História BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 1 - Capítulo 4


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Lua de Sangue


Fanfic / Fanfiction BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 1 - Capítulo 4 - Lua de Sangue


O céu ainda estava escuro, mas já se ouviam os cantos corriqueiros dos pássaros de todas as manhãs. Um senhor, dono de vários hectares de terra, acordou assustado devido à agitação de suas vacas, que pastavam próximas da casa. Levantou rapidamente e acordou sua mulher lhe entregando uma de suas armas. Antes de saírem da casa escutaram alguns barulhos semelhantes aos cães. Correram para espantá-los com um tiro, mas ao darem a volta na residência o homem parou a caminho do pasto e fez um sinal com o braço para que sua mulher o esperasse ali. Ficaram alguns segundos sem se mover e tentaram ouvir algo. Suas vacas haviam sido espantadas para o outro lado da fazenda e o que escutavam agora eram sons quase imperceptíveis, como se dois cães estivessem dividindo um osso suculento e trocavam rosnados entre eles. O homem fez alguns gestos em direção a sua mulher para pegar a lanterna. Andaram uns 50 metros em direção aos rosnados e viram duas massas escuras se mexendo próximos das árvores. Ao sinal do marido já com eles na mira, a mulher ligou a lanterna. Os dois se surpreenderam com os dois lobos de pelagem escura e o maior deles media quase a estatura de um cavalo. Se não fosse pela luz emanada da lanterna, ambos ainda estariam devorando a carne, por estarem famintos sem ao menos notar a aproximação do casal. Com o susto o homem hesitou e o maior dos lobos arregalou os dentes para eles em ameaça, e começou a se aproximar. O segundo lobo imitou o maior, mas antes que eles atacassem os dois dispararam as armas, os fazendo recuarem. 
— Oh meu Deus George, o que fizeram com ela! — A mulher foi correr em direção à vaca, mas seu marido a interrompeu.
— Você não vai querer se aproximar Lucy — andou meio caminho até a casa com ela e disse. — Chame a polícia e os responsáveis pelos animais, eu nunca vi uma espécie de lobo gigante como esta, deve estar quase extinta. — Lucy o encarou em silêncio e seguiu seu caminho até a residência.
George era caçador e caminhou até a carcaça para analisá-la. Ficou espantado pelo estrago que dois lobos fizeram em tão pouco tempo, até uma alcateia levaria mais tempo para devorarem quase toda a carne. Analisou o local das pegadas e notou próximo de uma árvore vestígios de sangue deixado pelo animal.
John terminava de tomar banho, enquanto seu irmão arrumava sua mochila. Allec voltara das férias escolares e se preparava para o primeiro dia de aula no 2º semestre do ano. Cursava o 2º ano do ensino médio, já seu irmão havia terminado o colégio ao fazer provas de supletivo, porque ficara alguns anos sem estudar após a morte de seus pais. John trabalhava como carregador de malas em um hotel no centro da cidade, seu salário era razoável e suficiente para pagar o aluguel e manter as contas em dia. O ambiente em que moravam possuía uma pequena cozinha, que emendava com a sala e a bicama encostada na janela. O banheiro dava uma leve ilusão de dois cômodos. Oito anos havia se passado desde que partiram de Lakehaven, conseguindo despistar seus rastros dos Evis e se misturaram com os habitantes de Merrowmash.
John saíra do banho enxugando o cabelo, mas não vira seu irmão que mexia em seu material e acabara tropeçando nele o fazendo bater o ombro no pequeno armário marfim próximo da cama. — Hey, não fique no caminho... — disse levando a mão em seu ombro esquerdo.
— Foi mal, não tenho culpa se não olha por onde anda.
— Foi sua cul... Argh. — John apontava para o material escolar enquanto dizia, mas sentira um repuxão dolorido no ombro. Seu irmão o olhou assustado.
— Ainda está doendo John?
— Não muito, mas ainda sinto uns puxões no músculo... — respondeu analisando seu braço e o local da bala que já havia cicatrizado por fora.
— Estranho... Nunca demorou tanto assim para curar...
— Sim, meu corpo está cada vez mais requerendo carne e proteínas, mas o que estamos comendo ultimamente não tem sido suficiente... Deve ser a idade chegando hehe.
— Vamos sair pra caçar diariamente então, é a única solução que temos no momento, pelo menos até seu ombro curar.
— Falar é fácil, o inverno está chegando e a caça já está muito escassa, o que nos resta no momento é atacar o gado ou... — John ficou pensativo.
— Ou o quê?
— Deixa pra lá, preciso me arrumar pra trabalhar...
Allec pegava seus livros no armário da escola quando sentiu um perfume diferente no ar se aproximando e avistou uma jovem que aparentava ter a sua idade. Era alta comparada com a maioria das garotas, possuía cabelos longos encaracolados sedosos e seus olhos lembravam o mel. Seu coração disparou quando os olhos dela encontraram os seus por apenas alguns segundos, até que ela passou por ele. 
“Uau!” — pensou e não desviou o olhar até ela sumir no corredor. — Quem é ela J? — perguntou para seu amigo que também pegava alguns livros.
— Ela é nova, ouvi dizer que se mudou há alguns dias com a família pra cá.
— Cara, preciso conhecê-la. 
— Se eu fosse você não me meteria nessa, porque aqueles manés do futebol ficaram de olho nela. — respondeu Jonathan.
— Não tenho medo daqueles idiotas... — Allec disse batendo a porta do armário. — “Bora” pra sala. 
Allec era o típico adolescente que as meninas admiravam, por ser atraente, com uma inteligência acima da média e também muito gentil. Várias meninas o pediram em namoro, mas ele as rejeitava por não ser o seu “tipo” ou digamos a “espécie”. Chegara a sair com algumas garotas, mas nada sério. Era popular contra sua vontade, pois ficava sempre na sua com o seu amigo e companheiro de trabalhos Jonathan. Seu irmão o havia alertado para não se envolver com nenhuma humana, porém seus instintos diziam ao contrário sobre a nova aluna, ele precisaria conhecê-la, pois o cheiro que ela emanava o deixava nervoso, sem ao menos entender o motivo. 
Para sua surpresa, ela estava na mesma turma que ele, sentada na primeira carteira. Ao entrar na sala seus olhos correram para ela e sentiu seu corpo ferver quando ela retribuiu o olhar e sorriu.
— Olá. — disse Allec.
— Oi. — ela respondeu timidamente.
— Seja bem vinda à escola. — ele sentou-se na carteira atrás dela. — Qual seu nome?
— Obrigada, sou Jennifer Arian e você?
— Prazer Jennifer, eu sou Allec.
Mas antes que ela respondesse novamente seu professor entrou na sala de aula. 
— Muito bem classe, todos em seus lugares. — disse se sentando à mesa.
No hotel em que John trabalhava havia bastante movimento, pois muitos turistas vinham nesta época do ano. Eles reservavam cedo devido a concorrência que era em época de temporada. Somente John e mais três colegas de trabalho eram responsáveis por todas aquelas malas.
— John leve a mala da Senhorita Tuinb. — disse um dos colegas enquanto passava por ele acompanhando outro hóspede.
— Ok. — John se aproximou dela e disse ao pegar suas malas. — Madame, por gentileza me acompanhe.
A mulher permaneceu em silêncio e apenas o devorou com os olhos e o achara atraente. Josi Tuinb tinha uns 37 anos e era bem sucedida. Possuía um corpo de uma garota bem mais nova, cabelos dourados e seus olhos lembravam o brilho de uma esmeralda.
Ela o acompanhou até a porta de seu quarto no 4º andar, deu uma olhada no corredor pra ver se havia alguém enquanto John arrumava suas malas dentro do quarto. Quando ele foi se retirar não deixou de notar o grande decote que Josi possuía em seu vestido vermelho, anteriormente coberto por seu casaco. Desviou rapidamente o olhar dos seios dela e ficara envergonhado, rezando para que ela não o tivesse notado.
— Se a senhorita precisar de alguma coisa, é só utilizar o telefone. Obrigado!
— Rapaz, por favor, espere! Qual é seu nome?
— John.
— John, muito obrigada pela ajuda. — disse lentamente e se aproximou dele colocando uma nota de 100 dólares em sua calça.
— O-Obrigado senhorita. — disse sem jeito e quando foi se retirar, ela fechou a porta.
Aproximou-se dele novamente, mas John não recuou e disse.
— John querido, eu sei que deve estar muito ocupado, mas você tem um tempinho pra me ajudar?
— Do que a senhorita precisa? — John fingiu não entender o que ela queria.
— Bom, eu acho que está meio quente aqui, poderia me ajudar com o aquecedor?
Ao ouvir isso John a sentiu apalpar seus testículos, seu corpo ferveu ainda mais e partiu pra cima dela beijando-a. Levou-a pra cama e quando iam tirar a roupa seu bipe tocou.
— Droga. — resmungou e voltou a olhar pra ela. — Me desculpe, preciso mesmo ir. — disse se levantando.
— Espere! — o puxou pela calça e lançou um olhar quente. — Me diga onde podemos nos encontrar e quando?
— Hoje às 20h, me espere na praça que fica a uma quadra daqui... É bastante movimentada, você saberá qual. — John saiu às pressas ao dizer e pensou enquanto ia ao elevador. — “Que vadia, me dei bem hehe...”
O sinal tocou para o intervalo da escola. Jennifer não possuía nenhum amigo ainda, então quando ela levantou Allec a seguiu e perguntou. 
— Hey Jennifer, quer fazer um tour pela escola?
— Eu adoraria!
— Vamos lá então. 
Jennifer saiu na frente, seu amigo Jonathan ia lhe avisando do trabalho, mas ele se virou e fez um sinal com a mão direita no próprio pescoço como se dissesse “Por favor, não me deixe perder esta oportunidade”. Agradeceu o amigo rapidamente ainda em silêncio pelo “galho” que quebrara e foi logo atrás da garota.
Os dois andaram por toda a escola, primeiro foram ao refeitório, depois ao ginásio. Allec evitou a área em que os moleques do futebol sempre ficavam, até que ambos acabaram nos balanços conversando sobre suas vidas.
— Há quanto tempo você mora aqui? — Jennifer perguntou após pegar um pequeno impulso no balanço.
— Faz quase uns 10 anos eu acho... Nem me lembro, o tempo passa tão rápido...
— Uhum. — concordou Jennifer o olhando brevemente e sorrindo. 
Os dois ficaram se entreolhando durante alguns segundos, como se o resto do mundo não existisse, mas despertaram ao tocar o sinal.
— Precisamos voltar, teremos trabalho em grupo agora. — Allec disse se levantando do balanço. — Você está em algum grupo?
Ela apenas acenou que não.
— Quer fazer com a gente? O grupo sou somente eu e o Jonathan.
— Claro, eu adoraria! 
— Que bom! Bem, vamos! — afirmou contente.
— Obrigada Allec.
— Disponha.
— Não, sério... Obrigada mesmo, você é o primeiro aluno a falar comigo, os outros meio que sentem medo de mim, sei lá. Deve ser porque meu pai é o novo, digamos “Xerife” da cidade.
— Acho que não é nada, só devem estar tímidos demais hehe.
19h59min.
John a avistou no lugar marcado mais cedo, acenou e ela sorriu.
— Boa noite. — ela disse lhe entregando o braço direito e ele beijou sua mão em gesto de cavaleiro.
— Boa noite, senhorita. — disse ao cruzar seus braços e começaram a caminhar pela praça. — Está muito elegante!
— Muito obrigada! Chame-me de Jô. — disse ela.
— Está bem Jô. 
— Parabéns pela pontualidade, não imaginei que viria. Então, você não tem uma namorada?
— Não e mesmo se eu tivesse eu daria um jeito de estar aqui. — John piscou pra ela.
Ela soltara seu braço do dele e se debruçou no corrimão da pequena ponte em que passavam e disse. — Bem que você disse que esta praça era bem movimentada... — fez uma pose discreta, porém sexy pra ele.
— E é. Não gostaria de ver um ponto turístico aqui perto?
— Eu adoraria! — disse lhe entregando a mão direita como uma dama.
Após se distanciarem da praça e da vista de todos, John a levou até o bosque. Os dois correram por uns 3 minutos com as mãos entrelaçadas. Olharam para trás e às luzes se afastavam cada vez mais. John a ajudou a subir em uma pequena ribanceira perto de um riacho. Ele a encostou na árvore mais próxima e começou a beijá-la. Ela retribuiu o beijo, que ficava cada vez mais intenso e desabotoou seu vestido. Ambos se despiram tão rapidamente, como se fosse à última coisa a fazer. Deitaram-se no chão em cima de suas roupas e começaram a ter relações. Após alguns minutos, quando ela ficou por cima, John ejaculara dentro dela. Ela também já havia chegado ao orgasmo e recomeçado o ato. John notou que suas garras surgiram involuntariamente e as levou na costa de Jô, para que não as visse. Mesmo sabendo que poderia se transformar John não queria parar e seu lado animal começava a tomar controle. Começou a lambê-la por todo corpo, como um cão faz com uma cadela no cio. Ele voltou a acelerar nas investidas e os músculos de John começaram a mudar contra sua vontade, sua voz ficou mais grave e para esconder suas presas, disfarçou afundando o rosto nos seios dela. Os dois chegaram novamente ao clímax e ela o surpreendeu com o impulso que dera para o lado e invertera as posições, ficando ele por cima agora. Voltou a lambê-la no umbigo, segurou as coxas dela e começou a acelerar novamente. Ele começou a apertá-la, sem a noção de sua força e suas garras estavam quase a perfurando. — J-John... Está... Machucando-me... — disse entre as fungadas, mas ele não respondeu e começou a apertar mais forte. — JOHN! — ela gritou e quando olhou pra ele, notou que seus olhos eram brilhantes a luz da lua e também seu íris ficara estranho. Percebeu que seus caninos eram visíveis e o prazer que sentia fora substituído por medo. John por instinto notou que ela iria gritar e tentar fugir e agiu semelhante aos lobos machos, que durante o acasalamento mordiscavam sua parceira caso ela tentasse fugir e cravou seus caninos na garganta dela sufocando-a. Não demorou muito e ela parara de se mover. John ficou imóvel por um momento não acreditando no que acabara de fazer e ainda permanecia dentro dela.
— Jô? — perguntou hesitante. Não ouve resposta e afastou-se do corpo até encostar-se a uma árvore. — Ai meu Deus, o que foi que eu fiz? — levou as mãos à cabeça. — Droga, droga, droga, droga... John seu idiota. — disse a si mesmo, mas ao sentir o aroma de sangue o animal dentro de si começou a lutar pra sair. John se transformou e observou o corpo por um instante. — “Eu prometi que nunca faria isso... Mas experimentar também não irá matar...” — pensou farejando próximo à garganta. — “De qualquer modo ela já está morta...” — agiu friamente, pois os humanos não significavam nada para ele e em seguida começou a devorá-la.
23h30min.
John entrou em sua casa fazendo o mínimo de barulho, porque já passara da hora de Allec dormir e quando foi trancar a porta levou um susto.
— Onde você estava John? — perguntou Allec, sentado na janela. — Fui ao seu serviço, mas você já havia saído.
— Eu precisei sair mais cedo ok? Já era pra você estar dormindo.
— Não muda de assunto, você também era pra estar dormindo, não iríamos caçar de madrugada?
— Não precisamos mais.
— Não? — Allec perguntou confuso e foi até seu irmão analisar seu ombro. — Por acaso já está curado? — o surpreendeu com um soco no local antes ferido, aproveitando sua raiva.
John não reagiu e nem demonstrou sinal de dor e apenas lhe lançou um sorriso. — Já, eu fui caçar depois do trabalho. Me desculpe não ter ti avisado.
— Maldito. — Allec sorriu e foi surrar seu irmão novamente, mas John o prendeu com seu braço curado, segurando sua cabeça como sempre fazia em momentos sérios e de brincadeira, pois era um jeito fácil de dominar seu irmão que era pavio curto. 
— Aff... Me solta John! Por acaso virou um lobo solitário? Um lobo sem sua alcateia não é nada!
— Deixa de bobagens. — bagunçou o cabelo de Allec e o soltou no sofá. — Você sempre foi e continuará sendo minha alcateia. — disse indo em direção ao banheiro para tomar um banho quente.
— Tá, sei... — Allec disse preparando a cama. — Mas diz aí, o que conseguiu desta vez? Pelo jeito foi algo grande, você parece bem satisfeito.
— Foi uma lebre da montanha era bem grande...
— Uma lebre? Que sorte! A carne delas é muito saborosa. 
— Você não sabe o quanto. — John disse olhando para seu reflexo no espelho.


Notas Finais


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