História Blood Pact II: The restart - Capítulo 3


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Bonnie Bennett, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Giuseppe Salvatore, Jenna Sommers, Klaus Mikaelson, Lilian "Lily" Salvatore, Malachai "Kai" Parker, Richard Lockwood, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood, Valerie Tulle
Visualizações 79
Palavras 3.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi people... como estão? Espero que bem. Vamos a leitura? Go Go Go

Capítulo 3 - Memories of a curse and two travelers


"- Quer saber? Vai! Some de uma vez! _ gritei, andando pelo quarto limpando minhas lágrimas com brutalidade. - Quando eu mais precisei você não estava lá mesmo. _ esbravejei irritada.

Então tudo aconteceu rápido de mais para meus olhos acompanharem, em um momento Stefan estava com suas roupas nas mãos, e um instante depois eu sentia suas mãos segurarem com força minha cintura e seu rosto estava a centímetros do meu, soprando sua respiração descompassada contra minha face.

- Não fale como se eu não tivesse tentado ir! _ gritou, tão descontrolado quanto nunca. - Eu tentei ir! Tentei te salvar! Eu tentei Caroline! _ seus olhos estavam em uma cor dourada e suas presas afiadas próximas de mim. - Eu juro que tentei. _ ele afrouxou um pouco seu aperto, encostando relutante sua testa na minha. - Eu juro... eu amo você! _ sussurou, e eu vi lágrimas se formarem em seus olhos.

- Stefan... _ sussurei, atônita de mais para formular uma frase que fizesse sentido."

Arfei, me enrolando nos lençóis.

"- Quanto tempo você vai demorar pra voltar? _ perguntei, sentindo minha boca seca.

- Eu não sei. _ respondeu, enquanto forçava o zíper da mala para fechar.

- E eu... _ mordi meu lábio inferior, assustada. - Eu devo te esperar? _ perguntei de uma vez.

Ele parou o que estava fazendo, me olhando confuso, talvez tão assustado quanto eu. Certamente ele não esperava que eu fizesse aquela pergunta e, depois de alguns segundos ele murmurou com sua voz baixa e fria.

- Não."

Rolei na cama, sentindo o suor em minha testa.

"Gargalhei novamente, vendo Stefan rir também. O sorriso mais lindo que eu já tinha visto em seu rosto. Parei de gargalhar apenas para olha-lo, e segundos depois ele parou também e me observou.

- Eu te amo. _ falei encantada."

Rolei na cama novamente. Stefan...

"Stefan se aproximou mais de mim, dando um pequeno selinho em meus lábios, fazendo meu estômago revirar.

- Você é minha... _ ele sussurou, dando mais um selinho. - Só minha.

Afastei-me dele, me lembrando das milhares de vezes que Tyler tinha dito isso, tão possessivo quanto Stefan.

Mas agora era diferente... Stefan era diferente. Eu queria ser dele, porque eu... eu... eu sentia algo por Stefan, algo que nunca senti por Tyler, ou por nenhum outro.

- Você é meu também... _ murmurei, passando minha mão em sua face, incerta das minhas palavras.

Stefan estava de olhos fechados, apreciando meu carinho.

- Só seu. _ ele sussurou, fazendo uma alegria indescritível tomar conta de mim."

Abri meus olhos, assustada e ofegante. Os senti se encherem de lágrimas enquanto eu abraçava meus joelhos sobre a cama, me encolhendo.

Amora dormia tranquilamente em cima de umas cobertas, no chão perto da porta.

- Malditas lembranças... _ sussurrei, encarando o quarto escuro e silencioso.

Respirei fundo tentando não chorar.

Eu não queria chorar, não de novo, não por ele!

Funguei, imaginando o porquê de ter dado errado entre a gente. Não era justo, não era! Será que ele esqueceu tudo o que passamos juntos?

Por que ele não veio? Por que não voltou?

Já tinha tanto tempo que eu não sonhava com as lembranças de nós, por que tive que lembrar disso agora?

Senti alguns traços de excitação invadirem meu corpo e com isso me joguei na cama, abraçando com força o travesseiro.

De novo, ele ia fazer de novo!

Senti nojo de mim mesma por ter aquele maldito pacto comigo, nojo por sentir o que ele sente. Maldito seja esse pacto!

Levantei da cama a passos rápidos, abrindo um guarda-roupa antigo e retirando dali a bola de ouro. Caminhei com ela até a cama, concentrando meus poderes para conseguir ver Stefan.

Senti uma dor forte no maxilar, como se tivesse levado um murro, e assim que a bola de ouro me mostrou Stefan, ele estava com uma mão no maxilar o massageando.

Caminhava a passos rápidos pelo corredor, e estava com raiva, muita raiva.

Não entendi aquilo, porque Stefan estava excitado se estava sentindo dor?

Ele entrou em uma porta, e na cama, certamente esperando por ele estava uma garota nua.

Eu nunca tinha visto antes, mas eis uma coisa estranha no Salvatore; ele nunca repetia mulher. Sempre que eu via uma cena assim, era cada vez com uma mulher diferente.

Stefan ainda era um mistério pra mim, eu não conseguia entender como ele podia estar excitado se estava com tanta raiva e ódio.

Arfei, desligando a bola assim que vi ele abaixar as calças.

Embora eu já tivesse assistido aquelas cenas horríveis tantas vezes, nunca tinha visto até o final. O máximo que já assisti foi até quando ele estava perto de alcançar seu clímax. Era uma tortura pra mim, eu não conseguia o ver tendo aquele tipo de relação tão íntima com alguém. Mas ver aquilo me servia de lição, pra que lembrança nenhuma me fizesse ter esperanças de que ele voltaria ou que eu pudesse perdoa-lo.

Limpei as lágrimas com brutalidade, tentando me concentrar em apenas ligar a bola de ouro novamente. Eu queria saber se, depois que ele atingisse seu limite iria tratar a garota com carinho... como ele sempre fez comigo.

Eu ficava intrigada pois, quando ele atingia o ápice sempre sentia sede e depois um vazio estranho. Era tão confuso...

A bola de ouro me mostrou ele, ainda com a camisa e com as calças abaixadas até o joelho. Parecia nem ter se dado ao trabalho de se despir. Estava em cima da garota, e investia com força, algo até mesmo brutal enquanto a mulher gemia alto em prazer.

A cama batia na parede e Stefan não a olhava, parecia um animal irracional.

Eu sentia a excitação do momento, e a ira que vinha dele. Como isso podia se mesclar?

Quando estava quase atingindo seu limite ele tampou a boca da garota, parecia cansado dos gritos dela. A relação era mesmo muito estranha, mas o que me surpreendeu de verdade foi o nome que ele chamou quando estava em êxtase.

Arregalei meus olhos colocando uma mão sobre a boca, e quase perdi a visão da cena pela falta de concentração na bola.

Stefan chamou por... mim?

Logo veio a sede descomunal, que fez minha garganta ficar dolorida. Ele mordeu o pescoço dela, que teve seu grito abafado pela mão do Salvatore.

Tinha algo de errado! Por que ele estava estranho? Por que ele parecia fazer aquilo por obrigação?

Sempre vi ele fazendo por livre e espontânea vontade, claro que eu nunca tinha visto o final, mas agora, assistindo o final do ato, me senti tão confusa...

Vi a mulher se debater com os olhos vermelhos, até que perdeu a consciência. Stefan não parou de tomar seu sangue, e mesmo que eu sentisse que ele já estava saciado, ele não parou.

Então, largou o pescoço depois de alguns minutos, e com sua mão perfurou o peito da garota esmagando seu coração depois de arranca-lo.

Ele a... matou.

Arfei, horrorizada com a cena.

A garota virou pó, e Stefan se levantou da cama colocando suas mãos levemente sujas de sangue sobre o próprio pescoço, onde o colar estava bem visível. Ele gemeu, parecendo sentir uma dor muito forte, mas eu não sentia nada. Eu não sentia que ele estava com dor, parecia que esse sentimento não era partilhado entre nós, como se o nosso pacto não surtisse efeito.

Observei ele dar uns passos trôpegos pelo cômodo, cambaleando e logo em seguida caindo sobre o chão ofegante.

Coloquei involuntariamente uma mão sobre meu peito, sentindo a preocupação me invadir. Ele se  contorceu um pouco, no chão, e depois ficou quieto. Senti aquele vazio costumeiro vindo dele.

Ficou assim nos próximos vinte minutos, até que eu guardei a bola de ouro, cansada de mais para vê-lo assim.

Peguei um travesseiro e uma coberta, descendo da cama e indo até onde Amora dormia. Arrumei um lugar perto dela e deitei minha cabeça sobre a barriga dela tentando suprimir aquele sentimento de solidão que vinha de mim... e dele.

* * * 

- Está tudo pronto? _ perguntei, observando pela janela do corredor a movimentação dentro do salão de festas.

- Sim, faltam apenas alguns detalhes majestade. _ ele respondeu, atrás de mim. - Ao que parece, o povo está animado com a ideia de um festival já que não acontece frequentemente. _ acrescentou.

Dei um sorriso, observando os bruxos montando as barracas onde venderiam comidas e utensílios.

- Devo parabenizá-la pela ideia do festival, majestade. _ ele disse, e me virei a tempo de ver um pequeno sorriso iluminando seu rosto.

Suspirei levemente, enquanto minha mente vagava em recordações sem que eu permitisse.

- Odeio quando você é formal, Kai. _ o repreendi, e tudo o que vi foi seu se alargando um pouco mais.

- É necessário. _ respondeu simplesmente, se curvando antes de seguir pelo corredor.

Suspirei, cansada. Ainda não tinha tido um tempo pra conversar com Kai a respeito de nossa relação e todas as vezes em que conversávamos ele era estritamente formal e profissional comigo.

Observei mais uma vez o salão enfeitado com fachas brancas e vermelhas, tudo estava muito bonito.

Festas no castelo não ocorriam com frequência, principalmente pela situação financeira do reino. Eu não podia ficar esbanjando recursos com esse tipo de coisa.

Não que estivéssemos passando por dificuldades, mas era melhor investir em segurança e na educação do que em festas. Principalmente porque o índice de matrículas nas escolas de bruxos estava decaindo nos últimos meses.

Mas a festa era por um motivo especial. Agora fazíamos parte do Conselho.

Caminhei até onde estavam as reservas de bebidas, checando a quantidade.

- Acha que é o suficiente? _ escutei a voz de Camille próxima a mim, enquanto eu analisava.

- Sim, acho que sim. _ respondi.

Toda a bebida era oferecida por mim, enquanto a comida seria vendida pelos próprios moradores nas barracas que eles estavam montando. Havia um espaço que tínhamos reservado para as pessoas dançarem e várias cadeiras e mesas espalhadas pelo salão.

Era um lugar bem grande, e eu acreditava que desse para todos os convidados ficarem, claro que o jardim estava sendo disponibilizado para os visitantes e com isso comportaria cerca de mil pessoas.

Não daria para todos da ilha, talvez nem todos do vilarejo central. Mas era uma quantidade considerável.

Hoje tinha virado uma data comemorativa especial, quem não vir ao castelo estará comemorando em sua casa. Todo o comércio parou, hoje era dia de folga dos trabalhadores, menos os guardas e os médicos, por causa da importância de suas funções; mas ainda assim havia turnos para cada um deles.

Era como o Natal.

As ruas estavam enfeitadas de branco e vermelho e o espírito de conquista e felicidade estava espalhado por todo o reino.

Era contagiante, e mesmo que a terrível noite de sono me atrapalhasse, eu simplesmente não conseguia ficar chateada tendo todas aquelas pessoas comemorando algo que eu tinha conseguido.

- O povo está muito alegre! _ Camille comentou, enquanto andávamos pelos corredores.

- Sim... _ murmurei, concordando assim que chegamos ao meu escritório.

Eram muitas pessoas pelo castelo, e mesmo que fosse o meu povo os guardas estavam espalhados por todo lugar, vigiando para que nenhum imprevisto ocorresse.

Faltava pouco tempo pra começar as comemorações.

- É, mas parece que tem alguém que não está tão feliz. _ Camille comentou, se sentando de frente comigo enquanto eu dava a volta na mesa retangular da sala.

- Quem? _ perguntei, intrigada.

- Você! _ ela apontou pra mim, acusatória.

Arregalei meus olhos levemente enquanto me sentava pensativa na cadeira.

- Isso é tão visível?

- Pra mim, sim. Te conheço tão bem que se torna transparente feito água, querida. _ ela respondeu, fazendo com que eu sorrisse.

E era isso que eu chamava de amizade. Nós nos conhecemos muito, que parecia ridículo tentar esconder algo.

- Bem, eu estou um pouco preocupada... mas não é nada de mais. _ respondi, vendo o olhar inquisitório dela repousado em mim.

- Preocupada? _ ela repetiu, pensativa. - Não vejo com o que você deveria estar preocupada. Estamos em clima de festa, deveria tá feliz.

- E estou, Camille. _ afirmei, ignorando o bloco de papéis que havia sobre a minha mesa. - Diz pra mim, o que você sabe sobre maldições? _ perguntei, me inclinando um pouco pra frente enquanto colocava meus cotovelos sobre a mesa.

Camille pareceu surpresa com o rumo da conversa, e se inclinou para trás pensativa.

- Por favor, me diz que você não arrumou uma maldição. _ ela falou rapidamente, me deixando apreensiva.

- Não, não arrumei isso!

Ela respirou fundo, como se estivesse aliviada.

- Olha, Care... é melhor você não se envolver com maldições, elas são terríveis. _ me aconselhou.

- Explique.

- Pra te falar a verdade, eu não sei muito sobre maldições, mas os efeitos delas são devastadores e variados, depende muito do mago que a conjugou. Dizem que uma maldição...

- Mago? _ questionei a interrompendo.

- Sim. _ respondeu.

Senti um arrepio cruzar minha espinha com aquilo. Eu sabia que magos são bruxos renegados que não podem voltar a ilha, mas o fato de serem eles que conjugam as maldições me deixou apreensiva. Os magos só usam magia negra em seus feitiços, e pela magia negra ser extremamente nociva, eles foram expulsos do reino.

Se aquele colar que estava no pescoço do Salvatore for mesmo fruto de uma maldição, ele está bem encrencado.

- Então, dizem que uma maldição nunca se desfaz, só se for quebrada por alguma condição ou desfeita pelo mago que a realizou. _ Camille explicou.

Eu nunca me aprofundei no estudo de maldições, é algo que eu nunca tive muito interesse. Claro, sabia o que eram magos... mas só o básico.

- Bruxos normais não quebram uma maldição? _ perguntei.

- Não. _ ela suspirou. - Quer dizer, se for um feitiço normal nós podemos desfazer, mas se for realmente uma maldição... nem uma Epsu como você pode quebra-la.

Stefan tinha fugido com Elena para achar um bruxo forte o suficiente para tirar aquele colar do pescoço dele, mas se o colar ainda não tinha sumido talvez significasse que aquilo era realmente uma maldição.

- Hum... entendi. _ analisei suas palavras. - O que você quis dizer quando falou que a maldição pode ser quebrada com uma condição? _ perguntei.

- Bem, depende da maldição... mas geralmente elas têm uma exceção, tipo nos contos de fada, sabe? _ ela sorriu.

- Não entendi. _ falei confusa.

- Como a bela adormecida, que só acorda com um beijo do verdadeiro amor. _ ela olhou para cima, pensativa e aposto que acabou lembrando do Klaus.

Fiz uma careta.

- Eca, Camille! Você está apaixonada de mais!

Ela me olhou irritada.

- E você precisa de um namorado urgente! _ ela revidou, fazendo com que eu revirasse os olhos.

Por um momento a cena na área de treinamento me passou pela mente.

- Cami... o que você acha do... Kai? _ perguntei, ficando um pouco envergonhada.

Camille me observou com aqueles orbes verdes, fazendo uma careta boba logo depois.

- Não, não! O Kai é da Davina. _ Camille disse, dando um sorriso sapeca logo em seguida. - Vou encontrar alguém pra você.

Davina é a nossa mestre em feitiços, era quase como uma cientista especialista em bruxaria.

- A Davina? _ questionei confusa, eu nunca tinha visto os dois juntos e nem conversando.

- Sim, os pais deles eram amigos antigamente e eles praticamente cresceram juntos. Ela nutre um tipo de sentimento muito forte por ele, mas é orgulhosa de mais pra se declarar. _ ela sorriu daquele modo sonhador novamente. - Apostei uma pequena fortuna com Klaus. Ele acha que eles não vão ficar juntos, mas eu tenho certeza que sim.

- Mas, o Kai não gosta de... mim? _ perguntei ainda mais confusa.

Camille parou de sorrir, começando a levar o assunto a sério.

- Você está a fim do Kai? _ perguntou de uma maneira tão assustada que até eu fiquei assustada com a hipótese.

- Não! _ respondi automaticamente, me inclinando pra trás na cadeira. - Quer dizer... talvez... _ murmurei, recebendo um olhar assustado de Camille. - Eu não sei! _ exclamei.

- Poxa, eu nunca iria imaginar isso. _ ela confessou, depois de um suspiro. - Bem, não que seja impossível, é que nesses cinco anos você nunca deu nem uma olhadinha no bumbum maravilhoso que ele tem, então... sei lá, não imaginei que gostasse dele.

Senti meu rosto ficar vermelho quando pensei que, ao contrário do que ela pensa, eu já tinha olhado sim o bumbum do Kai. E quem não?

- Nesse caso, acho que perdi a aposta. _ Camille falou inconformada.

- Cami, eu... eu não sei se... Droga! _ estava tão confusa que não conseguia formular uma resposta.

Eu ainda amo o Stefan por mais difícil que seja admitir isso, então ficar com o Kai seria só uma tentativa de esquecer o Salvatore. Nunca pensei que poderia existir alguém esperando pelo amor do moreno de olhos verdes.

E mesmo que eu não quisesse desistir dele só por isso, ainda era egoísmo. Tinha alguém pronta para ama-lo, enquanto eu estava o dedicando migalhas de um lugar que já era do... Stefan.

Suspirei. Eu sentia os sentimentos do Salvatore dentro de mim, e mesmo depois de tudo que ele fez, era lógico que enquanto eu o sentisse dentro de mim... nunca conseguiria esquece-lo. Essa era a minha maldição!

Ouvi batidas na porta, e isso fez com que Camille se calasse, ela estava prestes a dizer alguma coisa.

- Entre. _ murmurei.

Logo vi o causador de boa parte da minha confusão entrar no escritório com um sorriso no rosto.

- A festa já começou, vocês não vão para o salão? _ Kai perguntou naturalmente, enquanto eu me assustava por não ter visto o tempo passar.

Caminhamos em silêncio pelo corredor, até que, antes que eu cruzasse a porta do salão, um dos guardas se aproximou sussurando algumas palavras para Kai.

Esperei alguns segundos e logo Kai me olhou, murmurando rapidamente um "venha" pra mim.

O segui até a entrada do castelo, e de lá descemos dois lances de escadas até chegarmos ao subsolo, onde alguns prisioneiros jaziam em celas.

Tínhamos uma cadeia em cada vilarejo, mas quando era feriado ou véspera de ano os guardas traziam os prisioneiros para cá.

- Qual o problema? _ perguntei baixinho para Kai, enquanto Camille nos seguia silenciosa.

Ela não gostava de lugares assim.

- Duas viajantes foram apreendidas sem documentos no porto, as trouxeram para cá. _ Kai respondeu, parando finalmente em frente a uma porta imponente.

Claro, nós bruxos não deixavamos qualquer um entrar na ilha. Tinham que ter ao menos uma certificação de visitante. Era vital para a segurança que nós nos protegessemos, mesmo que não tivéssemos uma guerra há muito tempo.

Entramos em uma sala luxuosa, com várias cadeiras envolva de uma mesa retangular. Sentei à cabeceira da mesa enquanto Kai e Camille se sentaram nas duas cadeiras ao lado.

Aqui era a sala de investigação, eu raramente interrogava prisioneiros pessoalmente já que Kai gostava de fazer isso, então imaginei que aquelas duas viajantes deviam ser realmente especiais.

- O que mais? _ perguntei a Kai, sabendo que aquilo não podia se tratar apenas de duas viajantes sem certificações.

- Foram apreendidas com armamentos pesados, majestade. _ sussurou, sendo formal por causa da presença de dois guardas na entrada.

- Que tipo de armamento? _ perguntei.

- Metralhadoras, granadas, alguns revólveres e armas especiais para vampiros e lobisomens. _ respondeu.

Mantive minha expressão séria enquanto me mantinha em silêncio. Estava vestida com trajes de festa, não adequados para aquele tipo de ocasião.

Meu vestido era azul escuro, longo e justo modulando minhas curvas, enquanto o salto alto prateado combinava com o meu sobretudo.

Ótimo!

Ergui meus olhos vendo duas mulheres entrarem junto com mais um guarda, algemadas com magia. Uma mulher era morena, com pele branca e olhos claros. Tinha uma boa postura e mantinha sua face tão ou mais séria que a minha. Era alta, com um corpo em boa forma física. A maneira fria como ela me observava fazia com que eu me sentisse um tanto apreensiva. Quem é essa mulher?

Ao seu lado uma outra mulher se destacava. A garota tinha um corpo curvilíneo, usava roupas insinuantes. Seu rosto tinha traços de divertimento e logo me lembrei de onde a conhecia.

Uma lembrança nada agradável.

"Sem que eu precisasse dizer nada, Stefan abriu a porta pra mim, e eu entrei.

O quarto parecia o mesmo, completamente em ordem a não ser pelo notebook jogado no chão e pela garota que estava deitada na cama dele.

Aparentemente nua.

Senti meu rosto queimar, e desviei o olhar para o chão.

- Não queria atrapalhar... _ me obriguei a dizer assim que escutei a porta se fechar atrás de mim."

Ela era a garota com quem Stefan tinha ficado, a vi no dia em que me mudei para o seu quarto. Ela a tinha expulsado cruelmente da cama...

- Do que estamos sendo acusadas? _ a garota questionou, mantendo sua voz levemente divertida como se quisesse rir, enquanto eu a analisava com certa curiosidade.

- Quais seus nomes? _ perguntei, muito mais questionadora do que ela.

Estavam em meu território, quem faz as perguntas sou eu.

Ambas estavam sentadas, de frente pra mim.

- Desculpe a indelicadeza da minha companheira. _ a mulher mais velha murmurou educadamente. - Sou Charlotte e está é Valerie. _ e o fato delas não me darem sobrenomes me chamou a atenção.

A garota a olhou irritada por algum motivo que não consegui captar, talvez fosse algum tipo de briguinha interna.

- Sabem onde estão? _ continuei o interrogatório.

- Suponho que na ilha dos bruxos. _ Valerie respondeu sarcástica olhando para as algemas de magia.

- Pois bem, se sabem, por que vieram até aqui?

- Nossa navegação perdeu o controle, estávamos levando armamento para o continente, quando avistamos a ilha pensamos que podíamos pedir informações. _ Charlotte respondeu, enquanto eu observava a maneira como ela se portava bem.

Sua postura era excelente, eu não tinha visto nenhuma ação que demonstrasse nervosismos e ela vestia uma camiseta preta justa, uma calça escura e um casaco negro.

- Você não me parece viajante. _ acrescentei estreitando os olhos. - Por que estavam levando armamento para o continente?

- Não sabemos. _ Valerie respondeu. - Meras viajantes não sabem o porquê de transportar algo desse nível. _ deu um sorriso me irritando.

- São vampiras, suponho. _comentei vendo ambas acenarem positivamente. - Precisam de uma estadia até o armamento apreendido ser liberado novamente. _ olhei para o guarda que ainda estava ao lado delas. - Solte-as e mostre dois dos nossos quartos de hóspedes. _ contemplei os rostos estampando surpresa de todos que estavam na sala, menos da mulher morena, que apenas estreitou os olhos.

Parecia desconfiada e pensativa. Estranhamente sua expressão me parecia familiar.

Levantei da cadeira, vendo Camille e Kai imitarem o gesto enquanto os guardas faziam uma breve reverência.

Sai do local pensativa.

- Caroline, isso é loucura. _ Camille contestou, assim que estávamos só nós três no corredor. - Vai mantê-las no castelo?

- Kai, quero que arrume alguém de sua confiança para vigia-las. _ falei tão profissional quanto a situação exigia. - Valerie tem, ou teve, um tipo de ligação com o príncipe dos vampiros e, se as duas forem mesmo espiãs vou ter uma conversinha com Giuseppe Salvatore.

[To be continued]


Notas Finais


Antes que falem: mimimi queremos a narrativa do Stefan, Jé.
Amores tudo no seu tempo, eu ainda não quis colocar a perspectiva dele nesse caps. Ainda mais pq faltava alguns detalhes sobre como a Care se sentia e sobre a maldição. Coisa que já deixei BEM claro nesse caps e agora sim no próximo será um especial narrado pelo nosso príncipe dos vampiros. Hahahaha' 🖤 é isso, espero que tenham gostado... temos a entrada de vários personagens heins?!? Davina afim do Kai... Charlotte e Valerie 😱 e esse armamento na ilha? Coisa boa o Giuseppe não tá aprontando.
AAAAAAAAAAH eu li os comentários anteriores e morri de amores, sério! MUITO OBRIGADA por todos eles. Ainda irei responder, o caso é que tô bem lascada na faculdade e sem tempo mesmo. Xoxo e até o próximo caps 😘


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