História Bloody Valentine - Capítulo 21


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Boris, Castiel, Dimitry, Kentin, Leigh, Letícia, Lynn, Nathaniel, Peggy, Professor Faraize, Professora Delanay, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier
Tags Casnath, Castiel X Nathaniel, Leigh X Rosalya, Lysandre X Armin, Lysmin, Vamp!armin, Vampiros
Visualizações 18
Palavras 1.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi povo, saiu um cap pra vcs!!

Capítulo 21 - Lembrar.


— Eu queria que você ficasse mais um pouco. — pediu Armin.

— Amanhã é domingo, eu estarei de volta na hora do almoço, prometo. — segurou as mãos frias entre as suas quentes.

— Eu amo você, Lysandre Sinclair Ainsworth.

— Acho que nunca te ouvi me chamar assim.

— Não gosta?

— Não, eu adoro o som da sua voz dizendo o meu nome.

— Posso dizer quantas vezes você quiser quando voltar amanhã.

— Ficarei ansioso esperando.

— O chofer está chegando. — Armin disse ouvindo o freio do carro e se afastando para não ser visto. — Vai lá e até.

— Até.

Lysandre saiu assim que viu a luz do carro e olhou o chofer de Nathaniel, porém, para sua surpresa também havia mais um passageiro quando entrou na parte de trás do carro e era Viktor.

— Oi. Não sabia que viria também. — disse Lysandre.

— Castiel me convidou de última hora, algo sobre um novo jogo e ele precisar de alguém que saiba jogar.

— É... Não sou muito bom em jogos desse tipo.

— Jogos de tiro? Eu posso te ensinar, se quiser.

— Eu adoraria aprender. Castiel nunca teve paciência de me ensinar.

— Eu te ensino e você sai comigo amanhã, que tal?

— Claro.

Os dois continuaram conversando enquanto o chofer fazia o trajeto até o apartamento de Castiel, que logo recebeu os seus dois amigos. Nathaniel já estava ali, deitado no sofá, lendo um livro. Ele havia se acostumado facilmente a ficar perto de Castiel apesar de ainda brigarem, ainda assim parecia um casal de velhos.

Lysandre e Viktor deixaram suas mochilas no quarto bagunçado de Castiel e se juntaram a eles na sala. Viktor se sentou no chão em cima do tapete peludo ao lado de Castiel, Lysandre sentou-se no sofá e ficou acariciando Dragon, que estranhamente parecia ser o novo guarda-costas de Nathaniel.

A medida que acariciava os pêlos do cachorro do seu melhor amigo e acompanhava a calmaria dos dois jogando juntamente com Nathaniel lendo, Lysandre percebeu como sua vida havia mudado muito e que era a terceira vez nesses dois últimos dias em que esteve dormindo no apartamento de Castiel, que parecia ser uma vida normal de alguém do colegial, não a vida de um personagem que saiu dos livros da Anne Rice ou Stephen King.

Mas precisava admitir que fizesse falta ter Armin por perto, ouvir suas piadas e comentários a respeito de como Lysandre não contava às coisas que aconteciam no colégio direito ou como ele era silencioso demais, às vezes, e acima de tudo, sentia falta da troca de olhares. Azul havia se tornando sua nova cor favorita. Eu quero o fazer ser meu.

— Lysandre, quer tentar? — ouviu Viktor lhe chamar o que o tirou de seus pensamentos e encarou o rapaz de cabelos negros segurando o joystick, enquanto Castiel foi para cozinha fazer algo para eles.

— Claro. — se deslizou até o chão e se sentou ao lado de Viktor, ao qual lhe explicou quais botões deveria apertar do controle.

— Qualquer dúvida é só perguntar, vamos ao modo fácil.

Será que consigo aprender e jogar com Armin? Perguntava-se à medida que movia sua personagem e tentava sobreviver.

Foi uma noite normal demais para Lysandre que estava acostumado a dormir com a varanda aberta, a ouvir passos pelo quarto e sentir a presença de um vampiro que lhe deseja de corpo inteiro. Era mais uma noite diferente e normal, uma noite que o fazia lembrar quando Armin era só um colega de classe seu...

-x-

Lysandre desligou o despertador novamente, já era a segunda vez que despertava e não conseguia se levantar até Leigh vir acordá-lo e Lysandre o abraçar, quase que o puxando para a cama.

— Não seja tão preguiçoso. Vai se atrasar e me solta! — Leigh dizia.

Geralmente Lysandre ouvia o despertador e se levantava sem grandes rodeios, porém, havia esses momentos em que sua preguiça aparecia e este era um desses dias.

Quando Leigh saiu do seu quarto, Lysandre se levantou devagar, foi ao banheiro, lavou o rosto e foi tomar café, então, se trocou, escovou os dentes e arrumou seu cabelo que estava péssimo naquele dia, quase o fazendo cogitar em usar sua cartola, mas resolveu não ir com ela, então, só se apressou para ir ao colégio e findar com seus deveres para que depois pudesse escrever suas canções.

— Bom dia. — disse quando encontrou seu melhor amigo a caminho do colégio.

— Não tem nada de bom em acordar cedo e vir para o Inferno. — reclamou Castiel com seu cabelo ruivo bagunçado.

— Faltam dois dias para o fim de semana, não é tão ruim.

— Só você para ver o lado bom das coisas.

— Hoje é quarta-feira.

— E?

— Nathaniel fica até mais tarde hoje...

— Foda-se se o cú de ferro fica até meia-noite nesse inferno, caguei pra isso!

— Hoje vamos ficar até mais tarde também?

— É claro, temos muita coisa pra fazer porra!

— Então você pode ver o Nathaniel.

— Você ‘tá me tirando?! — Lysandre segurou o riso.

— Raphael é um bom nome para o filho de vocês. — Lysandre apressou o passo ao dizer isso.

— Vai se foder, Lysandre! — gritou Castiel que nem tentou ir ao mesmo passo que seu amigo, ao qual chegou primeiro dentro do colégio e nos armários.

Destravou o armário usando sua senha que era fácil, afinal, não tinha boa memória para se lembrar de uma complicada e pegou seus livros das matérias que teria hoje.

— Chegamos. — disse Alexy do outro lado do corredor, deixando Armin encostado nos armários. — Até que horas você ficou acordado?

— Eu sei lá... Umas quatro horas da manhã? Não consigo nem pensar... — bocejou e ficou encostado nos armários, seu irmão praticamente o arrastou para o colégio. — Vai na minha aula no meu lugar, por favor.

— Não tenho mais cabelo preto para trocar de lugar com você. — disse Alexy pegando seus livros e os livros de Armin dentro do armário que eles dividiam.

— É inglês... E pega uma peruca do clube de teatro.

— A resposta é não. — entregou o livro de inglês e mochila para Armin, que pegou tudo.

— Tá, vou ir. Tchau... — e girou seus calcanhares a caminho da aula de inglês, sendo seguido por seu irmão e mais outros alunos.

Nesta aula, o professor separou todos em grupos e foi o primeiro contato real que Lysandre tivera com Armin, já que os dois ficaram no mesmo grupo junto com Violette e Peggy.

A atividade consistia em escreverem em inglês, obviamente, um defeito seu no papel sem pôr seu nome e passar pelas rodas formadas pelos demais, que escreveriam uma qualidade para a pessoa dona do papel, mas somente depois de passar por todos da mesa.

— Começar o dia com terapia em grupo. — reclamou Castiel olhando Lysandre que deu de ombros, no seu grupo estava Melody, Kentin e Alexy.

— Não tenho defeitos, sou perfeito. — brincou Armin, dando uma risada baixa. — Ok, vamos lá.

— É muito fácil achar um defeito em nós mesmos. — comentou Peggy escrevendo e Armin já tinha terminado até dobrou seu papel no meio.

— Tem razão. — disse Violette baixinho e tinha escrito “timidez” no seu papel.

— Eu acredito que nossos defeitos nos tornam melhor. — falou Armin olhando Violette, dando um sorriso de apoio para a amiga.

Lysandre se lembrava perfeitamente dessas palavras e se recordava o que Armin havia escrito no seu papel, algo sobre ser “fraco”. E Lysandre escreveu que seu maior defeito era sua teimosia e Peggy escreveu sobre sua curiosidade excessiva pela vida alheia, ao menos, ela estava sendo honesta. Todos no grupo foram honestos no final.

— Pensei que você escreveria “esquecer coisas importantes”. — comentou Armin a Lysandre e, em sua mente parecia que havia somente os dois na sala.

— Eu jamais me esqueceria de um momento como esse. — ele olhava Armin que estava sentado a sua frente com a carteira grudada na sua. Esse azul dos seus olhos...

— Eu também não.

— Eu sempre gostei da cor dos seus olhos.

— Eu nunca reparei na cor dos seus olhos.

— Eu sei.

— Me perdoe por não ter sido seu amigo quando eu era humano.

— Tudo bem... Você é agora e... Hoje foi seu enterro... — lágrimas já escorriam pela sua face. — Sinto sua falta.

— Quero que saiba que... — sua memória voltou para as frases originais do dia. — Eu não te acho teimoso, Alexy é bem mais.

— É tão calmo que nem parece ser teimoso, mas é uma informação interessante. — comentou Peggy.

— É o que meu irmão diz. — falou Lysandre.

Os papéis corriam pela sala e Lysandre não se recordava do resto, mas se lembrava da notícia do dia seguinte... Armin havia desaparecido.


Notas Finais


continua...


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