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História Bloody Hell (Hwang Hyunjin) - Capítulo 4


Escrita por: Kpitch_

Notas do Autor


Mais um capítulo pra vcs! Espero que gostem
¡¡¡¡¡¡contém tópicos sensíveis pra alguns leitores!!!!!!

Capítulo 4 - Capítulo 3


Gente, confiram sempre as Notas do Autor pra ver se há várias exclamações (!!!) juntas. Isso significa que há cenas que podem causar gatilho a alguns leitores!

Boa leitura!

.

- Senhor Park! Que surpresa vê-lo aqui! – Torci para o meu tom de voz não ter saído exageradamente animado e me curvei em uma profunda reverência.

Ele deu tapinhas nas minhas costas enquanto ria. E que risada irritante de velho rico desgraçado!

- Ora, levante-se, Nyxinha! – Tremi internamente com o apelido “carinhoso" que ele insistia em usar toda vez que se referia a mim – Não sou nenhum deus!

Mas se acha um!

Endireitei minha postura e forcei uma risada para acompanhá-lo.

- E já disse que prefiro ser chamado de JYP – Foda-se.

- O que o traz aqui, JYP? Fui informada de que sua visita seria só no próximo mês – Tentei soar descontraída.

- Bom, fiquei sabendo que alguns imprevistos aconteceram com os iniciantes e decidi visitá-los para ver como estavam – O sorriso macabro dele me fez trincar o maxilar. Olhei por cima de seu ombro numa tentativa de visualizar a enfermaria, mas seus baba-ovo – seguranças – entraram na frente.

- Entendi... – Voltei meus olhos para ele – Estão bem?

De repente, seu sorriso forçado se transformou numa expressão de pesar igualmente forçada. Me perguntei se era necessário colocar que sabe atuar no currículo de burgueses safados.

- Infelizmente, alguns não parecem estar se recuperando muito bem. E dois não resistiram... – Meu coração se apertou com essa possibilidade.

São apenas jovens perdidos que não tiveram escolha. Talvez tivessem um futuro brilhante quando pudessem se livrar da OAM.

O apito do relógio de bolso do filho da p- digo, JYP me despertou e voltei a analisá-lo.

- Bom, tenho que ir agora. Hoje meu dia está cheio! – Ele riu e deu tapinhas nas minhas costas, como se não tivesse acabado de dar a notícia de que duas pessoas haviam morrido – Espero que na minha próxima visita não haja nenhum iniciante machucado.

Em outras palavras: “espero que você treine-os melhor da próxima vez, porque a culpa de eles estarem gravemente machucados é toda sua, não da falta de contato com os verdadeiros monstros até serem jogados num campo de batalha na época mais perigosa do ano!”

Mordi o interior das minhas bochechas com tanta força que o gosto metálico logo se alastrou pela minha língua. Talvez eu devesse simplesmente matá-lo logo.

- Espero que não. Acho que uma forma de evitar isso é escolher uma época mais adequada para levá-los a um campo de batalha e aumentar a idade máxima de formação pra vinte (20) anos, o que acha? E deixar alguns guias treinados com eles até todos se familiarizarem com o mundo real – Disse tudo com um sorriso no rosto. Ele já havia passado por mim, e estávamos de costas um para o outro, apenas alguns centímetros nos separando. Eu encarava seu corpo tenso por cima do ombro.

Não consegui evitar o sorriso quando seus punhos se fecharam discretamente sob a manga do paletó, claro sinal de raiva. No entanto, ele se recompôs e soltou outra risada.

- Sempre cheia de ideias, Nyxinha – “Nyxinha" é teu cu – Levarei suas propostas em consideração.

E saiu.

Bufei quando os guardinhas dele passaram por mim e voltei minha atenção para as duas.

- Posso entrar agora, Mina? – Perguntei a ela.

- Pode. Apenas um aviso, Nyx – Seu olhar tornou-se sombrio num passe de mágica – Essas visitas estão cada vez mais frequentes. E quando eles entram, nós não podemos ficar aqui. Só quando seus guardas especializados nos chamam é que podemos voltar.

Assenti e entrei na enfermaria.

Lá estavam os meus ex-alunos, a maioria dormindo por causa dos sedativos. Me perguntei se era realmente necessário deixá-los dopados 90% do tempo de internação.

- Oi Nyx – Uma voz dócil, embora quase sem força, chamou minha atenção. Abri o maior sorriso do mundo ao ver Mia, uma aluna transferida da Austrália, deitada no segundo leito.

- Oi, Mimi! – Era o apelido que eu carinhosamente dera a ela apenas para irritá-la – O que faz aqui? Achei que fosse forte como uma fera!

Apesar de tentar manter o tom de voz leve, a preocupação me tomava a cada passo que eu dava. Ela estava bastante machucada, como se tivesse se sacrificado para salvar os outros.

- Sou a líder do grupo. Por isso não posso deixá-los – Fez uma expressão triste – Mas nossa primeira missão foi desastrosa... eu falhei com os meus colegas. Nem ao menos deveria ser a líder.

Vi seu queixo trêmulo, sinal de que estava se segurando muito para não chorar. Mia era excelente combatente em todas as áreas: foco, agilidade, técnica, força, precisão e trabalho em equipe. No entanto, seu perfeccionismo a cegava demais para que entendesse que nem tudo era culpa dela.

- Não seja tão dura consigo mesma. Você se tornou líder por merecer, então qualquer um que estivesse no seu lugar não teria as mesmas condições que você tem de liderá-los – Proferi com a voz firme.

- Você tem. É uma líder bem melhor.

- Sou mais experiente, Mia – Franzi o cenho – Está sendo injusta com o seu processo e com o meu. Acha que eu não passei pelo mesmo que você mais vezes do que sou capaz de contar? Fui obrigada a ver integrantes do meu grupo partirem ou se machucarem seriamente diversas vezes sob a minha responsabilidade, mas não havia nada que eu pudesse fazer. E, mesmo que houvesse, não foi o que aconteceu. Agora não adianta se culpar por isso.

Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Mia, que logo tratou de secá-la. Ela odiava demonstrar qualquer tipo de fraqueza.

- Deveria ter sido eu no lugar deles – Vi a raiva em seu olhar... a mesma raiva que eu carregava comigo todas as vezes que algo acontecia com a minha equipe.

- Não diga isso, Mia – Segurei sua mão – Não deveria ter sido ninguém. O que a OAM faz conosco é desumano. Vocês nunca tiveram treinamento num campo de batalha real e, quando formaram seu grupo, jogaram vocês sem nem supervisão na época mais perigosa do ano. Tudo o que aconteceu é culpa deles, não sua. Isso é uma das maiores queixas desde que entrei aqui e até hoje a coordenação dessa organização não fez nada pra prevenir esse tanto de mortes.

É como se eles quisessem dizimar os magos.

- Mas nós deveríamos estar preparados! Eu deveria... – A interrompi.

- Não. O treinamento que vocês recebem aqui... que a OAM nos obriga a dar a vocês é diferente do mundo real. É mais inofensivo, porque vocês são obrigação deles aqui dentro, mas lá fora... lá fora vocês não são obrigação de ninguém – Suspirei – Entende onde eu quero chegar?

Apesar de querer discutir mais, de querer discordar de mim, percebeu que eu estava certa. Que o problema é a OAM, não Mia, nem os treinadores dela, nem seu grupo.

Ficamos um tempo em silêncio, num pesar pelas perdas e pela vida que fomos fadadas a levar desde que a OAM nos resgatou. Éramos todos obrigados a amadurecer rápido demais, sem tempo de digerir o fim precoce da nossa infância.

- Algum dia passa? – Voltei meu olhar para Mia, que encarava fixamente algum ponto à sua frente – A dor de perder pessoas que lutaram com você desde o início? O fardo de ser a líder de um grupo que não sabe se viverá o suficiente pra saber o que é a vida além de sangue e perdas?

Engoli em seco, sentindo sua pergunta me sufocar. Esse era o tipo de dor que ninguém deveria sentir, muito menos uma garota de quatorze (14) anos.

- Não passa... nunca. O peso da dor e da perda – Mordi meu lábio inferior, hesitante – Mas sempre vai ter um motivo pra você não se deixar ser consumida por isso, por mais insignificante que pareça. Apenas... agarre-se a ele e não solte-o, ok?


Notas Finais


Tem pouca gente acompanhando essa fic, mas entendo que isso é culpa minha😅
Se puderem compartilhar, dar corações, comentar, adicionar às suas listas de leitura... enfim, eu agradeço muuuuuito♡
Beijinhos!


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