti-la nesse momento.

Ao mesmo tempo em que minha mente processava todos esses pensamentos havia outra distração para mim, eu parecia dividida em duas partes que se encontravam em plena guerra, parte de mim mantinha o proposito de convencer Emma a me matar a não colocar a vida de ninguém em risco por causa da minha escolha, e a outra parte de mim era formada por um forte instinto de auto preservação que ria sadicamente pensando no liquido quente e viscoso ao qual eu teria acesso caso conseguisse enganar a loira e conseguir escapar das grades que momentaneamente me prendem.

Após trocarmos algumas farpas e constatar que Emma não me mataria eu passei para a parte pratica, afinal a não ser que ela pretendesse me matar por inanição eu queria e precisava me alimentar com urgência, minha garganta queimava em brasa e eu percebia que eu rapidamente estava me tornando mais agressiva e perigosa e eu não confiava em Emma para resistir a qualquer tática que eu pudesse usar para engana-la correndo assim o risco de por a vida dela em perigo, mas a verdade é que eu não sabia até quando a parte de mim que ama essa loira linda seria forte o suficiente para se manter no controle de mim, a qualquer momento eu poderia passar a ser apenas a fera que habitava em mim e estava louca para se libertar.

Ela ligou para alguém que eu não conhecia e eu pude ouvir a voz através do telefone, era uma mulher e elas pareciam ter bastante intimidade, a parte animalesca em mim se agitou levemente em um sentimento de ciúme e posse.

Foi então que fui pega de surpresa ao ser questionada por ela se havia algo de mim ainda aqui dentro, a verdade é que eu queria gritar e dizer a ela que tudo de mim estava aqui, mas eu no fundo não sabia por quanto tempo seria assim, então preferi mais uma vez disfarçar meus reais sentimentos afim de proteger Emma de ter seu coração partido no momento em que eu deixasse de existir e sobrasse somente a besta que eu estava destinada a ser a partir de agora.

Quase que hipnotizada Emma baixou a guarda e se aproximou das grades, quando percebi eu já me movia para perto dela e inspirei seu cheiro, tive uma explosão de sensações, eu queria beija-la, toca-la, ama-la, mas eu também queria deixar que minhas presas se afundassem no ponto de pulso de seu lindo pescoço alvo me permitindo assim sanar a sede que gritava em mim com o sangue mais saboroso que eu provaria em toda minha existência.

Após uma luta ferrenha interna eu me afastei para o fundo da cela.

- Não dê bobeira novamente Senhorita Swan, não será sempre que eu me esforçarei o suficiente para não fazer de você meu lanchinho da manhã.

Agradeci aos Deuses pela distração gerada pela aproximação de alguém que logo deduzi ser a mulher para a qual Emma ligou, avisei da chegada da sua amiga e guardei que a dona dos passos que pra mim soavam cada vez mais altos entrasse no galpão, a mulher era alta, magra e tinha os cabelos castanhos adornados por algumas mechas vermelhas, apesar de muito linda sua beleza nem de perto se comparava com a da loira de olhos verdes mais lindos que já conheci.

Foi inevitável não soltar meu humor ácido para aquela garota, eu queria intimida-la, meu ciúme estava me deixando quase irracional, tenho quase certeza de que se eu estivesse solta já teria drenado todo o seu corpo antes mesmo de perguntar qual era a relação das duas, eu precisava urgentemente me controlar ou eu faria um estrago que não fazia parte dos meus planos.

Tratamos brevemente sobre as minhas possibilidades em conseguir alimento para sanar a sede que me incendiava por dentro, e Ruby saiu do galpão com a missão de trazer a Mary Margareth me deixando novamente a sós com Emma, ela se alimentou o que foi bom pois eu percebia os barulhos vindos do seu corpo pedindo desesperadamente por alimento, assim como o meu, fiquei tentando entender como eu podia querer mata-la e ao mesmo tempo estar preocupada com seu bem estar, fiquei imersa em minhas reflexões e percebi que Emma fazia o mesmo, resolvi dar um tempo a ela para processar tudo que se passava conosco e também para poupar um pouco seu pobre coração que já havia sofrido algumas taquicardias desde o momento em que ela havia acordado.

Passado pouco tempo comecei a sentir cheiro de sangue, cada vez mais próximo, ele não pulsava mas eu sentia que cheiro fresco e me perguntava se alguém estava sangrando, junto ao cheiro de sangue senti também o cheiro de Ruby, a morena entrou com um cooler nas mãos e o cheiro ficou tão forte que eu rapidamente me tornei cega para todo o restante do lugar, foi impossível não rosnar ameaçadoramente, meus instintos estavam assumindo o controle, quando percebi estava agachada com as presas a mostra, o som dos batimentos cardíacos de Emma e Ruby me atraiam cada vez mais e eu só queria ser capaz de me livrar daquelas grades e partir para cima das duas, foi então que a loira jogou no ar uma bolsa de sangue, eu automaticamente me projetei no ar para pega-la perfurando a mesma com as minhas presas, aquele sabor, eu jamais serei capaz de descrever perfeitamente o frenesi que senti ao ter minha língua tomada por aquele liquido morno, e assim fiz com todas as outras bolsas que Emma deixou a minha disposição.

Mesmo que meus instintos estivessem voltados para o momento em que eu finalmente saciei minha sede eu permanecia atenta a tudo ao meu redor e percebi que Emma preferiu virar de costas e não acompanhar aquele momento que aparentemente lhe causava repulsas, sendo assim, logo que finalizei minha alimentação e me senti satisfeita resolvi testar seus limites em lidar com aquilo que eu havia me tornado e que ela se recusava a destruir.

Eu me surpreendi com o pedido dela para que eu fizesse o possível para facilitar a difícil conversa que ela teria com a mãe muito em breve, eu queria apenas ser capaz de mostrar a ela que não havia a menor possibilidade de tudo isso dar certo, mas se ela queria se enganar e correr o risco de eu machucar ela, e qualquer outra pessoa no processo eu permitiria que Emma chegasse a conclusão de que o único caminho viável era me eliminar por si mesma.

Assisti de camarote a conversa entre as duas e foi muito fácil ler todos os sentimentos de Mary, ela se resumia a remorso e culpa, durante parte da conversa Mary entendeu tudo errado e achou que Emma havia me matado em um momento de fraqueza em seu proposito e agido por autopreservação, ela não poderia esta mais errada sobre tudo, e mesmo assim em momento algum houve sinais de julgamentos para sua filha, ela estava severamente arrependida de ter corrido o risco de perder Emma, havia muito amor emanando de uma para a outra mesmo com toda a tensão do momento.

Quando finalmente Mary compreendeu toda a real situação e se virou para mim e juro que me esforcei para ser cordial e mesmo assim percebi que um leve sorrisinho irônico acompanhou meu cumprimento, mas que merda era aquela em que eu não era capaz de me controlar? Toda a raiva que eu sentia por estarmos naquela situação e por fazer parte de tudo aquilo me tornava uma companhia desagradável e ácida.

Conforme toda a situação foi ficando clara para Mary percebi sua aurea mudando, seus sentimentos e intenções se alterando, percebi que em alguns curtos momentos ela ficou dividida entre buscar uma saída junto a filha ou enganar a mesma e resolver aquilo de uma vez por todas me matando e eu sinceramente queria que ela tentasse nem que fosse por um segundo me desafiar, aquela parte fera em mim queria ser testada, desafiada e estar livre pra revidar a qualquer um que  tentasse me ferir.

Doeu em minha alma assistir Emma declarar como se sentia em relação a mim e toda a proteção que sentia que deveria ter comigo, e eu definitivamente não sabia lidar com todo seu amor por mim mesmo eu tendo me tornado uma besta, ela não podia continuar com isso, essa garota tola não via que eu ia acabar a matando? Não percebia que eu não seria capaz de lidar com a realidade em que eu causasse qualquer mal a ela?

Após algum tempo Mary fez uma ligação misteriosa, percebi que ela emanava duvidas, medo, desconfiança e mesmo assim precisou fazer uma escolha difícil, eu só precisava descobrir qual foi essa escolha.

Acompanhei as próximas movimentações das três mulheres buscando formas de nos deixar o mais seguras possível, e aquilo soava ridículo para mim, de que adiantava elas se cercarem de segurança quando na verdade continuavam se mantendo tão perto do monstro que eu me tornei?

Conversei com Mary a respeito dos meus gatos, eu sentia falta dos dois, eu sabia que eles eram especiais, só não sabia o quanto até aquele momento, ela me explicou um pouco mais sobre como funcionava a proteção lançada em mim pela minha mãe, eu sentia tanta falta dela, queria que ela estivesse aqui e com certeza apesar de toda a raiva que sentiria em perceber que seus esforços não foram suficientes ela saberia o que fazer como me ajudar a sair disso tudo.

Foi então que tudo rapidamente mudou, eu senti o cheiro de perigo, ameaça, com certeza havia outra criatura muito próxima, próxima demais, automaticamente me vi em uma posição de ataque e desafio ao mesmo tempo em que via uma belíssima mulher loira de cabelos lisos, olhos vermelhos intensos como os meus, vestida em um terno cinza, ela exalava sensualidade, sedução, perigo e o que mais me alertou: dualidade, ela com certeza era alguém que agia conforme seus interesses momentâneos.

Ela me cumprimentou deixando claro que sabia quem eu era e quem foi minha mãe, e eu só conseguia rosnar para ela como um animal.

Em um movimento rápido demais para que Emma ou Mary conseguisse acompanhar a tal Mal abriu a grade se juntando seu corpo ao meu de forma intima demais para quem não me conhecia me tirou rápido do galpão, por algum motivo eu me movi junto a ela colaborando, creio que eu só queria tirar ela de perto de Emma e Mary, além de que por causa de toda verbena ingerida mais cedo eu ainda permanecia enfraquecida, só paramos de nos mover quando nos encontrávamos no telhado do galpão, eu ainda podia ouvir e sentir Emma e  principalmente toda a confusão que sentia por ter me perdido bem diante dos seus olhos, assim que me afastei do aperto de Mal eu entrei em modo instintivo sentindo uma imensidão de cheiros ao meu redor, minha garganta ardeu.

- Venha Regina, vou te mostrar como ter uma alimentação decente...


Notas Finais


Até o próximo...


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