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História Blood Ruby (BTS). - Capítulo 5


Escrita por: e SawYoon


Notas do Autor


Aparecemooooooosss! Não vamos enrrolar muito, espero que esteja tudo bem com vocês.

~Eu queria deixar claro que: a nossa personagem "Solar", é uma personagem original nossa, e não a Idol do Mamamoo.~

Nos vemos nas finais, onde eu vou deixar tudo bem explicado.

~Boa leitura♡🍃

Capítulo 5 - Rainy Day


Fanfic / Fanfiction Blood Ruby (BTS). - Capítulo 5 - Rainy Day


Frio. Meus pés descalços correm em câmera lenta em direção ao desconhecido, fugindo da escuridão que parecia ser atraída pelo meu vestido branco, minhas madeixas loiras inquietas, balançam incansavelmente com meus movimentos; assim como a saia de meu vestido. Através de corredores sombrios e cortinas empoeiradas, desgastadas pelo tempo, meu coração acelerado corria por uma parte do castelo da qual nunca havia visitado antes. 

Ao avistar meu reflexo se aproximando, minha velocidade diminuía quando mais me aproximava do maior espelho do palácio bordado a ouro e miniaturas de anjos caídos, anjos de feições tristes e abatidas. Ofegante, via a mim mesma desnorteada pela corrida inexplicável. Mas logo minha imagem evapora, dando lugar a um imenso salão de baile similar ao que dancei com os dois irmãos, parecia não ser mais um espelho e sim uma janela para outro cômodo. 

A calorosa luz dourada refletida pelo outro lado banhava minha pele e todo o vazio envolta, como se o lado em que eu pertenço seja podre e macabro, oposto ao que tinha através do espelho. Observava com atenção as pessoas reunidas no salão, um grande baile ocorria festivamente, pessoas deslumbrante esbanjando suas riquezas e satisfação por pertencer a aquele lugar; todos abrindo espaço ao meio, dando protagonismo a um casal que rodopiava alegremente... era ele, vossa majestade, Min YoonGi. 

Como parecia contente, os olhos brilhando tanto quanto a coroa em sua cabeça e um contido sorriso visível nos lábios; ao girar sua parceira de cabeleira loira... sou eu. Era uma memória do baile? Estamos alegremente dançando do outro lado, mas algo está diferente, não era dessa forma na realidade. Tal pensamento contradizendo minhas memórias fazem as velas se apagarem, tornando a luz mínima e da forma como lembrava... Mas não era mais eu. 

A mulher com ele não possuía mais minhas feições e detalhes, seus cabelos se tornaram pretos como a escuridão da morte, a noite mais escura antes do sol nascer, e o vestido se tornou vermelho como sangue fresco. A música ia drasticamente mudando como o ambiente, a felicidade caindo em decadência... uma escuridão nascendo dentro de mim, um sentimento amargo; ciúme? Inveja? 

Aquelas memórias são minhas, é meu lugar... Por que estou desse lado? Eu pertenço ao outro lado. 

— Yoon... — Tentei chamá-lo, mas era como se ninguém ouvisse minha voz desse lado. 

Desesperadamente por não ter voz, me aproximei do espelho tentando ser vista por seus olhos, a angústia começando a nascer junto com o medo de estar presa deste lado para sempre. Vou ultrapassar! Preciso entrar! Preciso voltar ao meu lugar! Minhas mãos tocaram no gélido vidro, que imediatamente explodiu em milhões de pedaços. Meu corpo foi empurrado para trás com a súbita explosão, então algo quente latejava por todo o meu corpo. 

Meu branco vestido agora corrompido com meu sangue, encarava apavorada minhas mãos e braços trêmulos enquanto as lágrimas quentes já acumulavam nos olhos. Eu poderia sentir a extrema dor vívida de perder meus batimentos, sentindo meu coração ser retirado a força do meu peito... então apenas o buraco vazio restava no meu corpo. A visão apagando. Meu corpo caiu na própria poça de sangue, sendo sufocado pela escuridão da morte, sabendo que nunca mais iria existir. 

Sonho Off ~

Meu corpo saltou para frente completamente atordoada, os pulmões vazios desesperadamente recuperando o ar novamente, como se acabasse de voltar da morte. Respirava profundamente, apavorada por alguma coisa na qual não recordava... O que acabou de acontecer? Estava em lágrimas, suada e trêmula. Olhando em volta começava a me adaptar ao ambiente, eu havia dormido com TaeHyung... automaticamente encarei o vazio onde o homem estava noite passada, eu estava sozinha em seus aposentos. Mas algo belo chamou minha atenção, uma bela e cheia rosa vermelha estava gentilmente ao meu lado, cada pétala me fazendo companhia logo pela manhã, sorri mesmo em lágrimas. 

Tentava limpar as lágrimas com os dedos gélidos, meu coração continuava inquieto... apenas um sonho, foi somente um sonho macabro; a explicação para isto são os acontecimentos problemáticos recentes, que deixam nossas mentes confusas. Gerando sonhos confusos. Bastava pensar em outras coisas, logo eu esqueceria aquela sensação... a sensação de morrer.    Onde poderia estar aquele homem? O que será que TaeTae faz pela manhã? O pensamento, as teorias sobre isso me fazem sorrir minimamente. Pego a rosa vermelha, agradecendo mentalmente pelo presente. 

O quarto de TaeHyung é mais interessante pela manhã, os raios de sol através das grandes vidraças deixam o ambiente cruelmente interessante... exatamente como ele. Prateleiras com belos e refinados livros espalhadas pelas paredes, alguns deles pousados pelo quarto, em sua poltrona ou tapeçaria aveludada. Levantei da cama, rodeando cuidadosamente os arredores do quarto, cativada pelos belos quadros; será possível a mente e habilidades de Tae ter produzido artes tão belas? Inacreditável. 

Você é fascinante, TaeTae! 

Havia uma obra sua inacabada, aquela por baixo do pano branco... cujo ele parecia intrigado e hesitante em falar sobre. Meus olhos curiosamente pousam sobre o tecido claro escondendo alguma coisa por baixo, está tão perto... somente uma olhadinha. Andei calmamente em direção a pintura misteriosa com uma suave corrente elétrica pelo corpo, por saber que o que estou fazendo é errado; mas é apenas uma tela inacabada. Nada completamente proibido. Ainda hesitante, meus dedos acariciavam o núcleo da rosa, sentindo as pétalas macias me darem confiança. 

A mão erguida no ar indo calmamente em direção ao tecido, quando já podia sentir a maciez do pano na ponta dos dedos uma súbita mão agarrou suavemente meu pulso. Num piscar de olhos o príncipe encaracolado estava ao meu lado, seus olhos serenos me encarando docemente; corei por ter sido descaradamente pega. 

— Solar... — Chamou em tom de advertência e algo a mais, que eu não pude descrever. 

— S-Sinto muito, estava olhando essas pinturas e... — Puxei meu braço de seu aperto. — Tive vontade de ver algo seu. 

— Isso não é algo que você gostaria de ver.  

As palavras desapareceram, permaneci em silêncio surpreendida pelo seu tom. Não deveria ter passado dos limites, ainda não temos essa intimidade para mexer nas coisas do outro; Encarei a flor que segurava com ambas as mãos, talvez minha face esteja da mesma cor. TaeHyung suspirou, logo sorrindo gentilmente, parecendo me perdoar desta vez. Generoso. 

— Talvez eu possa discordar... — Murmurei, apertando a rosa em meus dedos. 

— Você é muito curiosa. — Comentou, se não estivesse sorrindo teria soado pouco rude. — Dormiu bem? Gostou do presente? 

— Sim, obrigada.  

— Não queria sair e te deixar sozinha, então deixei uma rosa pra lhe fazer companhia.

O príncipe pousou seu equipamento na mesa que havia próxima a sua poltrona, tomando cuidado com os papéis e o tinteiro; algo que eu desconhecia, talvez seja um chicote para cavalos, em seguida sua espada. Observando melhor, TaeHyung parecia meio sujo, sua camisa branca possuía poucas manchas amareladas.

— Por que sua camisa está manchada?

— Ah, isso? É uma longa história. — Encarou a si mesmo, soltando uma doce risada leve. — Eu preciso sair para resolver umas coisas com o reino, você precisa de alguma coisa?

— Não, eu já estava de saída.

— Tem certeza? — Se aproximou, me cercando com sua forte presença enquanto me encarava preocupado. — Você pode ficar no meu quarto o quanto quiser.

— Não! Eu estou bem. — Me afastei pouco nervosa, por motivos que nem eu sabia; TaeHyung as vezes me causava um pânico diferente. — Obrigada pela rosa, ela é deslumbrante.

— Não agradeça ainda. — Soltou seu imenso sorriso quadrado, tão modesto. — Tentarei trazer mais vezes para você.

O príncipe voltou a se aproximar, dessa vez mais rápido, segurando meus braços e depositando um doce selar no alto da minha cabeça, permanecendo assim por longos segundos, eu apenas poderia ficar em silêncio e sentir seu cheiro; enquanto a rosa em minhas mãos assistia toda a cena.

— Até mais tarde, alteza.

— Até mais tarde, solar. — Sussurrou.

Passei por TaeHyung que bloqueava minha saída, então deixei o homem em seus aposentos, caminhando calmamente em direção ao meu quarto.

(...)

Tão frio. Andava em direção ao meus aposentos abraçando os braços, aquecendo pouca parte do meu corpo que posso, sentindo o vento gelar minhas pernas despidas; deixei grande parte do meu vestido no... quarto de TaeHyung. Como poderia ter pensando em vestir? O homem me causa um desconforto estranho, tive que sair de lá o mais rápido possível. Agora me vejo timidamente em um único vestido fino na altura das coxas, vergonhoso, Solar! 

Não! 

Uma silhueta se aproximando nas sombras me faz arregalar os olhos, andando calmamente na direção oposta do meu caminho... seja quem for, continuarei caminhando com o resto de dignidade até meu quarto. E nunca mais vou dar as caras novamente, não após ser vista em roupa tão vulgar. Abraço meus braços mais apertado, desejando passar por isso o mais rápido possível. Uma vez que a silhueta atravessa um fraco raio de luz, finalmente saindo das sombras, percebo que conheço aqueles fios carvão e anatomia pálida... você não! 

Eu consigo! Apenas continue caminhando mesmo com pavor do que poderia surgir na cabeça daquele homem imprevisível, concentrada nos meus batimentos e respiração controlada, continuei a andar. TaeHyung consegue ouvir meu coração... então vossa majestade também pode, e nesse momento ele ouve os gritos de um coração inquieto. Não posso controlar isso, apenas corar intensamente com o pensamento de Min YoonGi ouvir meu nervosismo. 

Pressionava avidamente minha pele quando o inesperado aconteceu, simplesmente passamos pelo outro em silêncio como se estivéssemos vagando, parei de andar quando a sentia a presença do Rei desaparecer; olhando para trás, suas costas cobertas com o manto real apenas se distanciava, sentia-o ausente. 

O que ele faz logo pela manhã? 

Pressionava os lábios quando uma ideia impensável me surgiu, minha intuição para segui-lo era a ingênua pólvora; e minha intensa curiosidade o fogo. Assim o fiz, com uma distância segura, suficiente para que talvez meus ruídos não fossem ouvidos. Me estreitando pelos cantos, virando nos mesmos corredores que o Min; fui subitamente impedida por mim mesma ao avistar uma parte desgastada do castelo. 

— O que... — Confusa comigo mesma, tal como se meu corpo se negasse a seguir por esse caminho. 

Nunca havia visto essa parte do palácio, uma entrada diferente de todo os corredores limpos e cuidados do castelo; aquela parte parecia apagada e destruída pelo tempo, por que o Min optou por um caminho tão... ridiculamente pavoroso, por que cada centímetro do meu corpo tem medo de segui-lo nesta parte? Parada no limite da entrada para o corredor esquecido, observava intrigada o Min desaparecer diante dos meus olhos; o que há ali? 

— Solar! O que faz aí? — A voz estridente de Jisoo me fez dar um salto, a mulher parada atrás de mim me encarava apavorada. 

— Jisoo, me assustou. — Comentei, ainda distraída por aquela parte do castelo. — Por que essa parte está tão imunda e destruída? 

— Senhorita...? 

— O que tem nessa ala? — Murmurava sem pensar, completamente absorvida pelo lugar abandonado. 

Foi quando avistei as bordas de um discreto quadro pendurado de mal jeito, ou apenas movido de sua forma original. A escuridão me impedia de avistar o centro, mas poderia jurar que eram imagem de pessoas! Roubada de mim mesma, tentei me aproximar e ultrapassar o limite que separava o carpete vermelho do piso empoeirado; quando Jisoo agarrou bruscamente meu braço, me puxando para trás. 

— Ninguém, nem mesmo os criados mais antigos tem permissão para entrar nessa parte do palácio, vossa majestade nunca permitiu. E ficaria furioso. — Acrescentou a última como um aviso. 

— Você viu?! Há pessoas naquele quadro, você não tem vontade de saber quem são? 

— Existe respostas que... — Começou, seguindo meu olhar para dentro do lugar esquecido pela luz. — nunca foram respondidas por uma razão. 

— Senti coisas estranhas quando cheguei nessa entrada, coisas... ruins. — Tentei explicar meus sentimentos. — Você nunca entrou? 

— Não, mas ouvi histórias que esse lugar se torna uma obsessão, roubando a sanidade das pessoas que desejam entrar, deixando-as malucas... até que cometam suicídio. — Jisoo passou a possuir um olhar intenso, abatido ao detalhar essa tal lenda. — Minha mãe... uma coisa ruim aconteceu com ela, e as pessoas acreditam que foi esse lugar. 

— Jisoo... — Fiquei sem palavras, perplexa. 

— Venha, vou lhe acompanhar até seus aposentos. 

— Mas…! — Olhei para ela, e pude ver em seu rosto que ela esperava que eu dissese o que tinha para dizer. — Não é nada. 

(...)

Eu estava lendo um livro qualquer que estava posto nas estantes de decoração do quarto, sentada de frente para a grande janela do quarto. Já havia tomado banho e tomado meu café da manhã, o Sol não brilhava no céu, pelo contrário, ele estava sendo coberto pelas cheias e escuras nuvens, que anunciavam que iria chover logo.

Peguei a xícara de chá que estava na mesinha ao lado da poltrona onde eu estava sentada e tomei um gole da bebida quente, pensando no que eu poderia fazer. Deixei o livro de lado e me levantei da poltrona. Rumei a porta e deixei o meu quarto. Andei pelos corredores até chegar na cozinha, essa que estava vazia. A essa hora os empregados deveriam está limpando o castelo. Passei pelas portas dos fundos, que levavam até o jardim.  

Era grande, grande até demais. Continuei andando até chegar em um lugar que parecia ser o estábulo. Chutei pelo cavalo que estava em pequeno compartimento que já dava para ser visto, mesmo eu ainda não estando do lado de dentro. Escutei uma voz cantarolar alguma coisa, o que aumentou ainda mais a minha curiosidade. Andei um pouco mais até estar do lado de dentro. A cada passo eu podia ouvir melhor o cantarolar.  

Passei por alguns compartimentos onde ficavam os cavalos, até chegar de onde vinha o cantarolar. Pude ver as costas largas, coberta pelo tecido branco da blusa branca que estava com algumas manchas amarelas.  

— TaeTae — Eu disse, e o Kim apenas virou a cabeça um pouco para trás, esboçando um sorriso. — O que está fazendo? 

Ele nada disse, apenas se afastou um pouco e deixou a mostra o cavalo de pelagem escura, a qual parecia está sendo escovada. 

— Estava escovando o pelo desse garotão. Vem aqui. — Me aproximei lentamente, chegando cada vez mais perto do moreno e do cavalo. — Você quer tentar?  

— Eu posso? 

— Claro! — Disse me entregando a pequena escova que estava usando para escovar o pelo do cavalo a nossa frente. Eu me aproximei timidamente e comecei a escovar seu pelo. 

— Não sabia que gostava de cuidar de cavalos.  

— É mais como um hobby, eu realmente amo animais.

— Então esse era o seu assunto importante de hoje de manhã? 

— Não mesmo! Hoje pela manhã tive que resolver um problema que aconteceu em Busan, — Disse enquanto pegava um fardo de feno. — quem me dera se os meus problemas fossem apenas cuidar deles. Tudo seria menos estressante. 

— Entendi...— Continuei escovando o pelo do cavalo enquanto via ele colocando o feno em um lugar do estábulo.

— Acabei por aqui. — Disse enquanto batia uma mão na outra. — Vem, quero te mostrar o meu preferido. — Me estendeu sua mão, a qual eu peguei rapidamente. Fomos em direção a entrada do estábulo, a qual também era a saída, e saímos. Demos a volta e paramos ao lado dos estábulos, onde eu pude ver um cavalo de pelagem branca amarrado com uma corda. 

— Uau! Ele é lindo. 

— Este é o Yeontan. Tannie, esta é a Solar. 

— Olá, Tannie. — O cavalo soltou um grunhido.

— Ele gostou de você. — Comentou, então percebi que nossas mãos ainda estavam entrelaçadas.

— Que bom. — Me aproximei mais um pouco de Tannie, transmitindo confiança.

— Quer dar uma volta? — Disse enquanto o desamarrava. 

— Nele? — Arregalei os olhos, surpresa.

— Sim. 

— É que... eu não sei andar a cavalo. — Acariciei a pelagem branca como a neve, tão macio; Tae cuidava muito bem do Tannie.

— Não seja por isso. Eu vou com você.  

— Você? 

— Sim, eu. — Respondeu simplesmente, me lançando um olhar gentil.

— Sendo assim... — Dei de ombros. — Eu vou! 

— Vem. 

Ele me estendeu a mão, e me ajudou a subir no Tannie. Como eu estava de vestido, as minhas duas pernas ficaram juntas, em um único lado do cavalo. Logo ele subiu também, se sentando atrás de mim. Ele bateu as rédeas de Tannie e logo esse começou a andar. Passamos por algumas flores que estavam no Jardim, e até por alguns empregados que transitavam por ali. Passamos de frente ao castelo, e ao olhar para uma das janelas, eu jurei ter visto o Rei parado, observando-nos. 

Senti uma gota de água cair nos meus ombros, e logo começou a cair mais delas, só que mais fortes. Tannie começou a andar mais rápido, talvez assustado por conta da chuva. E eu pude sentir as gotas de água que o vento trazia baterem em meu rosto, e eu fechei meus olhos aproveitando aquela sensação. Era boa. Me lembrava liberdade.     

As mãos grandes do Príncipe estavam em volta da minha cintura, enquanto ele segurava as rédeas do cavalo. Me sentia tão segura, a mesma segurança que tive certeza durante o baile, que ele não me deixaria cair, que fosse me proteger sempre. Deixei meu corpo descansar, sentindo TaeHyung logo atrás.

— Vamos entrar. Você pode acabar pegando um resfriado. — Ele parou o cavalo em frente à entrada principal do castelo, descendo logo em seguida e me ajudando a descer. 

Por um momento, reparei na sua blusa, a qual estava transparente pela água que a molhou. Ela estava grudada ao seu corpo. Rapidamente desviei o olhar, temendo ser pega encarando-o de forma tão... inapropriada.

TaeHyung se aproximou mais um pouco de mim, e pousou suas mãos em minha cintura. Levantei meu olhar para si, e olhei dentro de seus olhos, que mais me lembravam dois rubis. 

— És tão bela… 

Ele aproximou mais seu rosto do meu, mais e mais. Porém, o barulho alto foi ouvido. Um trovão. E tal barulho me fez grudar ainda mais ao seu corpo, com medo. Me encolhi no meio do príncipe, e pude jurar ouvir uma discreta risadinha do mesmo.

— Vem, vamos entrar. 

(...)

Já era noite. A chuva não havia cessado. Os trovões eram ouvidos de pouco em pouco tempo, e o clarão nos céus podiam ser vistos. Eu estava em meu quarto, sentada na minha cama. Meus pensamentos estavam em hoje a tarde. Ele iria mesmo me beijar? Balancei a cabeça, decidindo afastar tais pensamentos.

Frente a imensa janela do meu quarto, observava a chuva, e todo o trajeto que percorri com Tannie e TaeHyung, contente por ter feito uma atividade prazerosa em meu tempo livre. Fechei as cortinas, deixando o quarto pouco iluminado e me deitei.

(...)

Ouvi batidas na porta, o que me fez me desperta dos meus sonhos. Retirei o lençol de cima do meu corpo e fui até a porta em passos desajeitados, bocejando e ainda lenta demais por acordar do nada. Quanto tempo eu dormi?

Quem será a essa hora? 

Abri a porta e encontrei a senhora criada que cuidou de mim todos os dias deste que cheguei no Palácio, e a única que respondia minhas perguntas sobre os irmãos, sorri.

— Senhorita Solar? Eu lhe acordei? 

— Oh, não! Não se preocupe com isso. — Esfreguei os olhos, sonolenta.

— Vim lhe informar que chegou a hora, se a senhorita ainda desejar respostas sobre vossas majestades. — Em seus braços havia uma belo tecido aveludado vermelho, que eu julguei ser uma capa.

— É mesmo? Hoje a noite? Agora?  

— Sim. O Rei já deve está em seus aposentos, assim como o Príncipe. Eles devem pensar que você está dormindo, então, não vão sentir a sua falta. 

— Certo, eu vou trocar de roupa.

— Eu lhe espero aqui fora. — Me entregou a capa, que de fato era tão macia quanto eu suspeitava.

Fechei a porta, indo rapidamente em direção ao closet. Tirei meu pijama e passei a procurar algum vestido menos... absurdamente extravagante, algo discreto, encontrei um azul pastel na altura dos joelhos, havia alguns detalhes refinados, mas era o menos chamativo que havia no closet.

Eu não tenho nada a perder, se ninguém vai me contar nada, então cabe a mim encontrar as respostas. Fui em direção a porta e a abri, saindo do quarto. Determinada em seguir o caminho através dos Pinheiros que a senhora havia me guiado a seguir.

 



Notas Finais


Bom, eu e a Kally estávamos bastante desmotivada pra escrever, e decidimos tirar um tempo. Porém, seria apenas uma semana, Só que aí eu adoeci, e passei duas semanas doente, falando em doença, espero que estejam se cuidando direitinho por causa desse Corona Vírus, que estejam lavando bem as mãos, vá a alimentando bem e bebendo muita água •voltando• a Kally também passou por alguns problemas, e a gente acabou ficando sem tempo pra escrever. Quando tudo se normalizou, conversamos e deixamos claro o que ia ter nesse Cap, começamos a escrever, porém, aconteceu mais alguns problemas e tivemos que parar, a gente tinha conversado durante toda a semana sobre a att, porém sem dia certo pra atualizar, até que hoje, eu disse que tinhamos que escrever o Cap até umas 18, e aqui está ele.

Espero que tenham gostado. Ele não está tão grande, mas o próximo vai está.

♡COMENTÁRIOS SÃO BEM VINDOS!♡

Comentem o que acharam, é bem importante, para a gente não ficar desmotivada.

Meu perfil: @Spidexy ( Sim, mudei ehhehs)

O do amor da minha vida: @SawYoon.

Beijinhos e até a próxima, vamos tentar não demorar. 💕😅


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