História Blood, Sex and Rock'n'Roll - Capítulo 30


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Categorias Carmilla
Personagens Carmilla, Laura, Personagens Originais
Tags Carmilla, Laura Hollis, Natlise, Negovanman, Vampiro
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Palavras 2.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - O Recomeço do fim?!


Fanfic / Fanfiction Blood, Sex and Rock'n'Roll - Capítulo 30 - O Recomeço do fim?!

Carmilla’s P.O.V

 

“O ar condensado expelido de meus pulmões, virava vapor esfumaçado ao sair de minha boca. Acima da minha cabeça, jazia o manto negro e estrelado daquela noite fria. Eu tinha o arco e flecha nas mãos, as roupas rasgadas, pisava descalça num chão gramado regado de sangue. Ouvia murmúrios de dor vindo de todas as direções. O corpo de Eli empalidecido jogado ao chão me preenchia de uma inquietante agonia. Som de luta corporal e o relinchar do metal de espadas urdia em meus ouvidos. A grossa neblina se expandiu e me deu a visão dela...

... De repente eu a tinha nos braços ajoelhada ao chão. Um forte grito movia sonoramente nas moléculas de ar até alem da clareira. Minha voz, meu grito, minha dor. Seu sangue colorindo minhas mãos num tom de vermelho vivo. O odor forte e suculento oriundo de suas hemácias agitava meu olfato.

_ Laurina .. NÃAAAAAOOO!!”

 

Me lancei fortemente da posição de deitada, para posição de sentada no tempo de um segundo. Essa coisa de dormir durante a noite toda já era uma mudança pra mim, e agora ficar tendo sonhos e pesadelos já era demais. Olhei em volta tentando colocar a cabeça em ordem e me situar. Meu olhar encontrou a imagem do amor da minha vida, coberta apenas com o branco e fino lençol, deixando as pernas e as costas expostas, abraçada de bruços ao travesseiro com o cabelo cheiroso aberto como uma cortina cor de areia ao redor. Ela estava bem. Sorri.

A lembrança da nossa noite agora preenchia minha mente e derrubava a imagem maldita de mais um pesadelo. Eu sabia que o que acontecera naquela noite ainda me perturbava, mas já está ficando ridículo o quanto ainda me afetava. Tantas perdas, tantas mortes. Eu me sentia responsável de certa forma. Eu sentia muito. Queria que tivesse sido diferente.

Perdida em pensamentos, não notei que ela havia acordado e agora se juntava a mim sentando na cama me tocando no braço com olhar de preocupada.
 

_ Amor, você teve outro pesadelo? – Perguntou ela coçando da forma mais fofa possível aqueles olhinhos. O jeito como ela consegue ser o mais adorável em qualquer situação, sempre será um verdadeiro mistério pra mim.

_ Sim meu anjo. Mas ta tudo bem. - Respondi forçando-me a sorrir, eu não quero envolve-la nisso, porque sei que vai se preocupar.

_ Carmy você não tinha esses pesadelos. Aquela batalha na clareira ainda te perturba não é mesmo? Eu não me lembro do que aconteceu lá. E você não me conta. Desabafa comigo.

_ Claro que não Cupcake. É uma vantagem enorme você não se lembrar direito. E pra mim é um alivio se você quer saber. È um grande alivio saber que você não é perturbada com lembranças daquela coisa insana. Mas eu to bem, é serio. Uma hora isso vai passar. Acho que no fundo  eu passei tanto tempo lutando pra conquistar minha liberdade com relação a aquela megera, que agora que ela se foi, eu sinto dificuldade de ver que é real, de que realmente acabou. Eu sei era pra eu estar feliz e na verdade eu estou. Mas foram tantos anos de agonia, eu ainda to pegando o jeito pra entender que enfim conquistei o que tanto queria.

_ Amor, acabou!! É o fim, você e eu podemos ficar juntas, você pode seguir sua vida sem se preocupar com a interferência dela sobre você. Pode tomar o rumo que quiser decidir por si só. Você é uma vampira livre. Vou ficar falando isso repetidas vezes até você finalmente cair em si de que é real. – Disse sorrindo pra mim e erguendo os braços para ilustrar com empolgação o que dissera.

Eu só conseguia olhar pra ela admirada e me apaixonando mais e não agüentando a vontade de apertar ela por tanta meiguice. Ela conseguia ser tão menina, inocente, adorável e tão bebezinha, ao mesmo tempo que conseguia ser tão madura, forte e tão mulher. Ela é tão completa .... tãaaao completamente, minha!!

Virei meu corpo por sobre o seu, a jogando na cama ouvindo sua gargalhada deliciosa. Breve momento de olhos nos olhos e silencio, seguido de um beijo estremecedor. Ambas estavam sem roupas depois da noite que tivemos naquele quartinho, que agora se tornara nosso refugio, nosso lugar.

A carreguei nos braços te surpreendendo, e a levei para o banheiro para um gostoso banho a duas. Controlei a água na temperatura que mais lhe agradava. Iniciei tocando de leve seu corpo que eu tanto amava e admirava passando as mãos embebidas de sabão liquido. O toque a cerca daquela pele macia e quente, me arrepiava. Nos abraçávamos de forma escorregadia e excitante devido a água e sabão, e o friccionar de nossos seios e pele já nos enlouquecia. Devorei sua boca e a carreguei no colo, suportando o peso de seu corpo suspenso no ar com as costas no box de vidro do banheiro .... amei ali mesmo a minha mulher, da forma tão voraz e gulosa em que tivemos na noite passada em nossa cama.

...

 

Na mesma bandeja em que servi vinho e petiscos a ela durante a noite, eu a servi um saboroso café da manha. Pelo menos pra ela era saboroso. Eu tentava evitar o quanto desse pra não deixar ela me ver ingerindo sangue, por mais que ela dissesse que não a incomodava a visão disso. Mas sei la, eu procurava usar copos com tampa ao invés de ingerir direto da bolsa de sangue, pra ficar menos horripilante.

Não sei, ... só sei que a visão dela com sua caneca em formato de cabine telefônica britânica nas mãos, degustando seu café, era demasiadamente agradável e calmante pra mim.

***

Era reconfortante pra mim, agora podermos usufruir desse lugarzinho só pra gente. E era também o fato de já não ser mais segredo que estamos juntas. Laura não demonstrava se aborrecer com os olhares que recai sobre nós, todas as vezes que andamos por esses corredores. Bom, o que eu posso dizer ... eu já estava acostumada com tais olhares. E o que não sabem é que posso ouvir cada fala cochichada em que falam uns com os outros, e eu me divirto muito com eles. Pelo menos pra isso esses humanos me servem.

Laura ainda segue firma na missão de me fazer ser inserida a qualquer custo na rotina de vida normal da universidade. Vamos dizer que esse normal tem que estar muito bem colocado entre aspas. Eu não queria aborrecê-la, e também não queria perder ela de vista. Então lá estava eu, uma vampira de três séculos de idade, cursando filosofia na universidade, e o pior é que eu estava achando interessante.

Meu instinto não me deixava quieta, algo bem no fundo me dizia pra não ficar distante de Laurina. Podia ser muito bem o fato de ter quase a perdido pra sempre e isso me deixar afim de ter ela na frente dos olhos o tempo todo. É verdade que poderia ser só precaução, medo e cuidado mas ... meu instinto falava comigo. É como se eu sentisse que ainda não era o fim. Como se algo ainda fosse acontecer e Laura me dizia que isso era impressão minha, por passar tanto tempo almejando conseguir a minha liberdade e as rédeas da minha vida, que agora que enfim consegui eu ainda não sabia como lidar. Minha prioridade sempre foi muito definida e agora tenho que rever o que fazer de agora em diante. Bom, pode ate ser, mas ... não sei.

À noite deixei Laura me convencer de ir com as meninas assistir a um jogo supostamente importante do time da faculdade. Além do fato de que ao que me parece, LaFon ganhou convites e garantiu um bom lugar nas arquibancadas por conta de uma moça que ela conhece que joga no time. Eu não entendo porque raios os humanos acham graça em ficar correndo atrás de uma bola de couro e comemoram tanto, mas lá vamos nós. Fazer o que.

Eu ainda usava o carro do Matty emprestado e foi com ele que nos levei ate o estádio. Era uma noite fria, aproveitei e dei carona para Perry e Lafon. Assim que estacionei o carro, olhei para Laura e perguntei se eu tinha mesmo que ir.

_ Nem vem fazendo essa voz manhosa pro meu lado Carmy, que a senhorita não vai me convencer. Vai assistir ao jogo com a gente sim senhora. – Me repreendeu, mas em seguida me puxou para um beijo que eu obviamente aproveitei bastante. Segurei na lateral de seu rosto, fazendo com o que o toque de nossas bocas se demorasse. Fui preenchida ainda mais com o cheirinho único e delicioso que emanava dela. Minha vontade era de acelerar aquele carro e voltar com ela para nosso quartinho agora mesmo.

_ Ah váaaaaa, será que agora a gente vai ter que agüentar essas cenas melosas do casalzinho? – Reclamou Lafon do banco de trás do carro, já abrindo a porta e saindo ansiosa.

_ Vê se não reclama Lafon. Ate parece né. A gente sabe que você veio principalmente pra ver um certo alguém jogar. – Disse Laura. Provocando risadas inevitáveis minha e de Perry. Principalmente minha porque, ver a Laura tirando sarro de alguém era sempre um momento inquestionavelmente impagável.

_ Aff, como vocês são chatas. Para de pegar no meu pé e vamos logo. – Saiu pisando duro e nervosa, provocando mais risadas. Abracei minha namorada por cima de seu ombro, e nos dirigimos ate o lugar onde iríamos nos sentar.

Quando chegamos aos nossos lugares na arquibancada, logo desisti de ficar carrancuda e de mau humor por estar perdendo meu tempo com aquela bobagem, ao ver o sorriso nos lábios de Laura. Não era justo eu trazer ela pro meu mundo sombrio e privar ela de ter as coisas normais de vida humana. O jogo logo começou e as pessoas todas começaram a fazer o que chamam de torcer pelo seu time. Caramba, quanta devoção!!

Gritos, palavras de baixo nível, cantos, acenos e muita tensão. Ser parte de uma torcida ao que me parece, exigia todo um preparo e uma infinidade de comportamento bastante minucioso. Principalmente quando se tratava das decisões daquele que comandava o evento, o tal do juiz.

_ Carmy, você poderia fazer isso um dia. O que você acha? Iria se sair bem ate demais.  – Soltou uma risada. Laura estava com uma toquinha de lã na cabeça e um cachecol, as bochechas rosadas pelo frio e segurava uma grande mão de plástico nas cores do time, sacudindo aquilo como se fazendo isso pudesse contribuir diretamente para o time ganhar. Era sem sombra de duvidas, muito bonitinho a forma como ela sempre tenta ajudar a todos a seu modo.

_ Bom, eu poderia sim. Mas só se você viesse torcer por mim e gritar como a Lafon grita por essa tal de, Mel?!

_ Ah amor, acho que eu não conseguiria ser tão dedicada como a Lafon. – Falou de forma irônica. Em seguida olhamos para ela e ambas soltamos uma risada ao ver Lafon ficando de pé derrubando toda a pipoca, nervosa com alguma coisa que eu certamente não entendera que aconteceu no jogo. Um tal de pênalti, eu sei la. Só sei que eu me sentia agradecida por estar ali tendo aquele momento de descontração, que já não parecia mais perda de tempo afinal.

_ Vou pegar mais chocolate quente pra você amor. Quer mais alguma coisa? Pipoca, cachorro quente?

_ Não Carmy, só o chocolate quente esta ótimo, obrigada.  - Me deu um selinho. Fiquei catatônica. Podermos ter esses pequenos momentos sem se preocupar com quem está ao redor era gostoso demais. Ainda mais vendo a Laura a vontade com isso.

_ Trevosa, me trás uma pipoca. Obrigada, de nada. – Gritou Lafon de forma agitada. Novamente eu e Laura nos olhamos e rimos. Ela parece entender mesmo dessa tal coisa de ser torcedora.

Subi as escadas e fui até o refeitório do lugar e fiz o meu pedido. Peguei também um bolinho para Laura, porque sei que ela adorava isso. No caminho de volta, meu olfato se aguçou para um cheiro bastante familiar. Era sangue. Deixei minha audição buscar por ruídos e pude ouvir o som abafado do que parecia ser alguém em agonia. Deixei o copo, o bolinho e a pipoca num canto, e deixei meu instinto seguir o som e o odor que fluía por trás de todo o barulho que existia por cima. Desci cautelosamente por baixo da escada secundária e me deu acesso ao espaço que ficava logo embaixo da arquibancada. O cheiro de sangue ficou mais forte. Estava escuro e sujo. Chão coberto por embalagens vazias e copos. Que humanos bagunceiros, foi o que pensei comigo.

O som de dor ficou mais latente, e o odor forte de sangue fazia minhas presas aparecer e meu lado monstra ficar difícil de controlar.

No canto mais afastado, bem na quina por baixo da arquibancada, pude visualizar. Um jovem loiro e corpulento, vestindo uma jaqueta escolar com o brasão da escola, agarrando uma moça magra, também loira de rabo de cavalo e vestindo um traje do que Laura me explicou ser, uma líder de torcida.

_ Solta ela!! – Falei de forma firme, já fechando as mãos com punho firme, me segurando pra não partir pra quebrar a cara dele.

Ele se soltou dela para me olhar. Sorriu com os dentes ensangüentados e sangue escorrendo ate o queixo. Haviam presas ali em sua boca. Oh não! Ele era um vampiro e estava sugando o sangue dela. Ele estava de costas pra mim segurando ela e num primeiro momento não pude perceber que era isso que estava acontecendo.

Num movimento rápido, ele correu usando de sua super velocidade, levando a moça em seus braços, deixando apenas o som de sua risada e um pedaço de papel que voava se demorando a cair ao chão.

Fiquei sem ação ao ver aquela cena inesperada. Não agi, não pude o seguir e salva-lá. Eu não estava entendendo nada. Quem era ele? Certamente estudante da universidade, pois usava o uniforme dali. Mas vampiro? Eu havia deixado bem claro aos últimos vampiros do clã da minha mãe, que se eu os pegasse caçando humanos por ali eu iria acabar com suas raças. Mas aquele rosto ... ele não me era familiar. E era jovem. Bem diferente daqueles crápulas velhos de mais de mil anos que fazia parte do clã. O que estava acontecendo afinal?!!! Membros de clã seguem regras e os vampiros que sobravam me juravam que não agüentavam mais a tirania de Dean e só queriam seguir com suas vidas.

Fui até o pedaço de papel no chão. Talvez pudesse ser alguma pista. Três palavras haviam escrito ali. Três palavras que me fizeram gelar quando li.

_ AINDA NÃO TERMINOU!!



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