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História Blood of Souls - Capítulo 13


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Notas do Autor


Olá! Eu sei... Eu sumi por tanto tempo... Mas já estou de volta! Pretendo tentar não demorar mais tanto pra postar capítulos...
Ah, pensei em fazer uma coisa diferente nas ''Notas finais''. Um conteúdo extra, sem tanta relação com o capitulo (fui influenciado por ''historias de capa'' que tem em One Piece.)
Espero que gostem!

Capítulo 13 - Chapter Thirteen


_________Dias Atuais______

O Fruziano AaronBard e o garoto Koyomi foram enviados para uma rica floresta com o objetivo de ajuda Constiel e Ellenbriel a investigar estranhas ocorrências no local. Por coincidência, ou não, o irmão de Ryuzaki reencontrou uma linda mulher que havia conhecido a pouco tempo, próximo ao local. Antes que ela pudesse dar as respostas que Constantine queria, dois estranhos surgiram com intenções ruins. Constantine deixou Ellenbriel cuidar da situação com Bard e Koyomi enquanto ele adentrava mais na floresta, em busca de mais coisas que explicassem os fenômenos estranhos que estavam ocorrendo por aquela região.

A fumaça do cigarro do caçador parecia revelar partículas visíveis de uma estranha energia negra que ficava cada vez mais forte conforme o homem a seguia. Ele notou a atmosfera cada vez mais pesada conforme continuava seu caminho.

Por estar sozinho seguindo aquele rastro, Constiel sentia seu coração acelerado, ele suava frio e alguns arrepios percorriam seu corpo. O homem engoliu em seco quando aquelas partículas escuras aumentaram a um nível que em que cobria toda a fumaça que as revelava, como se o ambiente estivesse tomado por aquela estranha magia. Quanto mais caminhava, mais difícil era de respirar. O caçador já não tragava o cigarro, apenas o deixou em mãos como uma forma de se guiar.

O caminho em que seguia, agora já estava carente de vegetação saudável, as plantas estavam podres e as arvores queimadas, o cheiro de enxofre e queimado ficava cada vez mais forte, já estava difícil se guiar com todo aquele nevoeiro, e seu cigarro já não estava mais aceso.

Mais a frente, era possível ver uma silhueta sentada sobre o solo queimado, em sua frente uma figura corpulenta de no mínimo cinco metros de altura. O que é isso? pensou o Caçador, enquanto lentamente se aproximava da figura. Um susto interrompeu seus passos, junto do braço de um rapaz alto.

— Não se aproxime! — O rapaz disse quase sussurrando. — Não faça barulhos altos, e não de mais um passo para frente. — Aquela parte da floresta estava mais escura que o normal, o que fez o jovem ascender uma vela de chama purpura para facilitar o seu caminho.

Com a ajuda da luz daquela chama, Constantine conseguiu visualizar sem dificuldades o rosto daquele rapaz. Ele era pouquíssimos milímetros mais alto, seus cabelos eram da altura dos ombros, e sua franja era jogada para o lado esquerdo, quase cobrindo um de seus olhos, o rapaz possuía óculos de grau com sua armação grande e escura, suas roupas eram negras, e ele parecia utilizar um batom escuro em seus lábios.

— Veja... Aquele sentado é o que esta causando toda essa nevoa. Olhe que curioso — O rapaz apontou para cima, lá estava cinco corvos voando em círculos em volta daquelas silhuetas, os pássaros não faziam um único barulho. — Estão mortos... E aquele ali era pra estar também. 

— Quem é você? — Perguntou Constiel, o caçador não parecia preocupado, já que não detectou uma única fonte de magia vindo daquele rapaz. 

— Arima Vazz. — Respondeu o rapaz. — Eles não vão se mover. Por favor, me ajude, Senhor Constiel. — Disse o rapaz 

— Arima? Como sabe meu nome? 

— Acho melhor pegar uma arma. — Disse Arima enquanto procurava algo em seu bolso interno. Ignorando a pergunta anterior de Constantine. — Podemos nos aproximar com isso. — Arima derrubou a vela no chão, onde um caminho de cor purpura foi criado em direção às silhuetas, podendo agora os enxergar melhor. 

O corpo sentado estava coberto de um liquido negro. A criatura em sua frente era o golém protetor daquela floresta, agora corrompido por aquela gosma negra. O golém pareceu despertar com o movimento de Vazz em sua direção. A criatura foi tomada por chamas escuras e mais daquele liquido. 

— Me acompanhe, caçador, fique vivo, não quero ter mais trabalho! — O rapaz finalmente achou o que queria, ele retirou um enorme rifle de precisão de dentro de seu casaco. E do outro, uma baioneta de 30 centímetros que conectou na ponte de seu rifle. 

— De onde você tirou isso?! — Constiel, que antes tentara acender um cigarro, deixou tanto o tabaco quanto o isqueiro cair ao presenciar Arima Vazz pegando suas armas. 

Arima disparou cinco vezes em direção ao golém, antes de avançar agressivamente em sua direção. A criatura tentou defender cada tiro com seus antebraços, o que os fez rachar. Vazz saltou e investiu com a lamina de sua baioneta, perfurando o peito daquele golém, o fazendo em pedaços. 

Constantine correu na direção de Arima, que estava do lado daquele corpo sentado. 

— Tudo bem, fiquei impressionado... Agora quem é você e de onde tirou essa arma? 

— O corpo vai se mover, afaste-se, senhor! — Arima guardou o rifle no mesmo lugar que tirou, porém ficando com a sua lâmina ainda em mãos. — Vamos... Vamos... Preciso de ''outra''... Cade... Cade...?! — Arima parecia procurar outra coisa em seu bolso interno agora, enquanto o liquido negro lentamente ia saindo daquele homem conforme ele se levantava.

Instintivamente, Constiel se afastou e pegou um cigarro, enquanto seus símbolos iam se revelando em suas mãos, seu óculos escuro caiu. 

Aquele corpo agora estava completamente visível, um homem de cabelo tigelinha, pele pálida e olhos saltados. As unhas daquele homem eram grandes e mal cuidada, seus lábios rachados e enormes olheiras. 

— Eu só queria tirar um cochilo. —Disse o homem. — Sim... Eu estava dormindo... Eu preciso dormir... — Ele ajeitou seu manto negro, espirrou e limpou na manga, ele parecia ainda sonolento. — EU DISSE QUE ESTAVA DORMINDO, NÃO OUVIRAM?! — O homem começou a se arranhar freneticamente enquanto seus olhos ficavam vermelhos de tanta raiva enquanto encarava sem piscar uma única vez, um dos olhos fixos em constiel e o outro fixo em Arima Vazz. —  Querem café? Eu estava pensando em preparar um pouco. — O homem cessou suas encaradas e arranhões. Seus olhos voltaram ao ''normal''

— Quem é você?! O que diabos fez com aqueles pássaros?! — Constiel agarrou o homem pela gola, o erguendo do chão.

— Os passarinhos estão dormindo...?! — O homem olhou para cima notando os corvos mortos, ainda batendo as asas em círculos sobre eles. — MAS QUE BANDO DE PREGUIÇOSOS QUE NAO DORMEM NEM PARA A FAZER A FUNÇÃO DELES, QUE É VOAR! — O homem cuspiu na cara de Constiel, aquela saliva negra foi como uma pedra atingindo seu rosto, o fazendo largar. 

O homem lançou mais daquele liquido negro em direção aos corvos, fazendo os pássaros caírem.

— PREGUIÇOSOS NOJENTOS PREGUIÇOSOS NOJENTOS, PREGUI NOJEN, PRE, NO, PREG, PREGUIÇA — O homem desferiu sequencias de cabeçadas em direção ao chão, próximo de onde os pássaros caíram, até sua testa começar a sangrar, ele se perdeu em suas palavras, chegando a um ponto em que cada coisa que saia de sua boca fossem apenas grunhidos sem sentido. 

— Achei!!! — Gritou Arima enquanto tirava de seu bolso um lança chamas já carregado, com um tanque de combustível compacto, sem precisar carregar algo tão grande em suas costas. — Sai da frente, Senhor Caçador! — Disse Arima enquanto disparava em direção ao estranho que continuava a dar cabeçadas no chão, Constiel se afastou, mas aproveitando a chama daquela arma para acender seu cigarro. 

O homem se levantou, em chamas, arrancando cada fio de cabelo seu, as chamas o ajudaram a ficar careca, o liquido negro começou a escorrer de seu nariz e boca de forma frenética, aquela gosma negra se afastou como se estivesse viva, deixando apenas o homem que rolava em desespero para apagar o fogo. Quando a chama finalmente cessou, suas feridas se fecharam, seu cabelo não cresceu de novo, pelo contrario, os fios restantes caíram por completo. Ele se levantou.

— Que ideia mais ridícula... Nunca.. Nunca mais divido meu corpo com nenhum deles... Isso foi completa loucura... ''Ira..'' ''Preguiça''... Não... — Ele caminhou em direção a Arima e Constiel, Vazz estava preparado para mais um disparo. O mais estranho era aquela baioneta na ponta do cano do lança chamas. — Não dispare... Estou pronto para... Conversar sobre o estrago que eu e meus filhos causamos... — Ele pegou o óculos de Constiel que caiu, colocando em si mesmo.

Foi uma conversa longa, ele abriu o jogo sobre o que queria. Tudo que ele precisava era do coração daquele golém, que os que viviam na floresta chamavam de ''Espirito Protetor''. O coração daquele golém era uma das coisas mais poderosas para usuários de magia negra e necromancia. Quando Vazz e Constiel tentaram pegar mais informação a força, o homem se dissolveu em liquido negro, algo os agarrou por trás, soltando apenas quando o careca misterioso saiu da floresta, ja com o seu objetivo concluído. 

Arima guardou suas armas, e se ajoelhou assim que pode se mover denovo. 

— Eu... Falhei... — Disse Vaz.. — Não.. Não! Meu objetivo era descobrir o que aconteceu aqui, isso eu fiz com maestria! Não preciso me juntar com ''aqueles dois'' na hora extra....Muito obrigado, Senhor Caçador, agora tenho que ir! 

— Não... — Constiel se levantou, com um isqueiro em mãos. Suas marcas brilhavam enquanto a fumaça de seu cigarro ficava mais densa, e a chama de seu isqueiro mais forte. — Temos muito que conversar... Arima Vazz... Seu fogo não me afeta, e seu rifle não vai funcionar. 

— Ah... Ahm?! — Arima olhou confuso, porém tentou procurar outras coisas em seus bolsos. — Pensei que fossemos aliados — Disse arima enquanto puxava duas pistolas de seus bolsos, cada uma com uma baioneta de trinta centímetros em suas pontas.

— Pode começar a me responder.

___________Nova Mansão de Merygold________

Já era de manhã, Merygold ainda estava com seu pijama, todos estavam em uma sala de reunião, Vinganancia e Ryuzaki sentados um na frente do outro. Merygold de pé em frente a uma cadeira na ponta da mesa. 

— Deixe-me ver se entendi... Ryuzaki, você retirou o selo do meu pai para poder matar a Taiga, e se fortalecer com o sangue e alma de meio demônio dela?! — A garota não parecia muito feliz naquela manhã. 

— Sim. — Respondeu Ryuzaki. 

— Você trás uma foice com uma alma aprisionada para ajudar nos meus estudos e conhecimento de necromancia e estudo das almas... Então seu ''Amigo'' invade minha casa, rouba a foice, liberta Vingardel, e você os convida para passar a noite aqui?! — Merygold bateu o jornal sobre a mesa.

— Desculpa... — Disse Ganancia e Vingardel ao mesmo tempo.

— Eu pensei que seriam aliados uteis... — Disse Ryuzaki.

— Não é sobre alianças, Ryuzaki! É sobre diciplina e obediência! Eu fiquei desprotegida, em uma casa que sofria diversos ataques todos os dias, com um caçador Cientista maluco, para aprender tudo que eu precisava, e melhorar minhas habilidades de conversação e dialogo para adquirir um titulo de Nobreza e uma nova casa paga com dinheiro da Organização dos Caçadores. Enquanto você me desobedecia e pensava em traição! Você me fez confiar naquela Taiga. me fez ter sentimentos de empatia por ela, não e falou NADA sobre quem ela era ou por que estava criando intimidade com aquilo, para mata-la com a desculpa de criar aliados?! 

— Você não era assim, Anmy. — Disse Ryuzaki.

A garota fechou o punho, nisso uma forte dor tomou conta do corpo de Ryuzaki, uma queimação interna que parecia explodir seu corpo de dentro pra fora. 

— Devo te lembrar o que você é, Ryuzaki?! Eu te amo. Mas por favor, ponha-se no seu lugar — Aquele olhar e aquela dor foram os mesmos que ele sentiu da primeira vez que tentou desafiar o antigo chefe da família Merygold.  A dor cessou. Ryuzaki não falou mais nada. — Vingardel, ou Ganancia. 

— Sim senhora! — Disse. — Digo.. Não! Eu não te sigo.Você não tem o direito de... 

— ''Senhora'' estava bom. Ou você melhora seu comportamento... Ou saia de minha casa e se torne alvo da nova Chefe da família Merygold. 

— Eu estou amando essa nova Merygold. — Ryuzaki sorriu ironicamente, enquanto encarava Merygold com olhares maliciosos. 

— Cale a boca, vá preparar meu café. Não estou de bom humor para suas piadas, Ryuzaki, ainda não te perdoei. — Disse Merygold. — Tomou sua decisão... Ganância? 

— Sim, Merygold. — Ganancia se levantou, pegou sua foice que estava apoiada na cadeira. A criatura apertou o cabo da lâmina, olhou fixamente para os olhos da garota. — Eu sei preparar panquecas... Vou ajudar Ryuzaki....

_______De volta a floresta______

Ellenbriel, AaronBard e Koyomi lutaram até o limite, Ellenbriel foi forçado a pegar mais pesado do que pegara contra Vingardel. Foi a primeira vez depois de séculos que precisou deixar sua espada totalmente luminosa. Mas graças a aquilo, ele teria matado a Gula e a Luxuria, se não fosse impedido pelo careca misterioso e seus dois outros filhos, Ira e Preguiça.

Os três estavam sendo tratados pela garota com orelhas e caudas de raposa que Ellen se apaixonara. Quando um cheiro forte de cigarro foi sentido por ambos. 

— Ai eu disse para ele: Caramba Erek! Desse jeito você vai acabar morrendo, de novo! Ahahah! — Gargalhou Arima Vazz 

— Eu tenho uma boa também. Nós temos um amigo que é medico... Aí certo dia ,tivemos trabalho pra fazer lá pra um pais no sul, você tinha que ver a cara dele quando aquele presidente começou a discursar! Foi um horror! — Gargalhou Constiel ao lembrar do dia. — Depois eu te conto a história toda! 

Lá estavam os dois, gargalhando e dividindo historias enquanto iam de encontro ao resto do grupo.

Devido ao combate dos dois, Constiel estava com parte de suas roupas queimadas e com alguns cortes no rosto, enquanto Arima não tinha ferimentos visíveis, nenhum foi gravemente ferido, e pelo jeito, estavam se dando super bem. 

O resto do grupo se perguntava o que havia acontecido. Constiel explicou sobre o coração do golém e do confronto com o careca esquisitão. Constiel mencionou que encontrou Vazz no meio do caminho, quando Ellenbriel questionou.

— Me chamo Arima Vazz, e sou um Ceifador! É um prazer! — O rapaz se apresentou para todos. 

______Continua______

 

 

 

 


Notas Finais


('— Vocês estão ai?! Ain! ótimo!!! Me chamo Silver! Silver D. La'Mont. E eu sou um ceifador! Dizem que sou muito bonitinha por aí, sim, bonitinhA. Não vejo problema em me verem como ''O Siver'' mas me sinto melhor ainda quando sou tratada no feminino, quando eu era vivo, sofri muito por isso, viu? Quero falar um pouco sobre nós Ceifadores! Um dia fomos pessoas comuns, porém ficamos de saco cheio desse mundo e cometemos suicídio. Então nos tornamos criaturas celestiais que trabalham para coletar almas daqueles que morreram, e levar outros como a gente para se tornar Ceifadores também.
Todos temos nossas foices! Veja, a minha é essa linda tesoura gigante, a de Van Erek é um arco de violino, e a de Arima Vazz... Aaah... Arima Vazz... Só tem pessoas lindas na nossa Organização.... Foco! A foice dele é....

— Silver, seu inútil! Solte esse gravador! Foco na missão! Falta só apenas aquela cidade para terminarmos a hora extra! — Gritou Van Erek, chamando a atenção de seu parceiro — Eu não estou afim de ser punido por suas incompetências!

—Sempre tããão frio, Mas esse é seu charme! s2)


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