História Blood Trail - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: e Nagasaky_

Visualizações 58
Palavras 2.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nosso First Cap na fic, lembrando que o Naga é meio iniciante, mas ele tá sempre em evolução porque o cara é foda.

Acho que vai dar pra notar a diferença de escrita de um para o outro mas vai ser sútil, acho eu.

E os personagens aceitos vão aparecer conforme a história anda, já alguns que conhecem os personagens principais vão brotar logo de cara.

Boa leitura.

Capítulo 2 - Lembranças do passado - BT


Andy POV's

 

 

“As folhas de outono iam caindo conforme o tempo passava, quanto mais eu andava mais pude perceber como tudo estava tão normal, nem parecia aquele estado apocalíptico que havia acontecido, é incrível como a natureza consegue ainda ficar tão impecável mesmo conosco a destruindo, esse desastre biológico só piora o estado do ambiente, não que eu seja um ambientalista nem nada parecido, mas é tão bonito ver que mesmo com tudo ao redor sendo prejudicial, a mãe natureza ainda tem forças para se reerguer. Talvez quem saiba, nós não poderíamos aprender um pouco com ela?”

- É difícil lidar com isso tudo, agora seria uma ótima hora para aliviar o stress apenas sentado e fumando… Eu presumo que isso não vá acontecer tão cedo. O barulho dos zumbis me faz querer ficar surdo…

 

Andy estava andando calmamente na Cidade de Londres, que a propósito é ou costumava ser um grande ponto comercial em Londres, “The City” é um apelido bem modesto até falando, ele estava indo até uma certa fábrica bem familiar, andar sozinho não é algo muito diário para Andy. Mas como Noah acaba indo a vários lugares sozinho sem nem mesmo avisar, Andy fica até perdido com essas ações, além de procurar por seu amigo, por fora da base dos Whites, que nem base é, está mais para um apelido carinhoso, afinal um “posto avançado” um pouco improvisado usando barreiras e delimitando o território, não é uma base profissional. Ele ia por dentro da base até a fábrica, ir até a mesma foi apenas um chute de Andy. A mãe de Noah trabalhava por lá, e depois que tudo começou nem ele mesmo foi capaz de aguentar, nem mesmo sabe se ela realmente morreu ou virou um deles.

 

- Se eu tiver sorte talvez até encontre Nivian por lá, ela iria me dizer caso tivesse encontrado ele, aposto que ela vai estar com a Mãe! haha! Não que ela goste de sair do seu canto, principalmente sozinha, mas né. Andy por um momento avista a fábrica um pouco mais longe dele, ele para e faz uma respiração profunda, e começa a pensar alto. - Será que um dia pelo menos, iremos conseguir nos adaptar a essa nova realidade? Utilizar essa fábrica vai justificar nossos meios… Eu acho que eu realmente deveria relaxar depois disso.

 

Andy chega à fábrica avistando Nivian com Hilda, para falar a verdade sua feição não demonstrava nem um pouco de surpresa, o comportamento de Nivian era bem “diferente” dos demais, ela não gostaria mesmo de sair sozinha por aí, nem mesmo se fosse dentro de suas “muralhas”. A fábrica era nada mais que um atalho para fora e para dentro da base, antes uma rota de fuga bem planejada do que ficar cercado por becos sem saída. Bom, foi o que disseram.

 

- Nivian! Andy olhava para sua irmã e logo mudava sua expressão dando um sorriso convincente, aquele sorriso de “tudo está bem!”.

 

- A-Andy! - A mesma acenava para ele dando um leve sorriso em resposta ao seu outro. De trás de Nivian surge uma silhueta familiar para Andy. Hilda aparece levando uma mochila em suas costas, na verdade duas, aparentemente uma para sua filha e para ela mesma. Ela percebe a presença de Andy e vai de encontro ao mesmo dando-lhe um abraço.

 

- Espero que não tenha criado problemas vindo até aqui mocinho! - Hilda soltava uma leve risada, parecendo até tentar forçar algo alegre.

 

- Vamos mãe, a senhora sabe que eu não me meto em brigas, isso vem desde os 10 anos! - Andy a olhava e se separava do abraço, voltando a falar chamando a atenção  das duas.

 

- Viram o Noah? Ele nunca avisa quando dá uma saída, e espero que não seja nada fútil como é das outras vezes. Alguma idéia de onde ele pode estar...

 

O pegando de surpresa, uma lata é jogada na cabeça de Andy, além de o interromper, na seguida vem uma risada incessante vindo um pouco mais dentro da fábrica, a risada vem de certa forma se “aproximando” até que é possível ver Noah.

 

- Aí seu paspalho, eu não trouxe sua mochila para cá a toa também não! Vê se agradece na próxima, tirar essa sua neutralidade não custa nada. - Noah olhava para Andy rindo incessantemente, até que joga a bolsa que ele mesmo havia dito, quando ele para com sua “criancice”, a curiosidade desperta em Andy e o mesmo pergunta sobre as mochilas. - Afinal, oque é isso tudo? Mochilas, a fábrica, quer fazer uma excursão gênio?

 

Noah POV’s

 

 

Como sempre eu saí sem avisar, aquelas pessoas da organização me deixavam sem paciência, eles tem de tudo, tudo! Mas ainda assim perguntam por mais, perguntam “O que vão fazer agora?”, chutei uma lata que estava no chão com raiva, andei mais depressa. 

 

 

 

Já conseguia ver a fábrica - Já que era enorme e não era muito difícil vê-la - Ao ver que estava chegando eu desacelerei, e respirei fundo, me acalmando, não queria a viagem fosse tão curta, precisava de um tempo pra pensar, até entendo essa gente, estão com medo, apavorados, por mais que tenha se passado algum tempo desde a contaminação. 

 

 

FLASHBACK

 

Eu estava largado no sofá, como um boneco que crianças esticam, amaçam, quebram, e quando se cansam largam em qualquer canto, estava jogando no meu celular, até que a Internet começou a oscilar e ficar instável, até que apareceu um enorme aviso na tela escrito “Você está sem Internet”, estranhei e joguei o celular na mesa, a Internet não é de ‘Cair’. 

 

 

Meu celular tocou, eu atendo sem nem ver quem era. 

 

— Fala. - Noah, como sempre curto e grosso. 

 

— Ele atendeu! - Uma voz desconhecida gritou para alguém, ouvi ruídos e gritos ao fundo, me sentei direito no sofá, preocupado. 

 

— Quem é? - Mais ruídos e gritos, pensei em desligar. 

 

— Filho, ah, graças à Deus. - Era a minha mãe, comecei a me preocupar mais, engoli em seco e fui até a janela da sala, olhei para os lados, ao longe vi fumaça, exatamente na direção de onde minha mãe trabalha. 

 

— Mãe? O que aconteceu? - Ouvi os gritos de novo, dessa vez, mais claramente, estavam perto, desliguei tudo em casa e saí dali, estava frio, eu pudia sentir isso, mas por algum motivo, eu estava quente, muito quente, e o frio de Londres já não me afetava mais. 

 

— Anjo, quero que saiba que eu te amo. - As coisas ao fundo parecia desmoronar ao redor dela, mas ela teve uma voz firme ao falar essa frase, ouvi uma explosão ao fundo. 

 

— Sem essa de eu te amo, mãe, anda, fala, o que está acontecendo?! - Fui curto e grosso, aquela enrolação estava me fazendo tremer de medo e preocupação.

 

— Filho, aconteça o que acontecer, não venha para a fábrica, eu te amo, tchau. 

 

— Espera! - Desligou, solucei, estava querendo chorar, meus olhos se encheram de lágrimas, *Não, Noah, agora não é a hora*, engoli as lágrimas e comecei a correr até a fábrica, eu ouvia gritos não só na direção das fábricas como dos outros lados, parei ao ver aquela cena, me deu vontade de vomitar, era uma pessoa, não, aquilo não podia ser uma pessoa, aquilo era uma *coisa*, aquela coisa comia uma pessoa, rasgava sua barriga e levava sua carne à boca, tentei sair sem fazer barulho mas pisei em algo, que fez barulho, a coisa olhou pra mim, se levantou e caminhou lentamente até mim, o redor da sua boca estava toda ensanguentada, tinha marcas de tiro na barriga dessa coisa, buracos, para ser exato, como aquilo ainda podia estar vivo?! 

 

Peguei a primeira coisa que vi no chão, um pedaço de metal, quando a coisa se aproximou o suficiente, eu o ataquei, enfiei o pedaço de metal no seu coração, ele parou, pensei ter matado aquilo, mas ele olhou do pedaço de metal para mim e começou à tentar me morder, gritei de medo, aquilo iria me matar caso eu não fizesse algo! 

 

Tirei o pedaço de metal do seu peito e enfiei no seu crânio, ele parou de novo, mas continuava se mexendo, comecei a repetir o ataque. 

 

— Morra! Morra! Morra! Morra! - A coisa caiu no chão, desacordado, mas eu não parava de repetir o ataque, enfiando o metal no seu crânio, o destruindo por inteiro. - Por favor, morra... - Solucei, caminhei em direção ao corpo que a coisa comeu, ele tinha buracos de bala, isso significa que há uma arma em algum lugar, certo? 

 

Achei uma pistola próxima ao corpo, tirei o pente e vi quantas balas tinha, seis, espero que seja o suficiente, coloquei o cartucho de volta e corri até a fábrica. 

 

— Me aguarde, mãe!

 

FLASHBACK OFF

 

Me arrepiei ao lembrar de tudo. 

 

— Lembranças, lembranças. - Pensei alto e suspirei, continuei meu caminho até a fábrica, as portas estavam destruídas, se aquilo pode ser chamado de porta, passei pelas portas e adentrei a fábrica, as coisas nas partes de frente estavam queimadas, a explosão acabou com parte da fábrica, mas ela ainda vai aguentar um tempo antes de desabar, me sentei num canto da fábrica, dobrei os joelhos, os abracei e suspirei. 

 

FLASHBACK

 

 

Dei de cara com as portas da fábrica, como essas portas ainda estão de pé depois da explosão?! 

 

 

— Vamos lá, vamos... - Eu falava, enquanto pensava numa maneira de entrar, ouvi mais gritos dentro da fábrica, e ouvi grunhidos, semelhante aos sons que aquelas coisas reproduzem, me afastei da porta, dei um tiro na tranca e chutei a porta, ela acabou quebrando, entrei e a ânsia de vômito voltou, havia corpos por todo lugar, alguns queimados, outros destroçados ou esmagados, o cheiro de fogo misturado com sangue me dava vontade de dar meia volta e esquecer tudo que vi, mas segui em frente, procurando minha mãe, de repente, uma escada caiu na minha frente, pegando fogo.  

 

— Merda. - Mãos me puxaram pra trás, soltei um grito de susto. 

 

— Você... V-ocê, por favor, me ajude. - Ele me mostrou sua mão, ele tremia e estava desesperado, sua mão tinha marcas de dentes, ele havia sido mordido. 

 

— Ei, ei, acalme-se, foi apenas uma mordida, vá ao médico, aposto que se desinfetar-

 

— Não! Você não entende! Eu não quero virar uma dessas coisas! - Ele segurava em meus ombros, e parecia relativamente decepcionado por saber que eu não poderia ajudá-lo, mas o que ele quis dizer com “Não quero virar uma dessas coisas”?

 

— Espere, como assim? Isso... É transmissível? - Comecei a me afastar dele, isso significa que por aquela coisa me tocar mais cedo, vou virar um deles?! 

 

— E-Espere, por favor, só preciso de ajuda, eu sei, e-eu sei como isso começou, Ok? Isso é um vírus, um vírus criado em laboratório, mas ele saiu do controle! - Ele tinha um sotaque alemão, que percebi agora. - Me mate, por favor, só me mate. 

 

— Eu não posso fazer isso, e-eu. - E pela primeira vez na vida eu gaguejei. 

 

— Por favor. - Ele me implorou, eu apontei a arma para seu coração. - Não! O coração não! Na cabeça, destruindo o cérebro é o único jeito de acabar com o vírus e o hospedeiro. - Apontei para sua cabeça, respirei fundo, fechei os olhos e pedi seu perdão, puxei o gatilho.

 

Seu sangue sujou minha camisa branca e meu rosto, fumaça saía da arma, eu ía continuar andando, até que algo fez barulho, vinha do corpo do homem - Cujo nem me dei o trabalho de perguntar o nome antes de meter uma bala em sua cabeça -, vasculhei seu corpo, e achei um celular, olhei para o corpo e vi que não era certo atender, mas o fiz. 

 

Hmmm, Mark? Mark? Você está aí? Ah, droga, por favor, me perdoe Mark, me perdoe, por favor, diga que não fomos nós que fizemos isso, diga, eu preciso que diga que não fomos nós

 

 

O homem do outro lado da linha começou a chorar, ele também tinha sotaque alemão. 

 

Eu nunca quis participar disso, você sabe, não é Mark? Eu nunca quis que virasse esse caos! Maldita Bio Tech! Maldita!

 

Ele parecia chutar tudo que via pela frente. 

 

 

Mark, queríamos apenas curar as pessoas, não é? Não queríamos, Mark? Então como chegou à esse ponto?

 

 

Ouvi grunhidos ao fundo, e um estrondo forte, os grunhidos agora estavam mais altos, e então, ele desligou. 

 

 

Guardei o celular, continuei meu caminho, procurando pela minha mãe - Se criaram, podem destruí-lo, certo? Vão fazer uma cura, certo? 

 

— Noah! - Ouvi a voz de Andy, me virei para onde a voz vinha, ele veio correndo até mim e me abraçou, arregalei os olhos com tanto contato físico, suspirei e bati de leve nas suas costas, retribuindo o abraço como podia naquela hora, quando ele parou, eu continuei andando, à procura da minha mãe. - Ei, ei, quem você está procurando? Essa fábrica está desmoronando! - O ignorei, até que ele me fez parar, colocando a mão no meu ombro. - Noah... - O olhei, ele estava certo, precisávamos sair dali, suspirei. 

 

— Tudo bem. - Tentei sorrir, Andy sorriu de volta, mas seu olhar estava travado em algo atrás de mim, ele voltou a olhar pra mim. 

 

— Vamos logo. - A curiosidade me atingiu, e eu olhei pra trás. 

 

FLASHBACK OFF

 

 

E foi aí, que eu vi a minha mãe, lá, junta de outros vários *Muertos*, mas meu olhar se fixou apenas nela, lá estava a pessoa que eu mais amava com parte de rosto faltando, os mortos me olharam, e começaram a se arrastar lentamente até mim, eles sempre foram lentos, mas um morto, apenas um não se interessou em mim e Andy, e foi aí que eu pensei que ainda restava um pouco de humanidade nela, ela mesmo naquele estado lutava contra o vírus, porquê nunca me machucaria se pudesse evitar. 

 

— Nivian! - Ouvi a voz de Andy chamando pela irmã, me espreguicei e suspirei, peguei a mochila, coloquei nas costas e segui a voz do Andy. 

 

—... criado problemas vindo até aqui mocinho! - Ouvi a risada da dona Hilda, mãe de Andy, um mínimo barulho fazia um eco nessa fábrica. 

 

— Viram o Noah? Ele nunca avisa quando dá uma saída, e espero que não seja nada fútil como é das outras vezes... - Agora Andy falava, eu já pudia vê-los, peguei uma lata que achei no chão e joguei na cabeça de Andy, ah! Que belo arremesso! Acho que eu deveria ganhar algum prêmio por conseguir acertar ele daqui, eu ri com esse pensamento e andei com as mãos nos bolsos até eles, e quando vi a cara de “Da onde veio essa merda?” eu não aguentei e caí na risada. 

 

— Aí seu paspalho, eu não trouxe sua mochila para cá a toa também não! Vê se agradece na próxima, tirar essa sua neutralidade não custa nada. - Eu ri mais um pouco e eu estava sem ar, quando me recuperei, joguei a mochila pra ele. 

 

— Afinal, o que é isso tudo? Mochilas, a fábrica, quer fazer uma excursão, gênio? - Ele começou, e meu rosto não tinha mais vestígios de um sorriso, olhei para Nivian, sua irmã, ela desviou o olhar, e então olhei para Dona Hilda e fiz uma careta involuntária. 

 

— Na verdade, não é nada, Andy, não... Não se preocupe, eu estava apenas olhando a fábrica, procurando por coisas que tenham alguma utilidade, principalmente em questão do vírus. 

 

— Ah, entendo, e achou algo? 

 

— Não, não achei, Andy, vamos, vocês não precisavam me procurar, sei me cuidar sozinho. - Outra vez pareci rude, mas não me desculpei, pelo menos Andy já estava acostumado, comecei a andar de volta à região mais povoada da organização. 

 

 


Notas Finais


Top.

E obrigado por ler.


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