História Blood secret - Capítulo 4


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Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Dean, Sam, Spanking, Supernatural, Winchester
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Palavras 1.790
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey meus amores, bom dia!

Mais um capítulo para vocês, espero que apreciem a leitura ❤️

Capítulo 4 - Olhos nos olhos


POV Kyle

Céus eu estou quase morrendo de preocupação. Mel foi buscar meu filho e até agora não voltou. Eles estão bem atrasados. O pior é que a mesma me ligou dizendo que ele já havia saído do treino antes do horário, e que me ligaria assim que o encontrasse. Não me ligou até agora, eu tentei ligar mas ela não atende.

Eu só espero que ele esteja bem... Vinny é muito impulsivo. Ele não pensa muito antes de fazer algo.

— Papi, faish bolinho? – Pergunta Ally puxando minha camisa.

— Princesa agora não dá.

— Faish papi.. – Choraminga a mesma. Suspiro e a pego no colo.

— Papai disse que agora não. Espere um pouquinho sim?

Minha filha faz menção de começar uma birra, mas eu rapidamente a corto.

— Nem pense em chorar por isso filha. Papai nem brigou com você. – Digo sério a balançando em meus braços.

Ally faz um biquinho e esconde o rosto em meu pescoço. Continuo lhe balançando até sentir a respiração da minha menina mais lenta. Ela dormiu.

Subo e entro em seu quarto, é um quarto bem feminino. Todo rosa e com detalhes delicados. Um quarto de princesa para a minha princesinha.

Lhe acomodo no berço e beijo sua cabeça antes de descer novamente para a sala.

Céus, essa espera está me matando!

POV Vinny

O tio Johnny é muito legal! Ele me pagou um lanche e até me contou algumas histórias de quando a mamãe era mais jovem.

— Agora sua vez. Me conte uma história sua. – Sorri ele me olhando nos olhos.

Assinto animado. Dificilmente um adulto me dá tanta atenção assim, ele fala comigo de forma descontraída, como se eu também já fosse um adulto. Não é como minha mãe que me trata como um bebê, ou como o meu pai que consegue ser ainda pior que mamãe as vezes.

— Bom, teve uma vez que eu fugi do colégio para ir em uma apresentação de rua que ia ter no centro. Estava tudo pintado... As paredes, as ruas. O cenário era todo colorido e cheio de vida. Meu pai não havia me deixado faltar para ir, então eu dei o meu jeito. Foi uma apresentação incrível, mas a diretora acabou ligando lá em casa.

— Ela liga para todo mundo que falta?!

— Não.. Meu pai conversou com ela quando eu comecei o curso lá. Ele pediu para que fosse notificado sempre que eu ou meu irmão não comparecessemos à aula. – Conto dando de ombros.

— Acho isso meio exagerado. – Murmura ele bebendo um pouco de seu refrigerante.

— Eu também.. Mas eu acho que você sabe que eu fui sequestrado quando era criança. Eu não me lembro muito bem, mas meus pais vivem me lembrando disso. Por conta desse ocorrido, tanto Mel como Kyle são super protetores comigo. Eles acham que alguma coisa parecida pode voltar a acontecer.

— Eu acho bem improvável. Depois que selaram seus poderes e colocaram todo tipo de sigilo em seu corpo acho difícil alguém encontrá-lo. – Indaga calmo.

O olho, ele sabe dos sigilos? Sim.. Meu corpo é repleto de símbolos gravados. Eu tenho quatro aparentes e mais dois internos.

Um deles é uma marca no pescoço... Parece uma mordida mas não é. Dentro há letras minúsculas em latim. O qual me deixa protegido dos demônios. O outro é no abdômen, me protege das criaturas sobrenaturais, como vampiros, lobisomens, ou qualquer outro monstro. Um é um pentegrama anti-possessão

A última marca fica na mão, ela evita que bruxas possam me localizar.

As internas, uma é para me esconder de anjos e arcanjos. A outra é que a mantém todas as outras ativas e funcionando.

Confesso que todos esses sigilos exigem uma força maior... Às vezes eu chego a passar mal por conta disso. Quando fico nervoso demais... Às marcas começam a brilhar, meu corpo amolece assim como a cabeça começa a latejar.

Teve uma vez inclusive que eu cheguei a perder a consciência.

Minha mãe diz que eu não posso ficar nervoso, ou tudo isso terá sido em vão. Ela diz que é muito poder para ser contido. E que tudo possui um limite.. E eu não devo ultrapassa-lo. Ou seja.. Eu posso quebrar os sigilos.

— Não.. Não é improvável tio. Os sigilos não são permanentes. – Digo baixo.

— Como não?! – Ele me olha surpreso.

Desvio o olhar, achei que ele soubesse assim como o resto da família. Pelo visto me enganei.

— Eu... Eu posso quebrá-los se ultrapassar um limite.

John me olha ainda mais surpreso.

— Você já fez isso?

— Não... Mas já cheguei perto. Achei que soubesse.

— Não... – Murmura ele desviando o olhar – Eu não sei quase nada sobre você.

— Achei que soubesse disso pelo menos... Pensei que a família toda soubesse.

— Não sabemos. – Diz ele um tanto seco. Eu disse algo errado?

— Tio... Você está bravo? – Pergunto confuso ao notar a mudança em sua expressão.

— Não tenho motivos para estar, tenho?

— Eu... Eu acho que não. – Murmuro olhando minhas mãos.

Alguns segundos depois titio me chama.

— Hey... Não precisa ficar encolhido assim. Eu já disse que não foi nada. – Indaga ele com a voz mais suave. O olho devagar, eu não consigo me controlar.

Se alguém fala alto comigo, ou se irrita meu instinto é ficar quieto ou chorar.

Não qualquer pessoa, na verdade é só com a minha família. Meus pais, meus tios, meus avós.. Pessoas que tem certa autoridade sobre mim.

Com os outros não, pelo contrário até. Chego a ser bem ousado.

— Desculpa... Achei que estivesse bravo comigo.

— Eu não estou.. Você é um bom garoto Vinny. – Sorri ele bagunçado meu cabelo – Só fiquei surpreso por não saber sobre os sigilos poderem ser quebrados.

— Oh.. Deve ser segredo. Minha mãe não fala disso. – Dou de ombros quitando a importância do assunto.

— David Vincent Jenkins Winchester! – Ouço a inconfundível voz da minha mãe. Me viro bruscamente vendo a mesma na entrada do estabelecimento, com uma expressão definitivamente nada boa.

— Mamãe...

Mel entra no recinto com toda sua atenção concentrada em mim. Me encolho um pouco na cadeira a medida que a mesma se aproxima.

— Você tem noção de como me preocupou?!

Droga, me esqueci totalmente do horário.

— Mel... – Meu tio levanta-se chamando a atenção da minha mãe, que para de caminhar no mesmo instante.

— Johnny... O-o que faz aqui?

Ela parece nervosa...

— Vim fazer uma pequena visita... Encontrei seu filho no caminho. Um garoto incrível por sinal uh? – Sorri ele, um sorriso estranho.

Minha mãe o olha, ela parece preocupada. Logo me encara e me segura pelo braço me puxando para perto de si.

— Você está bem?

— Sim mamãe... O tio Johnny é mais legal do que eu me lembrava. – Sorrio olhando meu tio.

— O que você disse à ele John?

— Nossa Mel.. Cadê meu abraço de boas vindas? Fazem anos que não nos falamos.

— Abraço? Acho que não.

Olho ela sem entender. Porque ela está sendo rude?

— Okay.. – Ele dá de ombros sem tirar os olhos da mesma – Eu o encontrei e o chamei para vir comer alguma coisa. Não brigue com o menino por isso.

Sorrio, ele está tentando me defender.

— O pai dele irá cuidar disso.

Arregalo os olhos e olho minha mãe. Ela vai mesmo contar ao papai??

— Mãe... Não faz isso. Ele vai acabar comigo. – Choramingo.

— Não exagere Dave, desse jeito John irá pensar que ele te machuca.

— Não machuca, mas é mais rígido que o necessário. – Murmuro com os olhos marejados.

— Vai para o carro. Está estacionando do outro lado da rua.

Suspiro baixo.

— Tio Johnny vem conosco?

— Eu...

— Claro que vou! – Diz ele interrompendo minha mãe – Tenho que entregar algo para vocês. Além do mais estou cansado da viagem, acho que vocês poderiam me deixar dormir lá essa noite.

— Claro tio! Tenho certeza que meu pai não irá se importar. – Sorrio um pouquinho mais animado.

— Ótimo, quem saiba eu possa conversar com Kyle e te livrar de uma bronca hein? – Sorri ele pagando a conta.

— Não se meta na educação do meu filho Johnny.

— Seu filho... – Repete ele olhando minha mãe nos olhos – Você fala como se tivesse feito ele sozinha.

Olho os dois... Que clima tenso.

— Eu não fiz. Kyle me ajudou. – Responde ela me fazendo corar. Eles precisam mesmo falar disso aqui na minha frente?!

Meu tio solta um riso "Irônico"?

— O que é tão engraçado tio?

— Sua mãe... Ela sempre tem as melhores respostas na ponta da língua, não acha? – Sorri ele.

Assinto devagar olhando minha mãe que segura minha mão.

— Vamos para casa. Você conhece o caminho John. – Indaga ela me puxando em direção ao seu carro.

— Mamãe.. Porque está sendo chata com o tio?

— Não estou sendo chata. Só não gostei dele ter te trazido para cá sem minha autorização.

— Mas ele é o meu tio.

— Ele não é o seu tio coisa nenhuma! Seus tios são Alex, Jack e Hillary. – Responde ela em tom cortante enquanto abre a porta do veículo. Entro rapidamente.

— Mas é como se fosse tio mãe. Ele é filho do tio Tyler.

— Sim. Tyler é meu tio, Johnny é meu primo. Não é seu tio.

— Mãe eu gosto de chamá-lo assim. Vocês me mandavam chamar o mesmo de tio quando eu era pequeno.

— Só que agora você não é mais pequeno. Deveria saber. Ele é simplesmente Johnny para você.

A olho, porque ela está falando assim comigo?

— Porque está me tratando assim mamãe..? Eu não posso chamá-lo de tio, é isso? – Pergunto sem entender, enquanto a mesma dirige rápido.

— Não é isso filho...

— É o que parece.

— Olha Vinny, vamos esquecer isso sim? Você tem assuntos mais importantes para de preocupar nesse momento.

Suspiro fechando os olhos.

— O papai..

— Sim, o seu pai. Ele ficou muito preocupado com você bebê.

— Só porque você contou que eu não estava no treino.

— Eu entrei em pânico. Você deveria estar lá. – Diz ela desviando o olhar da pista para me encarar.

— Como me encontrou? – Questiono depois de um tempo em silêncio.

— É a sua sorveteira favorita. Imaginei que pudesse estar em algum de seus lugares favoritos aqui no centro.

— Inteligente...

— Sempre. – Sorri mamãe antes de estacionar em casa com meu tio logo atrás.

— Acho que terei que encarar a fera... – Falo baixo olhando a porta.

— Eu irei tentar falar com ele ok?

   Concordo com a cabeça não muito convencido. Quando Kyle Jenkins toma uma decisão, ninguém consegue fazê-lo mudar de ideia.


Notas Finais


O que acharam??? Comentem meus lindos, isso é importante ❤️❤️❤️

Ps: Desculpem qualquer erro ortográfico, revisei meio na pressa esse capítulo.

Comecei uma nova fic amores, para quem tenha curiosidade de ler o link está logo abaixo :)

Link:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/entre-sombras-e-luz-13897778


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