História Blue Afterthought - Capítulo 13


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Drama, Exo, Exok, Jongin, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Lee Sunmi, Luhan, Romance, Sehun, Sunmi
Visualizações 21
Palavras 1.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláa pessoal.


Boa leitura :*

Capítulo 13 - Oco


 

 

 

Kim Jongin estava totalmente ensanguentado e dolorido. Seu peito doía. Sua cabeça parecia a ponto de explodir. Estava tudo desmoronando naquele momento.

- Você cometeu um grande erro ao fazer isso... – Levantou seu rosto em direção ao adulto que o desferia socos, sorridente. – …Porquê, sabe.... Eu sou muito bom em sentir dor.

Soltou um grito estridente antes de acertar o homem com uma facada no peito. Os últimos suspiros daquele homem foram cheios de sofrimento e agonia, enquanto o moreno lhe dava o golpe final. Assim que os berros do homem diminuíram ao ponto de não ser mais capaz de dizer nenhuma palavra sequer, ele sussurrou no canto do ouvido de Jongin:

“Kyung.”

Jongin levantou-se, largando o cadáver no chão duro. Naquele minuto silencioso da madrugada, o garoto moreno não pensava absolutamente nada. Não lhe passou nem sequer um pensamento maldoso ou arrependido, foi apenas... oco.

O vento da noite atravessou seus braços ensanguentados e seu rosto inexpressivo. O garoto continuou estático como uma assombração sob a luz fraca do poste ao lado de alguém que não existia mais. Ele estava com alguém, mas o matou e agora estava sozinho.

Completamente.

E ao permanecer parado naquela rua tempo suficiente para o sol começar a aparecer no horizonte, o moreno entendeu que de fato, ninguém viria o prender, nem o punir. Na verdade, esse homem poderia ficar nesse local durante dias, mas nenhum policial viria o investigar, nem mesmo analisar a faca usada pelo garoto ao assassiná-lo. Olhou para as casas e as ruas na sua frente, humildes e sem cor.

A verdade era que: não importa o quanto as pessoas tentam disfarçar suas naturezas com posses, status, distrações e com a moral falha que viviam sob julgamento, o homem era definitivamente.... Uma criatura selvagem.

Kim Jongin tinha apenas 13 anos de idade.

 

 

                                                          *

 

 

 

 

 

 

 

Kyungsoo andava em direção a casa de Baekhyun.

Certamente existia alguma explicação lógica para o amigo faltar aula e não atender nenhuma ligação, pensava. Mas não conseguiu controlar os próprios passos em direção a casa de Byun naquele fim de tarde. Estava preocupado como nunca esteve antes.

Não entendia o que diabos estava acontecendo com Baekhyun e certamente queria acabar com aqueles segredos entre os dois. Mas, quando a porta principal da casa foi aberta por uma figura familiar aos seus olhos, não conseguiu proferir uma palavra sequer.

Park Chanyeol estava na sua frente, intacto e certamente “não-desaparecido”.

E acima de tudo: Na casa de Byun Baekhyun. Outro detalhe importante seria a nudez do garoto até o tronco. Diante de todas as possibilidades que passaram por sua cabeça, nenhuma dava a Kyungsoo uma solução para lidar com essa situação. Deu dois passos para trás e checou a porta de entrada. Ele definitivamente não estava na casa errada.

- Que porra...– Sussurrou, desviando do corpo grande do ruivo como um obstáculo na sua frente e entrou na casa de supetão. Olhou ao redor, procurando pelo menor. Mas a sala estava vazia e silenciosa como se não houvesse ninguém dentro dela.

Virou-se na direção de Chanyeol. O ruivo o olhou de volta, confuso.

- Quem é você? .... – Chanyeol começou, um pouco vacilante. – ...Espera, eu já te vi ante-

- Cadê o Baekhyun? – Kyungsoo o interrompeu rispidamente.

Então Chanyeol recordou-se: Esse garoto estava com Baekhyun na sala do diretor, protegendo ele...

O ruivo levantou uma sobrancelha, observando como o garoto agia.

- Eu perguntei... – Kyungsoo caminhou até Chanyeol de maneira ameaçadora, porém o ruivo não recuou. – .... Onde está ele?! – Gritou.

Quem ele acha que é?

O ruivo apenas o fitou, esperando que o garoto lhe desferisse um soco a qualquer momento. Mas por alguma razão que nem mesmo ele entendia, não ligaria nem um pouco se ele fizesse. Chanyeol revidaria – E, na verdade, faria de muito bom grado.

Chega do nada sem nem mesmo ser convidado e exige saber onde Baekhyun está?

- Você é surdo?! – Kyungsoo berrou. Chanyeol cruzou os braços e o fitou debochadamente, na tentativa de o aborrecer mais ainda.

De repente, passos distantes ressoaram do piso de madeira da casa. E, após alguns segundos esse som tornou-se mais alto, até que um corpo pequeno trêmulo caminhou cambaleante até o local em que Chanyeol e Kyungsoo estavam. Ao encontrarem o olhar um do outro, Baekhyun e Kyungsoo congelaram, sem fala.

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu não gosto desse cara. Pensou o ruivo.

Infelizmente, mesmo que tenha sido um encontro um tanto breve, os sentimentos de Kyungsoo sobre Chanyeol eram recíprocos. Os dois nem mesmo olharam na direção um do outro enquanto Byun aproximava-se lentamente. Os três sentaram-se no sofá, em um silêncio constrangedor.

 

 

 

Claramente, Kyungsoo sabia que havia algo errado com aquela situação, mas estava tão irritado que não conseguia pensar nisso. Apenas perguntava-se a mesma coisa desde que viu o ruivo na porta de entrada: Porque tinha um cara sem camisa na casa de Baekhyun?

Pensar nas possibilidades apenas o deixava mais irritado. Não pôde esconder sua surpresa ao ver Byun enfaixado e coberto de ferimentos, estava completamente desnorteado com todas aquelas informações. Mas tinha a noção de qual era a mais importante, e provavelmente, a que devia se preocupar mais. Massageou as têmporas e soltou um suspiro.

- Baekhyun, você não parece nada bem. – Disse Kyungsoo, a voz macia e profunda demonstrando carinho pelo menor. – O que aconteceu?

Baekhyun parecia desconfortável com a situação, mas ao mesmo tempo seus olhos demonstravam imenso carinho pela pessoa que fitava. Algo dentro de Chanyeol não gostou nada daquilo.

Eu não gosto desse cara! Pensou o ruivo novamente.

Por que Baekhyun está olhando assim para ele?

- Desculpa não dizer nada, Kyung. – Respondeu Baekhyun. – Eu não queria mentir nem guardar segredos.... Mas aconteceu.

- Tudo bem. – Kyungsoo suspirou novamente. – Não estou com raiva.

Chanyeol desviou seu olhar dos dois. Sentia-se como um estorvo em um encontro entre namorados.

Mas para sua sorte – antes que as coisas começassem a ficar mais deprimentes para o ruivo –, ouviu a campainha da porta da casa ressoar. Soltou um suspiro aliviado e levantou-se para atender. Chanyeol agradeceria Jongin o resto da semana por ser tão inconveniente. Só pôde sorrir quando fitou seu amigo na porta da casa.

- Olá! – Disse o moreno despreocupadamente. – Baekhyun ainda está aí?

- Hoje você está abalando, hein. – O ruivo virou-se para Byun, sorrindo minimamente. – Não vou me impressionar se o resto da cidade chegar aqui perguntando por você.

Chanyeol observou a coloração rosada no rosto de Baekhyun tornar-se vermelho vivo, e sentiu-se mais aliviado do que antes. Certamente, Byun, desde que acordou da noite passada, corava com qualquer palavra vinda do ruivo. E aquilo fez com que a presença de Kyungsoo não fosse mais tão importante para ele durante alguns segundos.

Jongin atravessou a porta, surpreendendo-se ao ver um rosto novo dentro da casa. Bom, um rosto um tanto bonito demais para conseguir agir despreocupadamente de novo.

- A-ah, olá. – O moreno sorriu envergonhado. – Eu avisei que estava chegando... Chanyeol avisou? Não sabia que tinha um convidado.

- Não, tudo bem. – Respondeu Kyungsoo. – Eu já estava de saída.

Isso, vai embora! Pensou o ruivo, aliviado.

- Não. – Disse Baekhyun. – Kyung, fica aqui, não tem problema nenhum.

Tem problema sim!

- Eu tenho coisas pra fazer, mas eu posso voltar mais tarde. – Explicou Kyungsoo, fitando o amigo carinhosamente. – E aí você me explica tudo, ok?

Baekhyun assentiu com a cabeça.

Chanyeol não poderia estar mais aliviado, e Jongin não poderia estar mais frustrado. Era quase visível a satisfação correndo pelas veias do ruivo naquele momento, até mesmo seu rosto não escondia o alívio. Por outro lado, Jongin apenas coçava a nuca nervosamente, esperando que o garoto – lindo – desconhecido se despedisse dele. Para a má sorte de ambos os amigos, aconteceu algo que nenhum dos dois esperavam (ou desejavam).

Kyungsoo puxou Baekhyun delicadamente para um abraço, acariciando seu cabelo como se fizesse isso todos os dias. Os rostos dos dois amigos direcionaram-se ao chão do cômodo. Chanyeol quase grunhiu em desgosto ao ver o rosto rosado de Byun e o debochado de Kyungsoo. Definitivamente, esse garoto estava marcando seu território ali. A expressão no seu rosto era explícita: “ Eu cheguei primeiro. “

O moreno e o ruivo sentaram no sofá, surrados por dentro.

Bufaram e cruzaram os braços em sintonia.

 

 

                                                               *

 

 

 

 

Kyungsoo saiu da casa de Baekhyun batendo os pés com força no chão.

Durante todos esses anos em que conviveu com Byun, não fazia ideia de que ele se meteria em uma enrascada tão grande como essa. Assim que entrou na casa do seu amigo, não parou de se surpreender. O rosto totalmente machucado de Baekhyun, o menino desparecido e Kim Jongin. Kyungsoo andou em direção a sua casa com várias perguntas girando na sua cabeça.

O rosto de Baekhyun parecia ter sido resultado de uma briga ou um acidente muito feio. Park Chanyeol – como todos da escola sabiam – é violento e cabeça quente. E quem não conhecia Kim Jongin? Seu nome nunca saia das conversas das meninas da escola, era o garoto lindo e complicado – E um gênio.

Por alguma razão – além dos ciúmes que sentiu naquele dia – ele voltou para casa questionando-se sobre aquele trio. Kyungsoo só esperava que nada de muito grave acontecesse com o amigo. Afinal, parecia que muita coisa já estava acontecendo. E isso não era um bom sinal.

Definitivamente iria ligar para Byun assim que chegasse em casa e pediria todas as informações que pudesse conseguir.

 

 

 

                                         *

 

 

- O que queria falar comigo? – Perguntei, me sentando ao lado de Chanyeol. Estranhamente, o ruivo afastou-se de mim no sofá, possuindo um semblante raivoso.

Aproximei-me novamente dele no sofá. Mas, para minha surpresa, o ruivo apenas repetiu a ação anterior.

Jongin bufou, descruzando os braços.

- Eu só queria esclarecer algumas coisas antes de levar Chanyeol embora. – Finalizou o moreno.

Arregalei os olhos. Chanyeol também.

- O quê?! – Gritamos simultaneamente.

Jongin colocou as mãos para o alto em sinal de rendição.

- Calma, galera... – Disse Jongin. – .... Não sabia que queriam tanto assim ficar juntos.

- D-d-do que está falando? – Disse Chanyeol, as orelhas se tornando tão vermelhas quanto seus cabelos. – Eu não posso ficar aqui?

- Claro que não! – Respondeu o moreno.

- Por quê? – Insistiu o ruivo.

Soltei um pequeno suspiro e abaixei minha cabeça. Realmente, fazia um tempo que já havia ponderado sobre isso: o pai de Chanyeol com certeza iria descobrir se ficássemos tão próximos assim da cidade – E da sua casa. Jongin pronunciou-se, confirmando minhas suspeitas.

- Você mora a duas quadras daqui, tá maluco? – O moreno levantou-se, parecendo irritado. – Ao menos que você queira voltar para sua casa, vai ter que se esconder melhor.

Então, algo inesperado aconteceu. O ruivo, que antes permanecia distante, virou-se em minha direção, fitando-me com olhos tristes. Meu coração pulou uma batida. Desviei o olhar, me lembrando de algumas horas antes de Kyungsoo chegar, em que nós discutimos e depois senti seus braços fortes ao redor do meu corpo, impedindo que eu fosse de encontro ao chão.

Mas agora ele iria embora.

- Ei, Chanyeol. – Disse Jongin. – Podemos conversar sozinhos um pouco?

O garoto moreno me fitou.

De supetão, entendi o recado e me afastei, caminhando até meu quarto.

 

 

 

                                                *

 

 

Durante todos aqueles dias em que esteve na casa do pequeno, Park Chanyeol nunca pensou que enfrentaria tal situação.

De fato, ir embora daquele lugar aconchegante seria uma grande perda – Assim como não ver o menor acordando de manhã cedo. Mas o que Jongin propunha para ele enquanto conversavam naquele fim de tarde o assustou mais do que qualquer outro punho que já enfrentou na vida.

Até mais do que o de seu pai.

- O que eu quero dizer, Chanyeol... – Disse o moreno. – É que nós devemos contar tudo para o Baekhyun.

- Como assim, tudo?

- O que nós fazemos.... – Continuou. – E o que nós somos.

Chanyeol arregalou os olhos, sentindo sua barriga contrair-se.

- Ele precisa saber no que está se metendo. – Finalizou o moreno. – Você deve isso a ele, certo?

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Até a próxima :*


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