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História Bloody Moon - Capítulo 2


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Notas do Autor


Tô com medo de mim. Socorro

-O escritor :D

Capítulo 2 - Caçada


Fanfic / Fanfiction Bloody Moon - Capítulo 2 - Caçada

Correndo floresta à dentro, um tipo de cão negro passava em alta velocidade por entre as árvores, aparentemente perseguindo algo. Após algum tempo, via-se um homem demasiadamente fora de forma, lá pelos seus 30/40 anos e extremamente horrorizado. Dado algum tempo, o homem seria pego pela criatura monstruosa, tendo seu corpo completamente dilacerado e devorado.

No dia seguinte, Mikhail seria acordado pelo som de alguém batendo à sua porta, logo indo atender e abrindo a porta. Em sua frente havia um homem alto, forte, de farda e distintivo no peito. Era um policial, que logo questionou:

-Seus pais estão em casa?

-N-não. Eu estou sozinho desde meu aniversário, no dia 11.

-Você saiu de casa ontem à noite?

-Não. Passei os últimos dois dias em casa, já que é feriado.

O policial franzia a testa e ajeitava seu cinto, logo dizendo:

-Um cadáver foi encontrado na última noite, numa floresta perto dessa cidade. Minhas fontes dizem ter visto você ir à floresta com alguém nessa semana. Você confirma essa informação?

-Sim. fui com minha avó pra ver o local onde eu ia acampar com meus amigos.

-Hum... Qualquer informação que obtiver, me avise.

Mikhail se lembrava do ataque que sofreu alguns dias atrás, logo exclamando:

-Espera! Eu lembro que no dia que fui com minha avó pro lugar eu fui atacado.

-Por quem?

-Não era uma pessoa. Parecia um lobo ou algo do tipo. Não sei direito. Era tipo um cão muito grande, meio hominídeo.

O homem fazia uma cara de quem perdeu toda a suspensão de discrença no que o garoto dizia, logo respondendo de forma um tanto arrogante:

-Olha garoto. Um corpo foi encontrado, ou seja, alguém morreu. Isso é extremamente sério, e não vou tolerar brincadeiras com isso. Então colabore com a polícia ou não faça nada.

-... - Mikhail sentia um certo ódio pela forma com que foi tratado, logo avançando contra o senhor e o golpeava no estômago.

-Está maluco, garoto?! - Ele erguia seu tazer.

-Acalme-se e não tente isso novamente, se não eu atiro.

-Certo... - O garoto relaxava e sorria de forma sínica.

-Tenha um bom dia, senhor policial. - Ele fechava a porta e se sentava no sofá, ligando para Danil.

-O que foi, Mik? - Questionava de forma preguiçosa, como quem acabou de acordar.

-Acharam um cadáver na floresta. Vem pra cá daqui 20 minutos. Acho que sei o que tá acontecendo.

Mikhail desligava a chamada e iria até seu computador, começando a pesquisar casos semelhantes ao acidente da noite no camping. Após certo tempo ele achava uma história bem parecida com a sua, vinda de uma cidade no Brasil, chamada Joanópolis. O relato se tratava de uma mulher que dizia ter sido atacada por um "licantropo". De começo ele não entendeu, porém, pesquisou e achou os seguintes resultados: Licantropo vem do grego. "Lican",lobo. "Tropo", homem. Logo resultando em "Homem-lobo".

Assustado, ele seria surpreendido pelo chamado do amigo vindo do lado de fora. Ele iria até lá e começava à conversar com o amigo.

-Então você acha que um caso que aconteceu no FODENDO Brasil é parecido com o seu?

-Não parecido. ELES SÃO IDÊNTICOS. Eu fui atacado por um ser não identificado cientificamente e, de acordo com o calendário lunar, os dois aconteceram numa lua cheia.

-Quer dizer que uma vez por mês você vai criar pelos no corpo, ficar de quatro, sair uivando e matando todo mundo? - Perguntava de forma sarcástica.

-EXATAMENTE! Isso significa ser um lobisomem. Mas de acordo  com o que eu pesquisei dá pra controlar, dependendo da forma pela qual eu fui "amaldiçoado". Pode ser usando a camisa do avesso, falando um mantra, relaxando, bebendo água banhada na luz da lua ou eu consigo controlar desde sempre.

-Pera, então se você controlasse, não teria matado aquela pessoa, certo?

-Essa é a questão. Talvez sim, talvez não. Por que eu não tenho como saber.

-COMO ASSIM, MEU DEUS?!

-Eu fui mordido poucos dias atrás, então só vou me transformar na próxima lua cheia. Portanto, o ser que matou a pessoa tem altas chances de ser o mesmo "Lycan" que me atacou. Talvez ele não consiga controlar.

-Então quer dizer que você também não vai conseguir.

-Não teria tanta certeza.

Danil se encontrava altamente confuso com a última declaração do amigo, logo perguntando:

-Como assim "Não teria tanta certeza"?

-Simples. Não sabemos como esse cara se tornou o que é. Pode ter sido mordido como eu, mas de acordo com as minhas fontes, somente um lobo "alfa" pode infectar os outros, além de não poder SER infectado, somente podendo se tornar uma besta através de maldição ou rituais profanos. Dado isso, nosso "amiguinho peludo" é um lobo alfa, que não consegue se transformar quando quer, não consegue se controlar e não foi mordido.

-Caralho... - Diria ele com um rosto surpreso.

-Ainda não acabei.

-Prossiga, Mik.

-Eu não vi nenhum sinal de ritual pelo lugar dos dois ataques, já que ambos ocorreram no mesmo bosque, portanto, há uma chance bem maior do cara ter sido amaldiçoado. Fora que ele deve viver lá, por ser uma área rural, abandonada e de muita mata. O lugar perfeito pra uma fera sem controle não matar ninguém. Então ele não pode ser uma pessoa da cidade, mas não devemos excluir essa afirmação. Eu, particularmente, nunca vi ninguém estranho, com cheiro de enxofre e garras andando por aí. Agora precisamos tentar triangular a área que ele vive.

-Certo. Os dois ataques aconteceram em bosques diferentes, né? - Dizia Danil, dando uma nova informação para Mikhail.

-Boa. Eu não sabia disso. Então o Lycan está numa área próxima aos dois lugares... Talvez...

O amigo do "lobo" teria um estalo psíquico e logo exclamava:

-A CABANA ABANDONADA PERTO DA CASA DA SUA AVÓ

-Genial. Vamos pra lá. - Dizia Mikhail com um tom de voz empolgado.

-A-agora?

-Claro que não. Amanhã tem aula. Vamos jogar um videogame e vamos pro colégio juntos. Daí exploramos depois da aula.

-Certo. Eu posso levar o revólver do meu pai pra nos proteger.

-Sabe usar?

-Não...

-Então não leve. Leva uma faca ou algo do tipo. - Dizia ele ao pegar um dos "dualshock" e ligava seu console, logo começando a jogar com seu amigo.


Notas Finais


Deu trabalho pra desenvolver o raciocínio usado nesse cap. Foi só conversa e pouquíssima ação, mas acho que isso dá uma variada pra obra. Espero que tenham gostado e que não chamem o Mik de "L da periferia".

-O escritor :D


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