História BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 2 - Capítulo 4


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Membros da Alcateia


Fanfic / Fanfiction BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 2 - Capítulo 4 - Membros da Alcateia


05h36min daquela mesma madrugada...
Acira acordou como se estivesse tendo um pesadelo e com os olhos de loba, mas não se moveu de imediato. Sentou-se na cama e observou John por alguns segundos, que dormia já em sua forma humana. Farejou o ambiente e em seguida levantou e foi em direção as escadas, mesmo estando nua. John a sentiu afastar-se e despertou em silêncio. Com a mão esquerda, sentiu a umidade do lado do colchão em que ela dormia. Ele caminhou até a janela e a avistou se transformar, já bem próxima das árvores e adentrou no bosque correndo. 
Em seguida se transformou ali mesmo no quarto e desceu as escadas tentando evitar o máximo de barulho possível. Farejou o local de onde ela havia se transformado e pensou.
“Onde será que ela está indo?” — olhou ao redor da casa e notou que os outros ainda dormiam e foi atrás dela. 
Havia perdido ela de vista, mas seu cheiro ainda era forte. Correu uma distância de aproximadamente dois quilômetros até encontrar uma pequena ladeira de rochas e raízes no qual o cheiro era estável. Ainda farejando o ar pensou em uivar, mas algo o impediu e empinou as orelhas para ter certeza do que acabara de ouvir. Um som baixinho, quase imperceptível, no qual ele não tinha certeza do que se tratava, mas algo o guiava para o meio das rochas. Avistara uma espécie de toca entre duas raízes grandes e algumas pedras. Supôs que Acira estivesse ali, pois seu odor vinha forte daquela direção. Hesitante, levou um susto quando Acira o surpreendeu rosnando e se encolhendo na toca por instinto.
— Acira, sou eu! — ele recuou de orelhas baixas.
— John? — Acira voltou a si. — Me desculpe você me assustou...  
Ela deitara novamente na toca. John se aproximou devagar e sentiu seus pelos se arrepiarem no exato momento que escutou um pequeno gemido.
— É o que eu estou pensando que é?
Acira abanara a cauda e perguntou.
— Por que não vem ver e descobre?
Ele a obedeceu e lentamente começou a ter visão dos pelos dela, pois a toca era um pouco inclinada. Quando finalmente estava há alguns centímetros de distância, pôde avistar dois seres pequeninos de uns 28 cm de comprimentos entre as patas dela. Ela os limpava, mas mesmo ainda sujos, John conseguiu ver a cor da pelagem bem fina de ambos. O mais inquieto entre os dois era branco como a mãe e o outro uma mistura de pelagem branca e preta, parecendo muito àquelas raças de cães que puxavam trenós.
John congelou e ficou com o olhar vidrado nos pequeninos até que Acira disse após lambê-los.
— Digam olá para o papai!
“Pai em dobro... Quem diria...” — pensou e em seguida voltou a si e esfregou seu rosto com o de Acira e disse.
— Eles são lindos Acira!
Ela retribuiu o carinho e puxou os dois para mais perto de John, que começou a farejá-los e os lamber. Por surpresa um dos filhotes o lambeu de volta, mesmo sem enxergar. John se aconchegara no ninho e os filhotes ficaram entre os dois. John começou a lambê-los para que Acira descansasse, por estar exausta do parto.
— Sabe Acira... Há muito tempo o nosso povo não nasce como realmente somos... Fico me perguntando como é possível estes dois nascerem assim... 
— Eu também não sei, mas acho que foi por serem concebidos quando ainda estávamos nesta forma.
Os pequeninos começaram a gemer baixinho e John os ajudou a encontrar o leite da mãe. Eles ficaram em silêncio por alguns minutos, apenas observando os filhotes mamarem e John comentou.
— Estive pensando Acira, se você aceitaria viver assim pra sempre...
— Como assim querido?
— Exatamente como estamos agora, viver nossa natureza selvagem, sem se preocupar mais em viver a correria e stress de ganhar o dinheiro dos humanos...
— Não sei não John, e onde iríamos morar?
— Na natureza... Encontraremos um lugar mais aconchegante para criá-los.
— Bom, seja onde for estando com você pra mim está bom... Mudando de assunto... E sobre a estes menininhos, quais nomes daremos a eles? Eu estive pensando no nome de meu avô para ele... — disse acariciando com o focinho o mais agitado e guloso entre os dois, o albino. — ...Auron, o que acha amor?
— Auron... É um belo nome, gostei!
— Você escolhe o outro nome amor!
— Não sou muito bom com nomes...
— Vamos lá, você consegue! — Acira o encorajou.
— Hum... — John olhou ao redor em busca de alguma inspiração, mas ao voltar o olhar para os filhotes veio um nome em sua mente. 
— Noru!
— Noru? — perguntou surpresa.
— Noru é quase um “Auron” ao contrário hehehe...
— Não creio, sério amor? — Acira perguntou rindo.
— Podemos escolher outro se quiser... — comentou encabulado.
— Não precisamos, eu gostei também... Auron e Noru... Bem vindos à família! — ela os lambeu e em seguida encostou sua cabeça no chão para descansar.
— Quando garoto, ouvi dizer que filhotes assim são raríssimos, porém eles se desenvolvem cerca de dez vezes mais rápidos do que uma criança lycan nascida humana... Sempre me perguntei se não eram apenas histórias, mas agora... Esses filhotes descendem de mim e você Acira...
— Será que eles se transformarão em humanos também?
— Só o tempo nos dirá... Não é melhor levarmos eles para a residência?
— Não, eu sinto como se aqui fosse mais seguro para eles no momento, é como um instinto, eu não sei explicar... E os proprietários da fazendo não deram data de retorno, imagina se eles chegam e me vêem amamentando dois lobos?
John soltara um riso e disse.
— Ia ser estranho para eles... Acho que nem teriam reação...
— Exatamente, mas como eles nasceram assim acredito que em uns 20 dias já estejam andando e correndo por aí daí eu os levarei para a residência, pois fica mais fácil de explicar para os humanos que são “cães adotados” ou algo do tipo... — ela o encarou seriamente e perguntou. — Falou sério sobre morar na natureza?
— Claro que sim, na verdade eu sempre quis ser somente o lobo e estes dois me deram coragem para questioná-la sobre isso, visto que estamos habituados com o mundo humano, eu achava que seria difícil para você aceitar...
— Eu irei com você para onde for, seja em forma de loba ou humana... Mas precisa perguntar ao Allec e Jennifer se eles concordam com isto, porque somos uma alcateia.
— Irei questioná-los em breve e falando neles, irei alertá-los sobre nós, pois podem ficar preocupados sem saber aonde fomos. — disse se levantando.
— Está bem amor, ficarei aqui com essas fofuras, bem quietinha... — disse esfregando a cabeça no pescoço dele que retribuiu o carinho. 
— Está bem, cuide bem deles amor, trarei algo para você comer quando voltar.
— Tá bem, se cuida!
Chegando à residência, Jennifer e Allec faziam o café da manhã.
— John! — afirmou Allec ao avistá-lo em sua forma lupina e perguntou. — Onde esteve? E cadê Acira, ela está bem?
— Ela está, só um pouco cansada, há uns dois quilômetros daqui...
— Por que tão longe? — perguntou Jennifer colocando as panquecas na mesa.
— Acira ficou cuidando dos filhotes, só voltei para não ficarem preocupados e levar algo para ela comer...
— Filhotes? — perguntaram juntos e Allec derrubara café devido à surpresa.
— Sim, sou pai de gêmeos.
— Que maravilha, parabéns John! — afirmou Jennifer sorrindo.
— Parabéns mano! Podemos vê-los? — Allec perguntou ansioso.
— Por que ela não os trás para cá? — perguntou Jennifer.
— Vocês podem vê-los, claro, mas sobre trazê-los para cá é meio complicado... 
— Por quê? — perguntaram juntos novamente.
— Os filhotes nasceram como lobos...
Allec ficara de boca entre aberta e perguntou.
— É realmente possível isso? Pensei que fossem apenas histórias...
— Eu também não acreditei no momento em que os vi, mas pode acreditar que essas histórias realmente aconteceram...
— Puxa, que incrível! Estou ansiosa para conhecê-los! De quando eu era caçadora, nós nunca havíamos ouvido falar sobre algo do tipo.
— É porque são muito raros Jenny! — Allec comentou enquanto limpava o café.
— Sim, são tão raros os nascimentos assim que até nós achávamos que eram apenas histórias... — disse John enquanto mexia na geladeira.
— É realmente incrível! — ela reafirmou.
— É sim, também dizem que filhotes assim são bem mais fortes do que a maioria de nós... — comentou Allec. — John me leva para conhecer meus sobrinhos!
— Só irei preparar alguma coisa para Acira e já os levo lá.
Allec e Jennifer se entreolharam sorrindo.
Acira sentia seus filhotes entre suas patas superiores. Os três cochilavam e quando ela quase pegava no sono escutou uma voz familiar a alguns metros da toca, que a fizera despertar.
— Cuidado para descerem agora... Algumas pedras são escorregadias...
— Tá bem... Se segura aí Jenny! — afirmou Allec que levava Jennifer em forma humana em suas costas e com uma mochila.
 — Amor... — Acira disse ao avistar John e começou a abanar a cauda conforme ele se aproximava.
Ele a acariciou com a cabeça em cumprimento e perguntou.
— Vocês estão bem? 
— Estamos sim, não se preocupe... Só preciso ir ao banheiro... 
Ela comentou se levantando e entregou os filhotes sonolentos com muito cuidado nas mãos dele.
— Olá Acira! — disse Jennifer e Allec ao avistarem-na saindo da toca.
— Olá meus queridos, espera só um momentinho que já volto tá bem... — disse adentrando a mata.
— Sem problemas! — os dois a acompanharam com os olhos até ela sumir na folhagem entre as árvores. Em seguida John se aproximou dos titios e entregou um filhote para cada dizendo.
— Cuidado, eles são muito sensíveis...
— Que lindos John! — afirmou Allec encolhendo Noru sobre sua pelagem para aquecê-lo.
— São umas fofuras! — Jeniffer envolveu Auron em sua blusa e perguntou. — Já escolheram os nomes?
— Já, o que você está segurando é Auron e o de Allec, Noru! — afirmou John se sentando nas rochas, junto ao jovem casal que também se sentaram com os sobrinhos nos braços.
— Auron e Noru! Lindos nomes! — afirmou Jennifer sorrindo.
— Concordo e bem diferentes também. — afirmou Allec e continuou. — Noru puxou um pouco dos dois e Auron mais a Acira... Estou curioso para saber as cores dos olhos quando os abrirem!
— Eu também, daqui a alguns dias nós já saberemos! — afirmou John e olhou na direção de Acira, que se aproximava do grupo.
— Voltei gente! — disse se sentando ao lado de John.
— Eles são lindos Acira, meus Parabéns! — Jenny voltou a afirmar.
— Obrigada querida, eles são bem calminhos também, demos sorte Amor!  — Acira acariciou John no pescoço que retribuiu o carinho. — O que trouxeram de comida? Tô morrendo de fome!
— Alguns pães e carnes cozidas. — John pegara a mochila, pois Al e Jenny estavam encantados e entretidos com os pequeninos que cochilavam em seus braços.
— Oba, obrigada! — e começou a devorar a carne.
Depois de comer, eles conversaram por alguns minutos, até que os bebês sentiram a ausência da mãe e começaram a se mover e resmungar baixinho.
— Eles acordaram! — Jennifer afirmou.
— Devem estar com fome... — disse John e se levantou junto de Acira. Ela se deitou na toca novamente e disse. 
— Tragam-nos aqui queridos... 
Allec e Jennifer obedeceram e puseram Auron e Noru na pelagem de Acira. Ela se inclinou um pouco, ajudando-os a encontrar o leite. 
— Obrigada meus amores! — Acira agradeceu e voltou a olhar para os filhotes junto dos demais da alcateia.
— Bom, Parabéns aos dois, acho melhor irmos e deixá-los descansar... — Allec disse ao pegar a mochila.
— Obrigada por terem vindo! — disse Acira.
— Ficaremos por aqui por alguns dias, por favor, cuidem da residência até voltarmos... — disse John e continuou. — Qualquer coisa vocês sabem como nos contatar!
— Sem problemas, depois a gente volta... Se cuidem hein... — Allec preparava para escalar com Jennifer em suas costas.
— Até mais gente! — Jennifer acenou.
— Até queridos! — respondeu Acira.


Notas Finais


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