História Blood Tears - Interativa - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens All For One, Dabi, Enji Todoroki (Endeavor), Eri, Izuku Midoriya (Deku), Kai Chisaki (Overhaul), Katsuki Bakugou, Kurogiri, Mirio Togata (Lemillion), Momo Yaoyorozu, Nejire Hado, Ochako Uraraka (Uravity), Personagens Originais, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Tamaki Amajiki (Sun Eater), Tomura Shigaraki
Visualizações 80
Palavras 3.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Currently = Atualmente.

Esse Teaser vai tratar um pouco mais de como está o mundo atualmente.

Capítulo 2 - Teaser 1 - Currently


 Yokohama, Residência Shield - 03:01.

 Já fazia um tempo que estava deitada sem conseguir voltar a dormir, era madrugada de sábado e realmente não tinha planos de estar acordada aquele horário, mas seu olho não pregava, e cada vez mais os pensamentos invadiam sua mente.

 Sayuri Todoroki pensava a quanto tempo morava naquela mansão que não era dos seus avós Yaoyorozu’s e nem da parte dos Todoroki’s. Ela lembrava do momento que foi morar naquela residência, de começo foi bem estranho, o ambiente ocidental que emanava dali não ajudava a jovem a se sentir em casa, o que tornou mais difícil a adaptação dela. 

 Melissa Shield, mesmo que várias vezes fosse ocupada, foi o fator chave para a adaptação da Sayuri. De alguma forma, aquela mulher de cabelos loiros conseguiu fazer a jovem Todoroki se sentir confortável e alegre ali, agindo não como uma segunda mãe, mas como uma grande amiga e irmã para ela. E lembrando da palavra irmã, veio em sua mente outra pessoa que dividia aquela residência com ela e a dona do local, Naomi Midoriya, uma garota que já estava lá antes dela, e que foi muito complicado de se obter a amizade.

 Desde que chegou, a garota pouco interagiu com a jovem Midoriya, e não foi por falta de tentar, mas a desconfiança da outra era maior, se mantendo reclusa para o mundo. Mesmo com a Melissa, obter a confiança foi algo complicado.

 A garota acabou por se dar por vencida e encostou as costas na cabeceira da cama, sabendo que não conseguiria dormir, pelo menos não no momento. Ela então chegou ao assunto principal que não a deixava dormir: Seus pais. Tanto Shouto quanto Momo, são heróis exemplares, e ela os ama de coração, assim como eles também á ama, mas o fato de estarem sempre viajando, a deixa um pouco abatida por não ter a companhia deles em certos momentos de sua vida, apesar de entender o motivo da ausência deles. “Sem uma rainha, as formigas debandam, com elas separadas, você não sabe onde irão, o que querem, e isso se torna mais chato do que difícil para se lidar”. Essa foi a explicação que Melissa lhe deu na época que a pequena Todoroki estava melancólica, e com o tempo, compreendeu aquilo.

 Após a derrota do Tomura Shigaraki, os vilões se separaram, não tinham a quem seguir, logo, por todo o japão, crimes pequenos passaram a serem cometidos por vilões fracos, algo que um aluno do segundo ano do curso de heróis resolveria, mas o problema foi a quantidade, isso acabou obrigando seus pais a terem que ficar viajando por todo o japão, assim como diversos outros heróis, e por não quererem que sua filha mudasse de escola toda vez, preferiu deixá-la sobre a tutela de outro. Entre os avós do Shouto que finalmente viviam em harmonia e amor, e os de Momo que viviam viajando, por sugestão do herói Deku, acabaram deixando junto a filha dele, na casa da Melissa Shield, quando essa havia confirmado que não haveria problemas, e hoje em dia, a mais nova Todoroki agradece pela escolha, a dona do local era realmente uma boa companhia, mas ainda assim, sentia falta de seus pais, os quais só podiam vê-la de vez em quando.

 Após um tempo refletindo, ela reorganizou os pensamentos e decidiu que iria levantar, precisava comer e beber algo. Sayuri inclinou um pouco o braço até tocar em uma espécie de painel na parede, que iluminou o quarto com uma luz neon azul, após alguns toques a mais, a luz do quarto acendeu e uma parte perto da cabeceira da cama se abriu, revelando seu celular, naquele momento ela riu, se lembrou da primeira vez que usou aquele sistema, achando que tinha perdido o celular para sempre, mas ele estava apenas carregando naquele compartimento. Com mais dois toques, destrancou a porta, e antes de levantar viu o horário: 03:13.

 Enquanto descia as escadas, percebeu que mais alguém estava acordado pela luz que emitia da sala, então optou por se aproximar daquele local e depois iria novamente em direção a cozinha. Ao chegar, viu um garoto loiro que estava arrumado para sair, com algumas coisas levitando ao seu redor, e uma espécie de cilindro o seguindo independente de onde ele ia. Sabia quem era, o filho da proprietária, que aparecia nas raras vezes que podia na casa da mãe, Michael Shield, um jovem estudante da I-Island. 

 Aquela figura não era novidade para Sayuri, ela havia o conhecido a uns anos já, sempre o vendo em épocas comemorativas ou em suas visitas para Melissa. Sua primeira aparição para ela, foi de certo modo, estranho, enquanto Naomi era de difícil comunicação para a Todoroki, com o Shield, ela praticamente voou nele como se fossem amigos de vários anos, e isso levou a Sayuri se perguntar: “Como pode eu que vejo ela todo dia não conseguir o que um garoto que mal aparece consegue?”. Entretanto, ela entendeu com nos curtos dias que ele ficou, o garoto conseguia fazer as coisas andarem, sua maneira facilmente conquista, tanto que foi ele que ajudou Sayuri e Naomi a viraram amigas, e posteriormente melhores amigas. 

 Ela continuava a observar o jovem logo adiante, ele havia chegado a seis dias, e para a infelicidade dele, sua mãe teve que viajar em seu terceiro dia ali, a Todoroki até se sentiu triste pelo garoto ter ido ver a mãe e ela ter que sair. 

- Sou tão interessante assim para ficar sendo observado? - Michael foi o primeiro a quebrar o silêncio, ele já havia notado a presença da garota a um tempo, mas preferiu não comentar de primeira hora.

 Ao ouvir as palavras dele, ela saiu do transe, encarando o garoto que ainda permanecia de costas para ela, mexendo em alguma aparelhagem tecnológica ao seu ver. Quando ia dizer algo, percebeu como estava vestida: Apenas de camisola, e isso acabou por lhe faltar palavras naquele momento, estava acostumada a andar da maneira que queria morando ela e mais duas mulheres, e acabou esquecendo da presença do garoto.

- Não haja como se eu já não tivesse visto você com outros… tipos de roupa. - Ele comentou ao virar o seu olhar em direção a ela, com um sorriso discreto se formando em seus lábios.

- Não fale como se isso fosse a coisa mais normal do mundo - Sayuri fala enquanto se esconde atrás da parede perto da porta, deixando apenas seu rosto visível. - M-me de sua camisa- Ela corava mais a cada momento, aquele garoto certamente conseguia a desconcertar fácil.

 - Falando nisso, ainda possui aquela fantasia? - Assim que entregou a camisa, percebeu uma pequena esfera de gelo vindo em sua direção, ao qual ele simplesmente parou ar, vendo a esfera se desmanchar ali mesmo. 

 Quando a jovem Todoroki vestiu a camisa, se sentiu mais confortável, era um pouco maior que sua camisola, batendo no meio de suas coxas, precisa pegar mais roupas dele. Voltou para a sala, onde o mesmo se encontrava ainda mexendo em alguma aparelhagem, optou por chegar mais perto, vendo que o mesmo estava ajustando o cilindro que o seguia, que era bem grande por sinal. 

- Exames de rotina do pai da Naomi? - Ela sabia que a Melissa que cuidava do Izuku no hospital, então com um pouco de raciocínio, chegou a conclusão que seria ele a fazer os exames dessa vez já que a mãe do mesmo estava de viagem.

- Very Smart. (Muito esperta). -  Comentou em seu idioma materno, e não se preocupou em corrigir, saberia que ela entenderia. - E você, insônia? Sabe que tem remédios no seu quarto pra isso.

- Desejava dormir e ao mesmo tempo pensar, então preferi não os tomar - Disse enquanto planejava se virar para ir sentar no sofá, até que notou o rosto do garoto. Ela percebeu olheiras e uma feição de cansado no mesmo, “a quanto tempo ele não dorme?”. Estava ciente que a preparação dos exames levava dias, mas por ser de última hora, a quanto tempo estava acordado? Dois dias? Três? Mas de nada adiantava pedir para ele descansar, Melissa nunca ouvia, o filho dela era igual, também não ouviria. - Não deixe Naomi ver essa cara de semi morto. 

 De uma forma indireta, ela falava “ou vá dormir ou se esconda”. Ela sabia que a jovem Midoriya desconfiaria dele daquele jeito, e logo ficaria chateada ou triste por sua família ser o motivo de sua insônia, a garota odiava dar problemas para os outros.

- Irei ficar por mais… Four days, i can hide (quatro dias, eu posso me esconder). -  Michael sabia que a Todoroki queria o seu bem, mas a tarefa que sua mãe havia deixado era mais importante no momento.

 Sayuri sabia que tentar convencê-lo não adiantaria, então virou as costas indo em direção aos corredores novamente, para prosseguir ao seu objetivo principal, mas antes dela desaparecer da sala, resolveu soltar uma última fala daquele momento.

- Sim… Ainda tenho aquela fantasia. - Assim que viu a cara de surpreso dele, saiu depressa dali, apenas quis confirmar a informação antes de ir, apesar de agora estar muito corada.

 Voltou seu trajeto a cozinha, onde fez um lanche leve, e aproveitou para preparar algo para Michael comer durante a viagem, se estava correta, ele não havia feito outra coisa além de tomar banho e mexer naqueles equipamentos. Em seu trajeto de volta à sala, viu que o mesmo estava sentado, aparentemente havia terminado e só esperava um pouco para sair.

 A garota mordeu o canudo do suco de caixinha que tomava, ele continuava sem camisa para a felicidade dela, lhe proporcionando tal visão. Ela então acabou se lembrando de um acontecimento, e viu a oportunidade perfeita para se vingar.

- Lembra quando meus pais vieram aqui e você estava? - Ela comentou enquanto se aproximava, tentando esconder suas intenções enquanto ele raciocinava. - Se recorda do que você fez?

 Se lembrar da visita de heróis como Shouto e Momo é simples, mas o que ele havia feito mesmo? Quando finalmente entendeu, apenas teve tempo de soltar um “ah”, Michael havia recordado, um dia antes da chegada deles, ele deixou ela cheio de marcas, o que foi trabalhoso para a garota esconder de seus pais, e explicar os que ele viram, serem marca de algum machucado do treino.

 Normalmente, a jovem não teria coragem de fazer aquilo, mas na presença dele, parecia que tudo era possível. Sayuri havia deixado uma marca bem visível no pescoço de Michael, que quando percebeu não pode evitar de ficar surpreso.

Bom, creio que lembrou agora - Apesar das palavras simples da garota, sua mente quase gritava “vingança”. - Espero que não seja difícil explicar o porquê de você ter essa marca pro pai da Naomi. - Um sorriso se abriu naqueles lábios, demonstrando que estava bem satisfeita com o resultado.

 Michael ficou surpreso com aquela atitude, e contente ao mesmo tempo, sua pele era muito clara e pálida, a marca seria bem visível por dias, e Izuku era um pai bastante protetor, explicar para ele que aquilo não era a marca que ele pensava ou que não era da Naomi seria difícil, um plano realmente mirabolante, a garota Todoroki tinha potencial, mesmo que no momento o usasse apenas para o mau, no caso contra ele.

 Com o passar do tempo, Michael agradeceu pelo lanche que ela lhe havia feito, e recuperou sua camisa de Sayuri a muito custo, essa que se despediu e voltou para seu quarto no andar de cima, parecia que ela estava mais leve para conseguir voltar a dormir. O garoto Shield pegou suas coisas e saiu, havia tarefas a serem feitas.

 

~X~

 

Tokyo, Becos escuros - 03:57. 

 Era normal pessoas indesejadas pela sociedade andarem por aqueles locais perigosos ao cair da noite, mas nessa madrugada havia algo errado. Em um dos muito becos ali, se encontrava uma gangue, aparentemente comemorando algum roubo bem sucedido.

- O chefe certamente vai nos promover pelo nosso trabalho - Um dos sujeitos dizia enquanto olhava uma bolsa com algumas notas, antes de ser interrompido por outro, que pegou a bolsa bruscamente. 

- Ele certamente irá, mas tente não mexer demais e sumir o dinheiro. - Aquele que pegou a bolsa reclamava da maneira como o outro estava toda hora mexendo no dinheiro. - Sem contar que roubamos pouco comparado a meta do chefe de roubo por dia, precisamos nos esforçar mais.

- Concordo contigo colega, mas não precisa se preocupar, vamos apenas comemorar no momento - Um terceiro entrou no meio, amenizando a situação e voltando a comemorar.

 Enquanto festejavam naquele beco, duas pessoas se aproximavam calmamente de todo aquele barulho que poucos sequer estavam passando perto. Ao notarem que alguém vinha, o grupo que continha quatro integrantes, apenas encarou como se não fosse nada, notando que quem estava se aproximando eram duas jovens, e lindas, garotas.

- Olha que sorte a nossa - Um deles que até agora não havia falado nada, comentou, enquanto se levantava. - Além de termos dinheiro pro chefe, agora teremos diversão pelo restante da noite, o que acham pessoal? - Perguntou, aquele parecia ser o líder do grupo.

 A mulher loira que ouviu os garotos concordarem com o chefe, balançou a cabeça em negatividade enquanto olhava com desprezo para aqueles em sua frente.

- Está vendo Harumi? Esses são os tipos de vilões que não merecem viver, agora entende a diferença entre um vilão de verdade e lixos que não servem nem para serem reciclados? - A loira voltou a comentar a uma garota um pouco mais baixa de curtos cabelos negros.

 Aqueles a frente das moças, se indignaram com as palavras, eles certamente faria aquela vadia linguaruda, de acordo a visão deles, sofrer.

- Quem você pensa que é? - Ele chegou um pouco mais pra frente, ativando sua individualidade, que fez que seus dedos crescessem alguns centímetros, tornando as pontas afiadas, em uma coloração que subentendia que era uma garra de osso. - Quer piorar ainda mais sua situação? 

- Kin, devo matá-los? - A garota que se mantinha calada se pronunciou, observando aqueles em sua frente com desgosto no olhar - Eu entendi que eles são lixos, então não há problemas em se livrar deles? 

 O chefe deles definitivamente estava enfurecido, um momento de comemoração havia sido estragado por aquelas desgraçadas. Sem mais paciência, ele as atacou sem remorso, certo de que precisava calá-las logo. 

 Com sua mão direita, desferiu um golpe cortante em direção ao abdome da loira, pretendendo fazer um corte profundo de baixo para cima. Percebeu o sorriso que a mulher nomeada de Kin emitia, demonstrando nenhuma preocupação, e ela estava certa, antes que o golpe atingisse, seu braço foi pego e puxado de maneira bruta. Quando percebeu, Harumi o segurava com um braço aparentemente metálico, e isso causou surpresa em seu olhar.

- Estou esperando a ordem, Kin. - Harumi demonstrava um olhar penetrante, que o líder daquele grupo sentia sua alma exposta para ela. A garota apertou ainda mais o braço dele, que tentou revidar com a outra garra em direção ao pescoço da mesma, não queria matá-la sem se divertir, mas também não queria morrer.

- Harumi… Se livre deles. - A ordem foi dada no momento que garota de cabelos negros desviou do ataque do outro.

 Sem mais delongas, a ordens seria acatada. Após desviar do ataque do oponente, ela desativou a habilidade dos braços ao mesmo tempo que o largou, assim podendo correr para a parede do beco. Sem o peso que a individualidade lhe causava, ela pegou impulso naquele concreto, e foi, de certa forma, voando até o líder, esse que estava com os braços em forma cruzada ao redor do rosto para se proteger. Antes de chegar, ela reativou a individualidade, surgindo novamente a camada de metal em seu braço, dessa vez o direito, que desferiu um soco contra a defesa do oponente, ganhando em força e vendo seu punho parar apenas quando acertou o rosto dele em cheio.

Harumi colocou os pés no chão depois do soco, e sabendo que o inimigo estava atordoado, o pegou pela argola e jogou com força contra a parede contrária da qual pegou impulso, ouvindo o estalar de quando ele se chocou, certamente havia quebrado mais que dois ossos da coluna.

 O líder não era mais problema, então se voltou para os outros três que estavam assustados, se o chefe não era capaz, como eles seriam? Mas uma luz surgiu em seus corações, não morreriam sem tentar, “por quê a esperança dos tolos se reacendem na morte?” . A garota de curtos cabelos negros já se encontrava perto do grupo, onde pousou sua mão sobre o peito de um deles, o qual não pode esconder a confusão, mas quando ergueu as mãos para atacar, seu corpo simplesmente entrou em combustão, onde o centro do fogo começava em seu peito, se expandido para todo o resto do corpo em chamas roxas escuras. 

 Os outros dois perceberam que suas chances de vitória era zero, lutar seria em vão, eles então se ajoelharam quando Harumi chegou perto, ao qual ficou um pouco surpresa. Ela tocou a cabeça dos dois que suavam frio perante ela, e as inclinou um pouco para trás, apenas para ver o olhar de aterrorizado deles, mas não havia hesitação no olhar de Harumi, eles morreriam.

- Harumi, não quebre seus pescoços, faça-os sofrer para aprenderem a não mais tocar ou imaginar encostar em mulheres sem permissão. - A loira interrompeu o ato que a companheira iria fazer, e logo a viu os fazendo entrar em combustão, acompanhando assim os grito do outro que já estava queimando.

 

Mesmo local após um tempo, 04:17.

 Seus olhos se abriam com dificuldade, enquanto sentia todo seu corpo dolorido quase implorando para voltar a fechar os olhos, e talvez fosse melhor mesmo. Quando sua visão saiu do embaçamento, viu três corpos caídos no chão queimando em chamas roxas, e duas garotas a sua frente, logo a raiva misturada com medo invadiu seu corpo.

- Somos… - Ele se tocou que seu grupo era apenas ele agora. - Sou membro dos Protestantes, o maior crime organizado atualmente! Então se tocarem em nós… em mim, estarão comprando uma guerra! Mas… Eu posso inventar algo para o que aconteceu aqui, e ainda deixo vocês levarem o dinheiro! - O ex-líder daquele pequeno grupo queria vingar seus companheiros, mas não podia fazer isso morto, tinha que tentar sair vivo dali primeiro, era uma jogada genial de palavras, em sua mente.

- Vou lhe contar uma curiosidade, eu sabia que você era dos Protestantes, claro, um reles membro inferior, mas sabia. - Kin abriu um sorriso enquanto o observava, não tinha sentido guardar segredos de um homem morto - Nós queremos que eles venham atrás, e até pensei em te mandar como essa declaração de guerra, mas… - Ela se afastou do homem, ele estava com hemorragia interna e logo morreria pelos ferimentos. - Harumi.

 A garota entendeu o chamado, então começou a se aproximar dele, observando a feição aterrorizada misturada com ódio que ele emitia, erguendo o olhar para olhar em direção a garota. A mesma parou uns centímetros antes dele, e colocou a mão a frente, para assim ele ver novamente camadas de metal cobrir a pele dela, só que dessa vez… Os dedos da garota também mudaram, se tornando um pouco maiores e tendo a ponta afiada em cada um deles. O ex-líder praticamente mudou de ódio para surpresa, logo, olhou para a loira que ainda estava ali, em busca de explicação.

- Sua individualidade se fundiu com outra, agora sinta o quanto deve doer o seu poder melhorado contra você mesmo. - Ela disse e se movimentou um pouco para longe, olhando em direção onde a luz do sol iria surgir daqui a uns minutos - Protestantes. - ela emitiu um som de reprovação. - Uma organização com pensamentos patéticos sobre o mundo querendo mudar os heróis. - Gritos de dor começaram a serem ouvidos dali, Harumi estava terminando o trabalho. - Parece que décadas se passam e eles não aprendem, então terei que começar do zero, terei que erguer uma verdadeira organização criminosa, e não grupos patéticos que o governo ignora. - Após um tempo em silêncio, surgiu Harumi ao seu lado. - Bom trabalho garota, agora vamos… Temos um mundo a conquistar. 


Notas Finais


Peço perdão pela cena de luta, ainda estou arrumando uma maneira de fazer ela suave e mais dinâmica para não ficar entendiante.

Uma pergunta: Esse teaser eu tinha pensado seis cenas, mas só tem duas pelo fato que quando vi, já estava bem grande, então quero saber, vocês tem alguma preferencia entre mais ou menos palavras?
Outra, o prazo está perto de acabar, vocês acham que está curto ou está bom o prazo? Qualquer coisa posso estender um pouco mais.

É isso, espero que tenham apreciado.


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