História Blue eyes - Capítulo 3


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Categorias Misha Collins, Supernatural
Personagens Abaddon, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Jody Mills, Misha Collins, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Ruth Connell
Visualizações 4
Palavras 2.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Blue eyes - Capítulo 3 - Capítulo 3

Enquanto eu tentava fingir estar muito interessada em uma conversa de mulheres com Sally, Kim e Laine o local foi aos poucos se enchendo, gostaria de não perceber as várias vezes que Misha virou os olhos para mim e sorria.Quando o salão estava completo, o padre colocou-se sobre o pequeno palanque de madeira ali pousado.

Brad e sua esposa, Melissa, entraram juntos...Ela era muito bonita apesar da idade um pouco avançada, como a do quase marido, porém possuía belos pares de olhos castanhos, cabelos escuros e uma pele de alabastro, devia ter alguma descendência grega ou portuguesa.Vestida de branco, como o esperado, porém com o casamento ao ar livre seu vestido era um pouco mais curto e sem grinalda.

A cerimônia foi breve, porém linda, mesmo eu uma pessoa um tanto quanto fechada para relacionamentos senti-me afetada pelo amor daqueles dois.Eles pareciam muito apaixonados, principalmente no momento dos votos, em que não erraram uma palavra se quer.Após o famoso primeiro gole de champanhe de casados, Brad e Melissa iniciaram a valsa logo convidando os convidados para que se juntassem a eles, agora sim a festa estaria começando.

Apenas observei Mark convidar Sally para dançar e ela aceitar de bom grado.Eram outro casal que eu admirava muito, eram sempre tão loucos um pelo outro e faziam um par bonito.Sinceramente toda essa história de casamento me deixara um tanto quanto sensível, duas pessoas estavam juntando suas vidas ali..E eu estava com meus amigos, em pensar que se não tivesse acordado para a vida nunca teria conhecido essas pessoas incríveis e certamente estaria fazendo o mesmo que os noivos nos dias de hoje, a grande diferença é que não havia um pingo de amor em meu antigo relacionamento.

Não agora não, pensei.Mas foi inevitável, diversas memórias tomaram minha mente de repente e a senti doer como nunca, virei o restante da taça com quase desespero, porém a voz de Robert continuava em minha cabeça.

Não é o que você está pensando, baby

Eu vomitaria se ouvisse esse apelido novamente.

Meu estômago embrulhou-se e eu me ergui, não querendo ouvir o som de minhas amigas e Misha chamando, apenas segui, abrindo caminho por entre as pessoas na pista de dança, uma lágrima escorrendo suavemente por meu rosto.Lembro de apenas torcer para que minha maquiagem não borrasse.

Fui ao banheiro do parque, olhando-me no espelho...Nada borrado, mas minha respiração ofegante denunciava o que eu sentia, ódio.Isso não era justo comigo, minha mente não podia me pregar peças assim, eu estava feliz e contente com meus amigos em uma festa de casamento então ela desenterra aquela...Criatura de meu subconsciente não era justo, ele não merecia isso.

Minhas mãos tremiam quando apertei a torneira e a água caiu, lavando minhas mãos tão brancas quanto pequenas, esperava que lavasse minha mente também, mesmo que esse fosse um pensamento extremamente bobo.

Fiquei por alguns segundos, ainda encarando meu reflexo bonito no espelho e então finalmente saí, caminhando correndo de volta para o local da festa até bater novamente em alguém conhecido, só que dessa vez eu usava um salto do tamanho de meu punho o que acabou causando certo desequilíbrio.

- Calminha, ruiva.Nós temos que parar de nos encontrar assim. – Olhos azuis novamente, tão azuis quanto o algodão doce que minha mãe costumava comprar aos sábados para mim.Misha amparou-me com os braços e eu me recompus me afastando o mais rapidamente e educadamente possível, ele tinha cheiro de canela, sândalo e melancia...Era uma mistura exótica e Deus...Maravilhosa.

- Desculpe, eu...Só estava voltando. – Ele sorriu para mim novamente, apenas um contrair de lábios suave, com o tempo aprendi que Misha era especialista em pequenos sorrisos muito significativos.

- Eu percebi, Ruth...Também percebi que estava bem nervosa quando saiu. – Suspirei profundamente e meus olhos caíram para o chão, foi então que tomei dimensão da situação, eu estava com Misha Collins, homem extremamente bonito que demonstrava uma espécie de perseguição comigo, no meio de uma trilha de pedras, afastada tanto dos banheiros quanto da festa, tendo como companhia apenas os postes de luzes retrô acesos.

- Lembranças demais...Coisa demais. – Por incrível que pareça mesmo que não soubesse por tudo o que eu passara, o ator parecia me compreender, talvez porque sua esposa não fosse as mil maravilhas como as meninas disseram ou talvez ele apenas estava sendo gentil, porém eu me senti acolhida com seu olhar, não eram apenas grandes olhos azuis, eram grandes olhos azuis que me ofereciam a proteção que havia perdido há muito tempo.

Ele estendeu-me os braços e eu franzi o cenho com dúvida.

- Ande, ruiva...Um abraço não faz mal a ninguém em situações ruins como as nossas. – Assenti e cedi, ajeitando-me entre seus braços, ele conseguia ser ainda mais quente que o natural, como se estivesse sendo aquecido constantemente.Suas mãos pousaram delicadamente em minhas omoplatas e pela primeira vez em muito tempo eu consegui fechar os olhos e não sentir que estava sozinha.

Não sei por quanto tempo ficamos assim, porém quando nos afastamos limpei outra lágrima solitária e começamos a subir a trilha para o casamento, novamente.

- Por que veio atrás de mim? – Questionei quando estávamos quase chegando ao topo.

- Sinceramente, porque você tem o mesmo olhar que o meu...Achei que precisaria de ajuda...As meninas queriam vir...Mas eu disse para deixarem comigo. – Virei o rosto com prepotência para ele, que soltou uma risada suave.

- O que?Eu acho que consegui, não? – Sorri um pouco enquanto balançava a cabeça negativamente.

- Sim, Misha...Você definitivamente conseguiu.

Ao voltarmos para a mesa notamos que, não havia mais ninguém lá...Kim e Alaina sumiram e eu esperava muito que Laine não estivesse bebendo, pois eu daria um cascudo nela.Então apenas nos sentamos, ele ao meu lado, onde Mark estava antes.

- Então...Onde está sua esposa? – Achei que ele iria surpreende-se com minha pergunta, porém apenas deu de ombros e coçou as orelhas.

- Eu não sei, se quer saber...Ela deve ter ido para a casa do amante depois de me expulsar. – Virei o rosto completamente chocado para o moreno e ele riu. – Não é como se fosse uma coisa ruim, se ela não tivesse me expulsado certamente eu viria sozinho de qualquer forma, chegaria ela começaria a falar sobre como eu sou ausente e blá blá blá e então bum, ela está na cama king size e eu no sofá. – Me surpreendi por duas coisas, quem seria a mulher louca a ponto de conseguir maltratar ou pior trair Misha Collins e em segundo porque ele estava me contando aquilo, nós nos conhecíamos há o que?Menos de uma semana. – Desculpe, pelo momento desabafo, como eu disse você tem o mesmo olhar que eu, não me sentiria confortável estragando a noite dessas pessoas com meus problemas.

- E a minha você pode estragar? – Brinquei com uma risada e ele riu mais.

- Parece bobo de dizer, mas desde o momento que você bateu em mim na lanchonete eu soube que poderíamos ser grande confidentes. – Ri muito com a seriedade de sua voz, ele era um completo palhaço.

- Isso é besteira Misha e só para constar você que bateu em mim. – O ator ergueu as sobrancelhas e seus olhos pareceram ainda maiores.

- Está sendo hipócrita, ruiva. – Revirei os olhos e apontei língua, era minha forma de tirar sarro das pessoas.

- Agora, sem brincadeira, onde vai ficar? – Ele olhou-me, não muito surpreso com minha preocupação, Misha era um prepotente nato.

- Em um hotel perto da praia, sempre gostei da praia e acho que seria um lugar calmo para mim...Então...Lá estou... – Pensei em aliviar suas expressões com minha história sobre Robert, mas ele não precisava de mais uma coisa em sua cabeça, então apenas conversamos por algumas horas.Tínhamos muita coisa em comum, o amor por bandas de Rock, Tolkien, livros de terror e romance policial, teatro...Engatamos em uma discussão sobre qual era o melhor Star Wars, ele batia na tecla de que era o capítulo VI, mas todo mundo sabe que os wookies eram um saco e o capítulo V fora muito melhor.

- Ah fala sério, vai me dizer que você gostou de ver a Leia beijar o Luke? – Questionou ele cruzando os braços sobre o smoking perfeitamente alinhado com seus ombros.Revirei os olhos pela milésima vez, fazendo-o rir com vigor.

- Claro que não, mas foi nesse filme que todos conheceram o maior casal de todos os tempos, Leia e Han Solo e tem mais como existiria o VI sem o V? – Misha riu mais e ergueu as mãos em desistência.

- Ok, você venceu baixinha...Mas só porque fica adorável quando tenta convencer alguém. – Ele tocou meu nariz com a ponta do dedo, o que foi um gesto engraçado porque meu nariz sempre fora muito pontudo e eu acreditava que ele machucara a mão.

- Eu sempre estou certa Misha, vai acabar aprendendo isso. – Pisquei para ele, tomando mais um gole do que acreditava ser uma batida de morango, eu acho que já tinha bebido o suficiente, porém não queria parar...Muito menos meu companheiro de mesa que assegurara-me que viera de taxi.

No meio de um silêncio confortável, observando as estrelas das 1 da manhã, percebi um solo suave tomar conta do ambiente.

- Wild horses... – Murmurei sem nem mesmo ver, Misha sorriu para mim e se ergueu da mesa.

- Os europeus costumam gostar dos Stones...Me concede my lady? – Ele estendeu-me a mão direita num convite que meu eu mais bêbado que sóbrio nunca poderia recusar.Segurei sua mão com a maior força que consegui, os olhos luminosos enviaram um arrepio por minha coluna, eram tão intensos e ao mesmo tempo tão convidativos.

Nos dirigimos a pista colorida que com a musica lenta diminui sua ocupação drasticamente, minhas bochechas esquentaram quando pousei a mão suavemente no ombro de Misha, por isso não ergui os olhos.Em uma coisa eu era completamente especialista dançar...Eu não precisava olhá-lo, apenas continuar dançando, esse era o segredo.

Funcionou muito bem por certo tempo, enquanto eu olhava para o chão e o movimento de nossos pés no piso colocado de discoteca, podia sentir a respiração quente do moreno sobre minha cabeça, era quase inebriante e fazia com que eu esquecesse do que era importante, por isso quando ele soltou minha mão, demorei alguns segundos para raciocinar..Então senti seus dedos empurrando meu queixo para cima, sua mão estava fria, talvez pelo clima da noite, mas o toque em meu rosto trouxera arrepios quentes por toda a região de minha nuca, isso não era normal, não mesmo...Eu estava me deixando envolver por aquele homem.

- Você é uma mulher linda, Ruth...Deixe eu olhar para você. – Sua voz foi suave, mas com um tom de súplica, como se ele quisesse ver mais do que meu rosto.Engoli em seco e sorri envergonhada, sabendo que com certeza minhas bochechas estavam vermelhas.Ele era bem mais alto que eu, então ainda havia uma distância segura entre nossos rostos, mesmo que eu continuasse com o meu levantado.

E a música nunca pareceu tão longa, foi como estar presa em um loop e senti-me completamente errada por não querer sair dele.Enquanto encarava seu rosto, notei que ele parecia realmente um ser vindo dos céus, mas não só por sua beleza..Havia algo nas curvas de seu pequeno sorriso e no nariz simétrico...Ele parecia muito bom para ter tanto peso no olhar.Claro eu já detalhara os olhos de Misha, um milhão de vezes...Em palavras e também em pensamentos, entretanto o que mais chamava atenção era o peso por trás de seu olhar, como se ele estivesse constantemente carregando o mundo nas costas, como Atlas.

Quando a música terminou e alguma coisa de Bon Jovi tomou o ambiente me vi pousando a cabeça abaixo de seu ombro.Pude sentir seu sorriso mesmo sem vê-lo.

- Acho que somos amigos agora não é? – Soltei o inicio de uma risada, não importando quando um casal dançante esbarrou em meu corpo.

- Acho que sim, Misha. – Senti seu suspiro, estava bem quente.


- O que quer fazer com ela? – Questionou o moreno ao meu lado, enquanto eu encarava Brianna jogada numa cadeira com o batom borrado, um pouco de vômito do outro lado na grama e os olhos fechados como janelas.

- Carregá-la para o carro e deixar essas duas dormirem lá em casa. – Apontei para Kim e ela veio até mim, colocando um dedo sobre minha boca.

- Sh-shiu Ruth, vã-o shiiiiiu...vão ouvir você..os aliens, lembra Ruth? – Misha riu e eu revirei os olhos, ao menos Laine mantivera a palavra e não havia bebido.O moreno me ajudou a carregar Bri para o banco de trás do carro de Alaina, enquanto esta guiava Kim para o mesmo lugar.

- Então...Acho que te vejo no set. – Sorri de lado e puxei uma caneta rosa do porta luvas do carro, pegando a mão de Misha e anotando meu número um pouco desajeitadamente, ele ofereceu-me uma última piscadinha antes de abraçar-me com toda força e tirar-me do chão. – Boa madrugada, ruiva. – Apertei seus ombros no alto e então entrei no carro, vendo-o pelo retrovisor enquanto nos afastávamos, ele acenava.

Acomodei Brianna e Kim no quarto de hóspedes e Alaina dormiu comigo, já que minha cama não era uma novidade para ela.Lembro de ter apagado assim que minha cabeça encontrou o travesseiro, sono sem sonhos e muito pesado.



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