História Bloody Mary ERERI - RIREN - Capítulo 8


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Notas do Autor


Boa leitura❤ Não se esqueçam de comentar a parte que mais gostou nos últimos caps, para que assim eu saiba onde estão gostando❤

Capítulo 8 - Capítulo 8


Há uma lenda antiga, que os anciões do seu tempo contavam para os mais jovens, que alegava claramente que tínhamos partes da alma separadas. Eles diziam que todo o ser humano é composto por quatro partes essenciais, a fase bebê, a criança, a jovem e a adulta. Mas para que chegássemos na fase adulta, teríamos que passar pelas outras três, que serviriam como um aprendizado para sermos um adulto melhor. Por ter passado cento e setenta e nove anos, sendo dezoito do tempo em que viveu, a alma do Levi era consideravelmente velha. Porém, o tempo não a faria ser sábia, pois seu espírito aprisionado estava preso em uma maldição onde nunca encontraria paz, o que o deixava incapaz de renascer e aprender a evolução. O estopim para o seu "libertamento" foi ter reencontrado a pessoa que tanto ama, assim o lembrando, mesmo que só um pouco, quem ele foi um dia. E para que pudesse ter sua segunda chance ao lado do amor de sua vida, Levi se aprisionou no que deveria ser seu corpo se tivesse sido reencarnado. Sua alma ainda estava presa ao passado, o que lhe fez não completar sua passagem de bebê para criança, pois não havia como seguir de criança para jovem, o que resultou em seu coma. Mas apesar de sua chance única, Levi ainda não se via feliz.

Com um toque insistente em seu reflexo, ele desviou seu olhar do espelho, o que atraiu a atenção de Kuchel, que estava dobrando roupa na cama. "Filho? Algo de errado?"

"Eu sinto que estou errando. Esse não é meu tempo. Não é minha vida. Eu me sinto um intruso."

"Levi..."

"Eu vejo o Eren na minha frente. Eu o protejo, eu o toco, mas... Eu me sinto errado em fazer isso. Eu o amo tanto... Eu o esperei por tanto tempo. Tanto tempo..." Ao dizer isso, algumas lágrimas solitárias escorreram pelo seu rosto pálido, indo conforme a chuva do lado de fora da casa.

Hoje deveria ter sido seu segundo dia de aula, mas o temporal foi tão forte e repentino, que logo a rádio anunciou que não teria aula em nenhuma escola e que era para todos de protegerem da chuva, evitando sair para não haver acidentes.

"Eu sempre fui a filha perfeita que o papai quis que eu fosse. Eu fazia tudo o que ele mandava... Até chegar num ponto de me sentir como se fosse um tipo de marionete. Onde eu tinha que agir conforme ele queria." Ao lembrar do seu passado, Levi teve que lutar contra suas lágrimas. De fato, ele odiava dias chuvosos. "Eu o amava mesmo ele me fazendo passar por tudo aquilo. Lembro que, às vezes, eu me pegava pensando... E se alguém bater em mim e notar o quão oco sou? Eu não sentia nada, como se tivesse vazio por dentro. Também não podia fazer nada. Era um mundo cinza onde eu só tinha que andar para cima e para baixo com a droga de uma sombrinha para evitar o sol em minha pele. Mas, então, eu lembro do dia em que Miguel me alertou do novo empregado." sorriu

Kuchel, que havia parado de dobrar as roupas, se deitou de bruços na cama enquanto observava com bastante atenção a história que seu filho contava. Esbanjando um sorriso encorajador para que ele colocasse tudo para fora de uma só vez. Afinal, ela queria fazer parte de sua vida, mas ele sempre preferia se manter neutro e guardar tudo para si só. Ela tinha que agradecer à esse dia chuvoso... Seu bebê começou a falar!

"Não vou mentir. Eu não tinha nenhum pingo de vontade de conhecê-lo. Eu só queria testar um pouco a paciência do Miguel, que já era um senhorzinho de idade, mas bastante protetor. Lembro também de pensar nos argumentos que iria usar para infernizar a vida daquele novo empregado..." riu, "Assim como lembro da primeira vez que olhei em seus olhos. Aquela sensação... Eu senti meu mundo girar tão devagar ao meu arredor, sabe? Como se só existisse eu e ele naquele momento. Deus... Ele era tão lindo e atrapalhado. Sua luz deu vida ao meu mundo cinza."

Com um pequeno sorriso entristecido, Levi pegou a escova e começou a pentear seus cabelos, querendo usar qualquer coisa para tentar esquecer da dor que sempre o consumia ao lembrar de seu passado.

"Nosso começo não foi lá uns dos melhores... Mas acabamos nos tornando amigos. Uma vez, eu adentrei na cozinha sem que ninguém percebesse e lhe fiz uma torta. Eu sabia que a sua situação financeira não era boa, e também sabia que ele tinha um certo orgulho para pedir um pedaço de pão a alguém. Então eu fiz a torta... Comemos juntos, sabe? Foi tipo um piquenique. De repente, eu esqueci dos cortes em meus dedos quando ele riu. Ele era tão bobo... Até mesmo seu jeitinho de falar comigo sempre me deixava sem ar perto dele."

Parando de pentear seu cabelo, ele começou a fazer uma trança cuidadosa. "Éramos amigos, então não havia problema em acompanhar seu trabalho todas as tardes, certo? Ele foi o único que me tirou altas risadas e sorrisos sinceros. Quando me dei conta... Eu já estava apaixonado por ele. Mas não era ingênuo de acreditar que papai aceitaria tão fácil essa história, então me mantive calado por um tempo. Bem, até no dia em que ele resolveu me vender à um cara. Não vou mentir, eu tentei manipulá-lo e pensei ter conseguido. Esse foi meu maior erro. Eu havia caído na armadilha do homem que jurava me amar mais do que qualquer coisa."

Fechando seus olhos, Levi tentou lembrar a feição do Kenny naquele dia, mas tudo o que conseguia eram apenas lembranças rápidas e embaçadas.

"Quando Eren e eu nos beijamos, sabíamos que corríamos riscos grandes. Eu realmente nunca me importei com dinheiro, então não via problema em estar com a pessoa que eu amava. Mas tudo que é bom dura pouco. Principalmente se for dois jovens ingênuos que acreditassem na única chance que tinham de ficarem um ao lado do outro... Infelizmente, esses jovens eram nós."

Mordendo o lábio inferior, somente uma lágrima solitária escorreu de seu rosto. "Marcamos de nos encontrar no outro dia. Seria o jantar em comemoração ao nosso noivado. Eu tinha o melhor vestido branco, então o usei para aquela ocasião especial. Eu esperei por quase duas horas, garantindo ao meu pai que logo ele chegaria e que havia sido um atraso bobo de sua parte."

Levantando-se da cadeira, Levi caminhou até a janela, espiando o lado de fora através da cortina. "Pouco tempo depois, Miguel entrou com a notícia." virando-se para encarar sua mãe, ele continuou. "Quem eu tanto amei... Se foi. Eren havia sido assassinato, enquanto dormia junto de sua mãe. Por um momento... Só por um único e mísero momento, eu sentia como se tivesse o mundo em minhas mãos. Tudo parecia ser tão simples e legal... Eu ao lado da pessoa que amo, vivendo bem... No fim, foi tudo uma ilusão que criei por ser jovem demais. Eu só consegui sentir o toque dele por um dia, e o perdi no outro."

Voltando a andar pelo quarto, Levi olhava para as cortinas, tapete, cama... Qualquer coisa que fosse interessante o suficiente para esquecer um pouco aquele nó em sua garganta.

"Minha alegria foi embora em menos de uma noite. Foi levada através das chamas. Eu desisti de uma pequena parte de mim no momento em que descobri a sua morte. Eu passei a noite inteira rezando... Esperando por uma resposta que nunca veio. Sabe o que ganhei em troca? No dia que eu iria tentar me despedir em seu funeral, meu pai havia marcado de ser meu casamento. Eu lembro da sensação do medo... Eu queria fugir dalí. Eu queria estar com o Eren... Eu queria poder voltar no tempo e protegê-lo da ganância do meu pai! Que achou melhor matar um homem inocente apenas para que seu filho, ou melhor, filha se casasse com um rico." Ao dizer isso, ele riu. "Eu me matei! Isso mesmo que ouviu, mamãe! Eu me matei! E faria tudo de novo se fosse para me manter longe daqueles monstros!"

"Levi..." Percebendo que o mesmo já não estava mais em si, ela levantou-se da cama com calma.

"Eles arrancaram de mim tudo o que eu amei! Quando tentei descansar, aquele maldito me acordou ao me implorar por seu perdão. Eu juro... Eu tentei tanto voltar a dormir... Então novamente fui acordado. Dessa vez, por meio de humilhação. Ele se masturbava em meus vestidos, chamava pelo meu nome quase todas as noites, me xingava... Eu me sentia imundo! Eu não aguentava mais aquilo... Eu só queria silenciá-lo! No fim... Zombou novamente da minha morte. Eu não pude aguentar mais... Eu não era tão paciente quanto achavam."

Puxando seus longos cabelos com força, Levi riu alto. "Vejam só! Olhem no que me transformaram! O mundo só me vê como uma maldição por causa deles! E eu farei questão de ser a pior das maldições para qualquer um que zombe da minha morte!" gritou, fazendo com que o espelho se rachasse todo antes de que alguns pedaços começassem a cair, o que o fez parar de rir, dando lugar à uma feição perturbada. "Sem ele... Sem o meu Eren, eu não sou nada! Se me roubarem ele outra vez... Não! Não conseguirão! Ninguém tocará nele outra vez! Eu não permitirei!"

Kuchel veio em sua direção e o abraçou, puxando-o para cama para que pudesse relaxar em seus braços. "Vai ficar tudo bem, meu amor... Mamãe está aqui agora. Eu não vou deixar que nenhum mal aconteça novamente com você..."

Com lágrimas em seus olhos, Levi tocou em seu rosto com carinho. "Eu sempre te quis tanto... Sempre imaginei como seria ter uma mãe ao meu lado... Minha única chance de tê-la, e eu tive que te forçar a ser minha marionete. Assim como o papai fazia comigo..." chorou, "Se eu a libertar... As coisas com certeza irão fugir do controle. Mas eu gostaria de ter ao menos o seu apoio uma vez só."

"Posso não ter a noção total, mas entendo a dor que você passa. Você perdeu alguém importante e acabou se prendendo nisso, filho. Aquele homem no passado, é o garoto de agora. Mesmo sendo idênticos, talvez nunca tenham a mesma personalidade. Você têm que deixar ele ir para poder se ver livre também."

"Eu o amo, mãe. Mesmo sendo jovem agora, sempre que o vejo, meu coração bate assim como batia antes. Eren ainda é o meu Eren. Ele só precisa lembrar de quem eu sou... Então, só assim viveremos felizes."

"Talvez lembrar seja doloroso demais, filho. Por que acha que não lembramos de nossas vidas passadas? É o destino querendo que vocês recomecem do zero. Aprendam a se amar outra vez, de uma nova forma, numa nova época."

Ao ouvir isso, Levi apenas desviou seu olhar e se levantou, fugindo mais uma vez da verdade. "Vou tomar um banho de chuva."

"O que?! Levi, você não pode. Sua saúde est-"

Com um toque suave em seu rosto, Levi forçou-a a dormir, colocando-a com cuidado na cama antes de enrolá-la num edredom. Com um beijo em sua testa, ele falou: "Sinto muito. Mas não posso desistir do meu homem." Dito isso, ele se afastou e saiu, fechando a porta com cuidado atrás de si.

Seus passos silenciosos o faziam passar despercebido por cada cômodo, até que chegasse em frente a porta. Abrindo-a, ele estremeceu pelo vento frio antes de pôr uma perna para fora. Tomando coragem, ele saiu da varanda, parando no meio da rua ao olhar para o céu.

Fechando seus olhos, ele permitiu sentir cada gota de água que o molhava, se perdendo em meio à turbilhões de pensamentos de uma só vez. Ele estava assustado, mesmo que nunca ousasse admitir ou demonstrar. Agora que se via livre de sua prisão, seu passado o assombrava ao ponto de deixá-lo inquieto.

Com os lábios trêmulos, ele lutou contra as lágrimas que insistiam em querer sair. Ele queria que seu Eren o abracasse agora... Que o garantisse que todos os seus esforços estavam valendo a pena e que logo estariam juntos outra vez.

E enquanto se auto abraçava no meio da rua, na casa em frente a sua estava Eren em seu quarto, desenhando algo enquanto cantarolava a música que tocava em seu fone de ouvido. Por algum motivo, hoje a chuva havia trago motivação e inspiração para desenhar, então ele logo pegou seu caderno e começou a rabiscar o que vinha em sua mente.

Parando de desenhar um pouco, ele afastou o desenho de si para ver como ele ficava de longe, sorrindo ao ver que estava bom. Como ainda não havia terminado, ele não estava completamente bem desenhado, era mais como alguns esboços simples e delicado do que parecia ser uma mulher olhando para fora da janela enquanto segurava um tipo de flor que nunca havia visto antes. Por mais bobo que parecesse, o tamanho do cabelo dela lembrava-lhe bastante Levi, o que o fez caprichar ainda mais no desenho sem que percebesse.

Quando estava prestes a pegar seu lápis roxo para pintar a flor, ele parou para espiar o lado de fora, notando uma figura no meio daquela forte chuva. Levantando-se de sua poltrona, ele limpou o vidro embaçado de sua janela, sorrindo quando reconheceu a pessoa lá fora.

"Me espere." riu ao deixar o caderno em cima da poltrona, saindo do quarto logo depois com passos longos.

Quando descia as escadas, chamou a atenção do Grisha, que bebia um copo de café quente para permanecer acordado, ainda sem conseguir dormir pela noite anterior.

"Aonde vai?"

"Banho de chuva." falou rapidamente para que não tivesse chance do homem mais velho implicar com sua ideia.

"Banho de chuva?" quando Grisha repetiu o que havia ouvido, já tinha sido tarde demais. Eren já havia passado como um carro desgovernado por lá.

Com um pequeno sorriso no canto dos lábios, Grisha se apoiou na mesa e voltou a beber seu café, tendo em mente que Eren sabia o que estava fazendo muito bem. Quando o mesmo parou na varanda, nem sequer um pensamento de querer voltar para dentro passou por sua cabeça. Forçando sua vista, ele sorriu ao ver Levi se abraçando enquanto se movia lentamente de um lado para o outro, como se dançasse ao ritmo da chuva.

"E lá vai eu." Se encorajou a sair na chuva, rindo baixinho quando começou a ser molhado.

Indo na direção do Levi, Eren sorriu de uma maneira boba ao prestar atenção nele, o que fez seu carinho aumentar ao notar como seu contraste combinava com dias chuvosos. Tomando um longa respiração, ele foi até ele e o abraçou por trás, numa brincadeira boba e infantil de sua parte.

Rodando-o enquanto ria, Eren o colocou de volta no chão, sorrindo quando ele corou.

"Eren..." sorriu

"Como não teve coragem de bater na minha porta para me chamar?" brincou, colocando algumas mechas de seu cabelo molhado para trás, tirando-as de seu rosto.

Como se o sorriso do Eren levasse todos os medos e rancor que poderia ter, Levi sorriu também. O que era seus problemas perante o Eren? Aí, parado em sua frente, estava a razão do seu viver. O seu amor, o seu mundo... Ele havia vindo somente por sua causa.

Sentindo seus lábios tremerem quando seus olhos lacrimejaram outra vez, Levi deu um passo em sua direção e o abraçou, agradecendo o fato da chuva encobrir bem suas lágrimas.

"Wow!"

Retribuindo o abraço com carinho, Eren deu um pequeno beijo por impulso no topo de sua cabeça, ficando vermelho assim que percebeu o que tinha feito. "L-Levi! E-eu-"

"Está tudo bem, Eren... Eu gosto." murmurou ao apoiar sua cabeça no peitoral dele, o que o fez sorrir.

"Por que estava chorando?" Ao notar as lágrimas não derramadas daqueles olhos marejados, Eren levantou seu rosto com cuidado, fazendo um carinho em sua bochecha antes de beijar sua testa.

"Eu estou com medo, Eren." admitiu, não conseguindo esconder nada do seu amor, que ao ouvir isso, franziu o cenho.

"Alguém falou algo com você? Foi isso? Quem foi?"

"Não é isso. Tenho medo de não conseguir acompanhar esse tempo ao seu lado."

Após ouvir isso, Eren apenas sorriu com carinho. "Eu não sairei do seu lado, Levi. Ao menos que você queira." Ao dizer isso, ele deu um passo para trás, fechando seus olhos ao suspirar.

"Eren?"

"Corre."

Arregalando seus olhos, Levi tocou em seu peito quando o medo aumentou. Ele havia irritado o Eren?

"E-Eren..."

"Corra antes que eu não te dê mais tempo." sorriu ao abrir seus olhos, já ficando na posição para agarrá-lo. "Se eu te pegar, não serei gentil."

Antes mesmo que pudesse pensar em responder algo, ele já estava correndo. Sua respiração era ofegante, mas ele não parava, Eren estava bem na sua cola. E isso o lembrou vividamente das brincadeiras de ambos, o que fez seu coração bater acelerado. Virando-se com um enorme sorriso estampado em seu rosto, ele disse em um tom alto e divertido: "Não vai conseguir me pegar!"

Rindo alto pela provocação, Eren disse: "Você vai ver! Irei te pegar, Levi!"

Aumentando o ritmo, logo Eren se viu próximo o suficiente para segurar, mesmo que só por alguns segundos, o tecido molhado do vestido preto que Levi usava. Para uma coisinha tão pequena, ele corria muito. Eren admitia isso. Mas não admitia deixá-lo fugir por mais tempo.

"Ah!" gritou quando foi pego nos braços, rindo alto quando Eren o fez ficar no estilo noiva antes de rodá-los mais uma vez.

Parando de rodar, Eren ria como nunca antes junto do Levi, sentindo-se leve ao estar do seu lado. Quando conseguiu se acalmar um pouco, Eren sorriu ao voltar seu olhar para o Levi. Se encantando com o pequeno sorriso que o outro tinha. E com um olhar que transbordava carinho e admiração, ele disse: "Te peguei."

Passando os braços em volta do pescoço do outro, Levi o abraçou com bastante cuidado, como se temesse machucá-lo de alguma maneira ou que ele sumisse de repente, deixando-o sozinho novamente. Tremendo com o pensamento, ele o apertou em seu abraço, o que resultou numa risada alta vinda do Eren.

"Nunca vi uma presa ficar tão feliz nos braços de seu predador." brincou

Deitando a cabeça em seu ombro, Levi fechou seus olhos ao sorrir com o som da risada do outro. Havia se tornado fato agora. Ele não o perderia dessa vez.



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