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História Blood Stone - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Um universo confuso.


Coreia do Sul, tempos atuais.

Uma sensação estranha se alastrava por suas veias. Jungkook não sabia o que estava acontecendo consigo. Desde que vira os dois homens na sorveteria, a mesma sensação não deixava seu corpo em paz. Ela ia e voltava, como um ciclo constante que se repetia sem cessar.

Isso nunca havia acontecido antes. E o pior, ele não sabia o que era essa nova sensação que sentia desde que voltara da sorveteria. Mas por hora iria ignorá-la, não queria se estressar mais do que já estava.

A volta do trabalho para a casa era sempre a mesma coisa, o bom é que o caminho era perto de sua residência. Uma garoa fina começa a se alastrar pelo céu, mas Jungkook gostava, o clima estava perfeito assim. Na verdade, o garoto gostava muito de chuva, o céu ficava nublado, o ar ficava frio e era um tempo ótimo para ouvir músicas.

Passou perto do supermercado que tinha na rua, lembrou-se das coisas que a mãe havia pedido para comprar antes de ir para casa. Era o dever de Jungkook, já que o irmão mais velho não estava em casa com eles. 

O que iria comprar era o básico que precisavam em casa. Arroz, carne e alguns produtos de higiene. Jungkook ficou feliz ao entrar no pequeno estabelecimento e ver que os preços estavam mais baixos do que o normal. Estava guardando um pouco do dinheiro que sobrava ao fim do mês, guardava o que restara no banco. Era pouco, mas no fim, aquelas pequenas migalhas dariam alguma coisa.

Passou pelo caixa e colocou o que pegara nas prateleiras que possuíam bastante pó, como se não fossem limpas há semanas. A mulher no caixa usava um batom vermelho escuro e usava brincos enormes na duas orelhas, suas bochechas tinham um tom bronzeado e seu cabelo estava amarrado em um coque bem preso. Jungkook notara o quanto ela olhava para ele, mas fingiu não notar, apenas buscou a carteira no bolso.

Levantou os olhos e a pegou sorrindo para si, mas não era um sorriso gentil, era um sorriso malicioso, quase um convite para algo libidinoso. Jungkook, não querendo ser grosso, deu um sorriso fraco em sua direção.

O preço foi pequeno ao seus olhos, então pagou as compras e as levou na mão. A mulher lhe deu um pequeno papel antes de ir e Jungkook pegou apenas por educação, mas sabia ser o telefone da mesma anotado em vermelho por seu batom.

E ao abrir o pequeno pedaço de papel, não se surpreendeu ao ver o número. Balançando a cabeça, jogou o telefone no lixo que tinha ali perto.

Às vezes não entendia o por que de algumas mulheres se sujeitarem a atitudes como aquela. A moça claramente era bonita e provavelmente deveria ter uma fila de homens atrás de si, então para quê aquilo?

Jungkook acha que, quando uma pessoa está destinada para outra, ela não precisa fazer nada para chamar a atenção, pois ela claramente chamará a atenção do seu par, por mais simples que esteja.

E de repente, Jungkook se pega pensando o quanto queria alguém em sua vida, o quanto não havia desejado ser olhado de uma forma romântica por outra pessoa. Já viu Yoongi e Namjoon juntos e por um pequeno momento, quis ter alguém em sua vida que lhe desse carinho e o amasse. Mas como o tempo passou e ele não encontrou o que queria, resolveu se associar aos estudos e focar neles, somente neles. Mas no fundo, sentia falta de ter um pessoa ao seu lado.

Nem ao menos percebera quando havia chegado em casa, a caminhada fôra tão rápida e relaxante para si. Abriu a porta e encontrou a residência em um completo silêncio. Ainda estava de tarde, então isso significava que Jonhyun estava dormindo e que sua mãe estava no quarto, provavelmente fazendo as suas orações diárias ou fazendo uma pequena contabilidade do dinheiro da família e separando-o para pagar as contas no fim do mês.

Deixou as sacolas em cima da mesa da cozinha e subiu para o quarto, não sem antes preparar um pequeno lanche e levar consigo. Adentrou o ambiente limpo e deixou a comida em cima da mesinha, ao lado da cama. Jogou a mochila no chão e tirou os tênis, sentindo seus pés respirarem. Suas costas doíam sob a camisa que usava e suas juntas reclamavam, mas nada que um banho quente não resolvesse. 

E foi isso o que fez.

Tirou as roupas suadas e as deixou dentro do cesto de roupas sujas, junto com as demais que estavam ali. Pegou uma toalha no armário e adentrou o banheiro. Girou o registro e a torrente de água começa a sair, molhando suas costas e descendo em direção ao resto do corpo. Jeon não evita que um gemido saía de seus lábios vermelhos e úmidos.

De repente, por um instante, ele se lembra das orbes misteriosas que lhe olharam no trabalho. Não sabia o por que de ter uma mínima memória daqueles olhos brilhantes e sombrios, mas de fato, havia ficado curioso pelo fato daquele desconhecimento ter lhe olhado com tanta surpresa. Talvez já tivesse lhe visto em algum lugar, ou até mesmo na faculdade, mas se já tivesse o visto, Jungkook com certeza se lembraria. Um rosto daqueles era difícil de se esquecer.

O rosto bronzeado e bem desenhado, os lábios entre abertos, e os olhos escuros. Olhos aqueles que Jungkook não esqueceria tão cedo, não com a intensidade que lhe analisara mais cedo.

- Aish, por que estou pensando tanto naquele cara? - Bufa e passa as mãos pelo rosto molhado pela água.

O banho não demorou tanto quanto pensava, sua mente não seguia a ordem que ele mandava, pois ela continuava a vagar pelo rosto esbelto. Pegou a toalha e secou seu corpo, a enrolou na cintura e saiu do banheiro que mais parecia uma sauna. Secou os pés no tapete e foi até o guarda-roupa, afim de procurar roupas confortáveis para vestir.

Achou um short folgado e uma blusa roxa com uma frase qualquer escrita na mesma. Vestiu a boxer primeiro e depois o resto das roupas, e por fim aplicou um desodorante, perfume, loção corporal - Jungkook costumava ser bem vaidoso e sempre gostava de estar cheiroso - e penteou os cabelos escuros.

Estende a toalha e se joga na cama, pega o lanche e o devora em questão de segundos. Seu corpo estava bem relaxado e o banho tinha lhe feito bem. Quando terminou a refeição, deixou o prato e o copo na cômoda, para logo fazer alguns deveres da faculdade. Mas antes que começe, seu celular apita, anunciando uma nova mensagem.

Yoonie

Hey, a palestra  foi adiada, vai ser amanhã.

17:22 p.m

Eu

Pq?

17:22 p.m

Yoonie

N sei, mas parece que o cara n estava se sentindo bem e aí resolveram adiar

17:23 p.m

Eu

Poxa, q chato

17:23 p.m

Yoonie

Vc é um falso msm, deve estar todo alegre para não ir

17:23 p.m

Eu

Calúnia 

17:24 p.m

Yoonie

Era só isso mesmo, tô ocupado

17:24 p.m

Eu

Fazendo o quê? 

17:25 p.m

Yoonie

N é da sua conta, xau

17:25 p.m

Rindo, Jungkook bloqueia o telefone e volta a se concentrar no dever. Já sentindo a cabeça doer por conta dos textos que teria que ler. 

.

- Eu não acredito Hoseok, depois de tanto tempo, de tantos anos, eu finalmente o encontrei - Taehyung estava sentado no sofá da sala de Hoseok. Seu rosto estava entre as mãos, e o semblante estava dividido entre surpresa e felicidade. 

- Tae, eu realmente não sei o que pensar - Hoseok se senta na poltrona, em frente do Kim, que sorria bobo. 

- Nem eu. Eu só... Às vezes parece ilusão da minha cabeça - Balança a citada.

- Não é meu amigo, e eu posso afirmar isso - De certo modo, Hoseok estava feliz ao ver Taehyung sorrindo, nunca mais o vira daquele jeito, com aquele sorriso retangular no rosto. 

- Mas como? Como isso é possível? Quando eu... - Engole seco ao se lembrar da cena mais aterrorizante de sua vida. - Quando eu o encontrei, ele estava realmente morto, então... Como? 

- Isso eu não sei Tae, mas o que eu sei é que esse Jungkook não é o mesmo de anos atrás - Taehyung assente, sentindo a realidade lhe dar um tapa na cara. 

- Eu sei Hobi, ele nem ao menos... - Sente a garganta arder e os olhos marejarem. - Nem me reconheceu - Disse baixinho, só agora se dando conta daquele fato. 

Hoseok curva os lábios para baixo e se levanta, tocando no ombro do amigo. 

- Ei, a vida te deu uma nova chance Tae, então faça o que tem que fazer e vá atrás do seu homem - O Kim sorriu. 

- Sim, você está certo Hobi, e vou fazer isso agora mesmo - Se levanta decidido. 

- Opa, opa, agora não rapaz, está de noite e ele provavelmente deve estar cansado ou dormindo - Segura no braço de Taehyung.

- Aish, às vezes esqueço que o  fuso horário daqui é ruim.

.

Felicidade, provavelmente seria o estado momentâneo em que Taehyung se encontrava no momento. Nada poderia definir o que se passava no coração inexistente do homem moreno, e mesmo que dissessem que vampiros não se apaixonavam, estavam completamente errados. Taehyung havia se apaixonado, da forma mais verdadeira e simplória que alguém jamais conheceria. 

O gosto metálico do sangue descia por sua garganta e lhe enchia de força, mas nada seria comparado ao sangue de Jungkook, a única fonte de vida que Taehyung se saciava de uma forma assustadora. A única bebida que sara qualquer dor e fome que ele continha. Nada, nunca seria comparado com aquela beldade que só o Jeon tinha. 

E por um momento, as lembranças surgem como uma enchente em sua mente e seu coração se aquece, bom, se aqueceria se ele tivesse um, biologicamente falando. 

.

" Aquela era a única parte do castelo, em que Taehyung podia ser ele mesmo e dar tudo de si para Jungkook. Em enquanto o mundo estava um caos com os humanos brigando contra vampiros, eles estavam ali se amando, como nunca antes. Estavam ali tocando e conhecendo o corpo um do outro como se fosse a primeira vez que fizessem isso. Mas a sensação era a mesma e o vampiro amava poder sentir aquilo com Jungkook. Com o seu marido.

- Tae, eu já me decidi - Jungkook falava ofegante, enquanto se deliciava com o imenso prazer que navegava por suas veias.

- Meu amor, você tem certeza disso? - Taehyung em momento algum desvia os olhos das mais belas jóias que brilhavam em sua direção. 

- Sim, eu te amo e... Estou disposto a isso. Não quero te deixar - Ele sabia que um dia aquilo aconteceria e só de pensar sentia um pânico entrar por seu corpo.

- Nós sempre seremos eternos meu anjo, não importa o que aconteça - Acaricia o rosto corado do outro. 

- Eu sei, mas... Eu realmente quero isso. Com você - Toca o peito nú do outro, que assente levemente.

- Eu te amo Jungkook, vreodată - Junta as testas e cola os lábios, sentindo o gosto doce fluir em sua boca.

( Tradução: "Para sempre" )

- Vreodată - Jeon sussurra e fecha os olhos, sentindo Taehyung levar os lábios ao seu pescoço.

O laço estava selado" 

.

Os olhos fechados de Taehyung, se abrem antes mesmo do telefone começar a tocar. E quando o aparelho começa a soar o barulho, Taehyung já está com ele no ouvido.

- O que foi? 

- S-senhor, o médico responsável pelo necrotério quer falar com o senhor - Taehyung sentia o susto na voz da secretária. 

- Passe para ele, por favor - Prontamente, a secretária passa o telefone para o médico, que coloca o aparelho telefônico em seu ouvido.

- Senhor Kim.

- Dr. Samuel, o que houve? - Começa a usar o inglês. 

- Não trago boas notícias senhor.

- Fale logo, por favor - Kim começou a ficar angustiado. 

- Recebi uma notícia recente do hospital e por alguma falha, o corpo do senhor Jungkook não se encontra no local - Taehyung se levanta da poltrona. 

- Como é?

- Os diretores responsáveis pelo hospital me informaram que o corpo já não se encontrava aqui desde a última semana, porém, como foi dada uma ordem para que não entrassem aqui, ninguém soube disso - O outro falava calmo. 

Taehyung respira fundo.

- E por que diabos não me avisaram isso antes? - Pergunta, com a voz aumentando gradativamente. 

- Como eu disse senhor, a área era restrita e somente agora o sistema detectou a ausência do corpo. 

- E as imagens de segurança? - Passa as mãos pelo cabelo.

- Ninguém foi encontrado.

Taehyung se joga novamente no assento. 

- Mas como o corpo dele sumiu sem ninguém ver e sem o sistema saber? - Perguntava mais para si.

- Se me permite dizer senhor, acho que estamos lidando com algum tipo de magia - Taehyung arregala levemente os olhos.

- Você acha que poderia ser isso? 

- Não há lógica nenhuma um corpo ter sumido do hospital com a alta segurança que temos e sem percebermos isso, então sim, eu acho senhor Kim.

Taehyung suspira, com a mente cansada demais para isso.

- Obrigado Samuel e qualquer notícia é só me contatar.

- Certamente, senhor - Taehyung desliga a chamada. 

Em meio a tantas coisas, Taehyung iria se concentrar em reconquistar Jungkook primeiro, depois, iria atrás do assassino, nem que isso levasse séculos.



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