História Blow My Mind - Capítulo 3


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Categorias Saga Crepúsculo, The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alice Cullen, Bella Swan, Damon Salvatore, Edward Cullen, Jacob Black, Jasper Hale, Katherine Pierce, Personagens Originais, Stefan Salvatore
Tags Bruxas, Ficção, Lobisomens, Problemas, Romance, Transmorfos, Triângulo Amoroso, Vampiros, Violencia
Visualizações 42
Palavras 2.520
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello povo, como estão? Este é mais um capítulo de Blow My Mind feito com muito carinho para vocês...
Eu peço desculpas antecipadamente por qualquer erro gramatical que eu possa vir a ter cometido.

Agora, sem mais delongas, boa leitura

Capítulo 3 - Os Frios


“Irei passar um tempo na Suécia resolvendo algumas coisas, então não me juntarei a você de imediato. Isso, no entanto, não muda em nada as condições do seu castigo. Continuará morando em Forks e precisará sim estar presente em todas as aulas da nova escola (irei me certificar disso com o diretor, então não tente me enganar). Não permitirei festas ou saidinhas para baladas. E o mais importante, a senhorita está terminantemente proibida de beber sangue direto da veia.

 

Ass: Kristen Broussard”

 

Eu me surpreendo cada vez mais com o asco que minha mãe possui por aparelhos tecnológicos. A raiva dela por tais objetos era tanta que Kristen se incomodava de mandar um pequeno bilhete como este por correio ao invés de usar um celular para mandar torpedos.

 

Suspiro pesadamente, jogando o papel dentro da pequena lareira acesa. Definitivamente, minha mãe não tem a menor vocação para viver no século XXI.

 

Já faziam três dias que eu estava presa dentro deste quarto, tentando ao máximo evitar os retratos pendurados na parede da sala. Eu poderia sim simplesmente tirá-los de lá, mas apenas olhá-los me traziam recordações excruciantes. Principalmente após 12 anos atrás.

 

E foi esse sentimento que me fez evitar a escola durante os dois dias anteriores. Coisa que, por motivos óbvios, eu não poderia fazer hoje. Melhor dizendo, eu até poderia, caso quisesse uma Kristen histérica voltando para casa com meses de antecedência apenas para arrancar meu pescoço.

 

Mas não é bem isso que quero, então ficaria com a opção de não faltar novamente.

 

Olhei-me cuidadosamente no espelho de corpo do guarda-roupa, tentando achar algum defeito em minha aparência e falhando miseravelmente nisso. Eu estava perfeita, sem um fio fora do lugar. As pessoas poderiam me olhar de todos os ângulos possíveis e existentes e tudo o que veriam é a imagem de uma garota excessivamente bela de 17 anos. Sorri com o pensamento.

 

Peguei minha mochila -que a esta altura já possuía os mais diversos tipos de broches e bottons de unicórnios-, meu celular  e os fones de ouvido em cima da escrivaninha, antes de sair do quarto e correr para o andar de baixo, sempre evitando olhar para as paredes. Cheguei na cozinha rapidamente, apenas para abrir a geladeira e perceber as várias bolsas de sangue que a enchiam. Peguei uma delas e bebi rapidamente, sem derramar uma gota sequer. Não queremos nenhum humano morto hoje, não é mesmo?

 

Joguei a bolsinha no lixo e em questão de segundos já me encontrava parada do lado de fora da casa, trancando a porta de entrada. Suspirei aliviada, sorrindo de canto com a situação. Fala sério, fugir dessa maneira da própria casa por causa de alguns retratos… que patético.

 

Guardei as chaves da casa em um bolso qualquer da mochila, sacando a chave da moto mais clichê de todos os tempos. Uma Harley Davidson. Meu ex namorado havia deixado essa belezinha na minha casa um dia antes do nosso término, e digamos que eu não dei muitas chances dele pegá-la de volta.

 

A escola não era muito longe da minha casa. Uns quinze minutos e eu já estava estacionando Joker -como apelidei a moto- no estacionamento da escola. E qual não foi a minha surpresa quando todos os presentes viraram a cabeça para me ver. Mas eu não poderia culpá-los, pessoas de cidades pequena e tediosas como Forks raramente tem a chance de ver algo tão belo. Sorri, retirando o capacete de minha cabeça, aumentando ainda mais os olhares sobre mim. Sabe como é, aquele velho mito de que mulheres em moto só pegam carona.

 

Caminhei tranquilamente por entre os vários alunos presentes ali, reparando em cada detalhe, como, por exemplo, o fato de existirem apenas três carros relativamente decentes naquele estacionamento e seus donos serem Frios. Claro que espantei-me com a última informação, de tal maneira que até mesmo cheguei a expressar isso em minha face, atraindo a atenção dos indivíduos.

 

Eram todos muito belos, assim como a maioria da raça. Pele branca, traços e pose perfeitas… pareciam modelos saídos direto de uma capa de revista de ótima qualidade. O único diferencial que poderia ser notado logo de cara é a cor dos olhos. Castanho fluorescente, de um tom tão claro e intenso que não seria muito difícil alguém confundir com amarelo. Arqueei a sobrancelha, bastante curiosa.

 

Por que os olhos deles não são vermelhos? Essa pergunta me rondava a mente. Eu não conseguia simplesmente ignorar. Eles não pareciam usar qualquer tipo de lente, mas mesmo assim aquilo parecia surreal demais. Jamais vira nada igual.

 

E como se fosse atraída por algum tipo de imã, eu me sentia cada vez mais tentada a descobrir sobre eles. Sorri de lado, com um escárnio enorme inundando meus lábios.

 

- Parece que viver no inferno não vai ser tão ruim assim.- murmurei apenas para mim, mesmo sabendo que eles seriam capazes de ouvir. Mas isso não importava muito naquele momento, então apenas me permitir continuar a seguir o caminho para dentro da escola, sentindo o olhar deles arderem em minhas costas.

 

Me pergunto o que Frios fazem nesta cidade. Geralmente eles são criaturas amantes de locais agitados e com uma grande quantidade de pessoas, assim teria mais liberdade para escolher seus pratos. Mas ali estavam cinco deles vivendo uma vida comum numa cidade sem nada de especial. Aquilo era no mínimo intrigante. Será que estavam de castigo também?

 

- Ai…-Sai de meus pensamentos ao ouvir um pequeno resmungo. Olhei para baixo e encontrei uma garota caída aos meus pés. Ela era tão pequena e fofa, parecia uma criança pela maneira como se encolhia e pedia desculpas milhões de vezes. Provavelmente o tipo que não tem muitas amigas por ser tímida demais.

 

- Não se preocupe, eu que devo me desculpar… - digo estendendo a mão para ajudá-la - Me distrai demais tentando me achar que sequer te vi ai.

 

- Ah não, por favor. - pede, aceitando timidamente minha ajuda-Eu estava tão preocupada com a prova de Física da próxima semana… deixei minha cabeça longe demais. - explicou-se ajeitando o óculos - Sou Angela Weber, se quiser saber.

 

- Sou Calista, Calista Broussard, é um enorme prazer Angela.-Ainda mais numa hora como essa - Você poderia me ajudar a achar a secretaria? Aparentemente preciso assinar algumas coisas antes de entrar em sala.

 

Percebi com facilidade o brilho que tomou os olhos da garota, era óbvia a felicidade que a invadia por poder ajudar alguém. O tipo de pessoa que me divertia mais que qualquer outra. Era sempre interessante ver a decepção em seus olhos e o ódio dominar aos poucos gente como ela.

 

- Será um imenso prazer. - falou excitada, sorrindo timidamente em seguida.

 

- Sério? - indaguei, fingindo estar profundamente feliz com sua resposta - Muito obrigada, você está salvando a minha vida.

 

- Que isso, não é nada demais. - respondeu de forma acanhada. Sorri mais uma vez, apenas para ser gentil.

 

Angela se pôs a andar com certa rapidez ao meu lado, o que denunciava seu nervosismo. Apesar disso, no entanto, a garota fez um ótimo trabalho como guia, não só me mostrando o caminho, como também apresentando-me todas as salas que apareciam em nosso trajeto.

 

- E por fim, a tão aguardada secretaria. - zombou, brincando timidamente com os pés - Quer que eu te espere aqui para te levar para a primeira aula? - questionou, com uma certa esperança na voz. Confesso que em outras eras eu estaria me derretendo toda por ela.

 

- Não se preocupe, Angela. - dispensei-a gentilmente. Era bem provável que eu fosse direto para a diretoria após aqui - Mas obrigada mesmo assim.

 

- Claro. - sorriu triste, logo mudando sua postura - Calista… você gostaria de sentar comigo e com os meus amigos no intervalo? Claro, não quero forçar nem nada….- desesperou-se.

 

- Seria um prazer. - respondi automaticamente, me despedindo com uma aceno e mais palavras gentis - Foi realmente legal conhecer você, Angela, muito obrigada pelo tour. Nos vemos no intervalo.


 

- Até mais…

 

Eu me sentia um monstrinho ao fingir perto dela. Mas não é como se eu fosse me sentir melhor agindo da maneira que realmente gostaria de agir. Angela é fofa, e diferente do que achei ao vê-la sentada no chão, ela é realmente alta, superando meus 1,72, mesmo que superficialmente. Ela é obviamente o tipo de garota que adora ajudar os outros, e isso me irrita profundamente, pois lembrava-me como as coisas costumavam ser em minha vida.

 

Bati na porta da secretaria antes de entrar, apenas para alertar de minha presença. A secretária -uma senhora de aparentes 40 anos, de pele negra e cabelos cacheados- me esperava com um sorriso profissional no rosto, aquele que já vi tantas vezes ao longo de minha vida. O tipo de sorriso que eu mais odeio. O tipo que se tornou tão natural em meu próprio rosto.

 

- Olá querida, deve ser a aluna nova, certo? - questionou. Assenti com a cabeça, evitando uma frase mal criada que me levasse a ser expulsa logo no primeiro dia - Calista Broussard, correto? Aqui está os seus horário e a senha do seu armário, que é o número 317, aliás. O material didático é fornecido pela escola e já está dentro do seu armário.

 

- Certo, posso ir?- questionei, por acidente, em uma voz monótona e entediada. Ela sorriu afetada, negando levemente.

 

- O diretor quer vê-la. Última sala à direita. - E então voltou ao seus afazeres.

 

Revirei os olhos, saindo da sala ainda mais chateada do que entrei. Será que todos naquela cidade possuem personalidades tão decepcionantemente comuns?

 

Suspirei, pela milésima vez naquele mesmo dia, antes de bater na porta da diretoria, torcendo para que o diretor não tenha comunicado minha mão à respeito das faltas.

 

- Entre.

 

Assim como o pedido, entrei na sala, me deparando com um homem baixo de cabelos grisalhos e barriga avantajada. Fechei a cara para a aparência clichê do homem. Por que todo o diretor é baixo, velho e gordo?

 

- Pediu para falar comigo? - indaguei, sentando-me na cadeira a sua frente.

 

- Sim, sim. Mas não é nada para se preocupar. Apenas gostaria de uma explicação à respeito de suas faltas e, claro, dar-lhe as boas vindas.- sorriu abertamente, estendendo sua mão. Tudo o que eu mais queria naquele momento era enforcá-lo e fugir dali, sair daquele universo comum demais onde havia repentinamente parado Entretanto, ao invés disso, eu apenas sorri da maneira mais falsa possível, apertando a mão do velho.

 

- Obrigada, senhor. Bem, minhas faltas devem-se a um mal estar por conta da viagem, sinto muito por isso.

 

- Ah, não se preocupe, quando sua mãe me pediu para iniciar suas aulas ainda essa semana eu quase questionei a sanidade dela. Sinceramente, como ela pode... - a fala do homem não pôde ser completada, graças ao sinal que soou, indicando o início das aulas- Bem, acredito que esteja na sua hora. Boa sorte, senhorita Calista.

 

Agradeci rapidamente, me pondo para fora daquela sala. Até aquele momento eu só havia encontrado pessoa excessivamente boas, as quais eu não conseguiria simplesmente me deixar ser eu mesma. E eu odeio isso.

 

Minha primeira aula, segundo o papelzinho que tinha em mãos, era Biologia, o que quase me fez desistir de tudo e voltar para casa. Descobrir sobre o corpo humano só é bom na prática.

 

Peguei os materiais necessários em meu armário e marchei para sala. Eu não precisava sequer entrar no lugar para saber que um dos cinco Frios estava lá dentro e o restante se encontravam próximos àquela sala, o que me fez esboçar um grande sorriso.

 

Bati na porta, interrompendo a explicação tediosa do professor à respeito dos cromossomos sexuais, abrindo-a logo em seguida.

 

- Me perdoe interromper a aula, professor. O diretor havia me chamado.- falei, recebendo um confirmação com a cabeça. Sinal de que eu poderia entrar.

 

- Fale rapidamente para sala seu nome e idade. - pediu, voltando a escrever algo na lousa.

 

- Calista Broussard, 17 anos. - apresentei-me sorrindo da maneira mais cordial possível.

 

- Ótimo, agora sente-se ao lado da senhorita Rayna. - falou sem sequer se virar. Olhei para ele da maneira mais estupefata possível, me segurando imensamente para não arrancar sua cabeça do pescoço ali mesmo, na frente de todos.

 

- Aqui. - a garota citada fala, levantando a própria mão. Sorriu, me pondo a andar rapidamente até ela.

 

- Obrigada. - sussurro, sentando ao seu lado.

 

- Ao seu dispor. - responde, começando a escrever algo em uma folha de caderno à parte - Aqui, meu número. Me liga para conversarmos melhor.- Olhei-a surpresa, quase paralisada com sua atitude. Afinal, aquilo era algo que sequer poderia ser mal entendido. O enorme sorriso malicioso dela não permitia.

 

Balancei a cabeça, tentando evitar o sorriso que nascia meu rosto. Era difícil um ser humano me pegar desprevenida, ainda mais se tratando de flertes, mas Rayna havia conseguido. Isso porque, assim como eu, a ruiva possuía um talento natural para a coisa.

 

- Claro, como eu poderia negar. - falei, tocando brevemente em seus dedos ao pegar o papel. Nos olhamos durante mais alguns segundos antes de sorrirmos novamente e desviarmos a atenção para outras coisas. Ela para a lousa e eu para o Frio que me olhava fixamente desde a minha entrada. Sorri debochada, acenando minimamente com a mão esquerda.

 

Seria muito divertido brincar com ele.

 

Durante os próximos 30 minutos a aula se resumiu em explicações entediantes sobre genética e um Frio tentando se concentrar na aula sem sucesso. Provavelmente se perguntava sobre mim.

 

O que ela é? Por que fica me encarando como se soubesse meus mais profundos segredos? Ou coisas desse tipo. Confesso que fiquei tentada a olhar dentro da cabeça dele, mas não queria chamar ainda mais atenção, acho que recebi o suficiente para um primeiro de aula.

 

- Bem pessoal, assim como combinamos segunda-feira, hoje iremos reservar estes dez últimos minutos para perguntas totalmente aleatórias, que vocês convenientemente escreveram e colocaram em uma urna. - o homem sorriu e puxou a caixa de papelão atrás de si - Você.- apontou para mim - Já que não sabemos nada sobre você, iremos começar com a senhorita. E a sua pergunta é…- retirou dramaticamente um pequeno papel dobrado da caixa, fechando totalmente a expressão ao olhar o conteúdo - Qual é a sua parte do corpo favorita? Sério pessoal? Esperava mais de vocês.

 

A sala explodiu em gargalhadas, afinal aquela era uma pergunta ridícula e a reação exageradamente decepcionada do professor não ajudava em nada. Mas aquela pergunta me parecia perfeita naquele instante, tanto que um sorriso abriu-se com facilidade em meu rosto ao perceber o quão conveniente era aquela situação.

 

- Mas essa é muito fácil, professor.- provoquei, mordendo meu lábio inferior- Eu sou fascinada num pescoço. - respondo, contendo um pequeno grito de satisfação ao perceber o Frio paralisar em seu lugar.

 

Ele não era estúpido, afinal. Percebia com excelência a maldade por trás daquelas palavras, arriscaria até mesmo dizer que ele entendeu claramente a mensagem que eu tentava passar:

 

Eu sei sobre vocês, cuidado...

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo, comentem o que acharam e nos vemos no próximo cap...


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