História BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 2 - Capítulo 6


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Despedida


Fanfic / Fanfiction BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 2 - Capítulo 6 - Despedida


John acordara cedo na manhã seguinte a sua perda. Seus pensamentos estavam inquietos e sentia um enorme vazio dentro do coração. Ao acordar, notara que Auron se enfiara em baixo de seu pescoço, enquanto Noru dormia estirado entre suas patas traseiras. John mantinha-se em sua forma de lobo desde o nascimento dos filhotes e pretendia ficar deste modo até que eles ficassem maiores, pois assim ele estaria sempre pronto para protegê-los, sendo esta forma a sua real força. Quando se moveu para levantar, os filhotes acabaram acordando. Antes que Auron pensasse em se mover, John o abocanhara no cangote ao descer da cama e o deixou no chão. Em seguida abocanhara Noru o deixando junto ao irmão. John os observou do alto por alguns segundos. Ficou em sua forma quadrúpede e foi em direção à porta. Os filhotes já pisavam mais firmemente no chão e o seguiram rumo as escadas emitindo alguns grunhidos. Pacientemente John desceu os largos degraus na velocidade dos filhotes, para que aprendessem a enfrentar os obstáculos, no qual eles já saíam-se muito bem. Ao final da escada John os acariciou e os lambeu como aprovação do desafio lançado por ele. 
Ele preparara as mamadeiras e se sentou de maneira aconchegante no enorme sofá com um pequenino em cada braço para alimentá-los. O dia estava surreal e parecia que Acira desceria as escadas a qualquer momento. John observava o albino devido à semelhança dele com a mãe e apenas fechou os olhos antes que as lágrimas viessem.
— Bom dia! — Allec e Jennifer responderam juntos ainda descendo as escadas.
— Bom dia... — respondeu abrindo novamente os olhos.
Jennifer se aproximou de John e o tocou em seu braço direito, pois as mãos seguravam os bebês e disse.
— Meus sentimentos John... E que tenhamos forças...
— Obrigado Jenny a você também Al...
— Não é nada mano... — Allec respondera.
— Assim que eles adormecerem e acabarem aqui cremarei o corpo dela... — John continuou voltando o olhar para os filhotes.
— Irei preparando tudo então... 
Comentou Allec e acenara com a cabeça se retirando.
— Eu te ajudo Al... — Jennifer disse o acompanhando.
Após adormecerem, os filhotes foram deixados no quarto de John com a porta trancada para evitar acidentes. Eles prepararam uma espécie de altar com pedras e troncos um pouco afastado da fazenda e a colocaram-na em uma posição com as patas cruzadas no tórax. Depois de se despedirem, Allec e Jenny observavam a distância segurando uma tocha, apenas aguardando a despedida de John. Ele permaneceu um longo tempo ao lado dela, na mesma posição segurando sua pata como se fossem uma fotografia. Foi muito difícil a ele dizer adeus ao seu primeiro e único amor desde sua infância e algumas lembranças vieram em sua mente.
 Charles ensinava a John no tanque que ficava atrás da casa a como limpar um animal. Retirava as entranhas e por mais estranho e nojento que isto parecesse para uma criança de oito anos de idade, John parecia gostar do que via. De repente Barbara aparecera para chamá-los.
— Meus amores, eles chegaram! — afirmou sorrindo em seguida voltou para dentro da casa.
— Já estou indo amor, só irei me limpar... — respondeu Charles e continuou. — Vá na frente com sua mãe filho...
— Tá bem papai! — ele respondera e entrou correndo para dentro da casa. Avistou alguns adultos com quem sua mãe conversava, mas ao se aproximar de todos, notara uma garotinha logo à frente. A menina de aproximadamente seis anos parecia uma boneca, com os cabelinhos bem compridos e loiros e ao notá-lo ela sorriu e acenou para ele, que se escondeu um pouco atrás de sua mãe, pois era muito tímido.
— Diz oi pra ela querido... — Barbara o incentivou.
— Oi munino... — Acira dissera, pois ainda aprendia a falar corretamente e foi na direção de John. — Qual su nome?
— É John! E o seu? — perguntou gaguejante.
— Acira! — ela afirmou sorrindo em seguida encarara Barbara e perguntou. — Tia, a gente pode brincar lá fora?
— Claro que sim meu anjo, filho, por que não a leva para conhecer a casa?
— Tá bem, vem Acira...
John a guiou até a porta de onde vieram enquanto os adultos observavam e comentavam algo sobre as duas crianças.
Já no lado de fora, Acira avistara uma mariposa e instintivamente a perseguiu.
— Hey, calma aí Acira! — John correu atrás dela. — Cuidado para não cair tem muitas pedras e buracos no terreno...
Ela parou de correr ao avistar o tanque em que John e Charles trabalhavam mais cedo. 
— O que tem ali John? — ela apontou com o indicador e ficou curiosa.
— Ah, ali?Estão os animais que meu pai e eu caçamos... — John disse para se exibir, mas apenas seu pai caçara.
— Sélio? — ela parecia impressionada. — Posso vê? 
— Não, você é muito nova ainda... — John pegou na mão dela e a guiou para o outro lado. — Venha, vou te mostrar um brinquedo legal! — e começou a correr.
John empurrava o carrinho de mão, que era utilizado para carregar madeiras, mas ao invés disso encontrava-se Acira que segurava firmemente e gritava.
— Mais rápido John!
— Tô indo o mais rápido que eu posso sua folgada! — ele respondeu rindo. Dois anos havia se passado desde que se conheceram, Acira já com seus oito anos e John com dez.
— Ai não... — ela avistara uma grande pedra no meio da vegetação e pulou do carrinho dizendo. — Cuidado você vai bater.
— O quê? — John se assustara com o pulo inesperado e deu em cheio na pedra, o fazendo voar por cima do carrinho. 
— John! Você tá vivo? — Acira correu até ele.
— Eu tô bem... — havia se molhado em uma pequena poça de lama que se acumulara das chuvas dos dias anteriores.
— Eita! Você tá parecendo um monstro de lama! — começara a rir.
— É sua culpa! — John rosnou e disse. — Se não tivesse me assustado eu não teria batido... Agora você vai ver! — a pegou pelo braço e começou a puxá-la para a poça de lama.
— Para John, foi sem querer! — ela começou a bater no braço dele para que a soltasse, mas quando estavam bem próximos da lama ela fora salva.
— Hey, crianças, o almoço já está pronto! — Barbara apareceu, com uma barrigona, grávida de Allec e voltara para dentro da casa.
— Tá bem tia! — gritou Acira e aproveitou que John se distraiu e o empurrou o fazendo cair novamente na lama. — Toma essa! — e saiu correndo em direção a casa dando risada.
— Aciraaaaaaaaaaa!!! — John gritou.
John soltara um pequeno riso ao se lembrar da peste que sua companheira era e pensou.
“Vou sentir sua falta amor...Você ficará para sempre no meu coração e memórias...” — ele encostara seu focinho ao dela. — “Eu tomarei conta de nossos filhotes, não se preocupe!” — John deixara escapar algumas lágrimas, mas as limpou antes de se virar para Allec e acenar positivamente. Allec se aproximou e a tocou pela última vez. Em seguida começou a colocar fogo na madeira. Todos se afastaram e observaram o fogo purificar aquele corpo, que um dia habitou uma maravilhosa e inesquecível alma. Acira.
Jennifer chorava abraçada de Allec, mas ninguém disse uma palavra, até porque elas se perdiam junto à dança que o fogo fazia. Algum tempo depois Allec e Jennifer abraçaram John e depois retornaram para a residência. John permaneceu alguns minutos a mais, mas ouvira os uivos de seus filhotes que despertaram e chamavam por ele. 
— Adeus meu amor! — se despediu e se retirou.
Algumas horas depois os restos mortais de Acira foram enterrados na floresta. Jennifer ficou cuidando dos bebês enquanto Allec e John foram até o riacho em busca de respostas.
Eles farejavam por todo o terreno em que ela estivera pela última vez, mas a chuva havia enfraquecido os rastros. Allec sentiu um cheiro estranho vindo de uma árvore próxima e resolveu escalá-la. O cheiro era forte em alguns galhos e o fez sentir um arrepio e disse.
 — Que estranho... Eu já senti essa sensação antes, quando ainda estávamos naquele hotel após a primeira transformação de Jenny...
— Como assim?
— Uma sensação de estarmos sendo observados... Este cheiro, mesmo fraco parece ser da mesma pessoa que senti há algum tempo atrás... — comentou Allec descendo da árvore.
— Acho que sei do que está falando, eu também senti isso quando procurava por Acira... Estou com um mau pressentimento...
— É estranho, porque é como se este animal ou criatura viesse saltando entre as árvores, mas a distância de um salto ao outro são muito grandes... Que tipo de animal, além de nós é capaz de fazer isto?
— Não me vem nada em mente... Mas por agora, acho melhor voltarmos! Precisamos ir embora deste lugar, não é mais seguro... 
— E para onde iremos?
— Encontraremos um lugar...
Já era noite. John havia conversado com os dois sobre partirem ao amanhecer e deixarem uma carta ao proprietário. Allec e Jenny chegaram a arrumar as malas. John dormia com os filhotes entre suas patas, mas uma brisa fria vindo da janela o fizera despertar. Sentira uma sensação de desconforto e o fedor da criatura que rodeava a fazenda. John levantou e pegou os gêmeos sonolentos e foi até o quarto de Jenny e Allec. 
— Al, Jenny, acordem! — ele sussurrou.
— John? O que está acontecendo? — perguntou Jenny. 
— O que foi mano? — Allec levantou esfregando os olhos.
— Eles estão aqui! Estão cercando a fazenda, consigo senti-los fracamente, temos que sair agora!
Allec e Jenny assustados começaram a se transformar. Em silêncio todos se reuniram na sala e John cochichou.
— Faremos o seguinte, eu sairei primeiro pelos fundos, indo em direção à toca, daí depois que eles forem atrás de mim, corram para a cidade e os protejam, por favor.
— Mas e você John? Isso é suicídio! Nem sabemos com o que estamos lidando... — Allec disse nervoso.
— Sou o mais rápido de nós, irei despistá-los e encontrá-los próximo a entrada da cidade, aquela que tem uma torre...
— Tome cuidado irmão...
— Vocês também, mas antes... — John pegara duas pequenas almofadas e as passou uma em cada filhote.
— O que está fazendo? — Jenny perguntou.
— Eles só podem estar atrás dos filhotes, pois são uma raridade de nossa espécie... Então eu os levarei comigo hehe. — disse mostrando as almofadas com vestígios do cheiro de cada filhote. Em seguida John foi até Auron e Noru e os lambeu dizendo. 
— Até breve meus pequenos... — olhou para Allec e Jennifer e continuou.
— Se cuidem... Antes de eu me aproximar de vocês novamente irei uivar, caso eu não o faça, tomem cuidado...
— Ok. — Allec respondeu.
— Preparados? — John perguntou colocando as pequenas almofadas na boca.
— Sempre! — Jennifer afirmou e John disparou pela porta.
John correu o mais rápido que pôde e conseguiu sentir as criaturas o perseguindo e pensou. — “Isso! Deu certo!” — continuou correndo em direção ao riacho. Ao chegar lá escondeu as almofadas e se preparou para enfrentar seja lá o que fosse. Eles se aproximavam e John sabia que o vigiavam das árvores e rosnou.
— Apareçam, seus covardes! Sei que estão aí!
De repente uma jovem moça de cabelos longos e ruivo aparentando ter seus 17 anos surgiu entre as árvores dizendo.
— Olá cachorrinho!
— Você vai ver o cachorrinho quando eu estraçalhar essa sua cara! — John rosnou eriçando os pelos.
— Ora, isso são modos com uma dama? — surgiu um rapaz com os cabelos loiros do mesmo local e aparentava ser mais velho.
— O que são vocês e o que querem seus desgraçados? — John perguntou e fingia proteger um arbusto no qual estavam as almofadas.
— Queremos os pequeninos de sua espécie, que estão neste arbusto atrás de você... E nós somos... Ah não importa! — a moça lançou um sorriso.
— Só por cima do meu cadáver! — John avançara neles que se esquivaram e correram em direção ao arbusto, mas quando foram removê-lo, sentiram um vento vindo de cima e por alguns milímetros de distância, John não acertara o ombro da moça, conseguindo apenas alguns fios de cabelos avermelhados. Fazendo os dois voltarem para os galhos das árvores, no qual John teria desvantagem.
— Grrr... Dá próxima será a sua cabeça! — ele voltou a eriçar os pelos.
A moça olhou para o rapaz que fez um sinal positivo bem sutil e saltara dos galhos novamente, ficando a uns dez metros de distância de John. 
— Não tenho medo de você lobo... — ela esticara as mãos fazendo aparecer suas garras de aproximadamente seis centímetros e também suas presas.
John avançara novamente, e quando foram se atracar ela saltara por cima dele, mas ela não esperava que ele enxergasse seus movimentos e a pegou pelo pé, dando um giro a lançando longe na escuridão.
Em questões de segundos, John sentira o homem em suas costas que começou a arranhá-lo, mas com a adrenalina não sentira dor. Pegou impulso e se jogou de costas contra o chão com intenção de esmagá-lo, mas o homem era ágil. Quando John se levantou novamente e fora na direção do homem, sentiu algumas picadas no quadril vindas de cima. A garota havia voltado e disparara dardos tranquilizantes. Sua visão começou a embaçar e apagou rapidamente. 
— Esses cães são sempre tão grosseiros? — perguntou a garota arrumando o cabelo enquanto voltava ao normal e foi até o arbusto.
— Não conheci muitos puros, mas geralmente só querem saber de morder e morder, esse aqui foi um dos poucos que dialogaram... — retirara o arbusto e resmungou ao ver as almofadas. — Desgraçado, ele nos enganou!
— Vamos matá-lo igual à outra? — a garota perguntou.
— Não, ainda não, até porque ele também é raridade hoje em dia, pois estão quase extintos... Vamos levá-lo conosco, pode ser útil para encontrar os filhotes...
— Tá, tá, você manda Michael...
 


Notas Finais


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