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História Blood pact - Capítulo 7


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Notas do Autor


Não demorou tanto dessa vez, eu espero que gostem :)

Capítulo 7 - A cidadela


O vento sacudia as cortinas deixando que alguns raios de sol invadissem o quarto. Rubi dormia encolhida na cama, estava inquieta e resmungava, revirava de um lado ao outro enquanto protestava com seu sono para não acordar. Abriu seus grandes olhos castanhos e se deparou com um ambiente familiar em meio ao breu, era seu quarto.

—Argh! E-eu não devia ter bebido... – falou esfregando os olhos enquanto sua cabeça latejava.

A garota olhava para o nada confusa.

— Talvez eu tenha errado os dias.... – dizia enquanto contava nos dedos — Porque eu to aqui? Que horas são? – sussurrou confusa.

Seus braços coçavam como nunca.

A garota levantou da cama com um pouco de dificuldade, se sentia fraca, esticou o corpo e começou a procura seu telefone. Procurou na mesinha do computador, entre os livros da estante e até mesmo dentro do armário, jogando todas suas roupas para o chão, mas nada de acha-lo, foi aí que notara seu estado. Ainda usava as roupas da noite anterior, seu cabelo estava bagunçado fazendo um contraste engraçado com a maquiagem borrada.

Se sentou no meio da bagunça e ficou se encarando no espelho. O corte ainda estava em seu rosto e seus braços ainda estavam arranhados.

— Eu preciso me trocar... – falou arrastada.

A azulada colocou a primeira roupa que achara no chão, arrumou seus cabelos e limpou o rosto. Caminhou preguiçosamente para janela, precisava tomar um ar.

Foi aí que percebera que não havia contado errado coisa nenhuma. A vista de seu quarto havia mudado e seus olhos demoraram a acostumar com o clarão do sol, mas quando conseguiu ver o enorme jardim a sua frente seus olhos brilharam encantados.

Se sentia em um conto de fadas, nunca antes havia visto algo tão bonito. O vento levantava os cabelos azuis enquanto a garota se debruçava na janela para ver melhor. Algumas pessoas passavam por ali, tão pequenininhas por conta da distância.

Quase perdeu o equilibro ao se debruçar, olhou para baixo e percebeu o tamanho da queda que teria. Rubi não sabia se ficava feliz por ver um jardim tão bonito ou preocupada por estar em um local totalmente diferente, mas de uma coisa sabia, ela queria muito explorar, principalmente aquele jardim. Rubi correu feito criança atrás de doce em direção a porta.

Por um momento estiou, ela segurava a maçaneta encarando alguns posters antigos na porta.

— Coragem... – sussurrou.

Ela não conseguia imaginar o que veria depois que saísse de seu quarto. Contou até três e abriu a porta com certa esperança. Ficou curiosa ao se deparar com um longo corredor de portas, era alto, um pouco antigo e movimentado. Tantos ceifadores indo e vindo, que não conseguia assimilar muita coisa, a azulada podia jurar que vira até mesmo seu professor por ali, mas não tinha como confirmar, pois, a pessoa passara muito rápido em sua frente.

Se arrependeu amargamente ao por o pé para fora de seu quarto e sentir o mármore gelado em seus pés.

Em meio ao falatório escutou uma voz totalmente desconhecida gritando seu nome, era grossa, meio falha e certamente ofegante. Procurou com a cabeça pelos cantos do extenso corredor até ver um homem loiro, alto, correndo afobado em sua direção, ele balança os braços e continuava a gritar seu nome.

Meio constrangida e confusa decidiu correr na direção do loiro. Ambos se esbararam no meio do caminho, o que fez a garota perder o equilíbrio.

— Você ta bem? – falou calmo estendendo a mão.

Rubi recusou a ajuda e se levantou sozinha.

— To bem... relaxa. – a garota limpou a parte de trás da roupa — eu te conheço!? – perguntou com um tom meio grosseiro.

O homem a sua frente não aparentava ser tão mais velho que ela, talvez na casa dos vinte e sete, era mais alto, mas não tanto quanto Joshua, seu corpo era largo e forte, ele tinha uma longa cabeleira loira presa em um rabo de cavalo.

O homem ficou confuso pela ajuda rejeitada, mas ainda olhava sorridente para a garota.

— E- eu cheguei um pouco atrasado – dizia ofegante — Me desculpe por isso... me chamo Darpan e vou ser seu guia.

— G-guia? – tossiu — Pra que?

— Pra você conhecer a cidadela, ué...

— Cidadela?

— Eu te explico num lugar mais calmo, por favor me siga.

A garota nem teve tempo de protestar. Darpan a pegou pela mão e a levou para longe do corredor tumultuado. O pé de Rubi fora pisado uma vez ou outra, o que a fez resmungar durante o caminho.

— Devia por sapatos...

— Hm!? Talvez se você tivesse me dado tempo... – chiou

Os dois caminharam até um grande salão. Era um lugar mais silencioso comparado ao corredor, o único barulho que se destacava era do enorme lustre no teto que se balançava pra um lado e para o outro vagarosamente.

Era um hall de entrada, chique, mas simples. Grande o suficiente para qualquer coisa mais alta fazer eco. Toda a sua estrutura a lembrava uma igreja gótica, haviam quatro portas principais de ferro, um tapete que levava a todas elas, alguns sofás avermelhados e estatuas bem no alto das paredes que olhavam para mais acima entristecidas.

Quase ninguém passava por ali naquele horário e quem passava deixava seu rastro com o som de seus passos e as poucas que estavam ali apenas relaxavam nos sofás.

— Aqui é bonito- deixou escapar um pouco alto.

O bonito ecoou.

— Concordo, mas cuidado com o tom de voz... – riu.

No rosto da garota brotou um sorriso maroto. Ela juntou um pouco de folego e se preparou para gritar algo indevido, mas foi cortada.

— Não diga palavrões tão altos aqui.

Rubi o olhou emburrada.

— Estraga prazeres – chiou rabugenta. — se explique... – disse cruzando os braços.

Darpan riu divertido.

— Hoje eu serei encarregado de te mostrar a nossa cidadela, sua nova moradia, assim como muitos ceifadores estão fazendo com os outros sangues novos.

A garota arqueou as sobrancelhas confusa.

— Mas pra falar a verdade cabelos de gelo, eu acho tudo isso muito... muito entediante... – falou arrastado — muita informação para nós dois, entende?

Ela se sentou no sofá mais próximo e negou com a cabeça.

— Vamos fazer assim, me diga um lugar que queira ir, e visitaremos ele hoje, posso te contar algumas coisas e nos outros dias faremos o mesmo, o que acha?

— Eu quero conhecer o jardim! – falou sem pensar.

— ÓTIMO! – disse alegre.

“Ótimo” ecoou pela sala, alguns ceifadores olharam pra Darpan que sorria amarelo.

— Vamos antes que eles comecem a reclamar.

Rubi andava meio cabreira atrás do loiro, ele falava algumas curiosidades conforme passavam por alguns cantos, não era nada que realmente interessasse a garota, mas ambos riram quando Darpan falou de como caiu sobre Destino enquanto andava em um dos corredores da cidadela.

—Ei!

— Diga...

— Cadê o ceifador que me perturbou tanto, infelizmente... – murmurou. — o- o Joshua, aquele ruivo. – tossiu.

— Todos nós precisamos descansar alguma hora, relaxe é só o momento de paz dele... quando vocês chegam aqui é a vez do guia de ficar um pouco com vocês, e alias chegamos! – disse enquanto abria a porta em sua frente. — Cuidado por onde pisa, os musgos desses degraus são traiçoeiros, principalmente com você descalça. – riu anasalado.

O loiro segurou a mão de Rubi feito um cavalheiro enquanto desciam uma pequena escada que levava até o Jardim.

Os olhos castanhos da menina se encheram de alegria ao ver tanto verde em um local só. Era surreal, feito um mundo de fantasias. Tantas flores coloridas, o vento batia amigavelmente em seus cabelos. A grama envolvia seus pés a deixando mais confortável com o lugar, ela se segurava para não deitar no chão e deixar o sol bater em seu corpo até o escurecer.

A cada canto que andavam a menina se impressionava ainda mais. Uma parte do jardim era apenas para copos de leite, outro canto só para rosas haviam cogumelos que batiam em sua cintura e arvores tão extensas que mal dava para ver a copa. Flores que nunca viu enquanto viva. Vários pequenos lagos com peixinhos. Era tanta coisa pra ver que não conseguia descrever o que sentia além de alegria.

— Eu me sinto em uma pintura – disse com um sorriso bobo — Achei uma coisa que vale a pena estar aqui.

— É um ótimo local pra relaxar.

Rubi se agachou na frente de um lago.

— Eu queria o meu telefone aqui, eu poderia escutar música e dormir em qualquer canto.

O loiro riu olhando para o céu.

— Ai ai... – suspirou. — lá vem a parte chata.

A garota o encarou confusa.

— Nem tudo são flores – riu pela ironia. — Sua primeira lição!

— Lição?

— O que? Acha que só vou te mostrar os locais e não falar nada?

— A... achei – disse envergonhada.

Ele riu ajeitando o rabo de cavalo.

— Estamos no Jardim de flora, aqui foi totalmente dedicado a Vida, para ele e seus anjos, não ligue muito para eles, são um bando de narizes em pé – riu anasalado — na verdade aqui é a parte de todos, lá – apontou seus dedos marcados — lá é onde eles realmente ficam.

Era uma parte de Flora que flutuava graciosamente, uma grande escadaria branca levava até a entrada do local.

— Se chama jardim vital, mas pode chama-lo de jardim suspenso também...

— C-como assim anjos? – disse esfregando a cabeça que ainda doía.

— Não somos os únicos aqui, assim como protegemos Destino e Morte, os anjos foram feitos...

— Para proteger a vida... – a garota completou a frase num sussurro.

— Espertinha – riu — na verdade não somos os únicos seres místicos daqui...

— Como assim? E porque cada vez mais eu me sinto em um rpg? – perguntou confusa.

Ele afagou a cabeça da garota com sua mão pesada.

— Não sei como explicar isso sem te perguntar antes... – se sentou ao lado de Rubi — Você sabe o que é a praga?

A garota arregalou os olhos e depois desviou o olhar.

— Sim – dizia passando as mãos em seus braços — e não.

— Como assim, sim e não?

— A-a-antes de partir...m-me explicaram por alto – mentiu.

—Ah! Entendo... entendo – sorriu — a Vida também criou outros seres “místicos” além dos humanos e os anjos, eles viviam, vivem aqui... eu já não sei mais – sussurrou.

— Viviam? – tossiu — para onde foram?

— Não acho que você precise saber agora, é o seu primeiro dia aqui – seu estomago roncou. — está com fome?

Rubi balançou a cabeça concordando.

— Então prepare suas pernas – dizia enquanto se levantava — Vamos andar bastante.

—C-como? – o olhava confusa.

Ele sorriu com a expressão de confusão, sempre achava engraçada essa parte.

— Como explicar sem estragar a surpresa? Hm... – esfregava o queixo — a cidadela não tem sentido algum, ande! Levanta dai, e tente não se perder...

O loiro seguiu seu caminho de volta a cidadela sem ao menos esperar a garota terminar de se levantar.

— EII! Espera ai! – correu meio cambaleante em sua direção.

As pernas de Rubi doíam de tanto andar. Darpan no quesito de ser um guia era péssimo, ambos se perderam diversas vezes no meio da cidadela. O local também não ajuda em muita coisa, eram escadas que mesmo descendo você acabaria perfeitamente no andar de cima além das portas que davam em salas vazias ou apenas feitas para decoração.

Rubi quase batera o rosto contra a parede algumas vezes enquanto tentavam achar a porta correta.

O esforço só valeu a pena depois que finalmente chegaram na cozinha. Não muito limpa, não muito suja. Parecia algo que sairá de uma casa de bruxa de um conto infantil. Diversos caldeirões, cada um com um cheiro melhor que o outro, um balcão central feito de madeira com diversos alimentos em cima. Uma pia cheia de louça e três cozinheiros com orelhas pontudas e torcidas que usavam roupas brancas. Uma magra da altura de Rubi, um gordinho mais alto e um baixinho com nariz escorrendo.

O baixinho com nariz escorrendo, descascava batatas e as jogava sem dó no caldeirão ao lado. A magra resmungava enquanto procurava algo nos armários e o mais alto chorava cortando as cebolas, pequenas de mais para as suas mãos grandes.

A azulada e Darpan entraram escondidos. Agachados atrás de um balcão tentavam tatear em busca de algum biscoito, mas foram pegos pelo grandalhão choroso.

— O que fazem aqui? – bufou enquanto puxava o loiro pela gola de sua blusa.

— E..E...E...

— Estávamos com fome – a garota se intrometeu.

Os outros cozinheiros nem se importavam com eles ali. O cozinheiro maior olhou para Rubi desconfiado, mas não falou nada.

— Não está na hora – disse a mulher resmungona.

O grandalhão soltou Darpan, foi até o outro lado da cozinha e buscou algumas tigelas. Puxou dois bancos e os se mandou sentarem. Foi até o caldeirão entupido de batatas com carne e colocou um pouco em cada tigela.

— Comam!

Era um dos melhores cozidos que a garota já tinha provado, parecia que seu estomago estava agradecendo de tão bom que estava. Os dois teriam devorado as tigelas se pudessem, chegaram a repetir mais duas vezes até estarem satisfeitos. Antes de irem em bora Rubi agradeceu sorridente ao grandalhão choroso.

O caminho de volta foi ainda pior do que para chegar, estava tarde, além dos corredores confusos também não eram muito bem iluminados. Depois de muito esforço conseguiram voltar ao hall de entrada.

— É muito chão...mas eu comeria de novo – tossiu — e agora? Já posso ir?

— Só mais uma coisa, vou te mostrar onde trabalho...

— Eu já sei onde você trabalha – disse cruzando os braços — você é um ceifador, não é?

— Sou, mas tem diversos ceifadores pra diversas funções, eu por exemplo trabalho do lado de fora vigiando a floresta.

— Floresta? – tossiu mais forte.

— A cidadela fica em volta de uma floresta, mas sangues novos como você não podem ir lá. Vem eu te levo até a entrada.

Darpan empurrou uma das quatro portas e continuou a caminhar. A entrada da cidadela era simples, uma área verde, com alguns postes iluminando o caminho de pedra até um grande portão. Eles andaram até a entrada, mas o loiro não deixou a garota avançar mais do que isso.

— Porque não posso ir?

A garota sentia um enorme desconforto.

— Desde que a praga ficou mais perigosa ela tomou conta de uma boa parte da floresta, não é seguro pra um novato chegar tão perto.

Seus braços voltaram a coçar.

— É uma floresta cruel Rubi, ela fala com você... você não pode ouvi-la.

Ambos encaravam a parte mais escura da floresta.

— Eu sempre fico aqui a encarando – apontou — Aquela parte mais escura, é lá que a praga chegou, e ela continua vindo.

Rubi tossia mais forte.

 — Ela sussurra...

A cabeça da garota latejava.

— Ela tenta te seduzir...

Algo puxava o corpo de Rubi, algo tentava segurar seus braços, a floresta parecia sorrir.

Seu estomago doía.

— Darpan... eu preciso.... eu preciso sair daqui.

Ele a olhou confuso, mas concordou com a cabeça.

A garota correu dali quase escorregando no caminho em direção ao seu quarto. Sentia que algo ruim a engoliria a qualquer momento.

Ao menos ainda lembrava em qual porta ficava os quartos. Ela caçava seu nome pelas placas. Tudo que precisava era um momento de paz para descansar os pés. Ela continuava arrependida de não ter usado sapatos naquele dia.

Todos os seus pensamentos sobre ter paz acabaram assim que abrira sua porta. A luz estava acesa e a figura já tão conhecida de cabelos ruivos fumava em sua janela. Ele usava apenas uma calça de moletom cinza.

A garota fechou a porta com força.

— Você tem uma boa vista daqui – disse sem se surpreender.

— O que faz aqui? – tossiu.

Joshua soltou a fumaça de sua boca e apagou o cigarro contra o lado de fora da janela.

— Não posso te visitar? – ele a olhava fixo nos olhos castanhos.

Rubi não conseguia o encarar nos olhos sem lembrar do beijo e isso fazia seu rosto queimar, sua única defesa é que havia bebido e poderia ter beijado até uma arvore.

— Eu preciso descansar me deixa em paz Josh, só hoje – revirou os olhos.

— Eu te vi no jardim hoje, estava fofa – dizia se jogando em sua cama. — acho que vou ficar aqui com você, uma festa de boas-vindas.

— O que você quer pra ir embora – bufou.

Ele abriu um largo sorriso.

— Que tal outro beijo?

Rubi arregalou os olhos envergonhada. Sua única resposta foi mostrar o dedo do meio para Joshua.

— Então eu vou ficar, te deixar com raiva e vermelha é um ótimo hobbie.

A garota impaciente tentou tira-lo de sua cama, o puxou pelos braços, mas sem sucesso algum, ele mal havia se mexido. Joshua ria, se divertindo com a garota indignada.

— Me quer tanto assim... longe?

O ruivo aproveitou que ela segurava seus braços e segurou os dela também, ele a puxou para cima de si. Rubi estava sobre seu colo, ele sorria se divertindo, ele chegou seu rosto mais perto a deixando com vergonha, sentia a respiração quente em seu rosto, suas bocas quase se encostavam e então ele a rolou para cama e com calma se levantou.

— Tcharam! – sorria debochado. — estou ofendido, nem posso te visitar. – terminou a frase com um biquinho.

Rubi fervia, ela tentava tampar as bochechas coradas com as mãos. Ela sentou na cama e encarou Joshua.

— QUAL O SEU... seu... seu – tossia.

Rubi começara a tossir descontroladamente, suas mãos tremiam e seu corpo suava frio, sua garganta estava seca e a cada tosse ela sentia tudo arranhar. A tosse vinha junto com saliva que tentava a todo custo sair. Seu estomago se embrulhou. A tosse ficara mais forte, a saliva se transformou em sangue, não conseguia controlar, ela começou a vomitar, tentava tampar com as mãos, mas era mais do que podia controlar.

Seu corpo sedia, estava fraca, queria pedir ajuda para o rapaz a sua frente, mas não conseguira.

Joshua tinha travado.

Quando conseguiu parar desmaiou em seu próprio sangue.

O ruivo a olhava apavorado.


Notas Finais


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