História Bloody Ink - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), PSY, Wonder Girls
Personagens Min Yoongi (Suga), PSY, YuBin
Tags Bts, Nanjin, Perseguição, Policial, Suspense, Taekook, Vkook, Wondergirls, Yoongi!centric
Visualizações 31
Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Failure


Fanfic / Fanfiction Bloody Ink - Capítulo 1 - Failure

A melancolia poderia facilmente descrevê-lo. Desafortunado e desajustado, Min Yoongi não tivera a vida desejada. Vivia de aluguel num apartamento minúsculo no centro da cidade e trabalhava como professor para suprir as necessidades financeiras. Após sua mais recente investida no mundo da literatura, tudo o que lhe sobrara foram ideias escassas, exemplares empoeirados não vendidos e um rombo de 740 mil wons. Seu terceiro romance tomou o mesmo rumo dos demais: um fracasso absoluto. Talvez esse mundo não fosse para o rapaz, talvez devesse sujeitar-se ao ordinário desinteressante, mesmo que a ideia soasse pior do que o suicídio. No entanto, uma chama ainda ardia viva e intensa em seu coração; devia tentar novamente, dar-se por vencido e desistir daquilo que sonhara para si, seria covardia.

Sua meta foi clara durante todo o dia, deu as habituais duas aulas de filosofia para cada sala do ensino médio e partiu, ao meio da tarde, para casa. Forçou-se a subir as escadas o mais rápido possível, como se as ideias fossem cair de seu cérebro, socou as mãos no paletó surrado e destrancou a porta de madeira pintada de branco que separava seu mundo do banal e supérfluo. Seus sapatos foram deixados às pressas pelo caminho, bem como a pasta que levava consigo. Seu único foco era chegar ao antigo notebook preto que jazia numa escrivaninha defronte à uma janela, esta que era coberta por uma persiana empoeirada cuja vista revelava o furor do coração da cidade.

Min Yoongi aconchegou-se na cadeira, ligou seu notebook e... Frustração. Tão breve quanto avistara a folha branca em sua frente, suas ideias esvaíram-se como fumaça num vendaval. Novamente o universo em sua mente tornara-se um devaneio débil ao avistar a página em branco. Seus dedos tentaram esmiuçar a ideia que julgara genial, no entanto, o ímpeto furioso de excluir palavra por palavra daquele show de horrores, o impedira de sair do primeiro parágrafo.

Horas e mais horas regadas a canecas cheias de café pouco adoçado e extremamente quentes seguiram o enorme fracasso da noite: mesmo que a ideia passasse o dia em sua mente, agora não conseguia sequer escrever um parágrafo. Seu trabalho não passou de horas de planejamento amarrando os pormenores de sua ficção e nomeando personagens que sequer sabia se seriam mesmo usados, se é que haveria mesmo uma história para tanto.

 

...

 

O despertador soou, despertando Min Yoongi que, pelo que parecia a milésima vez, dormira debruçado na escrivaninha velha de madeira coberta de provas. Para pagar o aluguel que atrasara novamente, o rapaz decidiu pegar mais turmas, o que significava muito mais provas e trabalhos para corrigir. Além de não conseguir escrever sua história, agora estava abarrotado de trabalho e seu prazo já havia estourado. Apressado, juntou as pilhas de papéis e meteu-a na tradicional mala de couro e seguiu para um banho quente.

Seu último mês resumira-se em frustração. Além dos diversos afazeres comuns, a vida de Yoongi ganhara uma nova lamúria: o desespero por não conseguir pôr em palavras o que classifica como “a história de sua vida”. Mesmo que tudo faça extremo sentido em sua mente, o rapaz sofre com o bloqueio criativo; constante que não fora fato em suas investidas anteriores, cuja escrita e revisão não demorara mais de dois meses. Sua mente ziguezagueava em busca de um algoz para a criatividade e só conseguia pensar na sobrecarga que têm sofrido ao adquirir mais turmas. Talvez devesse repensar e abdicar delas para o bem de sua sanidade, no entanto suas contas diziam que nem que ficasse louco, o dinheiro seria suficiente.

O ônibus deixou o rapaz a poucos metros da escola onde leciona, dando-lhe um dos momentos mais apreciados do dia: uma caminhada matinal ao som dos pássaros recém-despertos nas copas das árvores, despreocupados. O rapaz sempre os invejou; são livres para alçar voo quando algo os incomoda, a natureza é sua moradia e o único aluguel que pagam são as sementes que dispersam em seus altos voos, criando um lar para tantos outros pássaros. Sempre introspectivo, o rapaz de paletó preto surrado caminhava despreocupado analisando pormenores à sua volta. A pesada pasta de couro jazia em seu ombro conforme o sol começava a tocar seus cabelos negros; embora a rua já estivesse cheia de transeuntes, a grande estrela brilhante e preguiçosa acabava de emitir seus primeiros raios.

- Professor Yoongi, bom dia! – O porteiro o cumprimentou enquanto abria o portão.

- Bom dia, senhor Jae Sang. – O rapaz respondeu como se despertasse de um transe.

- Minha filha acabou de ler seu último romance, professor! - O homem parecia entusiasmado.

- Sério?! – Min Yoongi se animou. – E ela gostou?

- Adorou! Inclusive contou pra uma amiga que também está ansiosa para ler. O senhor ainda tem algum exemplar sobrando?

- Se tenho? - O rapaz emitiu um riso irônico. - Tenho quase todos. Se vendi dez do lote, foi muito.

- E no lote tinha quantos, professor?

- Tinham cem unidades. – Yoongi acrescentou amargo.

- Que fase.

- Que fase. - O professor deu de ombros. – Posso trazer o livro para ela amanhã?

- Claro! Direi para que minha filha consiga o valor com a amiga.

- Obrigado!

Finalmente o período letivo havia acabado, talvez Min Yoongi pudesse ter um descanso para sua mente. Agora era só entregar suas avaliações corrigidas e investir suas semanas de recesso na escrita de sua história. Novamente absorto em seu mundo particular enquanto o som do salto de seus sapatos ecoava pela escola, o rapaz imaginava uma das cenas de seu romance que, atualmente, já parecia muito mais com um thriller. Talvez ele não tenha muito talento para escritas açucaradas.

Ao adentrar a sala dos professores, percebeu que foi o primeiro a chegar, então aproveitou o momento de sorte para anotar em sua caderneta a cena que acabara de imaginar. A caneta deslizava rapidamente pelo papel como se o rapaz estivesse com medo de que a ideia fugisse de sua mente, ou que seus momentos de paz e silêncio fossem interrompidos pela presença de outrem. O que de fato se confirmou. A diretora adentrou a sala e encontrou o solitário Min Yoongi, o que fez com que ele percebesse que ficara só por quase uma hora. O som dos saltos altos da mulher ecoaram pela sala conforme ela se aproximava. Ele aproveitou para retirar as provas da pasta.

- Professor Yoongi, fico feliz que tenha terminado de corrigir as provas. – A mulher sentou na cadeira à frente do rapaz.

- Diretora Yubin, sinto muito pelo atraso. Os outros professores não virão?

- A reunião com eles foi ontem. Deixei este dia de prazo a mais para você, especificamente. Eu preciso conversar com você. – A mulher ajeitou a postura.

- Pois não. – Um calafrio desceu pela espinha do professor. – Pode falar.

- Antes de tudo, quero que saiba que amo seus livros e acho que você tem um talento nato pra isso. Além de um ótimo escritor, você é um excelente professor, mas...

- Estou demitido? – Yoongi cortou a fala da mulher.

- Por favor, não leve a mal. Mas achamos um professor que cumprirá os prazos. Infelizmente precisamos cumpri-los. Até mesmo eu tenho.

- Compreendo. – Seu paletó parecia pesar uma tonelada sobre seus ombros, ou talvez fosse o peso das contas que ele sabia que não teria como pagar.

- Obrigado pelas provas, professor. Eu te desejo sucesso.

- Estou dispensado? – Yoongi soou mais seco do que gostaria.

- Está sim. – A mulher forçou um sorriso.

O rapaz socou seu estojo e sua caderneta dentro de sua pasta de couro marrom e deixou a sala, andando perplexo até a saída, onde o porteiro acenou e, sorridente, disse o último “até amanhã” de Yoongi naquela escola. Se não for o pior dia da vida do rapaz, com certeza é sua pior quinta-feira.


Notas Finais


Betagem: @SophieInTheDark


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