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História Blood ties - Capítulo 6


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Notas do Autor


Não esqueci da história, apenas estou procrastinando e a preguiça não me deixa em paz!

~Boa leitura!

Capítulo 6 - Eric's diary - Part II


—Desenterrando o passado pequena Sookie?

Ao ouvir a voz de Pennywise fecho o diário de Eric e viro em sua direção, lá estava ele sentado em uma penteadeira velha com um sorriso segurando um balão vermelho e de repente seus olhos amarelos ganham um tom azulado. Apenas me ergo do chão com o caderno em minhas mãos pressionando contra meu peito, sinto um misto de emoções com ele diante de mim, raiva, tristeza, saudade e um pouco de medo, contudo não vou dar à ele o que deseja, o que depender de mim morrerá de fofa.

—O que quer aqui, Pennywise? —Lancei-lhe um olhar de desprezo e de alguma forma seu sorriso sumiu dando lugar a uma feição de chateação, sério que ele vai fazer isso de novo? Sei muito bem que ele matou meu irmão, meu pai e o Don também é não vai me enganar com essa falsa inocência.

—Sookie está brava com o palhaço? —Fez um bico como se fosse chorar e depois começou a rir. —Pennywise não matou seu pai.

—Ah é? Então quem foi? Se não foi o palhaço devorador de crianças foi quem? —Ironizei e ele não gostou da minha ironia.

—Pennywise não sentia medo em seu pai! —Afirmou. —Pennywise devora pessoas com medo.

—Não me importa! —Peguei ele pela orelha e o arrastei escada à cima ele resmunga enquanto o puxava.

—Ai ai ai! Sookie está machucando! —Ele era como uma criança, mas não vou acreditar nesse mentiroso.

—Você vai sair da minha casa agora! 

—Sookie?—Ouço a voz de Lizzie.

—Ai merda a Lizzie chegou! —Soltou o palhaço que senta no chão fazendo manha como uma fedelho mal-criado. —Você nem começa, vai sair agora! 

—Não! Pennywise não vai embora! —Berrou como uma criança de cinco anos fazendo cena, Deus o que eu fiz pra você para merecer isso? Sou uma boa filha, tento ser uma boa profissional e pessoa e o que o senhor coloca em meu caminho? Isso cmesmo um palhaço assassino.

—Sookie? Está tudo bem? —Perguntou preocupada.

—Sim, só tem um bicho muito feio aqui em casa que não quer sair! 

—Pennywise, não bicho! —Protestou aborrecido. 

—Então sai da minha casa! —Pedi mais uma vez para que fosse embora, mas nada adiantou.

—Não vou! —Cruzou os braços sentado no chão, estava à ponto de perder minha paciência com Pennywise.

—Certo então se esconde atrás do sofá, por favor. —Ele ponderou sobre meu pedido, mas o fez assim que se escondeu fui atender a porta.

—Até que enfim, Sookie! —Disse Lizzie ao entrar sentando no sofá. —Que bicho era?

—Ah era um...—Pensei em algum animal. —Texugo e do mais feios e selvagens. —Ouvimos uma pancada no chão era como um protesto sobre o que falei.

—Ouviu isso? —Indagou curiosa.

—Ah deve ser esse texugo feioso de novo! —Enfatizei o feioso, e Lizzie ficou intrigada com minha atitude.

—Está tudo bem, Sookie?

—Uhum tudo perfeito! 

De repente o palhaço se levanta com uma cara nenhum pouco amistosa e furioso.

—Pennywise não é feio! Sou mais sexy do que esse artista de Hollywood! —Falou irritado, Lizzie toma um susto ao virar dando de cara com o palhaço.

—Ahhhhhh! —Olhou para mim e depois para Pennywise que estava com os braços cruzados com um bico enorme. —Uau Sookie não é mesmo que ele tem uma testa de amolar facão! —Começou a gargalhar do palhaço que não estava feliz.

—Pennywise não tem testa de amolar facão, humana! Pare de rir de mim! —Gritou enraivecido e seus olhos azuis voltaram a ser amarelos.

—Desculpa, mas comparando com a minha testa a sua da três! —Disse ainda rindo dele.

—Viu seu palhaço idiota! —Reclamei com ele que me olhou irritado. —Eu disse par ir embora! 

—Ai Sookie não fala assim com ele! —Lizzie me repreende, agora vai ser assim ele é a vítima e eu a vilã. —Ele é tão fofo!

—Quero ver se acha ele fofo quando arrancar seu braço! —Murmurei.

—Pennywise não matou o pai da pequena Sookie! —Defendeu-de fazendo-se de inocente para Lizzie.

—Seu mentiroso! Lizzie não confie nele! —Fui até a porta e a abri. —Dá um fora daqui!

—Sookie, coitado! 

—Coitado nada quero ele fora daqui! Fora! Fora! —Ordenei que ele saísse e à muito contra gosto ele o fez.

—Sookie não precisava ser tão dura com ele, tadinho! 

—Lizzie se defender ele mais uma vez eu… 

—Ok, não está mais aqui quem falou! 

—Certo! Vou pegar algumas coisas e vamos para sua casa! —Subi até meu quarto e ouvi ruídos vindos do meu quarto, só podia ser ele, Pennywise. Antes de entrar respirei fundo e abri lá está o palhaço sentado em minha cama com aquele sorriso de inocente. —Eu disse para você ir embora não foi?

—Hunf, Sookie está sendo injusta comigo! —Pegou meu urso de pelúcia e tacou em mim. —Feia! 

—O feio aqui é você! Quem é calvo e tem uma testa do tamanho de uma marquise? Isso mesmo, Pennywise, o palhaço bobalhão!

—É palhaço dançarino! —Exclamou se debatendo em minha cama.

—Quer saber fica! Eu não vou está aqui mesmo por alguns dias, a casa é sua! —Peguei algumas roupas e coloquei em uma mala o palhaço me olhava sem entender o que acontece.

—Onde pequena Sookie vai? —Perguntou.

—Não é da sua conta! —Disse ao fechar a porta do meu quarto.

—Sookie malvada! —Berrava enquanto descia as escadas, me encontrei com Lizzie que já estava em seu carro, tranquei a porta coloquei minha bagagens no bagageiro e entrei no carro.

—Vamos? 

—Sim, vamos! —Lizzie liga o carro dando partida viro para trás e vejo o palhaço parado, confesso que me sinto alviada.

No caminho não trocamos nenhuma palavra, apenas que ela liga o rádio e sintoniza em uma estação que toca Elvis Presley, Lizzie começa a cantar acho que faz isso para quebrar o silêncio enquanto eu observo a paisagem noturna pela janela, tudo que podia enxergar era pequenos pontos de luzes das casas.

—Sookie, o que vai fazer agora que seu pai morreu? —Perguntou.

—Bem, amanhã terei que correr com as coisas do funeral e chamar os amigos e conhecidos dele. 

—E depois? Vai parar de investigar sobre seu irmão?

—Eu não sei, e meu irmão já tenho certeza de que foi o palhaço que o matou.

—Como tem tanta certeza disso?

—Por causa disto! —Tiro de minha bolsa o diário de meu irmão. —Aqui o Eric fala sobre Pennywise e como ele o atormentam até o dia que…

—Até o dia que?

—Flutuou…

—Como assim flutuar?

—Acho que é como Pennywise se refere ao matar suas vítimas que elas vão flutuar.

—Que engraçado!

—Lizzie isso não tem graça, ele é um monstro!

—Tá bom, desculpe.

Lizzie mora em um apartamento em um prédio próximo ao centro, era um lugar pequeno, mas como ela disse o suficiente para ela e mais uma pessoa, a sala e cozinha era extensão uma da outra, possui a dois dormitórios não muito grandes e um banheiro. Para mim era bom o bastante muito familiar ao meu próprio apartamento em Chicago. Falando em Chicago nem cheguei a contar a minha mãe sobre o que ocorreu com meu pai, olhei meu celular e haviam sete chamadas perdidas dela, contudo não estou com disposição para ligar agora vou enviar uma mensagem para ela.


Sookie [21:35]

Mãe, tenho algo  para te contar.


Helena [21:36]

Sookie o que aconteceu? O desgraçado do Dean te fez algo? 


Sookie [21:37]

Não! Mas aconteceu com ele.


Helna [21:38]

O que aconteceu com esse traste?


Sookie [21:39]

Assassinaram ele em casa.


Helena [21:40]

O quê? Como foi isso?


Sookie [21:41]

Não sei. Quando fui vê-lo já estava morto.


Helena [21:42]

Estou indo para Derry amanhã, não vou deixar você sozinha.


Sookie [21:43]

Obrigada, mamãe!


Helena [21:35]

É pra isso que as mães servem. ♡


Conversar com minha mãe nunca chega a ser uma discussão, vide regra quando decidi vir para Derry, fora isso éramos como melhores amigas. Claro que não vou contar sobre o que descobri de Eric e que seu assassino é um palhaço assassino, possivelmente ela não acreditaria. Agora estou aqui em meu temporário quarto apenas com o abajur ligado, não consigo evitar meu sentimento de impotência por não ter feito nada para salvar meu pai, maldito seja Pennywise que vive arruinando minha família primeiro Eric e agora meu pai, será que isso vai acabar um dia? Tem que acabar. O tédio é sufocante, Lizzie está na sala vendo teve, como ela ri alto deve ser muito engraçado seja lá o que for que está assistindo, olhei para o diário e preciso de mais pistas sobre o que aconteceu com meu irmão, então abro o diário ao acaso.


(...)

23 de Março de 1989,


"Querido diário, vai parecer que estou louco, mas ontem sonhei com todas as crianças que desapareceram nos últimos meses e todas estavam felizes brincando e chamando por mim. Cantavam, corriam de um lado para o outro  um enorme campo, quando olhei para cima haviam vários balões vermelhos flutuando nos céus.


"Vai flutuar também! Vai flutuar também!"


As crianças olham para mim agora e diziam isso para mim repetidas vezes, até que vi o palhaço atrás dela a sorrindo pra mim. Queria correr mais meus pés não obedeciam, estou com medo, muito medo não quero morrer! Mamãe! Papai! Ele caminhou até onde estou e abriu sua enorme boca cheia de dentes pontiagudos, quando vi fechei meus olhos esperando a morte, mas tudo mudou o ar era úmido e sentia meus tênis molhados, aquele lugar agora cheira à merda. Eca! Nojento!

De repente quando abri os olhos estava nos esgotos da cidade, é aqui que a ccoisa o palhaço mora, de novo ouço vozes de crianças e sigo por onde elas me levam, caminhei e caminhei até chegar em um lugar onde tinha uma enorme pilha de brinquedos, roupas e sucatas, algo pingou em meu rosto, era sangue. Sangue? Quando olhei para cima lá estavam Betty Ripsom, Edward Corcoran e outros que sumiram, todos estavam flutuando e seus corpos sem vida e mutilados.

Sei que ele está me observando, prendo a respiração e me escondo debaixo de um cano, se o que não tenho muito tempo, pois ele e eu sabemos que eu… irei… flutuar!"


(...)


Se não tivesse cruzado o caminho de Pennywise, nunca acreditaria nisso que Eric conta em seu diário, então quer dizer que ele vive nos esgotos? Isto faz sentido afinal os esgotos estão conectados em todos os lugares de Derry, talvez mais respostas sobre o que Pennywise é estão no sistema de esgotos. Então é lá que vou descobrir qual a forma de detê-lo, não creio que ele seja invencível. Folheei mais algumas folhas do diário a procura de mais uma pista que Eric possa ter deixado, e valeu a pena procurar.


(...)


 04 de novembro de 1988


Olá meu amigo diário,

Desde o mês passado não se fala em outra coisa se não o sumiço de Georgie Denbrough, mas depois disso as pessoas na cidade se tornaram indiferentes à vários crimes que tem ocorrido em Derry, a violência é comum em todo lugar, todavia nesse último mês fora o desaparecimento de crianças e houve aumento nos homicídios em toda a cidade, e conforme vai passando os dias todos parecem esquecer até a polícia.

Parece que algum mal despertou e agora está causando toda essa desgraça em Derry, até meu pai mudou tem horas que ele me ignora e só quer saber de beber ou fica discutindo com minha mãe e quase bateu nela um dia desses, mas eu entrei no meio e acabei apanhando em seu lugar. Ainda meu braço dói e está com o hematoma, mas seja lá o que for está causando um grande holocausto de assassinatos e desaparecimentos, só sei que isso tem que parar ou todos nós iremos morrer por coisa disso.


Era como imaginava, meu pai não era um alcoólatra patético e inútil como minha mãe dor e disse, ele parece ter controle sob os habitantes de Derry pelo que consigo entender, vou manter esse diário comigo isso vai me ajudar a descobrir como deter Pennywise. Levantei da minha cama e fui até a sala onde Lizzie ainda estava sentada vendo televisão, sentei ao seu lado e coloquei o diário em seu colo ela me encarou sem entender o que significa aquilo.

—Mas o que seria isso?

—Leia! —Pedi  para ler as páginas que marquei. —Isto aqui vai nos ajudar a esclarecer muitas coisas que acontecem aqui!

—Então foi e é ele que causa tudo isso em Derry?

—Sim, temos que deter, Pennywise!


Notas Finais


Até o próximo capítulo!


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