História Blood, Sweat Tears (Jikook) (ABO) - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Alfa, Bts, Drama, Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!top, Lemon, Lupus, Namjin, Ômega, Romance, Taeyoonseok, Trafico, Violencia
Visualizações 296
Palavras 4.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Viu???!?!??!?!?! Antes da meia noiteeee
OLHA, não se esqueçam o Tae é beta Viu!!

Capítulo 9 - Overdose


Fanfic / Fanfiction Blood, Sweat Tears (Jikook) (ABO) - Capítulo 9 - Overdose

(PoV's Jimin)

Então finalmente chegou o terceiro dia, eu no fundo sentia, sabia que logo Jungkook sairia daqui e voltaria para sua rotina habitual. Enquanto Cherry Bomb tocava, eu limpava a casa e por mais incrivel que pareça, o líder mafioso estava preparando algo na cozinha, adiantando algo para o jantar que iríamos fazer ao meu pai, ele estava tramando alguma coisa, eu tinha o mais absoluto medo diante do que viria

Não fizemos mais nada depois daquele dia, ontem fomos passear um pouco e vimos Taehyung. Voltamos pra casa, dormimos abraçados e hoje estamos assim.

- O que fez com ele Kim?

Yoongi simplesmente entra pela janela da sala novamente sem ser convidado e nem avisar.

- Eu nada, seu chefe tá de folga.

- Não se ilude não Jimin. Qualquer coisa pode acontecer hoje, foda-se na verdade, mas amanhã a nossa rotina volta ao normal, você vai ver que essa folga foi apenas uma ilusão, vai ver quem é Jeon Jungkook de verdade e vai se arrepender de estar alimentando qualquer sentimento por ele.

Engulo em seco. Eu realmente tinha medo de que Yoongi estivesse certo e a sensação de insegurança era horrível, quase insuportável a ideia de rejeição dele.

Depois que terminamos, Yoongi conversa a sós com Jungkook que permaneceu como um garoto feliz para o meu lado. Assim que anoitece, a campainha toca e eu mesmo vou atender.

A primeira coisa que Omma Jin faz é inspirar com força o ar assim que abro a porta e meu coração gelou no mesmo momento. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela me deu um abração apertado. Meu pai me abraçou também, mas ainda quis manter a pose de macho alfa, entrando com ar de gloria dentro de casa, encarando Jungkook como um pai zeloso.

- Boa noite Senhor Kim. Sejam bem-vindos de volta. -ele abaixa a cabeça em forma de cumprimento formal.

- Boa noite Jeon. -dizem meus pais em uníssono, me trazendo um sentimento de vergonha alheia.

- Vamos jantar por favor. -digo quase que desesperadamente.

- Depois conversamos. -Jungkook diz com seu tom mais para o de um lúpus do que de um alfa normal.

Ele falsifica uma tosse e me encara, como que querendo me dizer que estava tudo sob controle.

- Eu sinto o cheiro dele em você... estou tão orgulhoso... --Omma Jin se aproxima e sussurra no meu ouvido, me fazendo corar e um sorriso safado surgir no rosto de coelho do garoto ao nosso lado.

Assim que nos sentamos e começamos a comer, resolvo desviar o assunto principal da mesa.

- E então? O que houve pra vocês nos deixarem aqui tão repentinamente?

- Primeiramente... -meu Appa usa o guardanapo para limpar a boca educadamente -Não foi proposital, eu e sua Omma tivemos de resolver um caso, acabou se tornando tão restrito que precisamos passar esses dias por la. Iniciamos uma busca contra o tal líder da máfia.

O ar fica mais denso ou ele só falta para os meus pulmões? Olho rapidamente preocupado para Jungkook que nao conseguiu disfarçar, parou seus movimentos bruscamente, terminando de mastigar e engolindo, olhando para um ponto fixo qualquer na mesa.

- Desculpe me intrometer... Mas... -JungKook pigarreia. -Conseguiram mais informações sobre esse mafioso?

- Infelizmente não garoto. -Omma Jin se manifesta. -Buscamos pistas há dias, estamos no caso há quase dois anos e não achamos nada, absolutamente nada desse cara.

- Mas fizemos um progresso noite passada, conseguimos capturar um deles.

Novamente Jungkook trava.

- O que fizeram com ele? -pergunta com o tom frio, recebendo de mim um olhar em reprovação para que se contesse.

- Tentamos tirar informações, mas... sabe como é Jungkook, essa coisa de fidelidade, não conseguimos tirar nada do ômega, então o deixamos lá.

- Sim, eu entendo... Senhor Kim.

- A essa hora deve estar morto.

Ambos falam com tamanha naturalidade da morte de um ômega que me deixa com náuseas por alguns instantes, mas então me lembro quem são os vilões na história e que um deles está aqui na nossa mesa, o principal deles. Jungkook respira com força, olhando ainda para um ponto fixo da mesa, suas íris começam a mudar de cor e seu cheiro está ficando cada vez mais forte, com mais de seu cheiro natural.

- Então Kook, o que está tramando? -pergunto como quem não quer nada, tentanto parecer o mais verdadeiro possível, como se o assunto anterior não me interessasse, assim como nunca o fez.

- O que eu estou tramando... -suas íris assustadoramente brilhantes e vermelhas voltam a cor natural assim que meus pais olham para si. -Claro! Senhores Kim, acho que ja perceberam a mudança no cheiro de Jimin... Não quero que pensem que sou o tipo de alfa que só quer nada com nada. Então eu gostaria de pedir para...

Ele para de falar, me deixando tenso e todos na mesa ansiosos. Ele parecia ponderar suas palavras e meu coração queria sair pela boca, por que eu sabia o que viria a seguir.

- Para... que Jimin dormisse em casa hoje, pra eu poder apresentar ele aos meus pais.

- Oh... -deixo escapar involuntariamente da minha boca.

- Ah... é isso... Por mim tudo bem Jungkook, você me parece um bom garoto. -Omma Jin olha para meu pai.

- Bom... se é pra isso... por mim tudo bem também. Querem que eu os leve? -meu Appa se oferece.

- Não precisa, um primo meu vai vir nos buscar.

Assim termina o jantar e Jungkook sobre primeiro as escadas, eu o sigo e quando chegamos no quarto, eu tranco a porta.

- Você tá louco Jungkook? Quase descobriram seu disfarce!

- Que?

- Seu cheiro.

- Escuta Jimin, você é muito mais sensível ao meu cheiro natural do que eles, certamente não perceberam ou seu pai seria...

- Muito bom no que faz.

- É. Claro. Ele matou um dos meus, preciso voltar imediatamente.

- Tem certeza? -me aproximo e pouso a mão em seu peito, o encarando com os olhos quase se enchendo de lágrimas pelo medo de Yoongi estar certo.

- Claro que sim. Você não ouviu? Ele matou um dos meus.

- Não foi ele quem matou!

- Como pode ter certeza? Acha que seu pai consegue arrancar informações de alguém como? Com gente da máfia, só tortura pesada e depois o descarte. A morte.

- Não, não, Para de falar isso deles! -coloco as mãos tampando os ouvidos.

- Acredite no que quiser. Yoongi me disse do sequestro, mas não sabiamos que o matariam, era apenas um ômega afinal, mas ainda sim um dos meus. Vamos voltar. Arrume algumas coisas e leve só o necessário.

- Nunca pensei que Jeon Jungkook, o grande líder da máfia coreana fosse se preocupar com apenas um ômega.

Sua atmosfera deixa o ambiente frio, exatamente como no dia de seu sequestro. Agora Jimin tinha certeza das palavras de Yoongi.

- Se quiser continuar acreditando na porra da sua família perfeita, o mínimo que espero de alguém que está a minha mercê, é respeito. Eles são a minha família, só eu mato gente lá dentro se eu quiser, não dei permissão para que ninguém tocasse em um dos meus. Vamos logo, esse assunto já me cansou.

Para mim, Jungkook falava como uma criança mimada. Sempre teve tudo o que quis, na hora que quis, agora que algo saiu fora de seus planos está claramente surtando. Aqui nesse quarto, arrumando as minhas coisas para seguir esse mafioso sequestrador que quer matar o meu pai, eu decido tentar apagar qualquer tipo de sentimento que inutilmente estava desenhando em minha mente.

Peguei apenas uma mochila, coloco um moletom branco e um boné também. Assim que termino, uma buzina é ouvida do lado de fora e Jungkook toma a mochila das minhas mãos, sem olhar pra mim, ele desce as escadas correndo.

- Ah! Jimin, juízo sim?

- Não se preocupe Omma Jin. -digo e saio correndo atrás de Jungkook.

Entramos no carro preto, Jungkook ao lado de Yoongi, que estava dirigindo e eu no banco de trás. Assim que entro, sinto um aperto enorme no peito por não ter abraçado meus pais antes de sair, parece que sempre é uma última vez. A angústia se torna tão sufocante que lágrimas brotam nos meus olhos e eu choro ali mesmo, silenciosamente enquanto os dois alfas iniciam uma conversa desesperada.

- Mataram ele.

- Filhos da puta! -Yoongi sendo ele mesmo.

- Tentaram tirar informações mas o ômega não abriu a boca. Eu resolvo ficar 3 dias de folga. 3 DIAS! E algo já começa a dar errado.

- Quais são as ordens.

- Primeiro eu quero uma unidade pra buscar o corpo desse cara, nem que sejam as cinzas.

- Certo. Um irmão não pode ficar longe de nós, nem que esteja morto.

- Hobi. Entre em contato com Hoseok, tenho certeza que alguma informação vazou de lá.

Meu coração se aperta só de pensar que Jungkook poderia culpar Hoseok de alguma coisa.

- Certo. Isso posso fazer agora.

Yoongi tira o celular do bolso e parece mandar uma mensagem, provavelmente para Hoseok.

- Essas são as ordens por enquanto. Meu cio tá chegando e eu não posso planejar mais do que realmente consigo.

Meu corpo inteiro vibra com a informação. Seu cio está chegando... O meu também... Nossos cios são tão próximos assim? Que coincidência.

♧♧♧

Depois de termos saído da casa dos meus pais, fomos para a casa de Jungkook, que não era o seu local de trabalho de fato, o lugar para onde me levaram quando me sequestraram. Era um lugar bem escondido, afastado da vizinhança e uma casa muito luxuosa, chegamos noite passada e ele passou ela inteirinha grudado em um telefone, ligando para um e outro. Resmungando o quanto sua folga o atrasou. Me sentindo culpado, fui para o primeiro quarto que encontrei, que não parecesse com o seu, era mais parecido com um de hóspedes por ser simples na decoração. Dormi essa noite cansado e acordei da mesma forma que dormi. Caminhei até a sala, olhando o corpo de Jungkook jogado no sofá, de calça e sem camisa, com o celular em cima do peito, dormindo.

Tomo a ousadia de invadir sua cozinha e procuro por coisas para poder preparar um café da manhã.

- Kook, você...

- Hobi!

- Jimin!

Assim que o ruivo abre a porta, eu corro para abraça-lo, é definitivamente a pessoa que eu mais queria ver. Ele inspira meu cheiro e depois me olha incrédulo. Minhas bochechas coram, mas meus olhos se enchem de lágrimas ao mesmo tempo.

- Temos muito o que conversar pequeno. Logo logo.

Apenas aceno positivamente com a cabeça, voltando a preparar o café.

- Coisa de ômega. - Yoongi resmunga entrando na casa logo atrás do outro.

Termino de coar o café e levo tudo que preparei para a sala de jantar, onde todos já estavam sentados e Jungkook com uma cara de sono que chegava a ser fofa.

Me sento com eles, mas não digo uma única palavra.

- Eu trouxe uma lista de suspeitos que possam ter entregado a localização da unidade em que aquele ômega estava.

- Qual é a lista? -Ele pega uma xícara de café e depois inspira, ganhando um sorriso de Yoongi.

- Basicamente todas as pessoas que não gostam de você. Nesse caso, todas que o conhecem e frequentam lá dentro.

- Ha, ha, ha. Palhaço.

- Não to brincando, mas filtrei novamente e ficaram apenas os que sabiam da unidade.

- Quantos?

- 3 pessoas. 2 homens e... aquela mulher. -Hoseok parece se preocupar com a reação do chefe.

- Yoongi, pode cuidar disso?

- Claro que não babaca. Quem vai ficar com você no seu cio? Perdeu as contas? Passou três dias fora do trono, não da vida.

Minhas mãos formigam, mas não ouso olhar para outro lugar além do meu café.

- Tá... então... Hoseok, arrume alguém pra fazer o serviço.

- Ok então.

Yoongi faz um sinal discreto com a cabeça para falar a sós com Jungkook. Ele olha uma última vez na minha direção, sem encontrar os meus olhos. Fico a sós com Hoseok e isso era tudo o que eu queria.

- Então garoto... como isso aconteceu?

- Boa parte, porque eu insisti e porque ele se tornou outra pessoa nessa folga de 3 dias. Meus pais saíram de casa, foram resolver justamente o problema que acarretou a morte do ômega. Acabou acontecendo...

Começo a chorar sem motivo aparente e sou abraçado pelo ruivo.

- Oh... Jimin... Ele foi rude?

- Não, claro que não... como eu disse, ele estava outra pessoa. Mas Yoongi me avisou para não me iludir com ele. Eu fui um idiota por achar que algo mudaria. Eu sou um completo idiota por estar me apaixonando pelo cara que quer matar a minha família!

Choro descontroladamente, soluçando e tendo os meus cabelos acariciados pelas mãos delicadas.

- A gente não decide quem amar Jimin... você ainda tem um longo caminho pela frente.

Fungo algumas vezes e concordo mentalmente com suas palavras.

Depois, os alfas chegam a cena e eu deixo o lugar, seguindo para a cozinha com a desculpa de ter de levar os pratos e xícaras.

Assim que chego na cozinha, Yoongi e Hoseok saem pela porta e Jungkook aparece na porta da cozinha. Encosta a cabeça na parede e fica me observando.

- Tem algo pra me dizer? Jeon.

- Olha pra mim.

A contra gosto, me viro e seco as mãos. O encaro nos olhos.

- Nem pense no que está prestes a propor.

- Por que não? Jungkook, nossos cios serão ao mesmo tempo, não tem nada pra dar errado!

- Não, Jimin.

- Você ta com medo? É isso? Não tem o que temer! Você não precisa mais de Yoongi-

- NÃO, É NÃO JIMIN! NÃO INSISTE! -seu grito na meia voz de alfa me paralisa, apesar do medo estar tomando conta, engulo em seco e continuo.

- Por que não quer passar o cio comigo? Eu não sou suficiente? -lágrimas voltam aos meus olhos. Pouso minhas mãos em seu peito e olho no fundo de seus olhos frios. -É isso Jungkook? Eu não sou o suficiente? -minha voz some num fio.

- Sabe que não é.

Oh... isso dói. Dói muito. Me afasto lentamente, minhas últimas lágrimas de tristeza dando lugar às lágrimas de conformação. Esse choque de realidade foi pior do que os avisos de Yoongi. Ele estava certo afinal. Como pude me iludir tanto em tão pouco tempo? Como pude me entregar a esse...

- Vai poder voltar pra casa hoje, preciso ficar sozinho aqui.

Não consigo dizer uma única palavra, tamanho é o meu choque. Me viro novamente para terminar a louça. Ele continua me observando. Ao terminar, passo por ele, esbarrando propositalmente em seu ombro, vou até o quarto em que dormi e pego minha mochila. Saio da casa sem dizer nenhuma palavra, entro no carro que Hoseok estava, Yoongi desencosta dele e assim que ele da a partida, as lágrimas caíram, mas não em um choro silencioso, foi um choro de criança mesmo, com soluços e palavras desconexas. Hobi dirigiu em silêncio até minha casa, eu estava agradecido, pois não tinha o que conversar, entro correndo dentro de casa, sem olhar para o ômega que me trouxe, eu sabia que não seria a última vez a vê-lo. Meus pais provavelmente no trabalho, vejo um bilhete em cima da mesa, dizendo que iriam passar a semana inteira fora.

- Tae...

Ligo para o meu melhor amigo que não tardou em atender e já me perguntar o que houve pra eu ter ligado e não mandado uma simples mensagem.

- Posso ir pra sua casa?

♧♧♧

Depois de arrumar minhas coisas, penso em ligar e avisar para os meus pais, mas não tínhamos telefone em casa, então tenho certeza que se ligassem no meu celular, não se importaram de eu visitar Taehyung. Seus pais trabalham com os meus, na verdade, sua mãe e seu padrasto. O Appa de Taehyung morreu para salvar a esposa de um incêndio que ocorreu ainda quando ela estava grávida. A ômega mais forte que já conheci, criou o menino ainda solteira, conhecendo esse alfa que foi transferido para a sua unidade de advocacia investigativa. Eu não entendia muito bem como funcionavam essas divisões. Não me dizem muito, para me proteger, claramente. No caminho da casa do meu amigo, percebo que além de fazer muitos dias que não o vejo estando sozinho, esse é o mesmo caminho que eu fui sequestrado.

- TOC TOC! -grito de frente a sua casa, sorrindo antecipadamente.

- QUEM É?!

Ouço sua risada, vendo pela janelinha da porta o loiro descer as escadas de meia correndo. Em menos de segundos ele destranca a porta e se joga em meus braços. Inspiro seu cheiro com força, estava com tanta saudade. Tem cheiro de casa, flores e chá. Ele me encara com seus olhos intensamente azuis, cheios de significados. Seguro seu rosto em minhas mãos, encosto minha testa na sua e deposito um selar suave e delicado em seus lábios rosados, como se fosse quebrar a qualquer momento. Sorrimos corados, ele mais ainda.

- Posso entrar? -pergunto.

- A casa é sua idiota. -diz estendendo os braços, me dando passagem para entrar na casa já tão conhecida por meus pés.

Eu e Tae sempre tivemos uma relação muito forte. Ele é o meu melhor amigo, nada mais que isso, mas foi com ele que tive o meu primeiro beijo, que foi nosso na verdade. Nunca tivemos nenhuma outra atração a mais que essa, apenas sentíamos algo tão forte que não conseguíamos nos expressar de outra forma, estando a sós.

- Acho que tem muito o que me contar, certo? Amigo.

Respiro fundo derrotado e me jogo no sofá, Tae se deita entre as minhas pernas e eu começo a contar tudo que vem acontecendo desde o meu sequestro, sem ocultar nenhum detalhe. Talvez eu estivesse colocando a vida do meu quase irmão em risco, lhe contando todas essas informações, mas eu precisava lhe contar apenas pelo fato de não lhe esconder nada.

- Caralho... espera aí -ele se apoia nos braços e me encara -Então Yoongi é o alfa braço direito de Jeon Jungkook, o líder da máfia coreana mais procurada do país?

- Sim... Por que?

- Eu... Eu tenho visto Yoongi, desde o dia do encontro de amigos que os dois apareceram.

- O que?! Taehyung! Pelo amor, ele te importunou? Te fez algum mal?

- Claro que não... Ele... Eu...

- Você...

- Eu também me apaixonei por um criminoso. -seus olhos estavam cheios de lágrimas de culpa, assim como os meus estavam quando me abri com Hoseok.

Abracei meu amigo, acariciando seus cabelos.

- Eu não sabia... TaeTae...

- Sabe os três dias que nossos pais passaram trabalhando em um caso? Ele veio me visitar aqui em casa, todas as manhãs. Mas ele nunca me disse do que trabalhava de noite. Disse que um dia... Eu saberia, mas não seria por ele. Depois ele desapareceu, me ligou e disse que iria passar essa semana ocupado.

- Sim... Ocupado... -murmuro.

- Achei que dois alfas não...

- Eu não sei mais de nada, foi isso que aprendemos, mas eu não sei mais de nada Tae. Agora eles estão lá, sozinhos e eu fui totalmente iludido e descartado. Eu me entreguei Taehyung! Como eu fui chegar a esse ponto?

- Mas... eles... eles sentem alguma coisa um pelo outro?

- Não, são como irmãos. A amizade deles é tão forte quanto a nossa, um pouco mais violenta, claro. Yoongi faz isso apenas para ajudá-lo já que... bom... Ele tem medo de matar ômegas.... inclusive, eu não sou o suficiente para ele, nem sei porque ainda me importo.

- Um.

Olho para Tae que estava vermelho como um pimentão, abraçando os joelhos e mexendo os dedos das mãos e dos pés. Ciúme. Imagina quando souber que Yoongi na verdade namora. Resolvo não contar.

- Seus pais estão fora esse semana também? -tento mudar de assunto.

- Sim... Jimin... sobre o seu cio...

- Vou me dopar, eu trouxe tudo.

- Eu... eu não poderia... sei lá, te ajudar?

- Tae...

- Bom... ainda tem tempo pra pensar. Tá com fome?

- Acho que sim.

♧♧♧

De banho tomado, bem alimentado, eu e Tae decidimos deixar os inusitados de lado e jogar vídeo game.

- Tae, liga o ar-condicionado.

- Cara, tá frio.

- Eu to com calor.

Tae pausa o jogo e olha assustado para mim.

Em segundos, saio correndo na direção do quarto de Taehyung, me trancando ali e pegando a cartela de comprimidos.

- Jimin! Jimin por favor! Pensa bem, eu posso te ajudar!

- Tae... -além de estar suando muito, meu baixo ventre começa a doer -Nós não somos eles... O que temos é diferente... por favor... respeite minha decisão.

- Tudo bem... eu entendo... pode ficar aí, o tempo que precisar.

Posso sentir seu sorriso do outro lado da porta. Pego dois comprimidos e os tomo com água. Me sento com as costas na parede, sentindo minha visão meio turva, mas como num passe de mágica, os efeitos do remédio passam, levando minha dor a um nível extremo, algo que eu nunca senti em nenhum cio. Pego desesperadamente a cartela que agora tinham mais 6 comprimidos. Tomo mais dois com água, espero o remédio fazer efeito, a dor começa a se espalhar por todo o meu corpo e uma ereção começa a se formar no meio das minhas pernas. Novamente minha mente volta a ficar turva, mas novamente os efeitos do remédio passam. Abro a porta do quarto, suando frio, aos tropeços, chego até a sala onde Taehyung estava no telefone. Como se tivesse sentido o cheiro do outro lado da linha, pego o telefone de sua mão.

(Ligação on)

- O que é? -o ódio misturado ao cansaço na minha voz invadiu o ambiente de ambas as pessoas do outro lado da linha.

- Jimin... -Yoongi - Jungkook quer você aqui.

- Ele o que?! O que você tá falando?

- Isso que você ouviu... Ele tá descontrolado, quer você aq-

- MAS QUE PORRA VOCÊ TÁ FALANDO?! EU NÃO SOU O SUFICIENTE PRA ESSE LÚPUS FILHO DA PUTA ELE MESMO DISSE ISSO! E eu não quero saber se ele me quer ou não... -cuspo para o outro lado, tendo meu peito dilacerado ao ouvir os urros de dor do outro lado da linha. -agora já é tarde demais.

(Ligação off)

Olho uma última vez para Taehyung, que não me segue. Entro no quarto novamente, mas desta vez não tranco a porta. Pego todos os comprimidos da cartela e os engulo a seco, numa atitude totalmente desesperada. A dor em meu baixo ventre é tão forte que sinto vontade de me machucar, me cortar talvez, para quem sabe assim eu me distraia. Mas não foi necessário. Não senti tontura, muito menos a minha dor passar, apenas um apagão...

E nada mais.

♧♧♧

- Ele tá acordando Hobi!

- Ei... Jimin... consegue me ouvir?

Abro os olhos lentamente, vendo tudo em um borrão branco, os sons se encaixavam aos poucos, até que consegui focar na imagem de Hoseok de um lado e Taehyung do outro.

- Chim...

- O que houve? -pergunto meio grogue.

- Eu vim te ver naquela manhã e você estava assim, desacordado.

- Você teve uma overdose. O que te deu pra tomar uma cartela inteira daquela porra? -o tom de Hobi é sério, nada combinando com sua feição natural.

- Ele não surtiu efeito...

- Jungkook.

- O que tem ele? -já sinto o ódio crescendo dentro do meu peito.

- Vocês já se ligaram uma vez, acredito que Jungkook vá rejeitar qualquer um que não seja você Jimin. O mesmo deve ter ocorrido a você. 

- Eu não sou o suficiente pra ele Hobi, ele mesmo disse isso.

- Disse isso pra você não insistir em passar o cio com ele. Jimin... ele quase morreu.

- Eu também. -respondo com uma frieza que nem eu imaginei que fosse capaz, deixando Taehyung boquiaberto. -Como veio parar aqui Hobi?

- Eu liguei para Yoongi, ele achou que você tinha mudado de ideia, mas quando contei, ele disse que mandaria alguém. -diz Tae com as bochechas vermelhas.

- Então eu cheguei.

- Escuta... Por quanto tempo fiquei desacordado?

- 5 dias.

- Nossa, falta pouco pros meus pais chegarem.

- Os meus também. -diz Tae pensativo.

- Desculpe o transtorno TaeTae.

- Antes aqui do que em qualquer outro lugar. -sua bondade é tão infinita...

- Tae... seu cheiro... Aí Caralho... Vocês... Tae!

- Desculpa Jimin, eu sei da conexão de vocês e tudo mais, só que... nós nos conhecemos...e...

- Mais que isso Chim... nós temos uma conexão também, só não sabemos qual é ainda. -Tae completa a falade Hobi.

- Nossa... ai... Hobi preciso ir para STRIP IT DOWN. -mudo de assunto rapidamente. 

- Aquela super boate? Vai fazer o que lá? -Tae se exalta.

- Como você conhece um lugar como esse Tae?

- É o meu sonho estar lá dentro. Deus me livre, mas quem me dera.

- É lá que eu trabalho. -Hobi diz pensativo, me encarando de lado.

- Jura? Aqulio pertence ao mafioso também? Que demais! -vislumbrado.

- O que você vai fazer lá? - Hoseok finalmente me pergunta.

- Trabalhar.

- Jimin...

- O que é? Eu quase morri! Porque eu sou politicamente corretinho, um mauricinho que vive sofrendo pelos cantos, eu sou um ômega, mas não preciso me rebaixar nem nada. Quero experimentar e aproveitar mais da minha vida! Sair dessa bolha!

- Tem certeza Jimin? Você vai se prostituir?

- Uma experiência Hobi, por favor!

Ele pensa um pouco.

- Tá.

- Vamos para STRIP IT DOWN? -mais animado que Taehyung, só ele duas vezes

- Você só vai conhecer mocinho! Te trago antes do amanhecer.

- Tá ótimo Hobi! -O jeito que Tae beija Hoseok me faz imaginar se...

- Hobi! -sussurro, enquanto Tae foi arrumar uma roupa para sair -Você contou sobre...

- Yoongi? Sim... ele é bem ciumento, mas... Não sei, ignoramos isso quase que completamente.

- Oh... Ele é realmente impressionante.

- É sim...

Me levanto mesmo sem muita autorização dele e penso em fazer umas comprinhas com minha mesada de 3 meses que estava guardada. De qualquer modo, tem que valer a pena, é só uma experiência.


Notas Finais


Comentem taa♡♡♡ podem perguntar tbm♧♧♧♧


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...