História Blue Flames - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 41
Palavras 3.558
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Sobre fotos


Abri os olhos enxergando pequenos pontos de luz nas telhas. Vários pontinhos brilhantes destacados em meio ao ambiente escuro do cômodo. Um deles, razoavelmente grande, refletia diretamente na bochecha de Hoseok que se encontrava em um sono profundo. Desliguei o alarme do celular, motivo pelo qual acordei, e cocei os olhos ainda com muito sono, ter dormido em um fino colchão velho não tinha sido lá uma boa ideia e agora me rendia boas pontadas na coluna. Hoseok então que tinha cara de filhinho do papai que toma banho de leite com certeza sentiria dores em todas as partes do corpo. Olhei para o rosto do citado anteriormente e não aguentei, busquei o celular em meu bolso e o fotografei desejando imensamente estar com a câmera agora. De todo modo, ficou perfeita. A imagem revelava dois pontos de luz incrivelmente belos.

Continuei analisando o rosto do Jung sentindo uma calmaria gostosa. Ás vezes eu gostava de imaginar como seria estar perdidamente apaixonado, como me comportaria em tal situação. Talvez eu deitaria junto de Hoseok e o apertaria entre meus braços enquanto depositava vários beijos carinhosos em seu rosto. Já desejei imensamente me apaixonar algumas vezes, mas logo depois descartava o anseio ao lembrar do quanto as duas pessoas que mais amo no mundo – um deles não mais hoje em dia, me fizeram sofrer.

Estiquei o braço até minha mão estar relativamente perto do rosto do moreno e ai o dei uns tapinhas na cara. Ele deu um pulo se sentando no colchão e ficou olhando para os lados todo atordoado. Tadinho. Soltei uma risada cretina.

- Mas que porra! – exclamou bravo me dando mais carga para abrir os dentes. Hoseok era engraçado irritado, e parece que achei seu ponto fraco.

- Não gosta de levar na cara? – questionei finalmente me levantando. Soltei um bocejo que causou um acúmulo de lágrimas nos cantos dos meus olhos e comecei a me alongar.

- Óbvio que não, que merda de pergunta é essa? – o nervosinho fez uma pergunta retórica e mostrou toda a sua indignação de ser acordado as seis com tapas na cara.

- Eu gosto – dei de ombros – E não falo só de mãos.

Santo Deus!

Eu não consigo controlar a minha safadeza. Por isso a deixava fluir na maioria das vezes, fazer o que se eu sou assim. Quando não estou com ódio é porque meus pensamentos estão infestados de sacanagem. Mas poucas pessoas conheceram esse meu lado, Hoseok é um sortudo.

- Bom saber... – finalmente desfez a carranca estampada em seu rosto para ser safado junto comigo.

O ruim era que Hoseok tinha um outro lado, um que eu não sabia e não gostava muito de receber. O descobri ao ser puxado para o seu colo e receber o típico “beijinho de bom dia”. O empurrei tentando mostrar o máximo de sensibilidade possível, só um pequeno alerta que dizia o quanto os gestos me desagradavam. Eu até poderia corresponder e dar umas pequenas investidas carinhosas, entretanto eu me sentia mal nessas situações. Sempre. Dava vontade de correr tamanho o incômodo.

- Acho que minha mãe e o idiota ainda não estão em casa, vamos tomar café – disse me desencilhando de seu toque. Me apressei para sair logo do cômodo dominado por uma péssima aura, o olhar de estranheza do Jung me incomodou extremamente. Ele me seguiu em silêncio para dentro da minha residência.

Fui colocar o ouvido na porta para conferir se havia ou não movimento na casa, e foi só encostar a parte cartilaginosa na madeira que ela se abriu me fazendo cair dois passos para frente em cima da pessoa que surgiu em uma péssima hora.

- O que está fazendo, garoto? – minha mãe indagou com a voz cansada de quem trabalhou por muito tempo. Me endireitei rapidamente sentindo o nervosismo revirar minhas entranhas.

Droga, não era para ela estar ali.

Em movimentos lentos, minha genitora finalmente fitou Hoseok. Era bem óbvio que ele acabara de acordar devido aos cabelos para cima e as roupas amassadas, eu estava no mesmo estado. Torci internamente para que Junly não fizesse nenhuma pergunta difícil enquanto projetava tudo que teria que dizer a ela para que a situação não parecesse estranha.

- Quem é você? – a lerdeza deixava sua voz mais grave.

- Sou Jung Hoseok, senhora – se curvou mostrando uma educação digna do filhinho de papai que ele era.

- Prazer, Jeon Junly, mãe do seu...amigo? – olhou para mim e eu confirmei rapidamente com a cabeça – Vocês dormiram sem tomar banho? – franziu o cenho conferindo nosso estado – Estão com um cheirinho de suor – inspirou profundamente. Engoli em seco e comecei a suar de nervosismo. Costumava ser um bom mentiroso na maior parte do tempo, menos quando o assunto em questão era o meu ponto fraco.

- É que o Jungkook me chamou para ajudar ele com a reforma. Ai depois ficamos conversando e acabamos caindo no sono sujos – coçou a nuca e sorriu aberto.

A ruga na testa da minha mãe logo se desfez e ela o acompanhou no mostrar de dentes, além de ter ficado nitidamente encantada com o Jung. Ele era mesmo muito bonito e adorável. Roubava o fôlego de qualquer um.

- Seus porcos! – repreendeu se divertindo com a situação. Se ela soubesse porque estávamos suados... – Vão tomar um banho agora. E rápido! Já esta quase na hora de irem para a aula. Hoseok está convidado para tomar café conosco – esticou os lábios singelamente e entrou nos dando passagem.

Puxei Hoseok e o guiei para o meu quarto. Entramos e tranquei a porta. O banho foi ótimo e não há nada melhor do que começar o dia com a boca preenchida daquilo que mais gostamos. Mas é claro que estou falando das torradas da senhora Jeon.

Como minha mãe e Derek estavam extremamente cansados do trabalho. Apenas engoliram o café e foram para o quarto. Agradeci mentalmente pois assim não teriam perguntas.

Terminamos de comer e fomos para a escola de táxi. Claro que eu teria que enfrentar um ônibus caso Hoseok não estivesse aqui, imagina pagar um carro todos os dias para ir para escola eu iria falir minha mãe.

Uns cinco minutos depois do sinal entramos na escola, cada um indo para a sua respectiva sala. Entrei ignorando o professor que já passava o conteúdo no quadro e me dirigi para a cadeira a qual sentava todos os dias. Tive uma péssima surpresa.

- O que está fazendo aqui? – trinquei os dentes observando Park Jimin sentado confortavelmente em meu lugar.

- Assistindo a aula, oras – deu de ombros. Cínico, ele nem é dessa sala.

- E por que não está na sua sala? – cruzei os braços o olhando de cima.

- Jungkook... – suspirou jogando os cabelos loiros para trás – Eu estou na minha sala.

Minhas engrenagens funcionaram lentamente na hora de processar a informação. Sempre achei que Park Jimin fosse do terceiro ano A, não fazia o menor sentindo ele estar na minha sala. A única explicação plausível era o idiota estar compenetrado em me tirar do sério vindo até a classe que estudo e ocupando o meu lugar.

- Quer saber, foda-se. Pouco me importa o que está fazendo aqui, só sai do meu lugar antes que eu o arraste dai – ordenei já começando meu dia ficando de saco cheio. Park Jimin me irritava profundamente, cada vez que o mesmo respirava o meu ódio por ele aumentava. E não era só por causa da briga. Nunca gostei dele.

- Não vou sair. Procura outro lugar para sentar a sua bunda. Se quiser o Hoseok se encontra no terceiro ano A – olhei ao redor vendo se as pessoas prestavam atenção na nossa conversa.

Sim, todos olhavam e ouviam atentos e o otário do professor ainda não tinha percebido a situação.

Deixar seu inimigo a parte de suas fraquezas é o pior erro. Jimin sabia exatamente o que eu não queria compartilhar com o colégio inteiro. Ele queria ser cruel e me desestruturar diante de seu comentário que me provocava um nervosismo iminente. É delicioso ver o medo escorrer em forma de suor frio de pescoços alheios. Fechei os olhos por dois segundos e capturei a apreensão palpável a estrangulando. Ri ruidosamente para o loiro a minha frente e naquele momento eu não dava a mínima para os telespectadores do mesmo jeito que era tão foda-se para quase tudo a minha volta. O medo canta sereno dentro de mim e o ódio, a raiva esses sim gritam em plenos pulmões e sempre se sobressaem em todos os casos. Park queria jogar sujo e eu o queria engasgado no chorume.

Me aproximei dele para sussurrar em seu ouvido pois não queria alarde para o que iria falar.

- Na verdade eu prefiro sentar bem gostoso em outra pessoa do terceiro A – fingi parar para pensar – Kim Taehyung o nome – me afastei vendo o propósito que desejei ser efetivado com êxito. Jimin parecia prestes a perder as estribeiras.

- Jeon Jungkook – o professor fez com que meu olhar fosse desviado – Posso saber por que está de pé?

- Claro que pode. Esse imbecil está no meu lugar.

- Não tem seu nome aqui! – levantou gritando para rebater.

- Eu sento ai desde o começo do ano.

- Foda-se.

- Foda-se o caralho, olha como você fala comigo seu...

- Chega! – o professor gritou me fazendo parar pela surpresa. Estava prestes a ignorar seu protesto e continuar a insultar o loiro só que antes disso o homem mais velho completou a fala me agradando fortemente – Procure outro lugar Park Jimin.

O em questão revirou os olhos irritado e finalmente desgrudou a bunda do meu lugar. Me sentei e vi ele ir para a fileira do lado da minha.

Que diabos!

Park Jimin realmente é dessa sala?

- Não fique nervoso Park, você mata quase todas as aulas mesmo – o professor comentou e toda a turma riu. Nem achei engraçado mas gargalhei só para piorar o humor do mais baixo. E foi graças a fala do mais velho que finalmente descobri o porquê de não ter visto Jimin uma sequer vez na sala e consequentemente não imaginar que o mesmo fazia parte da turma.

Park Jimin realmente é da mesma sala que eu.

Inferno!


[...]


Aproveitava o intervalo de forma produtiva na biblioteca. Tinha um trabalho de literatura para apresentar daqui uns dias e eu estava lendo contos do autor sobre o qual teria que falar, assim teria um conhecimento maior sobre o estilo de sua prosa. Existe um tipo de refúgio imprescindível em ler, é como observar o céu e não ser capaz de explicar sua beleza e tão gostoso quanto tomar um banho quente antes de dormir. É simples. É delicioso. Te faz entrar em outra realidade ao imagina-la e consequentemente fugir da sua. Com certeza um dos meus remédios da alma. Se pudesse queria que me trancassem em uma enorme biblioteca para o resto da minha vida. O conto que eu lia era deveras instigante e falava sobre o desabrochar mental e sexual de uma jovem. Me encontrava completamente compenetrado.

Um novo cheiro se infiltrou ligeiramente em minhas narinas junto com o típico odor da biblioteca. A mesa balançou e uma cadeira foi arrastada sem o menor cuidado. Desejei me inibir da capacidade de levantar os olhos. No fundo eu já sabia de quem se tratava. Um perfume daqueles jamais seria esquecido. Mas o fiz, acabei com a concentração da leitura deixando de ter a cabeça abaixada. E lá estava Kim Taehyung e seus malditos cabelos vermelhos. Ele sorriu para mim e foi tão lindo que não fui capaz de não retribuir, sua peculiaridade em forma de sorriso trazia essa intensa necessidade de reciprocidade.

- Quer pipoca? – sua voz ficava razoavelmente mais rouca ao ser sussurrada. Olhei para o pacote em suas grandes mãos e não pensei muito ao negar.

- Tem certeza? É gourmet – mais uma vez arrastava a cadeira para chegar perto de mim, ficando a um palmo de distância. Revirei os olhos para a especificação feita.

- E qual é a diferença? É tudo pipoca no fim das contas – se tem uma coisa que gosto de fazer é acabar com qualquer tipo de empolgação das pessoas com todos os meus “E dais”.

- É de ninho trufado – mas é claro que Kim Taehyung era capaz de se esquivar. Maldito – E não tem caroço – ainda fez questão de completar revelando o quanto eu fui equivocado ao desprezar o gourmet.

- Cadê o seu namorado? Ele que te mandou aqui para ajudar a encher o meu saco? – questionei mesmo que não estivesse incomodado com a presença do mais velho.

Sei lá eu não conseguia explicar muito bem. Era extremamente difícil classificar o que era Kim Taehyung para mim. Ele me causava coisas bem estranhas, tipo agora que o desejo de o ter por perto é tão forte quanto a vontade de o expulsar com um soco na cara. Não o queria perto de mim.

E também queria.

Singularmente dividido em partes que eu mesmo desconhecia. Experimentá-las parecia um pouco perigoso.

Eram sentimentos exóticos e enjoativos misturados ao medo. Jamais havia experimentado de tais apenas pela mera presença de alguém.

É porque ele é muito, muito lindo.

Só pode.

Mas no fim, apenas fiz a pergunta para saber de Jimin e instigar Taehyung a falar sobre ele. Queria investigar o modo que o nome do loiro sairia da boca do Kim.

- Que namorado? – voltei a revirar os olhos para a indagação idiota e para o sorrisinho estampado em sua face.

- Não se faça de sonso, estou perguntando do Park insuportável Jimin – especifiquei mesmo contra a vontade.

- Ah tá... – prolongou a silaba pensativo – Não somos namorados.

- O que?

Não queria ter elevado a voz e muito menos parecer completamente interessado no assunto. Só que foi exatamente o que fiz. Fiquei até momentaneamente desconcertado por ser tão ridículo.

- Eu até queria sabe, amo muito o Jimin mas ele... – parou de falar ao me encarar – Por que estou falando isso com você? Sou um idiota. Acho que é porque você me lembra um pouco dele – franzi o cenho confuso – Jongin.

Ah Meu Deus.

Não, não e não.

Não quero parecer com o irmão morto isso é uma merda. O incômodo se apossou de mim de forma duplicada, primeiro pelo “Amo muito o Jimin” e segundo por saber que aquele era o modo o qual Taehyung me enxergava. Uma merda de lembrança trágica. Ele pensava em suicídio enquanto me olhava enquanto eu pensava em maneiras de chegar ao paraíso usando todas as partes que compunham seu corpo. Me martirizava só por estar pensando tantas bobagens até porque eu não tinha nada haver com a vida do Kim e muito menos com os seus anseios. Foda-se se eu sou o caralho da lembrança do irmão morto. Não tenho que ligar para isso do mesmo jeito que faço com todas as outras coisas.

Repeti diversas vezes em minha cabeça enquanto fazia cara de nada para o ruivo “Nada pode me atingir”

- Eu achei essa foto no albúm da família – enfiou a mão no bolso tirando de lá uma fotografia – É você e o Jongin quando pequenos, tenho certeza – sorriu fraternal observando a imagem, logo depois a entregando a mim.

Realmente era eu.

Mas um eu que já havia morrido a um bom tempo. Era tudo diferente nessa época, meus cabelos ainda eram bem negros atualmente mas meus dentes de coelho tinham ido embora a um bom tempo. Ao meu lado o outro garotinho revelava uma janelinha que significava a fase de troca de dentes. Nós dois estávamos imundos e só de cueca. Não conseguia sentir a nostalgia vindo só conseguia mergulhar em um mar de questionamentos que arruinariam meu estado de espírito já tão frágil, entre eles o que se destacava era “Já consegui ser tão feliz assim?”. Realmente não lembrava.

Sentia que nunca mais reviveria tais sensações.

Me compenetrei tanto na foto que esqueci que não estava sozinho. Taehyung nem piscava ao olhar para o meu rosto e parecia filmar todas as minhas emoções e transmiti-las em seus olhos em forma de um brilho que me deixou momentaneamente tonto. Levantei da mesa com as pernas bambas e me preparei para fugir novamente. Fui impedido com a mão de dedos longos segurando meu pulso um pouco mais forte do que o necessário.

- É por isso que você sempre me pareceu um pouco familiar. Teve a mesma impressão comigo?

- Não – puxei meu pulso e me esforcei para andar o mais rápido possível.

Aquela biblioteca estava sufocante.


[...]


Fechei os olhos e me escorei na parede de um corredor pouco movimentado que só ficaria cheio quando o sinal batesse. Por favor aqui não, implorava para meu interior não desencadear nenhuma forte emoção negativa no ambiente escolar. Respirava devagar com o nó apertando na garganta fechando as mãos em punho, assim talvez mantivesse os monstros na coleira. E foi com a respiração sendo normalizada aos poucos que percebi que tinha segurado bem as pontas. Desencostei da superfície sólida que sustentava o meu corpo e me virei observando os cartazes e avisos dali. Um especial me chamou atenção, era um papel de inscrição para as competições que teriam na escola, cada um poderia fazer parte do time de sua respectiva turma. Para a minha surpresa tinha futebol, e era bem inusitado já que não era um esporte muito comum no país. Minha antiga escola na Califórnia havia adotado a modalidade e eu era considerado um ótimo atleta. Nem hesitei na hora de me inscrever, busquei uma caneta na mochila e preenchi meu nome no espaço do segundo ano B, enquanto executava a ação vi Yoongi se aproximar.

- Sabe jogar? – parou ao meu lado observando meus movimentos.

Só murmurei em concordância.

- Se prepare para ser massacrado pela minha sala – riu e bateu em meus ombros.

- Você joga? – guardei o objeto usado anteriormente e me virei para o mais baixo.

- Eu não, mas o terceiro A sempre ganha os campeonatos da escola. E é a nossa sala que compete com os times de outras escolas. Mas talvez esse ano as outras classes tenham mais chances já que não temos mais Kim Seokjin, ele com certeza vai fazer falta – na hora de citar o nome baixou o volume da voz consideravelmente.

Ignorei tudo que ele disse sobre as competições e foquei somente no sobrenome Kim.

- Por acaso ele não é...? – não completei pois Yoongi respondeu antes.

- Irmão do Taehyung, do Namjoon e do falecido Jongin? Sim ele é – concordei interessado no assunto.

- E o que aconteceu? – questionei curioso com uma necessidade absurda de saber mais sobre.

- Ele surtou. Sabe, Seokjin era a personificação da perfeição, o tipo de pessoa que todos param para olhar e é conhecida por seus grandes feitos. Ele era bem calmo sabe, sempre fugindo das multidões e sendo o aluno exemplar. O mais perfeito dos Kim’s. Ninguém sabe dizer quando foi que ele mudou. Foi do nada, ele surtou na sala de aula. Começou a gritar no meio da aula de matemática dizendo que estava com o corpo em chamas. Eu não o conhecia muito bem mas os que tinham mais contato com ele disseram que o mesmo estava estranho a um bom tempo – fez uma pausa para recuperar fôlego – Mas na real, todos foram proibidos de comentar sobre o assunto, tipo literalmente, Taehyung disse que ia arrebentar o primeiro que tocasse no nome do irmão dele e a escola reforçou o recado comunicando que o ocorrido deve ser completamente esquecido. Agora ninguém sabe muito bem o que aconteceu com Seokjin e muito menos de seu paradeiro. A única certeza é que tem dedo do Kim pai nisso já que ele manda e desmanda aqui na escola.

Parei para absorver todas as palavras ditas pelo mais velho. Então Taehyung tinha mais um irmão e esse era aparentemente surtado, além do de cabelos vermelhos ter ameaçado todos que ousassem falar merda do membro de sua família. Kim Taehyung só parece ficar cada vez mais interessante e isso é péssimo.

- Tem alguma foto dele? – me referi ao tal de Seokjin, Yoongi entendeu pois puxou o celular do bolso.

- Tem nas redes sociais mas ele não as usa mais – abriu o Instagram e me mostrou diversas fotos.

Realmente, ele tinha uma aparência perfeita. O que não era surpresa já que todos os Kim’s eram assim, mesmo que eles não se assemelhassem muito. Suas belezas eram completamente distintas e isso era até estranho.

Continuei vendo as fotos tendo cada vez mais certeza que Seokjin servia para modelar para grandes agências da moda.

- Uau! Realmente muito lindo – comentei admirado.

- Não é!? As meninas da escola ficavam subindo pelas paredes mas ele nunca deu muita moral para ninguém. Só para uma tal de... – colocou a mão no queixo pensando – Acho que é Hyuna o nome.

- Hyuna?

- É eu acho.

Ótimo.

Eu queria saber mais sobre Kim Seokjin.

- O Hoseok também era íntimo dele. Eles era melhores amigos – divagou parecendo viajar por um tempo – Enfim, vamos parar de falar sobre isso porque se alguém escutar vamos ser as primeiras vítimas de Taehyung – riu e começou a andar para a direção de sua sala se despedindo de mim.

Talvez eu fosse o primeiro a comentar sobre Seokjin com Taehyung.

Seria interessante...



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