1. Spirit Fanfics >
  2. Bloody Fingers (Jensoo) >
  3. .Prologue.

História Bloody Fingers (Jensoo) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


»Queria agradecer muito a @_-Mandy-_ que fez essa capa, porque aaaaa, olha que perfeição, socorro.
»Fanfic de conteúdo sensível.
»Boa leitura <3

Capítulo 1 - .Prologue.


Fanfic / Fanfiction Bloody Fingers (Jensoo) - Capítulo 1 - .Prologue.

 

 

72 horas (três dias) para início do expurgo anual 

 


꧁ Kim Jisoo 

 

Jisoo servia mais uma xícara de café extra-forte e com três belas colheradas de açúcar refinado naquele dia, trabalhar em uma cafeteria poderia parecer fácil para os sádicos, afinal, sempre era lembrada deste fato, que para ela, era apenas insignificante, de certo modo.

 

Mas, Kim Jisoo sempre fora acostumada com escritórios e papeladas que precisaria resolver em no máximo dez minutos para seus superiores, e nunca em preparar chocolates quentes e cafés cremosos em menos de dois minutos para não os esfriarem demais....

 

Era complicado para a moça, mesmo sendo uma tarefa considerada “boba” por muitos. Agradar alguém já era exigir demais dela, e ainda por cima, fazendo algo que não tinha experiência, nem habilidade alguma.

 

Preferia quando sua mão criava câimbras e calos que demorariam para sarar ao escrever por tanto tempo, do que ficar queimando seus pobres e frágeis dedinhos com as canecas recheadas de café fervente prontas para serem ingeridas numa manhã estressante que pertenceria á alguém dali. 

 

Porém, ao menos, estava empregada, e recebendo uma boa quantia de dinheiro, por ter sido promovida a pouquíssimo tempo de trabalho ali. Jisoo era mais do que esforçada, e daria de tudo em sua profissão, seja lá qual fosse.

 

Mas, pouco isso se importava, já que os vários homens que ali frequentavam, só adentravam no local para ver a bela mulher que iria lhes servir seus pedidos…

 

Era estranho. Desconfortável. E, sem dúvidas...vergonhoso, ao ver da moça tão “paquerada”, pois...bem...


 

– Obrigada, querida. 


 

Jackson refere uma piscadela rápida a Jisoo, que apenas sorri ao colocar seu pedido sobre a mesa de vidro, deveras constrangida, por mais que aquilo já fosse comum em seu dia a dia. 

 

Infelizmente.

 

Já estava se preparando para mais um ao virar as costas, sentindo os olhares a queimarem, por todo o seu estrutural e uniforme corpo.


 

Kim Jisoo é uma simples moça de vinte e cinco anos, que só queria ter seu trabalho de volta, porém, seu departamento havia entrado em o que poderíamos chamar de “hiatus temporário”, metaforicamente.

 

Tudo começou quando a empresa da qual era funcionária fixa, declarou que algumas pessoas teriam de serem “despedidas” por um período de tempo, até que voltasse a se restabelecer financeiramente, já que estava praticamente às beiras das ruínas da falência total. Estavam literalmente se apoiando em cacos de vidro para permanecerem em pé por mais míseros dias, ou até mesmo, horas.

 

Por enquanto, teria de se contentar em ser uma garçonete, e ser assediada por idiotas iludidos que acham que um dia, ela os daria alguma chance, ou, sairia em um encontro com eles…patético.

 

Ah, se realmente soubessem quem ela é...talvez, mudassem facilmente de ideia ao a “cantarem” assim.

 

Sua atenção é rapidamente desfocada ao ver que a balconista pressionava seus dedos em um dos botões do controle remoto da televisão principal da cafeteria naquele instante.

 

❛O Expurgo Anual começará em setenta e duas horas. Ainda há tempo para aqueles que arriscam deixar o feriado, e irem para outro país, onde haverá mais segurança. Comprem suas passagens, pois, em breve, aeroportos começarão a fechar as portas. O mesmo para comércios maiores no centro das cidades. Também alertamos que, estrangeiros estão desembarcando no país a todo momento, então, o número de expurgadores será maior do que o ano passado. Aos sobreviventes...❜

 

A voz grave da jornalista se quebra em colisão com os pensamentos de Jisoo.

 

Nas televisões e rádios, o mesmo assunto...o expurgo anual que viria a ocorrer daqui três dias

 

Jisoo odiava esse “evento” com todas as suas forças...até porque, sua irmã Jiyoon adorava sair para ser “purificada” pelo “poder divino” que os Novos Pais Fundadores e a América, uma “nação renascida” lhe davam neste caos de doze horas contínuas.

 

Eles apenas querem ver o circo pegando fogo, e as cortinas sendo abertas para o mundo todo...mostrando que, os americanos se tornam cada vez mais loucos e possessivos por sangue, como um jeito de “liberar sua raiva” através de matança e tortura. 

 

Jovens costumam se divertir muito, afinal, é uma ótima deixa para darem uma elevada em suas notas, é claro...

Ricos se tornam cada vez mais ricos, e pobres cada vez mais pobres.

 

Os “Novos Pais Fundadores”, como gostam de serem chamados...nunca serão feridos, ou sequer, tocados na noite do expurgo, eles possuem alta imunidade, e o que muitos não tem, segurança máxima, trincados até os dentes.

 

Mesmo que um doido decida exterminar um deles, o morto seria ele. Tudo nessa noite é resolvido assim, não há mais diálogo, e nem compreensão. A sociedade aguarda ansiosamente por essas longas horas, segurando rancor e ódio sem motivo…

 

Um verdadeiro zoológico, onde os “animais” são os humanos, que brigam entre si, até um ter seu fim fatal.

 

A Kim realmente temia pela irmã mais nova, que teimava em a ouvir. 

 

Nunca imaginou que uma moça tão linda e doce como Jiyoon, se juntaria á um grupo de pessoas tão horrendos e cruéis como um grupo de “expurgadores”. 

 

E, fazia um tempo em que todo ano, se obrigava a aceitar o fato amargo, não lhe descia bem pela garganta, parecia que estava tentando engolir um copo de vodka e em seguida, tocando sua língua em fogo…

 

Irônico mesmo era saber que nunca conseguiria a entender por tal escolha.

 

O sininho da porta de entrada volta a tocar, novos clientes haviam chegado, porém, nem tão novos assim…

Jeon Jungkook entra, já a encarando de cima a baixo, junto de seu “amigo”, Jimin. Dois babacas, mais conhecidos como “farinha do mesmo saco”...

 

O pior de tudo, é que os dois namoram. 

Moças bonitas, e de muito caráter. Típicas garotas, já quase mulheres, que acenam gentilmente para as pessoas que passam por elas de manhã, a caminho da faculdade, e de seus trabalhos, dizendo “bom dia”, exibindo seus belos sorrisos, meigas e gentis como sempre, onde o vento misturado com neblina balançam seus vestidinhos floridos enquanto desfilam lindamente...pareciam que sempre estavam de bom humor, e que já acordam bonitas, e saudáveis naturalmente, sem nem precisar de um pingo de esforço para isso.

 

Essas são Roseanne e Lee Jieun, também devidamente chamadas Rosé e IU por seus conhecidos mais íntimos, e amigos próximos. 

Pena que de gosto para namorados, falharam miseravelmente em suas escolhas. Os dois não perdem chance de dar em cima de outras e qualquer por aí, e isso me gera uma repulsa enorme, apenas de os olhar…

 

Saber que sou amiga das duas, só torna a situação ainda mais desagradável, e me enoja cada vez mais, pois, sei que se eu ousasse ao menos tentar avisá-las, era capaz de não acreditarem, e começarem com um ódio infinito sobre mim, pois, acho que em quesito de amizade, não devem achar que sou tão confiável assim.

Sem falar que seria só mais um motivo para esses dois não me deixarem em paz...

Eles se ajeitam em um dos poucos assentos vagos ali, aguardando minha aproximação, já que eu era a atual desocupada ali. 

 

Infelizmente, pois, gostaria de apenas ignorá-los, e não perder meu emprego, ou ganhar uma bela discussão no final do dia por isso.

O tratamento ali era rígido, e sabiam perfeitamente disso...

 

Maldição.

 

Vou até eles, evitando contato visual. Focando apenas em meu bloquinho de notas, e unhas manchadas de esmalte preto descascado pela louça de seu café da manhã que havia lavado mais cedo…


 

– O que gostariam pedir hoje, meninos? 


 

Diz, tentando ser gentil, apesar de querer enfiar a mão na cara de cada um por voltarem ali quase todo santo dia apenas para a atormentar novamente… 

 

– Hm, hm...vejamos quem veio nos receber hoje, novamente. Jisoo.

 

Jimin...cético, debochado, cruel, e duas caras. Isso o definia por completo.

Apesar de ter uma carinha gentil e fofa de primeira, não se engane com estes encantos vindo dele…

É um falso, frio e calculista. Seus cabelos levemente rosados em suas pontas o deixam ainda mais enganador, dando um ar de sensibilidade e genuinidade. Duas coisas que ele nem ao menos possui.

 

– Eu gostaria que você fosse uma opção, porém…


 

Jungkook fala, ironizando. Jimin apenas dá risada da “cantada” (se é que isso possa ser chamado assim, por mim, isso é assédio, e talvez, eu deveria apenas dar um soco na cara deles dois) ruim do amigo. 

 

– Qual é, Jungkook. Como se você precisasse a pagar por isso...

 

Os dois riem juntamente, fecho meu punho contra a caneta, a vontade de enfiar aquilo no olho de um deles era grande. 

Mas, hoje, não estou afim de ser processada...muito menos, presa.

 

– E aí, Jisoo? Daqui três dias, faremos uma festa na minha casa, de noite, gostaríamos de te convidar…aceita?

 

Apenas, continuo olhando fixamente para a caneta, me controlando internamente.

 

– Daqui há três dias? Não. Não quero nenhuma bala sendo atravessada pelo meu crânio no caminho, e, mesmo assim...eu preferiria isto, do que ir em algum lugar, em que vocês também estivessem presentes...agora, vamos ao pedido, rapazes...o que realmente gostariam?

 

Mostro a aliança reluzente em meu dedo, delicada, mas, bem significativa, tenho grande afeto por ela, e nunca saio sem que esteja em meu dedo. 

Jeon apenas levanta uma de suas sobrancelhas, com aquele sorrisinho psicopata dele. O Park apenas ri do fora que Jungkook havia levado, como um bobo infantil que ele é.

 

Antes que eu pudesse dar mais uma risadinha constrangida naquele dia, e voltar a pular o assunto...o inesperado acontece.


 

– Hmm, sinto muito, Jeon. 


 

Uma voz surgiu atrás de mim, poderia reconhecer esse tom melodioso em qualquer lugar que fosse… 


 

– Esta “opção” está fora de cogitação…

 

Era Jennie.

 

Ela segura minha cintura, acariciando-a um pouco, me dando um encontro de lábios...coro, sorrindo boba. 

A ciumenta mostra a aliança em seu dedo anelar em seguida. 


 

– Não falem mais com a minha namorada dessa forma...ou, daqui há três dias...farei questão de mirar bem no meio da testa de vocês, e Jungkook… - Os dois se encaram, de forma mortal – Eu acabo com o Jimin, na sua frente...apenas, para te ver agonizando enquanto seu “amiguinho” estiver caído pelo chão, já sem ar, entendeu? Quer ver isso? 


 

Ela olha para Jimin, e Jimin a encara de volta, dois desafiadores. 


 

– Tente, nervosinha...

 

Ele a responde. Perturbador, eu diria.

 

– Calma Jennie, a Jisoo é apenas gostosa, mas, talvez, eu não queira mais uma me enchendo de mensagens no dia seguinte...deixa para lá. 

 

Jennie o puxa pela camisa, se aproximando ainda mais dele. Ele ri em sua cara, enquanto, ela quase rasgava o tecido que cobria a pele do Park. 

 

– Primeiro, não me chame de nervosinha, porque eu posso ser bem mais do que apenas isso. E, segundo, não é você que não a quer, e sim ela que nunca te quis…vá foder sua namorada, e deixe a minha em paz, já que você não sabe como realmente tratar uma mulher como ela merece, porra

 

Chamo rapidamente outra garçonete para atendê-los, ao perceber que uma briga se formaria ali caso eu não interviesse de alguma forma…

Afasto Jennie dali, deixando meu avental de trabalho, e caderno para anotações sobre o balcão mais próximo, a arrastando para um canto mais privado, onde não havia ninguém para nos observar conversar. Pelo menos, achei que não.

Jennie rosna, brava. Já sabendo que receberia um belo sermão de minha parte. 

A encaro, ela me devolve o olhar. 


 

– Jennie, se controla...você havia me prometido de que não falaremos mais disso. - Seus olhos cerrados, se batem com os meus, agora, assustados - Sei do seu passado como expurgadora, porém, você disse que se arrepende profundamente de tudo que fez…


 

Jennie já havia feito parte de gangues anos anteriores, e até já chegou a ser líder de algumas delas, ainda quando estávamos no colégio. 

Porém, ela já salvou muitos inocentes em cima disso, o que não tira o fato de que ela já matou outra pessoa para...

 

Na noite de expurgo, tudo está em conta. Quem estiver sobre as calçadas das ruas, morre. 

Sem motivo algum na maioria dos casos, eles só querem matar. 

 

Ela não só matava expurgadores, mas, criminosos em si...como estupradores, e agressores em geral que usavam o “evento” para desfrutarem de seus mais terríveis desejos com inocentes. 

 

Talvez porque, seu pai tenha sido morto anos atrás, por motivo algum...enquanto, ela ainda era jovem demais para entender o porquê de ele não ter voltado mais para a casa, como sempre fazia, depois de seus longos turnos em firmas distanciadas da região.

Sua mãe lhe disse que estava tudo bem, apesar de as lágrimas pesadas lutarem para cair, quando recebeu a notícia, e sua persistência em acreditar que era mentira e que um dia ele voltaria, morreu junto.

 

Jennie ainda era pequena, e voltou a brincar com suas pelúcias, vivendo em uma ilusão, de que seu pai apenas havia entrado em mais uma de suas viagens de trabalho ao exterior, e em qualquer dia, de qualquer semana, mês, ou até mesmo, ano...ele voltaria, e a abraçaria com todo o carinho e amor de um pai, e ela com toda a saudade e angústia de uma filha que ainda acreditava nisso de alguma forma…

Ela sempre foi solitária, e nunca gostou muito de conversar sobre, até hoje, há buracos nessa história, pois, ela nunca teve forças o suficiente para me contar tudo.

 

Suas lágrimas e cacos de um coração partido não a permitem tal ato.

 

Sua mãe também faleceu anos depois, mas, por causas naturais...quando ela ainda tinha dezenove anos de idade.

Jennie é forte, e eu sei disso, porém, toda essa coragem dela sempre me preocupou. Pois, eu não sei até onde ela pode ir quando atinge seu limite.

Ela parou, assim que começamos a namorar na faculdade, e permanece até hoje da mesma forma...o que me alivia, pois, já me basta Jiyoon dando enxaquecas fortes para minha pessoa. 

 

– Jisoo, entenda. Eu não suporto mais esses caras achando que você é apenas um pedaço de carne fresca para eles devorarem em um churrasco…!


 

Ela fala alto, fazendo com que mesas próximas dali ouvissem suas palavras e se espantaram com seu tom alterado...nos encarando. 

Jennie contém seu nervosismo, cerrando os punhos. 

 

– E, eu nunca… - Faz uma pausa longa para manter o ar - Você sabe...eu nunca fiz mal para alguém que não merecesse...você sabe muito bem disso. Eu sempre fiz aquilo, para tentar ajudar pessoas indefesas, inocentes...


 

Me arrepio ao ouvi-la. Seus olhos se tornavam diamantes pouco a pouco, pelas lágrimas que se juntavam ali…

Sempre me esqueço de que esse tipo de conversa ainda é sensível para ela, e que eu não deveria voltar a relembrar tempos como aqueles…

 

Toco em seu rosto suavemente, tentando a acalmar de leve…

Ela encaixa sua bochecha fofinha na palma de minha mão, parecendo uma gatinha carente por atenção. 

 

– Relaxe...eu sei disso, só não quero que você volte a frequentar as ruas nesta noite...você tem noção do quão perigoso pode ser, muito mais do que eu. Eu me preocupo tanto, Nini. 

 

Jennie sabia que o papo ficará sério a partir do momento que Jisoo se referia a ela como “Nini”. Significava de que ela não estava brincando nem um pouco naquilo que dizia. 

 

A mais nova a abraçou, acariciando seu cabelo preso em um rabo de cavalo desajeitado, que lhe deixava ainda mais fofa do que já era. 

Jisoo a retribui, fortemente, desejando nunca precisar ter que sair de seus braços. 


 

– Desculpe. Não quis ser grossa, esses caras só precisam parar de encher a porra do seu saco todo santo dia, como você não se cansa? 


 

A mais velha dá uma leve risadinha, que faz Jennie se confundir ainda mais. 


 

– Porque eu tenho uma namorada maravilhosa para me proteger…


 

Sorri, enquanto a outra apenas revirava seus olhos, de forma brincalhona como Jennie sempre fora. 


 

– Volte para o trabalho, sei que seu horário de almoço não é tão longo quanto diz...não quero que se atrase por minha causa…- Diz, ajeitando seu cabelo  - De novo. 

 

Jisoo convence a namorada, que queria continuar em sua presença até quando lhe permitisse. 

 

– Okay, okay... - concordou, levemente entristecida por não poder ficar mais - Você venceu, mas, só se eu ganhar um beijinho de despedida… 

 

As duas concordaram, dando um beijinho rápido, e apressado, pois, ambas precisavam voltar a trabalhar imediatamente. 

Jisoo vê Jennie saindo pela porta dos fundos da cafeteria, onde dobraria a rua e cortaria caminho até seu estúdio, já que era fotógrafa.

Certamente preocupada, suspira, ainda sentindo o cheiro de seu perfume dócil deixado em seu corpo...❜

 


Notas Finais


-- Obrigada por ter acompanhado até aqui, espero que tenham gostado.
-- Bom, não sei quando vai ter att aqui, mas...é isso ksksk tomara que o prólogo ao menos tenha ficado bom ksks <3
-- <3☻


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...