História BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 1 - Capítulo 11


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Escolhas


Fanfic / Fanfiction BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 1 - Capítulo 11 - Escolhas


O ambiente estava abafado e cheirava a suor, mas o fedor de tabaco predominava sobre todos os outros. John tentou mover os braços, mas seus membros ainda estavam fracos e dormentes.Sua visão começou a clarear e sentiu-se como se estivesse sendo observado. Logo percebera os fios em volta ao seu corpo, que o prendia em uma grade gelada a alguns centímetros do chão. Os vultos tomavam forma e questionou em um sussurro.
— Quem são vocês? E por que estou amarrado?
— Olá amigo... — disse Marcus sorrindo. — Sinto muito por isso, mas não podemos deixá-lo solto por aí, pois sabemos o que você é...
— Do que está falando?
— Não se faça de desentendido, você é a criatura que vem aterrorizando estas bandas, você é um lobisomem e uma das vítimas foi o irmão deste homem. — Marcus apontou para Robert que desejava mais que tudo sua vingança.
Ao receber um sinal sutil de Marcus, Robert lentamente se aproximou de John, que o encarava confuso. Apenas a alguns centímetros do lycan, sentiu seu punho ferver e acelerou-o em direção à face de John. O surpreendera com dois socos no rosto e o último direcionara ao estômago.
John, após absorver a dor, rosnou e começou a se transformar, seus olhos e presas já eram visíveis e recebera uma perfuração em seu abdômen, pois Robert possuía uma faca. — Garghhhh — John gemera de dor. 
— Já chega! — Marcus ordenou e Robert se afastou limpando o sangue da faca com um tecido que tirara do bolso da calça.
John furioso cuspiu o sangue que se acumulará em sua boca o mais longe que pôde mirando nos caçadores. Soltara um sorriso sutil e começou a se mover em sua transformação, por sorte não tivera nenhum órgão vital perfurado. Mas fora surpreendido por uma sequência de choques ao tentar romper os fios conectados a algum tipo de bateria, que o fez parar de reagir e voltar ao normal.
Marcus sorrira se agraciando com a cena de seu prisioneiro.
John ofegava, devido à recuperação que se iniciara e perguntou.
— Como me encontraram?
— Isso foi fácil, as mortes de todas as suas vítimas foram um indicador de que não eram lobos comuns e também contamos com a ajuda de uma amiga sua. — disse olhando para a porta. — Podem trazê-la! — ordenou e Acira entrou sendo empurrada por um homem enorme, e ao encontrar o olhar surpreso de John, desviou deles.
— O que diabos está acontecendo Acira? — John gritou, mas ela permaneceu em silêncio.
— Você caiu direitinho... — o homem foi até ela que não conseguia olhar para John. — Ela nos levou até você!
— Quer dizer então que desde o início você esteve do lado deles? — John perguntou indignado e rosnou. — Como pôde se juntar a eles?
— Onde elas estão? — Acira questionou secamente Marcus com um olhar frio e ignorando John, forçando ao máximo para controlar suas lágrimas, pois o amava e a imagem dele preso e ferido a torturavam.
— Eu as entregarei assim que cumprir nosso trato!
— Eu já cumpri, o irmão dele não é uma ameaça... Você prometeu fazer uma troca...
— Já que insiste... — Marcus lançou um olhar para um dos homens na porta, que saiu e voltou com uma caixa alguns minutos depois. Abriu-o em cima de uma mesa, retirara um jarro bem esculpido, com uma tampa e o entregou a Acira.
— O que é isto? — perguntou assustada.
— Como prometido... Estão aí!
— Você não pode estar falando sério... — ela deixou escorrer uma lágrima. — Eu as vi ontem pela câmera...
— Sinto muito em dizer, mas era uma gravação... Estes são os restos mortais delas... Elas adoeceram durante o “tratamento” há algumas semanas e não resistiram. — disse enquanto acendia um cigarro.
Acira abraçara o jarro e começou a chorar. — Mentiroso... — ela sussurro e apenas John conseguira ouvir. Se abaixou e encostou o jarro no chão com cuidado. — É raríssimo adoecermos... Aposto que você mesmo as matou! Seu... Seu desgraçado! — ela começou a dar sinais de que iria se transformar e com o silêncio da sala se escutavam os ossos estralando.
— Acira cuidado! — John gritou tentando se soltar ao notar que ela também era uma vítima dos caçadores.
Marcus fizera um sinal positivamente com a cabeça para um dos homens que cercavam Acira. Para o homem que possuía uma faca, Acira estava à distância de meio metro. Porém, depois que acertara inofensivamente o espaço vazio de onde ela deveria estar, ele mal pode perceber quando ela explodiu para cima, girou o corpo no ar e caiu atrás dele desferindo-lhe um chute potente como uma vingativa marreta de ferro. Em seguida ela fora em direção a Marcus, mas ele a surpreendera ao disparar uma pequena válvula de fumaça, contendo wolfsbane e o cheiro à fez ficar zonza. Com a brecha, um dos homens a golpeara no estômago.
— Amarrem-na junto ao outro... — Marcus ordenou enquanto se retirava e ao passar por ela pegou em seu queixo e disse. — Trato é trato querida... Você não cumpriu o seu...
— Desgraçado! — ela resmungou como se estivesse sonâmbula sendo segurada por dois homens e foi presa ao lado de John.
— Hey, seu covarde! O que pretende fazer conosco? — John gritou.
— Tenho planos futuros pra vocês dois, não vem ao caso agora.
— Cretino!!!
John tentava se transformar novamente, mas em vão.
Acira corria em um campo florido acompanhada de suas irmãzinhas que eram gêmeas. Sentiam-se felizes até que suas irmãs foram surpreendidas por uma rede e serem arrastadas até a luz forte de um helicóptero.
— Aciraaaaaaaa... — ambas gritavam por socorro.
Acira começou a correr na direção delas, mas quanto mais se aproximava, mais distantes ficavam. — Não! Esperem por favor!
— Acira... Acira... — a voz que a chamava mudara de tonalidade, era mais grave.
— Acira, acorde!
— Charlotte... Lirya? — resmungou baixinho enquanto recobrava a consciência.
— Acira...
Ela olhou para o lado, John ainda encontrava-se amarrado e apenas os dois estavam na sala agora.
— Me perdoe John... — ela começou a chorar. — Eu fui uma tola ao confiar neles... Por minha culpa você está preso e ferido...
John permaneceu em silêncio. Suspirou profundamente e desviou o olhar, pois ainda sentia-se ferido por dentro devido à apunhalada que ela lhe dera ao enganá-lo.
Acira o encarava fixamente, imaginando o que ele estaria sentindo e tentou se explicar. — Minhas irmãs e eu éramos as únicas sobreviventes do massacre, mas eles as capturaram enquanto eu caçava. Chantageavam-me há meses, aqueles desgr... — ela foi se mover de ódio e fora eletrocutada. — Arghhh.
— Não se mova... — John disse voltando a encará-la. — Sinto muito pelas suas irmãs...
— Obrigada... Você me perdoa?
— Por que mentiu pra mim Acira? Eu estaria disposto a dar minha vida por você, até poderíamos ter bolado algum plano para salvar suas irmãs, juntos... Mas pelo jeito não a conheço tão bem quanto eu imaginava...
 Acira não conseguira segurar as lágrimas. — Eu sei... Não sou digna do seu perdão, mas eu tive tanto medo que eles desconfiassem, caso vocês soubessem do plano deles, que teriam nos matado em um piscar... Eles estão em todos os lugares John...
— Já chega... Por agora não quero ouvir mais nada... — disse observando o ambiente, procurando por algo e disse. — Precisamos sair daqui!
Acira ainda soluçando devido às lágrimas disse — Está bem... Mas como sairemos daqui? E pelo tempo que conheço Marcus ele pretende ir atrás de teu irmão.
— Temos que dar o fora daqui o quanto antes e também precisamos alertá-lo. — John pegava fôlego para uivar, mas foi interrompido por uma voz doce.
— Por favor, não faça isso.
John olhou na direção da voz e rosnou. — Você?!
Allec fora até o hotel em que seu irmão trabalhava enquanto escurecia. Achou estranho também Jennifer ter faltado da escola e não ter entrado em contato.
— A que horas John saiu hoje Marlene? Eu passei em casa, mas ele não estava lá. — perguntou para a atendente.
— Olá querido, hoje ele não veio trabalhar, até achei estranho ele não ter avisado que não viria...
— Hum, entendo, devo ter uma ideia de onde ele esteja... Obrigado!
— Tudo bem, avise seu irmão pra ele ligar quando for faltar, por favor, pois se não terei que reportá-lo para os superiores... Só espero que não tenha acontecido nada grave...
— Pode deixar, obrigado.
— Se uivar e o avisar, Marcus fará da maneira mais fácil, encurralando-o. — disse Jennifer se aproximando.
— Meu irmão está correndo perigo!
— Eu sei. Eu vim ajudar. — disse tirando do bolso uma faca de prata. — Se não o alertar ele fará uma caçada, dando a ele uma chance...
John rosnou quando ela chegou mais perto.
— Calma... Eu não vou machucar vocês... É só cortar este fio e vocês estarão livres. — disse enquanto cortava o fio que ligava a bateria.
Ambos caíram ajoelhados ao mesmo tempo e ao sentir o chão, John avançara no pescoço de Jennifer com seu braço direito a encurralando na parede.
— Me convença a confiar em você!
— Ele... — ela resmungou tentando se soltar dos braços de John.
— Calma John, de todos aqui eu acredito que ela seja a única que tenha compaixão... — Acira disse tentando puxá-lo.
— Ele... Deu-me isto. — disse retirando um colar com pequenas penas, feito por Allec que usava diariamente por baixo da roupa. Sua mãe dizia que lhe traziam sorte. — Só estou retribuindo um favor, pois ele me salvou uma vez.
John a soltara e pegara o colar de sua mão. Acira aparou Jennifer antes que caísse no chão.
— Me desculpe...
— Tudo bem... Temos que correr.
— Tem alguma ideia para onde estão indo? — perguntou Acira.
Ela apenas acenou positivamente com a cabeça.
Os três combinaram um local de encontro. John e Acira cortavam caminho pela floresta para atravessar a cidade e seguiam correndo em forma humana. Jennifer pegara a moto da família e se equipara com algumas armas.
John corria na frente e Acira tentava acompanhá-lo, mas com seus pensamentos distantes não conseguia manter o passo. Examinava se seria o momento certo para dizer a ele o que passava em sua mente e quais palavras utilizar. — “Eu preciso lhe dizer, ele tem esse direito... Caso aconteça algo eu não...” — seu pensamento foi interrompido por John que parou.
— Está tudo bem Acira?
— Está, por quê?
— Precisamos ir mais rápido...
— Está bem...
— Bem, vamos então... — disse ao se virar pra correr, mas Acira o segurou com as duas mãos.
— Espere... John espere, por favor...
— O que houve? Não vá me dizer que está assim por causa do que aconteceu? Você teve seus motivos, eu entendo seu lado. Por isso peço que me conte o que está...
Ela o interrompeu falando algo bem baixinho.
— O quê?
— Estou grávida John...
John se surpreendera com a notícia.
Era noite e Allec caminhava próximo a escola, ficou preocupado, pois seu irmão nunca havia sumido assim. Aproximou e sentou-se no balanço que se encontrava bem perto do bosque, enquanto tentava farejar algo.
“Droga John, onde você se meteu?” — pensou e começou a observar a lua em sua fase crescente. — “Está uma ótima noite... Eles devem estar caçando... Por que estou me preocupando? Depois de 01h00 eles já devem estar de volta...” — olhou mais uma vez pra lua e pensou. — “Nem pra me avisar... Desta vez passa mano, pois eu sei que você quer privacidade com a nova integrante da equipe.” — levantou-se e continuou seu caminho para casa, mas ao dar o segundo passo escutou algo perto do lixo. Virou-se e viu a forma de um homem na escuridão. — Quem está aí?
— É Allec, não é?
— Não é da sua conta.
— Eu acredito que seja... — o homem alargou o sorriso e os jipes que estavam quase imperceptíveis pela escuridão acenderam seus faróis.
“Como eu não percebi a presença deles?” — pensou. — Quem é você? — Allec levou a mão no rosto para proteger seus olhos das luzes e tentou reconhecer o homem, mas não conseguia farejá-lo.
— Tem certeza Acira?
— Sim, eu estranhei que meu ciclo atrasou alguns dias e ontem fiz três testes de gravidez e todos deram positivos... — disse desviando o olhar e o sentiu puxá-la pra si em um abraço.
— Um bebê... Quem diria... — John comentou em seu ouvido. — Você realmente me surpreendeu agora...
— Você não está bravo?
— Tá brincando? Esta é uma ótima notícia! Pena que em uma péssima hora, pois podíamos estar comemorando agora... Só de saber que terei um filhote com você eu fico realmente feliz. 
Ela retribuiu o abraço e sentiu as mãos dele em seu ventre.
— Está de quanto tempo?
— Desde que nós... — disse timidamente. — Você sabe... Quando me juntei a vocês...
— Entendo, bem depois conversamos, Allec precisa de nós agora.
— Certo! — afirmou Acira e os dois correram com as mãos entrelaçadas.
— Vamos jogar um pouco Allec... Se você conseguir ultrapassar o riacho do bosque em sua forma humana deixaremos você viver...
— Do que você está falando? 
— Não se faça de desentendido igual ao seu irmão, pois sabemos o que vocês são... Aberrações!
— Meu irmão? Vocês estão com ele?
— Sim, e se você conseguir completar o trajeto, o libertaremos também...
— Droga... — Allec rosnou pra si.
— Você tem direito a 10 minutos de vantagem... A partir de agora. — disse o homem sorrindo.
— O quê? — Allec sem entender deu um passo para trás e um dos homens disparou um tiro próximo ao pé dele que o fez correr.
— 9 minutos hehe...
Allec corria com todas as forças e também estava apavorado, pois não conseguia farejar ao redor. Acabou que tropeçando em um tronco e escutou uma arma carregar bem na sua frente.
— Olá lobinho, infelizmente o caminho termina aqui. — disse um homem apontando uma arma para Allec.
— Não! Espera! Ele me disse que eu tinha alguns minutos ainda...
— E você acreditou? — perguntou Robert com um sorriso estampado no rosto.
Allec entrou em pânico e se arrastou até encostar-se a uma árvore e ouviu outra arma carregar atrás do homem.
— Solte a arma Robert! — ordenou Jennifer com a arma na nuca do homem.
— O que está fazendo Jennifer? Seu pai não vai gostar disso... — resmungou erguendo as mãos.
— Cala a boca! — gritou e deu uma coronhada na nuca de Robert que desmaiara e pegara a arma dele.
— Jenny... — Allec disse ainda no chão. — O que faz aqui? V-Você sabe o que eu sou?
— Eu desconfiava, mas agora tenho certeza... Eu vim ajudar, seu irmão também já está a caminho. — ela o ajudou a levantar e assim que ficou de pé ele a abraçou e a beijou.
— Você está bem Al? — perguntou após o beijo.
— Não... Por algum motivo eu não consigo me transformar... 
— É uma armadilha... Temos que tomar cuidado. Eles espalharam wolfbanes pelo bosque...
— Como me encontrou?
Ela não respondeu e desprendeu algo do tamanho de um botão pequeno do bolso traseiro da calça dele. — Com isto! É um rastreador.
— Desde quando você... — disse encabulado e foi interrompido por uma voz.
— Saia da frente Jennifer... — disse um homem se aproximando com uma espada de prata e observando Robert no chão.
— Não posso fazer isto... — disse ficando na frente de Allec.
— Se afaste dele, ele é perigoso! — afirmou Roger, um amigo de seu pai.
— E nós não somos?
— Se não irá sair... — disse pegando um revolver rindo.
— Ahhhh! — Jennifer gritou de susto e sentiu Allec a agarrar pela cintura e começaram a escalar e saltar rapidamente entre as árvores.
— Ele está disposto a atirar em nós dois! — afirmou Allec enquanto ainda saltava entre os galhos.
Jennifer o abraçou com força, pois tinha medo de altura e fechou os olhos.
— Jenny? Você está bem?
— Só me avise quando chegarmos ao chão! — respondeu com os olhos fechados.
Allec deu um sorriso sutil e após se afastarem daquele caçador, desceram novamente para o chão.
— Quem diria que você teria medo de altura... hehe.
— Não tem graça! — deu um soco de leve em seu ombro e cruzou os braços.
— Desculpe, não pude evitar... — Allec se ajoelhou e ficou de costas para ela e disse. — Suba, assim você ficará mais confortável.
— Tá bem... — disse montando nas costas de Allec e continuou. — Mas vamos pelo chãooooooo... — ela gritou novamente ao ser interrompida pelo salto que ele dera e pulava pelos galhos mais grossos. — Allll!!!!!!!! Assim você irá me matar! — disse grudando no pescoço dele e fechando os olhos. Com tudo escuro, ela apenas escutava o vento uivante e estremecia ao sentir cada contato de Allec com as árvores.
— Não seja tola, eu não teria coragem. — ele subiu no topo de uma árvore centenária, que deu visão para o centro da cidade e disse. — Olha o que você está perdendo aqui em cima.
Com medo, ela abriu apenas um olho e ao se virar em direção a vila perdeu até o fôlego com a vista surpreendente, formada por um vasto branco iluminado por luzes amareladas, como se fossem vagalumes. 
— É lindo! — ela afirmou se inclinando, esquecendo completamente que estava nas alturas.
— Hehe... Não tem porque ter medo. — Allec a sentiu parar de tremer e continuou. — Bom precisamos ir...
— Sim... Vamos. — ela o apertou novamente, pois o medo voltara, mas não pela altura e sim pelo que sua família faria se o encontrasse. 
Allec começara a saltar novamente e quando foi pisar em um galho, um tiro passou de raspão em sua perna esquerda, com o susto Allec perdera o equilíbrio e caíram de uma altura de uns 15 metros. Na queda, Allec sentiu o coração dos dois acelerar, como se fossem explodir e em uma fração de segundos se virou rapidamente de maneira que ficasse por debaixo de Jennifer e usasse seu corpo para amortecer a queda. Envolveu-a em seus braços e a apertara com força. Jenny gritou e ambos fecharam os olhos. Após o impacto, Allec lentamente recobrava a consciência. Sentira várias pontadas que pareciam rasgar a carne, junto de uma ardência no lado esquerdo de seu tórax. Havia fraturado alguns ossos de sua costela e um refluxo o fez cuspir sangue. 
Jennifer ao recuperar-se da queda notou que Allec havia se ferido e logo o chamou.
— Allec? Oh meu Deus, você está ferido! 
— Não se preocupe Jenny, eu ficarei bem... — disse gaguejando ao se sentar com a ajuda dela e gemia de dor.
— É o que você pensa! — disse um homem se aproximando acompanhado de mais dois homens. 
— Câmbio, qual a localização atual do alvo? — perguntou um homem de outro grupo através do walk talk.
— Eu ouvi um barulho na direção les... — uma caçadora comentava, mas fora interrompida por Acira que chegou de fininho e quebrara o pescoço da jovem. 
O homem ao ouvir o estralar do pescoço, se virou rapidamente e se apavorou ao ver o corpo sem vida no chão e apontara a arma para Acira, que erguera as mãos em sinal de rendição.
— Sua desgraçada... — quando foi disparar um lobo o derrubara e começou a engasgar com o próprio sangue ao ter a garganta dilacerada. O lobo uivara triunfante.
Os gritos e uivo há algumas centenas de metros chamaram a atenção de Marcus e todos ali presentes.
— Saía de perto dele filha, eles estão chegando! — disse com uma arma apontada pra Allec.
— Não pai, ele não fez nada! — gritou. — E se não fosse por ele eu já estaria morta.
— Não diga besteiras! Estas criaturas não tem compaixão.
— Mentira! — Allec afirmou com a voz fraca e se esforçando para levantar.
Quando Jennifer foi ajudá-lo seu pai aproveitou a brecha e fez sinal para um dos homens, que atirou com ele na mira, mas Jennifer estava atenta e entrou na frente o abraçando e levando o tiro em um de seus pulmões, caindo em seguida sobre os braços de Allec.
— Nãooo... — o pai dela gritou e foi se aproximando do jovem casal carregando a arma e apontava para a cabeça de Allec, que ficara em choque, mas logo voltou a si.
— Jenny! Jenny! — Allec chamava por ela.
— É sua culpa! — Marcus disse tremendo e chorando preparando para atirar.
Os dois homens que estavam com Marcus foram lançados longe por um lobo negro. Allec fechou fortemente os olhos se preparando para a morte e apenas pôde ouvir em alto e bom som o seu coração batendo. Marcus disparara. Segundos depois abrira os olhos novamente, porque o caçador havia errado devido à perfuração em seu abdômen, causado pelas garras do lobo. John retirara seu braço das entranhas do homem e o jogou no chão já morto.
— John... Acira... Ela está morrendo, não há nada que possamos fazer? — Allec perguntou e fora dominado pelas lágrimas.
Acira se ajoelhou ao lado deles, ainda em sua forma humana e pegou na mão de Allec. — Há um meio... Mas são boatos não cheguei a presenciar se funciona.
— E qual é? Diga-me!
— O sangue de um lycan também tem poderes curativos, mas precisa escolher se quer mesmo continuar, pois ela se transformará em uma de nós, sendo ela uma caçadora...
— A-Al... — Jennifer sussurrara começando a tossir e cuspir sangue. — Obrigada por tudo... Eu te... te a...! — disse entre algumas tosses cada vez mais fracas. Os olhos dela começaram a se distanciar e sua íris foi se expandindo.
— Não, não, não! Jenny fique comigo! Estamos perdendo ela Acira, o que eu faço?
— Abra o local do ferimento e derrame seu sangue sobre ela, rápido!
Allec rasgou o próprio pulso e fez o que Acira ordenou. John observava distante e vigilante.
— Faça com que ela beba um pouco também Al. — disse enquanto segurava a boca dela.
Após beber, Jennifer soltara um suspiro longo e profundo, sendo este o seu último. Sua pele começou a ficar semelhante à neve. Eles a observarão por alguns segundos, mas Allec começou a chamá-la.
— Jenny? Jenny!!! — Allec olhara para Acira e entrou em desespero. — Demora muito para funcionar Acira? — começara a tremer e apertar Jennifer contra seu corpo.
— Eu não sei... Perdoe-me, mas nunca presenciei a transformação de um humano... E... — Acira disse gaguejando e olhara para a lua em seguida. — Não sei se funciona sem a lua cheia...
Allec acompanhou o olhar de Acira. Encostou seus lábios próximos aos ouvidos de Jennifer e começou a implorar. 
— Jenny... Volte para mim, por favor... Por favor... Volte... — e mais lágrimas escorreram de seu ser interrompendo sua fala e gritou. — Jenny!
Acira pegara na mão de Jennifer e também fora dominada pelas lágrimas. — Sinto muito Allec... Sinto muito. — ela se levantou esfregando os olhos indo em direção a John que se aproximava e estava anestesiado com toda aquela situação.
John consolava Acira em seus braços e escutou seu irmão cochichar bem baixinho ainda chorando e soluçando.
— Eu mereço estar em seu lugar... Droga...
Algo chamara a atenção de John ao escutar um tilintar ao contato com a neve. Seu irmão não percebera devido aos soluços e John avistou uma bala de prata próxima ao corpo de Jennifer e pensou.
“Ela está... Se curando?” — cutucara Acira e apontou com os olhos na direção do jovem casal. — Olhe Acira...
Acira ao se virar se surpreendeu e começou a chorar mais.
Allec perdido em seus devaneios não notara o que acontecia e sussurrava pra Jennifer. 
— Por que Jenny? Por que me deixou?
— Não deixei... — Jennifer respondera sussurrando como se estivesse sonhando. — Eu te amo...     
— Jenny!!! — Allec a abraçou com força e beijara sua testa.
— Ela ainda está inconsciente Al... — disse Acira.
Allec lançara um olhar de gratidão para Acira e John.
— Obrigado, muito obrigado! — agradeceu serrando os olhos de alívio, mas não conseguira controlar as lágrimas.
Jennifer despertara em um quarto judiado pelo tempo e que cheirava a mofo. Desorientada, sentiu um calor em sua mão direita. Ao clarear sua visão, notou que era Allec, adormecido e sentado no chão. De repente teve um clarão do momento em que fora baleada e levou sua mão livre ao ferimento. Ela se assustara por não haver nada no local e acabou despertando Allec.
— Jenny! — ele gritou ao vê-la consciente e a abraçou com força. — Me desculpe...
— Mas pelo o quê?
— Por minha culpa você se machucou.
— Não Al... — ela o afastou e o encarava agora. — Não é sua culpa, foi uma escolha minha, eu é que te peço perdão pelo que minha família fez com vocês.
— Não se preocupe, vai ficar tudo bem agora... — ele a beijou.
— O que aconteceu depois que eu apaguei? Eu levei um tiro, não foi? — desviou o olhar confusa.
— Sim... — ele acariciou o local do ferimento. — Foi bem aqui.
Ela levou sua mão ao local também. — Mas como? Não tem nenhuma cicatriz... E há quanto tempo eu apaguei?
— O sangue de um lycan pode ser utilizado como cura... E você ficou inconsciente por dois dias... 
— Entendo... E meu pai, o que aconteceu com ele?
— Sinto muito sobre seu pai Jenny, mas ele não sobreviveu...
Jennifer tentou se mostrar forte, mas não conseguira conter as lágrimas. — Faz um tempo que ele estava me afastando, desde que minha mãe morreu...
— Eleonora está morta? — Allec a abraçou e perguntou surpreso.
— Não, Eleonora é minha madrasta, já faz uns quatro anos... Algumas vezes ele chegava em casa alterado por causa da bebida e me batia sem qualquer motivo... Acho que a morte de minha mãe o abalou mais do que ele poderia aguentar e me culpava...
— Sinto muito... Eu irei ti proteger de tudo, eu ti devo a minha vida e...
Ela o interrompeu com um beijo e disse baixinho.
— Obrigada Al, por tudo! Eu te amo!
— Eu também te amo Jenny! — disse e a beijara profundamente. 
Alguns minutos depois ela o afastou e pediu.
— Só gostaria de um favor Al...
— Qualquer coisa meu amor...
— Dizer adeus a meu pai...
Allec acenara positivamente e disse. 
— Nós o enterramos aqui perto, eu ti levarei lá...
— Obrigada! — ela o abraçou. — Pode me levar agora até onde meu pai está? Por favor...
— Claro, venha comigo... — disse pegando a mão dela e a guiando para o corredor.
Enquanto desciam as escadas perguntou.
— Onde estamos?
— Após as montanhas de Merrowmash, em uma cabana abandonada.
— Hum...
Os dois percorreram o restante do caminho em silêncio e após avistarem um monte de pedras, Allec apontou. — É ali.
Ela o soltou e correu até o local indicado. Ajoelhou-se e juntou as mãos, ficando de olhos fechados. Allec achou melhor não se aproximar e ficou a observando distante.
John e Acira se aproximaram de Allec em silêncio.
— Nós teremos que partir Allec. — John falou baixinho. — Mais deles virão, não estaremos mais seguros aqui.
— E pra onde iremos?
— Não sei ainda...
— Ela está bem? — Acira perguntou olhando para Jennifer.
— Sim, ela é forte... — Allec comentou. — Vocês acham que devemos contar a ela sobre a transformação?
— Não, ainda não é a hora... — John respondeu.
— Ela virá conosco? — perguntou Acira.
— Ela precisa de mim... E eu preciso dela... Irei questioná-la sobre, mas se ela desejar ficar, eu também ficarei...
— Aceitarei sua decisão irmão... Afinal você não é mais um filhote...
— Obrigado John...
Os três permaneceram em silêncio até que Jennifer se aproximasse deles.
— Está tudo bem Jenny? — perguntou Allec.
— Sim... Obrigada. — disse enxugando algumas lágrimas.
Allec pegou nas mãos dela e perguntou um pouco afastado de John e Acira que apenas observavam o casal.
— Jenny, nós teremos que partir desta cidade e gostaria de saber se você quer vir conosco?
— Bom, eu não tenho mais nada me prendendo aqui... E não sei se ficaria bem longe de você... 
— Mas e sua madrasta? — Allec perguntou.
— Nós duas não nos damos bem, desde que meu pai a conhecera nós só brigávamos, nossa “vida normal” era apenas fachada Al, até peço perdão por ter mentido... Não tenho motivos pra viver ao lado daquela bruxa agora que meu pai se foi...
— Fico feliz que venha conosco. — comentou John interrompendo os dois. — Você faz este cabeça de bagre feliz.
— Obrigada, só preciso pegar alguns pertences antes de ir...
— Sem problemas querida. — respondeu Acira. — Vamos então, em busca de um lugar seguro para nosso filhote! — disse encarando John sorrindo e começaram a caminhar.
— Filhote? — perguntou Allec surpreso.
— Sim Al, Acira está esperando um filhote meu...
Allec tentou dizer algo, mas foi como se sua voz não saísse e acabou escorregando na neve enquanto gesticulava com as mãos.
— Opa, calma aí garotão! — afirmou Jennifer dando a mão para ajudá-lo a levantar, mas ele a puxou e também a fez cair na neve. — AL!
— Hehe... É uma notícia bombástica... — olhou para o irmão e cunhada. — Parabéns aos dois!
— Obrigado irmão... Bom, precisamos ir. — John disse e a envolveu em seus braços.
— Sim. — respondeu Acira.
— E vocês dois aí também! Vamos antes que congelem! — John afirmou de costas para o jovem casal.
Jennifer e Allec se entreolharam. Jenny roubara um beijo de Allec e se levantou rapidamente correndo em direção a John e Acira.
— Hey, esperem por mim! — gritou Allec.


Notas Finais


E aí, está gostando da história? =)
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