História BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 1 - Capítulo 5


Escrita por:

Visualizações 36
Palavras 3.933
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Lobo Mau


Fanfic / Fanfiction BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 1 - Capítulo 5 - Lobo Mau


Naquela noite, os pensamentos de John arduamente o deixaram adormecer. Sua mente remoia o momento e as sensações de quando provara a carne humana. Ficou ansioso e cada vez que as lembranças vinham à tona do primeiro contato do sangue de Josi e suas papilas gustativas, psicologicamente sentia o sabor envolver seus sentidos. Dormira apenas por uma hora, mas acordou bem disposto e até preparara o café enquanto seu irmão dormia. Quando já estava de saída, chamou por seu irmão.
— Allec acorda!
— Hm...? 
— Vamos, levanta! Você vai acabar se atrasando pra escola.
— Que horas é?
— 07h25min. Eu fiz o café, preciso ir trabalhar e vou fazer hora extra hoje. Até mais tarde...
— Mas... John... — quando foi terminar a frase seu irmão já havia saído. — Então tá... — disse se levantando preguiçosamente e foi até a pequena mesa no centro da cozinha. Na mesa haviam bacons bem fritos que emanavam uma gordura que lhe fez salivar instantaneamente, acompanhados de um bife malpassado e leite. Surpreendeu-se pelo ato de seu irmão, pois não tinham este costume.
— Tomara que ele acorde assim todos os dias... — Allec disse ao sentar-se à mesa e lambera os beiços ao pegar o bife.
14h20min... Um grupo de turistas entrou no bosque através da trilha que levava a uma pequena queda d’água, muito visitada naquela época do ano, antes que a neve extinguisse tudo. O grupo era constituído de um guia, dois casais, uma menina de uns nove anos, filha de um dos casais que levava seu husky siberiano numa coleira e mais quatro jovens de aproximadamente uns 20 anos de idade. Conforme avançavam na mata, o guia lhes contavam as histórias passadas da cidade e sobre os tipos de animais que viviam ali. O cão ficara agitado de repente e começou a latir em uma direção. 
— Pai segura o Tuf. — disse à garotinha sendo puxada pelo cão que latia e tentava se soltar.
— Me dá querida. — acariciou o pescoço do cão que choramingava baixinho. — O que foi garoto? Venha, não tem nada lá. — se levantou e quando foi se juntar ao grupo sentiu um puxão e Tuf se soltara e sumiu entre as árvores. — Hey, calma aí garoto! — gritou o pai, mas o perdera de vista.
— Onde ele foi papai?
— Eu não sei querida, deve ter farejado algo... TUFFFFF! — chamou pelo cão e voltou a atenção para a filha que demonstrava sinais de lágrimas. — Não se preocupe querida ele vai voltar.
— Senhor não se preocupe, eu chamarei o resgate de animais pelo rádio. — disse o guia pegando seu walk talk e entrou em contato com os superiores lhe informando a situação.
— Obrigado. — pegou sua filha no colo. — Viu querida, quando menos esperar ele estará de volta.
— Por que ele fugiu pai? — perguntou num tom choroso.
— Ele não fugiu, só deve ter farejado algum animal.
Depois de uns 20 minutos o resgate de animais chegara ao local onde o grupo descansava, exceto a menina que ficou inquieta, ansiosa por notícias de seu amigo. Um dos homens pegou um apito e soprou. O som era quase imperceptível aos humanos, mas estrondoso para animais com audição apurada como os cães.
Não demorou 5 minutos e Tuf voltara.
— Tuf amigão, não faça mais isso! — disse a menina pegando a coleira e notara algo que ele mastigava como se fosse um brinquedo. — Pai, o Tuf está comendo algo.
— Me deixa ver... Solta Tuf! — ordenou e levou a mão à boca do cão, que deixara cair no chão. Antes de olhar para o “brinquedo”, afastou o cão para que não pegasse outra vez. Quando notou o que realmente era caiu pra trás e gritou. — Ai meu Deus! É um dedo!
Todos ali se assustaram devido ao presente inesperado que o cão trouxera.
— Meu Deus, não olhe querida. — disse a mãe escondendo o rosto da filha.
Os jovens do grupo tomados pela curiosidade, se aproximaram do membro humano coberto por baba canina e terra.
— Por favor, se afastem. Precisaremos acionar a polícia e efetuar uma busca pra encontrar o dono deste dedo. — disse o homem do resgate.
Allec, Jonathan e Jennifer conversavam sobre trabalhos e se divertiam com as brincadeiras que os jovens vieram a chamar de nerds, uma palavra para pessoas estranhas e inegavelmente inteligentes. Uma semana havia se passado e se tornaram grandes amigos de Jennifer. Allec sentia como se já a conhecesse desde há muito tempo.
Os três pegavam os materiais prontos para irem embora até que Jennifer sugeriu. 
— Vocês querem fazer o trabalho em casa hoje? Porque daríamos uma boa adiantada, do que ter que esperar pra fazer na sala de aula.
— Eu acho uma ótima ideia! — disse Jonathan.
— Se não for um incômodo... — Allec disse fechando o armário.
— Não é, relaxa! Vamos! — Jennifer disse ao pegar na mão de Allec e o puxou por alguns metros. Allec corou ao sentir o calor da mão dela, mas ela logo o soltou. — Vamos J! — gritou para o amigo que acabara de fechar o armário enquanto ela e Allec já viravam o corredor.
— Esperem por mim!
Allec observava cada movimento de Jennifer, enquanto ela guiava o caminho. — “As mãos dela são tão macias...” — pensou, pois mesmo vivendo entre os humanos, não tivera muito contato físico caloroso desde há muito tempo.
— Onde você mora Jenny? — perguntou J.
— É do outro lado da cidade, mas não se preocupem que meu pai leva a gente!
Ao saírem do colégio eles avistaram uma caminhonete importada e o homem dentro dela acenou para a filha. Jennifer correu até seu pai enquanto Allec e J aguardavam um sinal para avançarem, ainda mais por ser o xerife.
— Pai eles estão comigo, vamos fazer um trabalho em casa. — ela se virou para os dois e sorriu.
— Podem vir, eu não mordo!
— Olá Senhor, prazer em conhecê-lo, eu sou Allec e este é Jonathan.
— Prazer em conhecê-lo! — afirmou Jonathan timidamente.
— Senhor está no céu, podem me chamar de Marcus. — quando eles abriram a porta para entrar no carro, Marcus os encarou sério. 
— Os responsáveis de vocês sabem onde estão indo, certo?
— Sim, já avisamos. — respondeu Allec engolindo um seco, pois havia mentido.
— Tudo bem então... É só pra ter certeza, podem entrar... — Todos se sentaram e colocaram o cinto e Marcus continuou.
— É sempre bom avisá-los, pois vai que aconteça algo com algum de vocês, seria o primeiro local a procurá-los e também adiantaria no procedimento de busca e... — Marcus parou ao olhar para Jennifer que estava no banco da frente e fazia um sinal discreto pra ele parar de falar. Disfarçou e olhou para os dois lados da rua, pigarreou e perguntou. — Afinal, vocês vão fazer um trabalho sobre o quê? 
— É de história, sobre as lendas do folclore. — respondeu Allec.
— Hum... E vocês já escolheram alguma?
— Nós iremos interpretar numa pequena peça pra classe pai, nós só precisamos escolher uma em qual nós três nos encaixamos...
— Compreendo... Bem chegamos. — estacionara a caminhonete, mas não chegou a desligá-la. — Filha, irei voltar pra delegacia, boa sorte no trabalho de vocês!
— Obrigado! — os garotos responderam.
— Tá, tchau pai, valeu a carona. — deu um beijo no rosto dele e saiu do carro.
— Até querida.
Já dentro da casa, Allec e Jonathan ficaram admirados pelo tamanho da sala de estar, com dois sofás enormes muito convidativos e uma TV de LED na parede. Era uma das casas de luxo da cidade e os dois comentaram baixinho enquanto Jennifer fora pra cozinha alertar sua mãe.
— Cara, eles devem ter muito dinheiro... — comentou J.
— Com certeza, desconfiei devido ao carro... — sussurrou Allec.
— Mãe estes são meus amigos... Allec e Jonathan!
— Olá meninos, sejam bem vindos, me chamo Eleonora. 
— Prazer em conhecê-la. — respondeu ambos. 
— O Prazer é todo meu, fiquem à vontade! — afirmou se retirando para a cozinha.
— Vem, vamos para a sala. — Jennifer os guiou e ao passarem por uma pequena mesa perto do sofá, um jornal com a foto de uma mulher em destaque chamara a atenção de Allec, que conseguiu ler apenas a palavra “lobos” no título, o deixando curioso. 
Os três se ajeitaram no tapete e espalharam o material pelo chão. 
— Vou buscar meu notebook, fiquem à vontade.
— Ok! — Jonathan respondeu mexendo em sua mochila.
Allec se levantou e foi até a pequena mesa, pegou o jornal em mãos e leu mentalmente o título branco sobreposto à foto censurada de um corpo ensanguentado.
“Turista é assassinada. Corpo é abandonado aos lobos...”
“... Estranho... Não é época de eles voltarem...” — seu pensamento foi interrompido quando Jennifer o surpreendeu.
— Você viu a notícia? Coitada, parece que ela havia acabado de chegar de viagem...
— Sim, é uma pena ela era bonita... — disse colocando o jornal novamente na mesa.
— Uhum... Meu pai está investigando o caso dela... Allec e J vamos sentar no carpete mesmo, fica melhor para gente mexer nos cadernos... — disse mudando completamente de assunto.
— Opa, beleza! — afirmou J.
— Eu estive pensando, por que não fazemos sobre os gnomos? — sugeriu Jennifer se sentando e abrindo o notebook. — Ou do barba azul?
— Acho que nesses vai ser complicado... A professora disse que o grupo todo precisa ser um personagem... Eu tenho a história perfeita pra nós... — disse revirando sua mochila. — Aqui! — abriu um livro e mostrou uma página ilustrada. — Eu peguei na biblioteca antes do intervalo...
— Chapeuzinho Vermelho? — Allec e Jennifer perguntaram juntos.
— É, é perfeito! Eu tava meio preocupado pra achar uma história bacana, pois o professor havia comentado no semestre passado sobre o possível trabalho... Acho que você nem se lembra, Allec...
— Pior que não hehe... — Allec respondeu encabulado.
— Então, não imaginava que Jennifer entraria em nosso grupo, mas quando ela entrou foi a primeira história que me veio em mente. Jenny seria a Chapeuzinho, claro, você o caçador e eu o lobo, o que vocês acham?
Allec e Jennifer trocaram olhares por um segundo e ela disse.
— Bom por mim eu topo.
“Seria mais fácil se eu fosse o lobo, mas J parece muito animado com o papel então...” — pensou e sorriu ao dizer. — Perfeito J, só precisamos agora escrever diálogos entre os três, pois não poderemos seguir a história original.
John e seu colega estavam em seu horário de café da tarde, sentou-se no sofá e perguntou.
— Luiz, você sabe se a Carol da padaria ao lado está a fim de mim ainda?
— Tá brincando? Eu já tentei sair com ela, mas desde sempre ela só tem olhos pra você! Até mesmo depois de você ter dado o fora nela... — Luiz lançara um sorriso malicioso. — Tá querendo dar uns pegas nela é? Hehe...
— Mas ela não está compromissada com ninguém? — perguntou envergonhado ao demonstrar interesse.
— Na rede social o status dela está como solteira... Mas vai lá cara, a chame pra sair, aposto que ela não vai pensar duas vezes pra dizer sim.
— Beleza cara, valeu!
Faltando cinco minutos para voltar do café, John escreveu rapidamente num papel e foi até a padaria. Carol ficava no caixa, era uma jovem de 19 anos, com 1,65m de altura, cabelos castanhos enrolados até o pescoço e de pele morena. Ele fingiu estar procurando por algo e se aproximou do caixa. Entregou-lhe um papelzinho dobrado.
Ela o olhou e abriu o papel, totalmente em silêncio.
“Quer sair comigo hoje à noite?” — estava escrito. — Está brincando comigo John? — perguntou séria. — O que te fez mudar de ideia?
— Não é brincadeira... Você aceita ou não? — perguntou John encabulado.
Ela hesitou e ficou com os pensamentos distantes.
— Se não quiser eu vou entender, preciso ir.
— Espere... — ela pegou na mão dele. — Que horário?
— Quer ir depois do expediente? — ele retribuiu o toque e sorriu. 
— Está bem... Até. — respondeu sorrindo, não acreditando no pedido de John, pois já o havia convidado inúmeras vezes e ele recusara todas.
— Gente, já volto... — Jennifer disse se levantando.
— Beleza... — Allec disse olhando para J em seguida. Aguardaram até ela subir as escadas e disse baixinho. — J... Dá uma forcinha aí vai, é uma chance em um milhão!
— Mas a mãe dela está aqui cara...
— Não tem problema, eu a ouvi subir pro segundo andar depois que ela trouxe os lanches, já faz algum tempo... Por favor, J, diz que sim? É a primeira vez que me sinto tão atraído por uma garota...
— Tá bom Al, vai ficar me devendo essa hein! Eu vou cobrar hehe! 
— Pode contar comigo cara pra qualquer coisa! — disse trocando gestos e toques com as mãos. — Valeu cara, já tem algum plano?
— Já, relaxa... — J disse mexendo no celular.
— Ela tá vindo, disfarça...
— E aí criaram mais algum diálogo?
— Tá saindo hehe... — J respondeu e seu celular tocou em seguida e ele atendeu.
— Alô mãe?... Não, tô na casa de uma amiga fazendo trabalho em grupo... Tá eu, Allec e Jennifer... Não mãe... Tá bom, daqui a pouco apareço por aí... Tá, tchau... Beijo... — Jonathan conversou com sua mãe, mas mesmo com uma ótima audição, Allec não escutara nada do outro lado da linha. J fingia e era um ótimo ator.
— Está tudo bem J? — perguntou Jennifer.
— Está, minha mãe disse pra eu ir pra casa, sinto muito galera... — disse enquanto guardava seus cadernos.
— Tá tudo bem J... Eu e Jenny vamos adiantando as falas e amanhã a gente passa pra você. — respondeu Allec se levantando pra se despedir.
— Desculpa mesmo galera, tchau Jenny, falou Al, até amanhã. — e ambos o levaram até a porta.
Ao voltarem Jennifer perguntou. — E seu irmão Allec?
— O que tem ele?
— Ele não ficará bravo se você chegar tarde? Daqui uma hora já irá escurecer e o trabalho ainda levará um tempo... Se quiser a gente termina amanhã...
— Não esquenta, ele sai tarde do serviço também, mas agradeço por se preocupar.
— Tá bem.
Os dois passaram um tempo escrevendo, analisando as estrofes e atuando nos personagens. A mãe de Jennifer fora até o mercado e ambos ficaram sozinhos na casa.
— Hey Allec, vê se gosta desta fala... — ela leu interpretando a personagem, mas Allec não processara uma palavra do que ela dissera, por estar hipnotizado pelo som doce da voz dela.
— Ficou muito bom! Você leva jeito Jenny... 
— Ah que isso, tá falando por falar, mas eu acostumei a ler bastante, dá pra viajar legal na escrita hehe... — foi colocar a folha no chão enquanto dizia e acabou tocando na mão dele sem querer. — Me desculpe. — disse desviando o olhar e ambos sentiram o rosto ferver.
— Não foi nada. — respondeu. — Você não imagina o quanto é bonita... — Allec pensara em voz alta e ficou vermelho igual a uma pimenta quando ela o encarou.
— Você acha? — perguntou corada.
— Er... Desculpe pensei alto hehehe...
— Você me acha mesmo bonita?
— Não... Você é linda! Não apenas por fora, você é gentil, simpática... É única... — levou a mão ao rosto dela. — Sua presença faz meu coração disparar, principalmente quando você me olha deste jeito... — sorriu e sentiu seu coração quase saindo pela boca de nervoso. Queria muito beijá-la, mas claro não contra a vontade dela.
— Desde que te conheci eu me sinto estranha, mas não de uma maneira ruim... Como se você tivesse me resgatado de um mundo de trevas... Isso que estou dizendo não deve fazer sentido pra você, mas... — foi interrompida por Allec que levou seu dedo indicador nos lábios dela em sinal de silêncio.
— Não diga nada... — disse e a beijou.
Ela retribuiu e permaneceram se beijando por alguns minutos até que ela o afastou e se levantou. — Espere...
— O que há de errado?
— Me ajude a levar pra cima. — disse juntando os cadernos e pegando o notebook. — Se ficarmos aqui minha mãe pode chegar a qualquer momento. — disse lhe mostrando o caminho até seu quarto.
— Ok. — a seguiu e colocou as bolsas próximas da cama, o quarto dela era adorável, de um tom bege e rosa. Farejou prata na maior parte dos objetos e ficou intrigado, mas voltou a si quando escutou a porta fechar. Se virou e encontrou Jennifer o encarando e sorrindo.
— Não me leve a mal Al, é que meus pais são muito convencionais as tradições, você precisaria pedir permissão pra eles só pra ficar de mão dada comigo...
— Eu não me importo... — disse se aproximando e ficara sobre ela, apoiando um braço na porta e continuou.
— Quero ficar com você Jenny... E se você concordar eu pedirei a eles assim que voltarem...
— Você faria isto por mim?
— Qualquer coisa... — acariciou os cabelos dela.
— Melhor não. Pelo menos hoje não, pois eles não iriam gostar de eu ter ficado com um garoto no meu quarto enquanto ninguém estivesse em casa. Amanhã! Está bem?
— Ok. — sorrira em resposta e ela o puxou para cama e ficaram trocando carícias.
20h25min.
John e Carol resolveram comer numa lanchonete a dois quarteirões de onde trabalhavam. John chamara a atenção da garçonete para fazerem os pedidos, enquanto Carol não tirava os olhos dele. Sentia-se inquieta e incrédula sobre seu acompanhante.
John notou a reação dela e perguntou. — Está tudo bem Carol?
— Está só não estou conseguindo acreditar que você me chamou pra sair... É alguma pegadinha, não é? — ela olhou para os lados em busca de algo. — Onde elas estão?
— Do que você está falando?
— As câmeras? Aposto que irão postar na internet...
John a interrompeu pegando em suas mãos.
— Por que não acredita em mim? Eu estou mesmo interessado em você... Eu fui um tolo por não ter aceitado antes.
Ele levou sua mão ao rosto dela ao notar que os olhos da mesma haviam se umedecido e se preparara para limpar qualquer lágrima que viesse.
— Me desculpe John... Eu fico muito feliz de coração por ter me convidado... Obrigada.
— Disponha, eu que fico agradecido por não ter desistido de mim... — lançou-lhe um sorriso.
Ambos jantaram dois lanches pequenos e conversaram por algum tempo. Às 21h40min decidiram ir embora. John levantou primeiro e estendeu a mão em gesto cavalheiro. Ao saírem ele a guiou por um beco e puxou-a pelo braço, a surpreendendo com um beijo quente.
Ela retribuiu o beijo, em seguida ele começara a lambê-la no pescoço enquanto dizia. — Carol... Quero muito provar da sua carne. — suas mãos agora se atreviam entre as pernas dela.
Carol ficou paralisada e feliz, pois o homem que sempre desejara a queria de corpo e alma, mas conseguiu pará-lo e dizer. 
— John... Vamos pra outro lugar. — ela o beijou agora. — Para meu apartamento. — completou.
— Está bem... Desculpe-me pelo ataque, não consegui me conter. — disse envergonhado, como se não fosse à mesma pessoa de minutos atrás.
— Está tudo bem... Vamos. — ela pegou sua mão e o guiou através do beco que cortava caminho. — “Eu não esperava por isto, mas eu gostei...” — pensou.
Ao saírem do beco a rua estava deserta. Começou a chuviscar e John a cobriu com seu casaco.
— Obrigada... Mas você não está com frio?
— Não, não se preocupe. — ele a puxou para mais perto de si e andaram abraçados até que ele fingiu ouvir algo. — Ouviu isto? — fez uma cara de surpresa. — Fique aqui... Eu já volto. — e correu até o outro beco escuro.
— Esperai o quê? — ela não entendeu o motivo dele ter saído correndo. — John, espere! — hesitou, mas o seguiu e adentrou lentamente o beco, devido a escuridão. — John? — Infiltrou-se mais uns dez metros e sentiu algumas roupas rasgadas em seu pé. Com a luz do celular identificou que pertenciam a John. — Oh meu Deus! John? — chamou por ele mais uma vez e quando foi recuar para chamar a polícia, escutou algo pousar na poça d’água atrás dela. A chuva aumentara sua densidade e quando tomou coragem para se virar, segurou a respiração e no mesmo momento em que visualizou a silhueta negra de dois metros de altura, pensou em gritar, mas seja lá o que fosse agiu mais rápido e tampou sua boca a empurrando contra a parede, fazendo-a bater a cabeça.
Ela apagou por alguns segundos devido a pancada e conforme foi recobrando a consciência, sentiu um cheiro de cachorro molhado e pelos grossos próximos a seu corpo. Sua visão foi ficando mais clara e algo gelado tocava sua pele abaixo de seu umbigo e em seguida entre suas pernas. Seus olhos se arregalaram ao notar que se tratava de um lobo enorme, que a farejava e gritou.
— Não! Não! — ela tentou repeli-lo e quando foi gritar novamente ele rosnou e roçou seus caninos na mão dela, ameaçando mordê-la e ela estremeceu ficando em silêncio.
O lobo começou a rasgar suas roupas e em seguida a lambê-la.
— Não! Socor... — ela gritou, mas fora interrompida quando o lobo rosnou novamente, mas agora bem próximo de seu pescoço mostrando suas presas e sentindo o ar quente de sua respiração. Ela começou a chorar e a tremer enquanto dizia baixinho. 
— Por favor... Deixe-me ir... — seu corpo ficou paralisado. O lobo farejou que ela estava em seu período fértil e pretendia se acasalar com ela. Sentiu suas garras em seu quadril que ele havia levantado, mas Carol uniu forças e deu um chute bem no estômago dele, se virou e levantou gritando. — Socorro! Alguém me ajude! — mas neste exato momento um trovão dominou o céu, ocultando qualquer vestígio de socorro.
O lobo furioso cravou suas garras em suas costas e a mordeu no pescoço de maneira que o quebrou.
— Precisamos voltar a fazer os diálogos... — Jennifer sugeriu e o beijou em seguida. 
Ambos deitados e abraçados na cama.
Allec brincava com o cabelo dela. — Os diálogos podem esperar... 
— Acho que o J vai ficar bravo conosco.
— Não esquenta... — Allec se virou e ficou sobre ela. — Ele vai entender...
— Se você tá dizendo... — ela riu e o puxou pra si.
No mesmo momento em que iam se beijar escutaram o som dos dois automóveis estacionando na garagem.
— Ai não, eles já chegaram! — Jennifer pulou da cama e espiou pela janela. — Rápido, consegue descer pela janela Al? Tem uma grade aqui do lado.
— Sim. — disse pegando sua mochila.
Jennifer revirou o armário e encontrou seu guarda-chuva.
— Aqui! — disse lhe entregando. — Me desculpa por tudo isso. — disse abrindo a janela.
— Não esquenta, obrigado! A gente se vê amanhã então!
— Tudo bem, até amanhã... — e se despediram com um beijo.
Allec começou a descer pela grade e quando viu que ela se distraiu com o barulho dos pais, pulou de 4 metros de altura sem ela notar e correu em direção a sua casa.
Eram aproximadamente 22h37min. Chegou em sua casa e não encontrou o seu irmão.
— De novo John? — disse indignado, pois esperava encontrá-lo, ainda mais em um tempo chuvoso.
Um uivo quase imperceptível surgiu no mesmo instante. Allec supôs que viera do telhado, a chuva se intensificou e ao abrir a janela seu irmão surgiu imediatamente e pulou pra perto do banheiro, pois estava ensopado. Secou-se de maneira canina e olhou para o seu irmão.
— Nem venha me falar nada, eu vi que você chegou agora também!
— Ah é? E onde você esteve? — Allec disse fechando a janela e as cortinas bruscamente.
— Tá ficando surdo? Pergunto o mesmo a você!
— Eu fiquei estudando na casa de uns amigos... — respondeu cruzando os braços.
— Sei... — John se aproximou e o farejou. — Vá tomar um banho, você tá fedendo a humano... — em seguida foi até seu armário pegar uma toalha, ainda em sua forma bestial.
— E você John? Cadê suas roupas?
— Infelizmente eu as perdi na caçada... As joguei no lixo. — disse revirando seu armário.
— Cabeçudo! Alguém podia ti ver! — Allec disse socando seu irmão no braço e mexendo em sua gaveta também. — Valeu por lembrar-se de mim de novo!
— Não enche, você parece que ficou bem ocupado também. Amanhã iremos caçar então! Às 22h00. Não se atrase.
— Tá tá! Digo o mesmo. — Allec respondeu fechando a porta do banheiro. — “Seja lá o que estiver escondendo John, cedo ou tarde eu irei descobrir.” — pensou, pois seu irmão andara estranho desde que fora baleado.


Notas Finais


E aí, está gostando da história? =)
Convido-o(a) a deixar um comentário! ^w^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...