História BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 2 - Capítulo 1


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


INFORMAÇÕES

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares, eventos e incidentes são os produtos da imaginação da autora ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou eventos reais é pura coincidência.

Início em: 2º semestre de 2009.
Concluído em: 2º semestre de 2016.

ATENÇÃO
O processo de revisão continua em andamento em todo o Livro.
Este livro contém conteúdos maduros e adultos.

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Caso não tenha efetuado a leitura da Parte 1 de BloodLycan, convido-os a ler "BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 1" para um melhor entendimento da história. ;)

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Desejo uma boa leitura! :)

Copyright | Amanda Scopel.
Todos os direitos reservados.

Capítulo 1 - Lua Cheia


Fanfic / Fanfiction BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 2 - Capítulo 1 - Lua Cheia


A escuridão dominava o ambiente e Jennifer escondia-se dentro de um armário antigo, que se encontrava na cozinha. Sua mãe ordenou que entrasse naquele “esconderijo” apertado e antes de deixá-la, fizera um sinal de silêncio. Assim ela permaneceu e tentava controlar sua respiração acelerada devido ao medo que sentia. Seus olhos rodeavam aquele lugar enorme através dos pequenos buracos esculpidos na madeira. 
Chovia muito naquela noite e os trovões só contribuíam ainda mais para a inquietação da garota. Alguma coisa entrara na cozinha e havia feito a mesa de madeira ranger, também escutara alguns rosnados como se um cão farejasse o local. Seu coração disparou ao se deparar com aqueles grandes olhos amarelos que avançaram em sua direção.
Jennifer gritou e despertou do pesadelo com os olhos brilhantes, semelhantes ao do animal de seu pesadelo e seus caninos latejavam. Rosnara baixo, mas acordara a todos que dormiam no quarto.
— Al-l... O que está acontecendo? — ela questionou com muita dificuldade em conter as lágrimas, por causa da dor que sentia em todo seu corpo.
— Está na hora! — afirmou John se levantando.
— O quê? — perguntou confusa.
— Precisamos ti levar ao bosque Jenny... — Allec disse e observara a lua cheia pela janela.
— Mas por quê?
— Você é uma de nós agora querida. — respondeu Acira e logo em seguida escutaram alguns ossos estralarem em Jennifer, que soltara outro grito de dor.
— Temos que ser rápidos e silenciosos, vamos pelos telhados.
John ordenou saindo pela janela, sendo seguido por Acira. Allec virara de costas para Jennifer, agachou-se e disse.
— Suba nas minhas costas Jenny e não solte por nada.
Ela obedeceu e começaram a escalar o prédio em que estavam hospedados. Previsto tal situação, eles reservaram um dos últimos andares. Ao chegar ao telhado, seu irmão e cunhada os aguardavam.
— Vamos. — John disse rumando para o bosque, que ficava próximo ao hotel. Eles sabiam que cedo ou tarde isso iria acontecer, por isso sempre escolhiam se hospedar próximos de lugares que lhe proporcionavam conforto.
— Aguente firme Jenny! — Allec começara a saltar pelos telhados.
Após adentrarem alguns quilômetros na floresta, Allec soltara um grito de dor, pois Jennifer o mordera no ombro, chamando a atenção de John e Acira que pararam de correr.
— Solte-a Allec, não é mais a Jennifer que está no controle agora... — John disse e começou a se despir para se transformar.
Allec caíra no chão e Jennifer afastou-se dos três e começou a rosnar alto e seus ossos faziam muito barulho por causa da transformação que se iniciara.
— Cerquem-na! — ordenou John, já com os olhos e garras lupinas amostra. Acira e Allec obedeceram e também começaram a se transformar.
Os três já estavam em suas posições e em suas formas de lobos. Como era a primeira vez de Jennifer, sua transformação demorou alguns minutos a mais devido ao corpo não estar acostumado. Os gritos cessaram-se e a loba começou a se levantar. Sua pelagem era castanha, com alguns tons que lembravam o chumbo e outros tons de algodão. Seus olhos eram amarelados e ao notar que encontrava-se cercada, começou a eriçar seus pelos e mostrar suas presas afiadas em sinal hostil.
John retribuira o gesto e se aproximava devagar.
— O que vai fazer John? — Allec perguntou.
Jennifer avançou e John se esquivou, quando foi dominá-la, ela jogou seu corpo para o lado oposto à mordida e correu em direção aos arbustos.
— Não a deixem fugir! — gritou John indo logo atrás, sendo seguido por Acira e Allec.
A floresta dominada por uma penumbra dificultou a perseguição, mas graças aos olfatos apurados, seguiam na trilha certa.
John uivara ainda correndo em sinal de posicionamento, no qual eles utilizavam para se dividirem e cercarem uma presa em fuga. Acira e Allec responderam ao uivo. Por sorte Allec seguira na mesma trilha que Jennifer e conseguira encurralá-la em um barranco com uma enorme raiz. Jennifer tentou escalar, mas em vão. Sua única saída era passar pelo lobo a sua frente. Eriçou novamente os pelos e rosnava para Allec, que hesitava.
— Jenny? — perguntou e foi andando para trás a cada passo que ela dava em sua direção.
Ela avançou como um foguete, surpreendendo Allec que ficou sem reação e quando foi mordê-lo John a dominara, mordendo-a no pescoço e derrubando-a no chão.
— Pare, você irá matá-la! — Allec ia correr pra cima de John, mas fora interrompido por Acira.
— Calma Al, ele só está demonstrando a ela quem está no comando, porque os transformados não falam como nós.
Allec se acalmou e voltou a encará-los.
Jennifer tentava reagir, mas John era o dobro de seu tamanho e bem mais forte. Não demorou muito para que começasse a choramingar em sinal de submissão. John soltara seu pescoço, mas ainda continuou a rosnar, ela não reagiu e entendeu que ele era o alpha.
Allec e Acira se aproximaram e a farejaram, que ainda emitia alguns rosnados para eles, mas quando John lhe lançara outra mordida ela ficou mais passiva.
— Jenny? — perguntou Allec.
John saíra de cima dela e deixou que se acostumasse com Acira e Allec.
— Ela não consegue falar como nós Allec, pois está em seu estado primitivo. — disse John.
— Mas também não é impossível... — Acira instintivamente foi até John e se esfregou rapidamente nele demonstrando a Jennifer que ele era propriedade dela.
Jennifer observava o casal alpha e voltou à atenção para o lobo que a farejava. Allec. Ela o farejou de volta e sentiu o cheiro familiar, começou a abanar a cauda e soltava pequenos choros lupinos.
— Ela reconhece seu cheiro Allec... Vamos, precisamos alimentá-la, antes que ataque alguém... — comentou John guiando o caminho.
— Certo! — disse Allec após lambê-la e seguiu o mesmo caminho do irmão.
Jennifer os acompanhou e foram em busca de alguma presa.
A luz do sol iluminava a floresta. As falhas de algumas folhas levadas pelo vento faziam com que esta luz também batesse direto no rosto de Jennifer e isso a fizera despertar. Sentiu uma almofada peluda em que sua cabeça repousava. Seus olhos se arregalaram ao notar que sua “almofada” respirava e pulou para trás. Olhou em volta e havia mais dois seres enormes que dormiam ao seu redor. 
— Que lugar é este? — perguntou a si mesma falando bem baixinho. Observou o lobo de pelagem negra e cinzenta, no qual havia repousado sua cabeça. — Al é você? — chamara o lobo, pois ainda não os havia visto em suas formas lupinas.
O lobo despertou e fitou a moça. A lambeu na face e disse. 
— Bom dia Jenny...
Jennifer notara que ele a observava dos pés a cabeça e caiu em si de que estava pelada. Ela corou muito e disse cobrindo suas partes íntimas. — Ai meu Deus, onde estão minhas roupas? Como vim parar aqui?
— Não se lembra de nada? — Allec sentara de frente pra ela agora.
— Só do pesadelo que tive e da dor quando acordei... Depois acho que apaguei...
— Você se transformou... — John comentou e se espreguiçou.
— Igual a vocês? — perguntou vermelha.
— Sim querida. — Acira respondeu e bocejou.
— Mas como? Eu não me lembro de ter sido mordida...
— Foi o meu sangue Jenny, quando foi baleada, você precisou beber um pouco para se curar. — respondeu Allec.
— Entendo... Eu machuquei alguém?
— Não, nós a mantivemos sob controle. — Acira respondeu se levantando e notara que Jennifer sentia-se desconfortável entre os rapazes. — John, Al, vão indo na frente está bem, vou pegar algumas roupas pra Jenny. Venha comigo querida.
Os dois machos a fitaram e obedeceram. Após sumirem nas árvores John comentou.
— Bela escolha irmão... É uma bela fêmea.
— Obrigado. — respondeu ficando envergonhado, pois nunca havia visto Jenny sem suas roupas.
— Obrigada Acira... — Jennifer agradeceu envergonhada.
— Disponha!
— É que eu e Allec nunca... Nós nunca... — ela pareceu se enrolar com as palavras e ficava cada vez mais vermelha.
— Não precisa se explicar, tudo há seu tempo. — Acira disse e a guiava por uma trilha.
Jennifer retribuiu com um sorriso amistoso e perguntou.
— Obrigada novamente, mas mudando de assunto, por que eu não me lembro de nada da transformação, assim como vocês?
— Eu considero isto um mistério até hoje...
— Já houveram outros transformados que conseguiram se comunicar e se transformar sem a lua cheia?
— Eu nunca conheci nenhum que fizesse tal ato, mas já ouvi diversas histórias, houve até um que se tornou alpha há muitos anos atrás, e cruzou com a linhagem nobre, que geraram muitos herdeiros saudáveis... 
— Você, Allec e John são nobres?
— Sim, nossas linhagens descendem de grandes líderes...
— Puxa! — Jennifer afirmou surpresa.
— Mas não se preocupe em relação a isso, querida... Mesmo não sendo de linhagem nobre, aposto que você e Allec teriam filhotes maravilhosos! — Acira comentou rindo.
Jennifer ficou vermelha igual a uma pimenta pela sinceridade de Acira e imaginara ela com muitos filhos, junto de Allec e suas palavras quase não saíram junto de uma gagueira.
— Creio que ainda é muito cedo pra pensar sobre isso...
— Hehe, relaxe, eu só estou brincando querida! — Acira sorriu se divertindo por deixá-la sem jeito.
— Tudo bem... Mas falando em filhotes, pra quando é o seu?
Acira ficou sobre duas patas, pois ainda estava em sua forma lupina e tocou seu ventre. — Eu acredito que pra daqui a algumas semanas, mas temos tempo ainda.
— Só isso? Mas não faz nem três semanas que soube da gravidez!
— Nossos organismos são diferentes, as gestações dos lycans são semelhantes as dos cães, porém com um pouco mais de tempo...
— Entendi... — respondeu Jennifer e continuaram a caminhar.
John e Allec esperavam no hotel assistindo TV, sentiam-se inquietos, por não saberem onde suas companheiras estavam. Ao abrirem a porta, os dois praticamente pularam do sofá.
— Acira, Jennifer! — disseram juntos.
— Por que demoraram tanto? — perguntou John.
— Demos uma pequena volta pra conhecer o bairro, me desculpe por preocupá-los. — disse Acira abraçando-o.
— Al! — Jennifer correu e o abraçou. — Desculpa a demora.
— Tá tudo bem Jenny. — ele retribuiu o abraço.
— Precisamos conversar... — ela sussurrou em seu ouvido, mas todos ali presentes escutaram devida a audição apurada.
— Está bem... Vamos dar uma volta... — disse ficando envergonhado devido aos olhares dos alphas que os observavam.
— Ok! Até mais tarde gente! — Jennifer disse acenando para John e Acira que permaneciam abraçados e puxou Allec pela mão.
Após fecharem a porta o casal alpha se entreolharam e ele levantou o queixo dela para que a beijasse.
— Como vocês estão? — perguntou sobre ela e o bebê, enquanto a acariciava no ventre.
— Muito bem, obrigada! — ela o beijou agora.
— Eu já estava sentido saudades... — disse entre os beijos e a mão de John começou a descer para o sexo dela. 
— John! — disse ela segurando a mão dele e dando risada, interrompendo o beijo.
— Qual o problema?
— Estamos no meio de um novo território humano... Alguém pode nos ver...
— E desde quando isso te impediu? — ele deu um sorriso malicioso, a puxou pra si e começou a provocá-la com lambidas em seu pescoço.
Ela gemeu de prazer, mas teve forças para afastá-lo e dizer.
— Espera! Preciso verificar uma coisa... — disse indo em direção à porta para trancá-la, e após o feito, foi surpreendida por John, sendo encoxada por trás e ele a pressionou contra a porta.
— Você tem que parar de fazer isso Acira... — sussurrou no ouvido dela enquanto se esfregava sensualmente em seu corpo, incluindo seu sexo já ereto e que ela podia senti-lo, mesmo por cima de suas roupas.
— Do que está falando? — deu um sorriso e puxou o cabelo dele pela nuca de maneira que ficaram se encarando, mesmo ainda de costa pra ele.
— Ontem à noite... Você se esfregou em mim de uma maneira tão deliciosa, que eu quase não me contive... Da próxima vez que fizer isto, vou te dominar e fazer amor até você dizer chega. — Ele roçava seus caninos compridos nela.
Ela ficara excitada e começara a se despir.
— Não me provoque John, é você quem irá dizer chega! 
Acira fazia mais atrito se esfregando nele e ambos já estavam com os olhares e garras lupinas. Ele a beijou e permaneceu na mesma posição removendo as últimas peças de roupas. Em seguida a guiou até a cama ainda abraçados e a deitou no colchão macio, ficando ela de costas e de quatro para ele. Ambos começaram a se transformar.
Jennifer e Allec caminhavam devagar e de mãos dadas pela pequena praça que ficava próxima ao hotel. Allec a observava fascinado pela beleza e gestos graciosos que a jovem emitia. Ela notara que ele a fitava e lhe direcionou um sorriso.
— Sobre o que você queria conversar Jenny? — perguntou em resposta ao sorriso e lhe direcionara outro.
— Sabe Al, eu fiquei curiosa sobre como eu sou depois de... Você sabe...
— Como loba? — perguntou baixinho, pois passavam entre alguns humanos.
— Sim...
— Você é linda, do mesmo jeito que é agora!
— Obrigada, mas eu tava falando da minha pelagem haha...
— É encantadora! Sua pelagem é de um castanho, com tons cinza e branco...
— Puxa... Eu gostaria tanto de estar consciente na hora... — disse observando a própria mão, como se procurasse vestígio da transformação. — Não há uma maneira de aprender a controlar? Assim como vocês fazem?
— Meu pai dizia que os transformados precisam de uma âncora que os mantenham conscientes... Algo ou alguém que prendesse sua consciência na hora da transformação... Mas como isso funciona você terá que descobrir...
— Então há um meio... — ela disse se sentando em um banco e Allec apenas acenara positivamente.
 — Mas não se preocupe, nós tomaremos conta de você quando estiver fora de controle.
— Mesmo assim, ainda tenho medo de machucar alguém...
— Você não irá machucar ninguém... Eu não vou deixar. — Allec a beijara em seguida e disse após o beijo. — Eu prometo!
Ela deitara sua cabeça no ombro dele que a abraçou. 
— Obrigada.
 


Notas Finais


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