História Blood Moon - Capítulo 21


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Categorias Andrew "Andy" Biersack, Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Andy Black, Black Veil Brides, Romance, Sobrenatural, Vampiro, Vampiros
Visualizações 26
Palavras 2.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!
Mais um capítulo de Blood Moon no ar!

♦ Saberemos mais sobre o passado de alguém...
♦ Na parte em que Andy se ajoelha, continuem lendo o capítulo ouvindo a música "Lost" do Danny Elfman, que está disponível na playlist da fanfic (link nas notas finais).

Se você é leitor(a) novo(a), favorite, acompanhe a história e não deixe de comentar o que está achando!

Divirtam-se! ♥

Capítulo 21 - Chapter XXI - HOW I BECAME A MONSTER


Fanfic / Fanfiction Blood Moon - Capítulo 21 - Chapter XXI - HOW I BECAME A MONSTER

Andrew Biersack
8 de agosto de 2062 – 06:33 PM
Suíte principal do Castelo
Terceiro piso

***

Acordo num impulso. Sinto meu estômago embrulhar como se eu tivesse tomado sangue diferente do meu gosto. Mas não foi isso que aconteceu. Muito pelo contrário. Eu tive um sonho. Um sonho ruim. Sento-me na cama e passo a mão no rosto, subindo para meus cabelos. Espero que isso não seja um presságio, mas eu sei que inevitavelmente esse dia chegará. O dia em que eu perderei Victoria. Aconteceu com os meus familiares, eu os vi de longe envelhecerem e morrerem. Não pude estar junto deles para me despedir e nem chorar sobre seus corpos, pois não poderiam descobrir que eu mantive a mesma aparência de quando saí de casa, com o passar dos anos.

Depois de me trocar, saio do meu quarto. Ainda não consigo deixar de pensar em tudo que aconteceu nesses últimos dias e no que pode acontecer no futuro. Desço as escadas e encontro Victoria saindo da biblioteca.

- Boa noite! – ela me cumprimenta e vem em minha direção me abraçar.

- Boa noite... – dou um beijo demorado em sua testa. – Podemos conversar? – pergunto.

- Sim, claro... Está tudo bem?

- Vem comigo. – pego sua mão e a puxo em direção à sala.

Entramos no cômodo e indico o sofá para que se sente e fique confortável. Ela faz o que eu peço e me olha, apreensiva. Permaneço em pé, ando até a janela e observo a lua vermelha por alguns breves segundos, pensando numa melhor forma de dar início a essa conversa.

- Andy, aconteceu alguma coisa? – Victoria se preocupa.

Volto e paro na frente dela, me ajoelho e olho em seus olhos.

- Você realmente não quer ir embora e ter uma vida normal?

- Por que você está me fazendo essa pergunta de novo? – ela franze o cenho. - Não pretende me transformar?

- Não posso te transformar... Nisso que sou. – mais uma vez sinto meu estômago embrulhar.

- Não entendo... – ela fica confusa. - Mas só assim nós ficaremos juntos para sempre...

- Victoria, eu gosto demais de você para lhe dar um fardo desse para carregar, acredite em mim. Por mais que eu queria que fiquemos juntos por toda a eternidade, não posso. O Abraço é horrível e doloroso. Não seria justo dar essa maldição a você. A única coisa boa que saiu disso tudo, foi ter te conhecido, ainda que tenha demorado séculos par acontecer. Além do mais, nunca teríamos a permissão de August e aí sim que ele mataria nós dois.

- Mas eu não quero te deixar... Nunca.

- Também não quero que me deixe... Mas ainda assim é melhor que as coisas fluam naturalmente como é a vida, do que te colocar à mercê da Besta e a uma eternidade de dor e sofrimento.

- Como aconteceu com você? O Abraço...

Essa pergunta me pegou de surpresa. Nem me lembro a última vez que falei disso, ou melhor, que lembrei disso. Ao longo dos anos tentei esquecer e ocupar minha cabeça com outras coisas para afastar as lembranças de como essa maldição foi dada a mim. Levanto-me e ando de um lado para o outro antes de começar. Como posso expressar o horror do Abraço? O medo e a confusão? A repulsa e o terror? A dor?

- Eu vim de uma família nobre e tradicional da Inglaterra. Meus pais eram duque e duquesa de uma província muito importante e por isso, tinham propriedades, ou melhor, castelos em várias partes da Europa.

- Eles eram o que?

- Duque e duquesa. Trata-se do mais elevado título de nobreza, abaixo apenas de um príncipe.

- Entendi. – assente.

- Naquela época, nos anos de 1700, que costumamos chamar de século XVIII, os nobres de vários países próximos sempre confraternizavam, como forma de estreitar, manter alianças e promover novas. O mundo era extremamente diferente do que vivemos hoje em dia. Em tudo. A arte estava começando a ganhar força aqui na Europa e tudo era motivo para festejar. – faço uma rápida pausa. - Bom, quando eu tinha 26 anos, eu e meus pais fomos até a Escócia para uma festa do príncipe de lá, que comemorava a excelente safra das plantações que abasteciam seu reino e também eram vendidas aos países vizinhos. Haveria um baile à noite, com banquete, bebidas de todo o tipo e muitas pessoas do próprio reino e de outros.

- Essas festas eram boas? – ela pergunta.

- Demais! Queria eu que essas tradições continuassem até os dias de hoje. – paro por um instante, lembrando. – Mas nessa festa, - continuo. – havia uma moça que me chamou muito atenção quando nossos olhares se cruzaram. Sua pele era mais pálida que a das outras mulheres presentes e ela não se misturava com as demais. Ficava relativamente isolada. Ela era muito bonita e tinha um ar de mistério. Seus olhos eram verdes e seus cabelos tinham vários tons de castanho. Lembro-me de perguntar a um amigo meu quem era e ele me disse que se tratava de uma parente dos monarcas da Escócia, mas que de uns tempos até então, ficava mais ausente. Eu fui até ela e me apresentei, oferecendo uma bebida. Ela recusou dizendo que tinha feito uma promessa e não poderia beber durante um período. Seu nome era Juliet. Nós dois ficamos conversando por um bom tempo e meu interesse nela foi crescendo. Em um certo momento, ela sugeriu que fôssemos dar uma volta no jardim frontal do castelo e eu a acompanhei. – engulo em seco, lembrando exatamente daquele dia, como se tivesse acontecido ontem.

- Você não notou mais nada de diferente nela?

- Na hora não, porque eu estava muito hipnotizado com sua beleza... Ela exalava Presença. Isso e outros detalhes eu notei depois de muito tempo, que entendi as Disciplinas. Andamos um tempo até que paramos num local mais afastado da festa, na entrada de um labirinto que havia no local. Aí ela me puxou e me deu um beijo. Eu fiquei um pouco pasmo pois aquilo não era nada típico das mulheres da época, mas correspondi. Lembro-me de nos beijarmos por um tempo e depois disso, tudo se escureceu e eu apaguei. Tudo ficou escuro. Nas profundezas sombrias da minha mente, eu enxergava uma luz. Sabia que ela marcava para onde eu deveria ir e também de que, uma vez lá, tudo estaria bem. Comecei a flutuar em sua direção. Subitamente a luz foi apagada. Meu rosto sentiu o impacto, forte como o de uma bala de arma e tentei gritar, a boca cheia de fogo líquido. Algo ácido tampou minha garganta e o estômago. Foi então que a consciência retornou com tanta violência que parecia arrancar-me os membros, um por um. Sinti como se mil anzóis rasgassem minha carne, puxando-a em todas as direções. Acordei em um lugar completamente diferente do jardim. Eu estava dentro de um mausoléu escuro. Soube que ainda era noite porque um filete de luz da lua passava por entre uma janela no topo de uma das paredes. Eu sentia muita dor...

- Meu Deus... – ela me olha com os olhos brilhantes em lágrimas.

- Era como se multiplicasse por mil a ardência de álcool num corte e se essa sensação transbordasse através de cada membro e de cada veia. Rezei pela morte, qualquer coisa para deter o sofrimento, mas nada aconteceu. Eu reuni forças, levantei e saí de lá, completamente perdido e sem rumo. Estava num cemitério que mal fazia ideia de sua localização. A única consciência que eu tinha naquele momento, foi que precisava beber. Era instinto. Andei um pouco pelo local até que avistei um mendigo deitado em cima de uma lápide, dormindo. Num impulso, o agarrei e mordi seu pescoço. As dores que eu sentia diminuíram de intensidade.  – olho para Victoria, que chora em silêncio ao me ouvir, mas ainda assim continuo. - Minha visão clareou e então vi o que havia feito. A primeira reação que tive foi de descrença, de que aquilo não podia estar acontecendo. Vomitei, naturalmente porque aquele sangue não era adequado ao meu paladar, mas não sabia disso. Só pensava que tudo que estava acontecendo comigo era um pesadelo, algum tipo de alucinação. Saí de lá, joguei as roupas sujas de sangue no lixo e fui direto para uma estação de trem, comprei uma passagem às pressas com o pouco dinheiro que tinha comigo e voltei para minha casa na Inglaterra.

- E seus pais, não ficaram preocupados com sua ausência repentina? – ela pergunta e tenta limpar as lágrimas.

- Quando cheguei em casa enviei um recado dizendo que eu havia voltado pois tinha algumas coisas a resolver que não podiam mais esperar. Eles ficaram desconfiados, eu acho. Mas depois de alguns dias, quando chegaram, acreditaram em mim. O tempo em que fiquei sozinho foi bom que me deu tempo para tentar entender melhor o que havia acontecido. Tentei concentrar meus pensamentos em carne, frutas, vinho, mas foi tudo em vão. O sangue era vida. O sangue era realidade. Tudo empalidecia diante dele. Comecei a perceber também que a luz do dia me incomodava e, com medo da minha família e os empregados notarem minhas mudanças de hábito, decidi ir morar em outra cidade com a desculpa de que iria estudar.

- A moça nunca mais apareceu?

- Não. Até tentei procurar notícias dela, afim de confrontá-la para saber o motivo de ter feito isso comigo... Mas foi em vão. Só que um dia, depois que eu havia desistido de encontrá-la, recebi uma carta sem remetente. Quando abri, tratava-se de um pedido de desculpas dela, dizendo que saiu do controle e com algumas poucas informações sobre o que havia acontecido comigo. Mas tudo muito superficial. No fim, disse que nunca mais tentaria entrar em contato comigo e sumiria para sempre. Eu fiquei com tanta raiva que coloquei fogo naquele maldito papel e saí para caçar. E foi então que acabei conhecendo Jake por coincidência. Ele notou que eu era novato nesse mundo e me ajudou. Contei a ele tudo que havia acontecido e ele me apresentou ao Príncipe local da Camarilla, se comprometeu a ser meu Senhor e me acolheu como se eu fosse sua própria cria. Ele me ensinou tudo que eu precisava saber e juntos descobrimos qual eram meus gostos exclusivos. Foi através dele que conheci o Ashley, que também teve participação e me ajudou no meu primeiro século como Membro. Não foi fácil, mas com o auxílio deles aos poucos fui me adequando e aceitando o que havia acontecido comigo.

- Meu Deus, Andy! - Ela levanta e me abraça forte. – Me desculpe por te fazer relembrar de tudo isso.

- Não, tudo bem. Isso foi a bastante tempo e eu já superei. – olho em seus olhos. – Agora você entende o motivo pelo qual não posso te colocar nessa situação? Não seria justo e sim egoísta da minha parte te expor a esse horror.

- Sim, entendo. Mas por você eu estaria disposta a correr o risco.

Ashley Purdy
10 de agosto de 2062 – 04:19 AM
Refúgio de Jacob Pitts
Região leste da cidade de Ketterscut

***

Sigo para o apartamento de Jake às pressas pois preciso muito contá-lo o que descobri. Saio do elevador e entro direto na copa. O local, tem a cara dele. Sofisticado e impecável, típico de todo Ventrue. Com a decoração pesada, os móveis e papéis de parede escuros compõe o ambiente de maneira perfeita, juntamente com a iluminação. À esquerda há um piano esculpido em madeira negra, em cima de um tapete persa de cores quentes. Posicionada do lado dele, uma guitarra vinho escuro. Desde que o conheço, ele gosta de música tanto quanto eu. Ao meio, estante com televisão que mais parece um pedaço de vidro e em frente a ela, sofás de três e dois lugares. Ao lado dos assentos, uma porta de correr que dá acesso direto à sacada com vista para a cidade.

Viro para a direita e o avisto, atrás do balcão de bar que há daquele lado, com a parede toda iluminando sangues dispostos em garrafas em cima das prateleiras que vão do chão ao teto. Ele despeja o conteúdo de uma delas numa taça.

- Está tudo bem? – pergunta, vendo que minha expressão não é das melhores, mas logo me distraio ao notar um quadro novo na parede ao meu lado. Não tinha visto antes. – Ash? – ele chama minha atenção, mas de nada adianta.

Trata-se de uma pintura barroca maravilhosa, retratando a natureza morta. Sempre tive uma queda especial por esse tipo de arte. Aqui, é possível ver um crânio em cima de alguns livros, sobre uma mesa com uma aveludada toalha vinho escuro, uma caneta de pena branca ao lado, tinteiro e um castiçal simples sem vela. O pintor conseguiu retratar maravilhosamente bem a fraca iluminação do ambiente em questão. Simplesmente sensacional de ser apreciada.

- Isso aqui é uma verdadeira obra de arte! – comento. - Estou até sem palavras... Onde conseguiu? – pergunto sem tirar os olhos da imagem.

- Típico Toreador... – Jake revira os olhos. – Quer, por favor, focar no que importa? Me conte o que está acontecendo para você ter chegado aqui aflito... – ele espera eu me pronunciar mas continuo hipnotizado pelo óleo sob tela. – ASHLEY! – grita.

- Ok, ok... – balanço a cabeça e vou até ele. – Perdão mas uma obra desse porte precisava ser reverenciada. – viro meu pescoço para dar uma última olhadinha. - Não é possível que você não enxergue isso.

- Quer beber também? – ignora o que eu disse e pega outro copo em baixo do balcão. - Esse aqui é AB negativo. – balança a garrafa. Esse e o positivo são os tipos preferido dele.

- Sim, por favor. – ele enche a taça. - Agora me lembrei do que vim dizer... – respiro fundo e começo. – Eu estava no centro da cidade mais cedo à procura de alimento e diversão, quando ouvi dois caras conversando num beco atrás de um dos empreendimentos do Jinxx. – bebo um gole. - Na certa são funcionários dele, pois comentavam que já está de volta à cidade depois de um período fora...

- Não sabia que tinha se ausentado... – fica pensativo. – Quem toma conta de tudo então, na ausência dele?

- Aquele tal de Christian não sei o quê... Que tem o apelido de CC.

- Ahh, sim. Sei que é. – assente. – Prossiga.

- Um contava para o outro que o cara tá puto pois... – faço uma pausa antes de jogar a bomba. - Venderam sua preferida no leilão...

Jacob muda de expressão na hora. Sim, temos agora um problema sério.

- Não me diga que...

- Sim... É a moça que o Andy comprou. – confirmo.

- Tem certeza disso?

- Absoluta. Um perguntou ao outro quem foi o comprador e a resposta que recebeu foi clara e objetiva: Andrew Biersack.


Notas Finais


Então, vocês no lugar do Andy também se recusariam a transformar a Victoria?
O que acharam dos motivos dele para não fazer isso?
E quanto à esse final?

Queria muito que as “leitoras fantasmas” também comentassem o que estão achando, porque a opinião de vocês sobre a fanfic é muito importante e o que me move a continuar escrevendo!

Me contem tudo que estão achando nos comentários! ♥

♦ Eventualmente, se aparecer alguma palavra ou expressão que possa surgir dúvida e não for explicada no contexto, colocarei o significado aqui nas notas finais.

~ Playlist de Blood Moon no Spotify:
https://open.spotify.com/user/itsleticialima/playlist/1WO2MkzP7UWe0paru0dYn1
A primeira música da lista, We Don’t Belong Here do BVB, é a que eu imagino ser a trilha sonora da introdução da fanfic. Sigam, ouçam e me contem o que acharam!


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