História Blood Moon - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Andrew "Andy" Biersack, Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Andy Black, Black Veil Brides, Romance, Sobrenatural, Vampiro, Vampiros
Visualizações 64
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!
Mais um capítulo de Blood Moon no ar!

♦ Segunda parte da aula que o Andy está nos dando sobre história vampírica! Descobriremos o que é A Máscara.
♦ Leiam o capitulo ouvindo a música "Ridding The Train" do Danny Elfman, que está disponível na playlist da fanfic (link nas notas finais).

Se você é leitor(a) novo(a), favorite, acompanhe a história e não deixe de comentar o que está achando!

Divirtam-se! ♥

Capítulo 10 - Chapter X - THE MASQUERADE


Fanfic / Fanfiction Blood Moon - Capítulo 10 - Chapter X - THE MASQUERADE

Andrew Biersack
10 de julho de 2062 – 01:06 AM
Escritório do Castelo
Primeiro piso

***

- Isso é inacreditável... – Victoria olha para o nada, tentando processar a informação sobre a minha idade.

- Tem pessoas muito mais velhas que eu por aí... – lembro-me de um ancião que conheci há alguns anos atrás.

- Mais velhos quanto? Assim, só para saber mesmo...

- Tipo mais de 700 anos. Mas tem os que possuem mais de mil... Só que eles preferem se isolar e viver escondidos dos demais Membros. Denominamos de Matusaléns e há também os Antediluvianos, da Terceira Geração... – digo e ela ainda fica pensativa. - Bom, mas vamos agora falar sobre nossa verdadeira natureza. A maioria das coisas que você leu naqueles livros não passa de fantasia e enrolação, a começar pela forma de nos destruir. A estaca é eficiente, se seguida de decapitação e incineração dos restos. Crucifixos, água benta e outros símbolos religiosos, além de armas de metal tipo prata, não nos causam qualquer efeito. Essas coisas podem até machucar, mas os ferimentos saram depressa.

Ao ouvir minhas últimas palavras, ela fica desconfortável. Eu sabia que quando citasse a prata a lembraria que tentou me matar naquela noite. E teria conseguido, se eu fosse um mortal. Agora sabe porque isso foi inútil.

- E a luz do sol?

- Esta queima a nossa pele e pode sim causar nossa morte. Apenas mais velhos e fortes entre nós conseguem suportá-la por longos períodos. Eu consigo por possuir uma disciplina chamada Fortitude, que confere resistência extraordinária, me protegendo contra o fogo e a luz solar mais do que os outros. Mas isso é assunto para ser tratado mais a frente quando formos falar dos clãs. Ao contrário do que também é dito, nosso reflexo no espelho é visível, apesar de estarmos mortos. Podemos transitar da maneira que desejarmos e por isso nos é possível entrar em qualquer lugar, casas, estabelecimentos... Um outro mito é a lenda de que qualquer pessoa mordida por nós é transformada em um Membro.

- Se isso fosse verdade eu já teria me transformado. – reflete mais para si mesma do que para mim.

- Exatamente. – concordo. - Chamamos a transformação de Abraço. Para criarmos um descendente precisamos tirar todo o sangue mortal do indivíduo e substituí-lo com um pouco do nosso. Apenas uma simples gota basta para o despertar.

- Qual é a sensação do Abraço?

- Horrível, mas não quero entrar nesse assunto. – a corto. Só de lembrar, me causa náuseas. Passei os piores dias da minha vida depois que fui transformado. - O fato é que, após a transformação, tudo perde o gosto. Perde-se o interesse por qualquer tipo de alimento. Por exemplo, se eu comer qualquer coisa dessas que você ingere, na hora vomitarei, pois, perdi minha capacidade de digestão. Apenas o sangue me sacia. Na sua ingestão não reside apenas a nossa sobrevivência, mas um prazer indescritível. Todo o resto empalidece diante dele. E é aí que vem a Fome. Mas não é a mesma que você sente quando está com seu estômago vazio. Esta, substitui quase todas as necessidades e impulsos conhecidos pelos mortais e é mais compulsiva que todos eles juntos. Quando terminamos de nos alimentar, ao lambermos o local some qualquer sinal de machucado. Foi isso que fiz com você a pouco. Consigo cura assim qualquer ferimento causado por mim... Ahh, e além de tudo isso, o sangue também pode ser usado para uma outra variedade de propósitos.

- Há algum modo de distinguir pessoas da sua espécie das demais, pela aparência ou algo do tipo? – pergunta, provavelmente querendo saber se já se deparou com algum antes.

- Raramente, ainda que haja semelhanças em relação à nossa feição. Somos pálidos por falta de sangue em nossas veias, aversão a luz do sol e pelo fato de termos sidos despertados após a morte. O nosso corpo permanece como era no momento em que falecemos, porém tanto o cabelo quanto as unhas continuam a crescer. E sim, não respiramos mais e nosso coração também não bate. – admito.

- Aquele dia eu realmente estava certa! – dá um leve tapa na mesa.

- Sim. – confirmo, apesar de me incomodar dar o braço a torcer. - Pelos meus anos de experiência aprendi a simular respiração para evitar suspeitas.

- Vocês nunca se revelaram para o mundo?

- Até o século XV, embora não anunciassem a sua presença, os Membros existentes também não se esforçavam para escondê-la, até que foi criada a Inquisição.

- Eu sei o que é isso... Foi uma tentativa da Igreja de combater a heresia, não?

- Isso mesmo... E o seu propósito foi alcançado. Varreu do mundo muitos de nós da Família, condenando-os a fogueira. Pela primeira vez nossa espécie correu risco de extinção. Foi então que os sobreviventes logo aprenderam o valor do sigilo e da dissimulação e a partir daí nasceu uma espécie de Sociedade Vampírica, que denominaram Camarilla. Sustenta as Tradições como o mais alto domínio e tem a figura conhecida como Príncipe agindo como a autoridade final para as interpretações e aplicações das leis em cada domínio.

- Príncipe?

- Esse termo é aplicado para um vampiro, geralmente ancião, que detém o domínio sobre uma área específica... Como uma cidade, por exemplo. Ketterscut tem um, Londres tem outro e assim vai. É ele o responsável por certificar que as leis estejam sendo cumpridas e manter a ordem. Mas esse cargo não é um título e nem uma posição hereditária. É simplesmente um nome e um conjunto de direitos que um vampiro poderoso pode alcançar. É cobiçado por obter vantagens em relação aos demais Membros. Muitos aproveitam disso para ter mais poder ainda, como qualquer outro governante.

- A qual área você pertence?

- Essa região em que estamos está sob o domínio de Ketterscut, do Príncipe August Siffert.

- Entendi... Quanto às regras das quais você citou... – continua o assunto.

- Temos seis Tradições. Os fundadores da Camarilla criaram essas leis para possibilitar que ficássemos escondidos da humanidade. A primeira delas e mais sagrada, é a que eu estou violando ao deixar que você saiba de tudo... A Lei da Máscara. Esta, segue duas premissas. Primeiro não podemos permitir que nada ameace a continuidade de nossa existência e, portanto, qualquer indivíduo que quebre o sigilo sobre ela será banido e caçado como umaameaça para todos... Segundo, é preciso tomar providências efetivas para alterar a postura da sociedade mortal, e afastar as mentes dos pensamentos supersticiosos. Durante todo este século foi o que fizemos, para preservar a imagem do vampiro nos entretenimentos populares, de modo que ficasse nítido que somos fictícios. Em primeiro lugar, a Camarilla vê seu papel com a manutenção da Máscara, mas em domínios com Membros realizados, os conflitos entre eles regularmente também trazem o resto das Tradições em consideração.

- Quais são as outras?

- A segunda é sobre o Domínio, mais aplicada ao Príncipe. A terceira, sobre a Progênie. Só podemos abraçar com a permissão dele, caso contrário nós e a cria seremos sacrificados. A quarta diz respeito à Responsabilidade com nossas crias, até nos certificarmos que elas estarão prontas para serem liberadas... A quinta, chamada Hospitalidade, estabelece que quando chegarmos em outro domínio, devemos nos apresentar ao que o governa, sempre. Já a sexta e última, Destruição, proíbe um vampiro de destruir o outro.

- Então se esse August descobrir que você violou a Máscara, tem o direito de nos matar?

- Isso mesmo. Será convocada uma Caçada de Sangue, ou seja, seremos perseguidos até conseguirem nos matar. Ele atéterá prazer em fazer isso, já queeu rejeitei o posto de Justicar, que é aquele que decide qual será e aplica a punição aos que violarem as tradições num nível generalizado. Ele achou essa recusa uma afronta da minha parte e ficou profundamente ofendido. Mas a verdade é que eu não gosto e nem quero me envolver em questões políticas de nenhum dos mundos. Prefiro me isolar dos demais.

- Há alguma possibilidade dele ficar sabendo?

- Desde que você cumpra com sua parte e siga as minhas regras, creio que não. É importante que não saibam de sua existência para que não levantem suspeitas. Siffert tem espiões espalhados por todos os lados e por isso fica a par de tudo que acontece ao seu redor. Não quero correr riscos.

Victoria escora os cotovelos na mesa e apoia a cabeça em suas mãos, tentando processar tudo que foi dito até agora. É realmente muita informação para um ser humano. Mas a realidade é que monstros existem e sempre estiveram vivendo entre nós.

Agora ela sabe.

- Eu preciso beber algo também. – ela diz, após um tempo de reflexão. – Ainda tem mais a ser dito, não é?

Balanço a cabeça, assentindo. Ela sai do cômodo e vai até a cozinha encher uma xícara de café. Na volta, acomoda as pernas cruzadas na cadeira e toma um longo gole.

- Agora falaremos sobre os clãs. Dizem terem sido fundados por vampiros da Terceira Geração. Cada um possui certos dons e maldições a ele associados e que os outros não compartilham. Mais importante, os Membros de um mesmo clã guardam valores e virtudes semelhantes. Na Camarilla existem representantes dos sete clãs principais, embora os de qualquer linhagem sejam bem-vindos.

- Você é representante do seu?

- Não, não sou do meu... Geralmente são os mais velhos que residem no Domínio. Ao todo são treze clãs, mas vamos nos limitar apenas aos principais. O melhor de todos é justamente o que faço parte, Ventrue. Somos a linhagem que mais gera Príncipes e Justicars que qualquer outra e, por isso, não há dúvida que sejamos dos líderes da Camarilla. August é um de nós. Somos Membros cautelosos, honrados, sociáveis, elegantes e bem-sucedidos. Muitas vezes quando as coisas dão errado, outros clãs vêm pedir nossa ajuda, devido à influência que temos na cidade. Somos apelidados de Sangue Azul e nossas disciplinas são Dominação, Fortitude e Presença.

- O que são essas disciplinas?

- São os poderes sobrenaturais concedidos pelo Abraço, que vampiros cultivam e trazem contra seus inimigos e presas. Dominação trata-se de um controle mental exercido através de um olhar penetrante, afeta o julgamento e o funcionamento mental do alvo, não as emoções. Fortitude eu já citei antes a você e, por último, Presença, que é a capacidade de atrair, influenciar e controlar multidões...

A Dominação, possibilita aos Ventrue comandar mentes fracas, hipnotizar – implantando sugestões no inconsciente do indivíduo –, possuir controle absoluto sobre a mente e o corpo de alguém e o que não surtiu efeito, que foi ordenar esquecimentos. Nenhuma memória foi removida, por mais que eu tentasse. Pelo menos agora parece que tudo está ficando bem. Quanto à Presença, o fascínio – que torna todos à volta atraídos por mim –, o transe usado para convencer pessoas a me servir e o olhar aterrorizante, são também muito úteis em várias situações.

Eu não quis comentar, mas já usei com ela várias dessas disciplinas e das coisas que me permitem fazer.


Notas Finais


E então, vocês acham que o fato dele estar violando a Máscara trará consequências?
Em breve posto a terceira e última parte!

Queria muito que as “leitoras fantasmas” também comentassem o que estão achando, porque a opinião de vocês sobre a fanfic é muito importante e o que me move a continuar escrevendo!

Me contem tudo que estão achando nos comentários! ♥

♦ Eventualmente, se aparecer alguma palavra ou expressão que possa surgir dúvida e não for explicada no contexto, colocarei o significado aqui nas notas finais.
♦ Pretendo atualizar a história com novos capítulos a cada 15 dias, pois ainda tenho outra fanfic em andamento, que é do Tokio Hotel e se chama SECRETS
(Link: https://spiritfanfics.com/historia/secrets-6042545 ).

~ Playlist de Blood Moon no Spotify:
https://open.spotify.com/user/itsleticialima/playlist/1WO2MkzP7UWe0paru0dYn1
A primeira música da lista, We Don’t Belong Here do BVB, é a que eu imagino ser a trilha sonora da introdução da fanfic. Sigam, ouçam e me contem o que acharam!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...