História Blue Laggon - Capítulo 24


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 389
Palavras 4.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo narrado por quem? Itachi Uchiha! 🙀🤣
Aguentem coração... ❤️
Boa leitura!

Capítulo 24 - A luz de um pequeno coelho


Fanfic / Fanfiction Blue Laggon - Capítulo 24 - A luz de um pequeno coelho

 

- MAMÃE, mãe? – gritava chamando por ela exatamente no local onde a tinha visto se afundar.

Mergulhei e senti medo ao olhar por debaixo d’água, estava tudo escuro, tão escuro que ao tentar nadar de volta perdi o fôlego já em pânico.

Quando consegui colocar minha cabeça na superfície e soprar um pouco do ar a procura dos outros, não enxerguei ninguém. Apenas destroços, pedaços de metal boiavam quando um barulho horrendo do impacto do avião em chamas se afundou na água.

Agarrei a primeira coisa que vi na minha frente e subi encima dela como mamãe tinha me colocado junto com meu irmãozinho e Sakura. Fiquei a noite toda gritando por eles, estava com medo de tê-los perdido, sabia que Sasuke não nadava bem, pois uma vez quase se afogou enquanto brincávamos na piscina de casa.

Chorei quando vi o sol aparecer no céu e nem meu irmão, nem meus pais surgirem para dar um sinal de vida.

Minhas mãos sangravam por um corte que sofri ao segurar o metal com muita força quando as ondas da chuva me empurraram com violência. Estava com medo de não conseguir nadar por estar em desespero, e por mamãe não ter voltado até aquele momento de dentro do mar.

Será que ela se afogou? Não! Mamãe nadava muito bem, disso eu tinha certeza.

Será que ela se machucou muito quando pulamos do avião?

Vi no olhar dela dor quando nos colocou no escombro. Se mamãe estava machucada e meu irmão perdido com a Sakura em algum lugar por aqui, eu teria que salva-los porque sem o papai era o homem mais velho da casa.

Papai se machucou, isso eu tinha certeza. Depois de tentar amarrar algo em nós cheguei a ver uma parte do avião atingir sua cabeça, mas ainda tinha esperanças dele estar somente machucado, porém vivo e também perdido como todos dentro do oceano.

Fiquei gritando sozinho até que uma grossa chuva retorna, e a sede me desgasta. Não tinha mais voz tamanha à necessidade por água, dormi não sei por quanto tempo quando escutei um barulho alto de alguma coisa próxima.

Morri de medo de abrir os olhos e ser uma grande baleia tentando me engolir.

Crispei os olhos rezando para não me machucarem. Um som alto me fez abri-los de uma vez tremendo de medo;

- ACHAMOS UM SOBREVIVENTE, TEMOS UMA CRIANÇA AQUI, JOGUEM AS BOIAS, JOGUEM – uma voz soava autoritária em um tom desesperado.

Era um pequeno navio, mas não foi a analise que tive na época.

Para uma criança de onze anos como eu, era um navio gigantesco e aterrorizante, não tive coragem de agarrar as cordas que eles jogavam pra mim ao analisá-lo tão de perto. Então, veio um bote e me resgatou levando-me até lá encima contra minha vontade.

Me cobriram com um grosso cobertor, estancaram o sangue do machucado de minha mão, me deram água e chocolate quente. Fiquei me perguntando como eles tinham chocolate em meio ao mar. Eram pessoas desconhecidas, todavia, para mim. Na verdade era um mistura, pessoas contratadas para esse tipo de resgate, e pessoas da família de Sakura que moravam próximo.

Me colocaram na cama num quarto dentro do navio.

Uma moça gentil que disse ser parente de minha madrinha e tia de Sakura me colocou para dormir como mamãe fazia, me pediu para descansar prometendo que eles fariam o máximo para encontrar a todos.

Estava tão preocupado com meus pais e meu irmãozinho, principalmente ele. Estava com medo dele e Sakura serem pegos por monstros marinhos enquanto boiavam nos escombros do avião, e também por sentir sede, sabia que sem beber água ninguém agüentava ficar por muito tempo.

Adormeci e me levantei a procura de adultos, estava cheio de gente lá fora do quarto, com expressões estranhas, preocupadas. Um helicóptero estava pousado no navio, e um homem gritava que voltaria a fazer ronda nas proximidades atrás de sobreviventes ou corpos.

Quando ele falou essa palavra “corpos” meu coração acelerou, eles estavam considerando a possibilidade de os acharem mortos e isso me fez desatar a chorar.

A mesma moça veio até mim tentando me acalmar, ela tinha o dom de lidar com crianças, conclui isso quando me deu mais comida gostosa e me fez novamente voltar a dormir, acordei com a voz dela e de outro adulto conversando próximos do quarto.

Fingir dormir enquanto os ouvia, e me arrependi amargamente disso depois;

- Encontraram os corpos dos pais, os quatro mortos, somente as duas crianças ainda estão desaparecidas.

- Meu Deus o que aconteceu com o avião do Kizashi?

- Não iremos desistir de procurá-los, Tsunade chega amanhã em outro helicóptero com o tio do menino, se não acharmos até 48 horas eles não vão sobreviver pela desidratação por ainda serem tão pequenos, sei que estão vivos como ele que de algum jeito não sofreu um arranhão.

- A mãe foi encontrada com um pára-quedas enrolado no corpo, deve ter pulado com eles antes do impacto.

- Meu Deus como avisar uma criança que de um dia pra noite perdeu tudo? – a moça chorava.

- Calma, ainda tenho fé de encontrar o irmão dele e sua sobrinha.

- Minha irmã, vamos encontrar sua filha eu lhe prometo – ela falava aos prantos e o homem a acalmava.

Me agarrei ao travesseiro sentindo a maior dor do mundo, me belisquei pedindo para estar tendo um pesadelo, isso não podia ser real.

 

⏰➰⍣⚛♥જ

 

No dia seguinte vi Tsunade, conhecia ela em vagas lembranças de quando ia lá em casa em dias que Sasuke ainda era um recém nascido. Vi meu titio Madara e minha vovó materna, corri até eles e chorei não sei por quanto tempo pedindo para trazerem minha família de volta.

Me levaram para uma casa, e após alguns dias me contaram a verdade que inevitavelmente eu já sabia. Meus pais estavam mortos, e meu irmão provavelmente também.

- Mais vocês não encontraram meu irmãozinho por quê? – chorava.

- Pessoas experientes estão vasculhando o mar inteiro há uma semana, ainda estão atrás deles meu querido e até o momento nada, temos que ser fortes, você tem que ser forte, e o titio e a vovó vão cuidar de você agora, você não vai ficar sozinho.

- Eu queria ir procurar meu irmão, vocês deixam? – pedia entre o choro.

- Todo mundo está procurando eles meu amor, fique tranqüilo que o impossível está sendo feito para achá-los – minha vovó me acarinhava enquanto dizia.

Chorei nos braços dela, e 2 dias depois declararam a morte de meu irmão e Sakura mesmo não achando seus corpos.

Ainda por cima liberaram os enterros, tive que ver enterrarem minha mamãe, meu papai, minha madrinha, o papai da Sakura e colocarem o nome dela e de meu irmão nas placas do mesmo lugar. Não queria acreditar que eles também estavam mortos, não queria que Deus tivesse tirado de mim todo mundo, meu irmãozinho tava vivo, eu tinha esperanças disso.

O caixão desceu, areias foram jogadas em cima, flores, aplausos, homenagens, isso tudo não foi o suficiente para deixar de amar quem partiu e seguir adiante.

Só perdi a esperança quando quase um mês depois voltei pro mar com meu titio, e com ele viajamos de helicóptero procurando onde estavam.

Nesse dia foi o dia que senti a aura da mamãe pela primeira vez. Ela tinha ido embora, mas sua alma estava comigo e me mandava a todo o momento sussurros entre meu sonho de que meu irmãozinho estava bem, que uma hora iria o encontrar.

 

⏰➰⍣⚛♥જ

 

Aquela dor nunca se cessou por completo, nem quando anos se passaram, nem quando passei a amar meu titio como meu novo papai e minha vovó como mamãe.

O mais difícil de tudo depois da perda e de conseguir aceitar o que tinha acontecido, foi passar o primeiro natal sem eles, levando com o tempo também o primeiro aniversário, o primeiro réveillon, as primeiras férias.

Doía e ainda dói como se fosse hoje. Dizem que crianças sentem menos a perda do que adultos, posso dizer que isso é pura mentira.

O passar dos dias amenizava a dor, dando um lugar ao carinho das lembranças, mas, a certeza que um dia voltaria a sorrir era uma verdade que nem o tempo podia curar.

Meus pais e meu irmãozinho eram insubstituíveis ao meu coração, sentia tanto arrependimento de ter passado algumas vezes ignorando o que mamãe dizia, não obedecendo ao papai, ou brigando com meu irmão. Me arrependia de não ter dito mais vezes o quanto os amava e o quanto eram tudo para mim.

Sentia saudades...

Tive mais uma perda quando minha vovó morreu, ela ficou doente e me pediu para seguir firme dizendo que eu seria amado por todos da família, e que mesmo ela indo pro céu, ainda não ficaria sozinho.

Eu me sentia sozinho, me sentia vazio sem minha família de verdade. Cresci uma criança estranha, não tinha amigos, era muito quieto e apenas me dediquei aos estudos.

Isso mudou um pouco quando me tornei adolescente, conheci pessoas que me fizeram sentir mais feliz, e que me mudaram, mesmo que involuntariamente. A mente adolescente era assim, influenciável e totalmente instável, tive sorte de ter amizades que me fizeram melhorar para melhor, não me tornando o que um dia cheguei a acreditar que seria, um rebelde. Fiz amizades que tenho certeza, os levarei para sempre comigo.

Tenma Izumo, meu primo Shisui filho de meu tio Madara e Izumi foram o grande pilar para trancar um pouquinho daquela dor em meu peito.

Ao completar meus 18 anos tive a noção do que me esperava. Meu tio Madara passou tudo que era de meu pai ao meu nome, ali sentir o peso da responsabilidade de se tornar adulto, honrar o nome de minha família e trancar a dor de vez seriam necessários.

Era um império que sozinho foi difícil administrar, 50% de toda a rede de lojas multinacionais em eletrônicos estava em meu nome, meu tio Madara administrava os outro 50 que pertencia somente a ele e meu pai. Comecei a fazer faculdade de administração para me auxiliar nessa nova jornada, e como em toda minha vida, me joguei de cabeça nos estudos e trabalho.

Deixei de lado as pessoas que me faziam bem, e entrei em depressão, porque somente disso as pessoas não conseguem viver e ser felizes.

Abri as portas para as amizades novamente, me sentir outro homem, me apaixonei, me realizei e finalmente, todo aquele vazio se dissipou. Grande parte disso foi graças a ela, Izumi minha amiga de infância, e agora minha mulher.

Reconstruir uma família, uma família de verdade, era tudo que precisava para sentir o meu eu interior, o meu eu que mamãe dizia que era doce como o dela.

Senti a presença dela em meu casamento, senti os olhos dela serem transportados para mim e sua essência amorosa me aconchegar ao grande ápice de minha felicidade. Essa felicidade foi o começo para ter esperanças de encontrar meu irmão vivo, o sinal que minha mãe me mandou, foi à resposta, nada daquilo seria em vão.

- Eu tenho certeza mãe, era meu irmão! Ele está vivo, eu vi e era tão real, tão real quanto é sentir sua presença comigo – estava ajoelhado enfrente ao seu tumulo, horas após meu casamento.

- Meu amor? – Izumi me chamava, estava encima da hora de perdemos o vôo que nos levaria para a lua de mel.

Me despedi beijando minha palma e a depositando encima de cada um que se foi naquela noite. Entrei dentro de um avião pela primeira vez depois do acidente, somente usava helicópteros pelo medo que sentia daquilo acontecer de novo, mas era um medo bobo, um medo que passei a deixar de ter com as palavras carinhosas de minha esposa.

Ela dizia que a morte era apenas uma passagem, com destino e hora certa, e nosso destino estava apenas começando para sermos felizes. Me apeguei a isso, me apeguei a acreditar que tudo tinha um motivo do porque, e esse porque era Deus que escolhia.

Entretanto, os sonhos com meu irmão não pararam. O via correr aos olhos de um coelho numa floresta, o via sorrir ao nadar dentro de águas cristalinas, e o via dormir segurando patas que o aconchegavam.

Eram os olhos de minha mãe que me mandavam o sinal, e depois de tanto me chamar, parei de ignorar.

Mandei patrulhas vasculharem as ilhas próximas do local onde havia acontecido o acidente, fiz questão de ir pessoalmente a todas mesmo todo mundo me achando um maluco em depois de 9 anos, ainda acreditar que meu irmão tinha sobrevivido e ninguém jamais o encontrado.

Minha esposa me apoiou, ainda preocupada em me decepcionar em não o achar, ela estendeu sua mão a mim e me passou sua fé, mesmo todos me julgando.

Praticamente um ano se foi tentando o achar, todas minhas férias viajávamos em expedição e cada dia estava mais certo que meu irmão vivia. Meus sonhos passaram a ser ainda mais claros, o vendo respirar e viver isolado de tudo em um local escondido.

Era somente ele, nada além disso, era ele e um coelho que toda vez que o sentia tentar se conectar, minha cabeça explodia em uma dor inimaginável. Não entendia o que estava acontecendo, mas tinha certeza que era minha mãe de alguma forma me ajudando a o encontrar.

Numa madrugada, pousamos num arquipélago vistoriado há alguns anos atrás e não encontrado sequer vestígio de vida humana por ser totalmente perigoso e selvagem. Lá somente sabia que se vivam ursos e vários predadores violentos. Preocupados, fizemos um acampamento ainda na praia mesmo, sobre a luz de lanternas e fogo.

Assamos comida enfrente a fogueira, meu coração estava dizendo que aqui podia o achar.

- O segurança e Deidara estão com medo de caçadores, bandidos piratas ou índios selvagens terem invadido o local no decorrer dos anos – Izumi me informa preocupada enquanto me abraçava enfrente ao fogo, tentando achar um sinal em seu celular.

- Estamos seguros, se alguém tentar nos atacar de graça seremos defendidos, no entanto, sinto que aqui não tem nada disso, é tudo muito intocável para ter a presença de gente assim.

- Chefe achamos rastros de ursos por cima da montanha.

- Encima da montanha? – Izumi perguntou surpresa.

- Sim, eles geralmente sobem lá atrás de comida quando se está escassa.

- Do outro lado do arquipélago não parecia ser escassa – afirmo referente à quando voamos por cima do local, onde avistei vários rios que visivelmente não eram escassos de vida.

- Nessa região tem um inverno muito pesado, os rios praticamente congelam e os animais se escondem na montanha atrás do calor das cavernas, os ursos aproveitam disso para ir lá encima caçar – Deidara era especialista em sobrevivência e conhecedor de toda a vida animal, era contratado por mim há muitos anos para achar meu irmão.

- Tudo bem, vamos evitar procurar por lá então – aufiro.

- Vou fazer um perímetro de vigilância no acampamento essa noite, podem dormir tranqüilos nas tendas.

- Tudo bem, obrigado – Izumi o agradece e me olha num pedido para já irmos deitar. Estava sem sono, estava ansioso para o dia clarear e poder procurar meu irmão.

- Querido você precisa dormir, quer achar seu irmão com essa cara de cansado? Vamos! Logo o dia clareia – interpela desferindo beijos em meu rosto.

- Estou tão ansioso – confesso.

- Fica calmo, vamos descansar – me chama.

 Ela estava certa, estava exausto por estarmos dias em expedição. Acato sua vontade, e adormecemos juntos dentro das tendas montadas próximas ao helicóptero.

Acordo antes mesmo do sol surgir no céu sentindo a presença do coelho a mim, sorrio tendo a total convicção de que era aqui o lugar que ele estava.

Dou um beijo em Izumi, saio de dentro da tenda me deparando com o segurança e Deidara acordados vigiando tudo.

Me aproximo deles abraçando meu próprio corpo, vestia uma blusa grossa de mangas longas mas, o lugar era frio durante a noite e totalmente silencioso. Um silêncio que chegava até a incomodar comparado ao barulho que era a cidade grande onde cresci.

- Sinal de algum perigo? – pergunto.

- Nada chefe tudo tranqüilo, daqui a pouco vai amanhecer.

- Ok, já sabe pra que lado vamos olhar primeiro? – o pergunto.

- Temos a região sul, e mais ao fundo que acho serem mais prováveis terem alimento.

- Certo.

- Já preparei mochilas para a caminhada, não sei quanto tempo iremos fazer a pé pelo estado da terra.

- A terra é mole por aqui? Muito lama? – volto a indagar.

- Sim, aqui parece chover muito, agorinha tava chovendo, parou faz pouco tempo.

- Não ouvi barulho de chuva, apaguei e não vi nada – confesso.

- Aconselho colocar casacos chefe, pode fazer mais frio quando adentrarmos a floresta, a umidade lá é ainda maior.

- Ok vou pegar na mala. Acha que podemos entrar lá assim, logo que amanhecer?

- Melhor fazermos um café da manhã bem reforçado antes de ir.

- Está certo, vou separar minhas roupas então – saio de perto deles e volto para a tenda. Abro minha mala e começo a separar roupas adequadas a se usar dentro de uma floresta.

Izumi escuta o barulho que estava fazendo, suspiro triste, mesmo tentando não a acordar tão cedo, ela acorda;

- Pode dormir mais amor, ainda nem amanheceu – aconselho.

- Itachi você não dormiu quase nada – repreende.

- Dormi sim, já estou mais descansado, só ansioso de procurarmos logo.

- É, mais também tem que se cuidar, caso ache seu irmão ele não vai gostar de vê-lo abatido.

- Sabe, sinto a presença dele, sinto a presença do coelho de meus sonhos e tenho muita esperança de o encontrar vivo por aqui.

- Você e esse coelho! – ela sorri e a sinto me puxar para voltar a deitar consigo.

 

⏰➰⍣⚛♥જ

 

Amanhece, nos preparamos, mas, Deidara nos manda parar dizendo que avistou um movimento estranho vindo da montanha.

Ele liga o mega fone informando a quem nos entendesse que estávamos apenas procurando alguém.

- TEM ALGUÉM TEM ALGUÉM – ele e o segurança gritam nos empurrando para trás quando algo esquisito vinha correndo da montanha.

- VAI ATACAR ANDE ATIRE – alguém gritou.

- NÃO ATIRE – eu grito de volta tentando os impedir, receoso de ser meu irmão.

Não dá tempo, somente escuto o barulho do disparo, saio correndo junto a eles para ver quem tinha sido baleado.

Era um homem, bem mais velho do que seria meu irmão. Fico triste de não o ver, e nervoso de Deidara não ter me obedecido.

- Falei para não atirar, e se fosse meu irmão?

- É tranqüilizante fica calmo – alega.

Ficamos discutindo até o ver acordar, ele informa que tinha outras pessoas perdidas, perco um pouco a esperança por dizer que era um casal com bebê. Meu irmão era muito jovem, se vivo teria apenas 16 anos.

Seguimos o homem, Izumi quis ir conosco mesmo a pedindo para ficar no acampamento. No caminho minha cabeça começou a explodir novamente naquela dor desconhecida, senti que estava muito próximo do coelho.

Fiz todo mundo parar;

- Ele está aqui, ele está, o coelho – digo meio tonto, e perdido.

- Amor, olha pra mim? Está tudo bem? Está passando mal?

- Não, só estou sentindo aquela dor estranha na cabeça.

- Vamos caminhar de vagar, ele está com dor – Izumi aconselha a todos.

- Não, não vamos parar, vamos continuar – interpelo nervoso.

- Não vamos parar meu amor, vamos continuar, só iremos ir mais de vagar para não se sentir tonto, o clima aqui é muito diferente lá de fora – sem duvidas o ar daquela floresta era carregado, e carregado de uma energia diferente, uma energia forte que qualquer um poderia sentir.

E do nada, em minha cabeça, vejo o coelho exatamente na minha frente, a luz de seus olhos estoura nas minhas vistas me fazendo desmaiar no mesmo instante.

Acordo com a voz de Izumi ao fundo e o coelho em suas mãos.

Tomo um dos maiores sustos da minha vida, me arrasto para traz assustado, era ela, era os olhos de minha mãe que me olhavam através dele.

- Mãe? – meus olhos lacrimejam quando o olho.

- Itachi? Ele acordou! – Izumi estava chorando preocupada – Amor, tome uma água você está muito nervoso – me oferecia um copo na mão que não segurava o coelho.

- Esse coelho, esse, esse... – apontava para ele.

- É só um coelhinho amor, o sobrevivente que achamos disse que ele é de estimação dos outros que moram aqui, e que por isso usa até roupinha.

- Era exatamente esse coelho que eu via – alego o olhando mais de perto.

- Chefe, estamos próximos, é melhor averiguarmos logo antes da chuva retornar, sua pressão está baixa por estarmos quase que encima de uma montanha a 30 metros do chão – Deidara informa.

- Sim, vamos, vamos – dou a autorização e me levanto sentindo tonteira.

- Itachi não seria melhor voltarmos, você está passando mal – era o segurança.

- Não, vamos lá, agora que achei o coelho de meus sonhos, tenho certeza que é meu irmão.

- Seu irmão se chama Sasuke? – o sobrevivente me pergunta.

Arregalo os olhos, como todos lá presentes.

- Sim, é esse o nome do irmão dele – Izumi afirma de boca aberta.

- Meu irmão está vivo eu falei! – ali foi o começo das minhas lagrimas não pararem de descer.

- VAMOS MAIS RÁPIDO ENTÃO, precisamos resgatá-lo é a prioridade da expedição – Deidara nos incentiva gritando mais a frente.

Começamos a segui-lo, pego o coelho na mão o olhando a frente de meu rosto. Incrível como olhar para ele era ver meu próprio sonho se materializar em meus olhos.

Chegamos numa praia, Deidara aponta para uma cabana alta, montada próxima da floresta.

- Eles moram ali, a menina gosta de plantar muitas flores, por isso tem várias ao redor da casa – o sobrevivente nos informa.

Tento correr para ir logo ver meu irmão, todavia, Deidara me impede.

- Chefe, vai com calma, ele não deve lembrar de você e ser violento ao ver novas pessoas.

- Lógico que vai lembrar de mim, é meu irmão! – alego entre risos, e choro de alegria.

- Amor, vamos ouvi-lo, vamos com calma – Izumi aperta minha mão, e consegue me acalmar. Suspiro em nervosismo aos passos pequenos que dávamos em direção aquela morada.

Estava fechada, ele estava lá dentro. Alargo o sorriso quando o sobrevivente chama por eles;

- PEQUENO SASUKE É O RESGATE, VIERAM NOS SALVAR – ele grita.

Só de ouvir o nome do meu irmão novamente meu coração dispara em alegria, retiro um pouco a minha mão da Izumi para limpar minhas lágrimas que desciam de felicidade.

- Ele é um pouco nervoso mesmo, mas já consegui sua confiança, esperem eles saírem por vontade própria, acho que é melhor – nos informou aconselhando.

- Meu irmão está bem? – o pergunto.

- O pequeno Sasuke? Vish, forte como um touro – conta.

Volto a chorar só de imaginá-lo vivo e bem, mesmo sobrevivendo nesse lugar há todos esses anos.

Deidara se abaixa, e faz um sinal para nos aproximar ainda mais ao não termos nenhuma resposta.

- Acho melhor pedir ao loiro ali largar a arma, isso pode os espantar.

- Deidara largue a arma, por favor – o peço.

Ele deixa na areia e nos chama mais a frente, quando sozinho chega quase que na porta da cabana.

Uma flecha passa de raspão por ele nos assustando.

Deidara corre para pegar a arma novamente.

- NÃO – grito o impedindo.

- Ele está armado em algum lugar ali no mato, posso aplicar o tranqüilizante para não nos atacar.

- EU DISSE NÃO, não me ouviu? – fico nervoso dele querer fazer aquilo.

- Tudo bem chefe, mas, ele está atirando – ele aponta quando outra flecha é atirada em direção ao segurança que se aproximava como ele.

- SASUKE SOU EU MEU IRMÃO – grito entre lágrimas na esperança dele me reconhecer.

Escuto um barulho de bebê chorando de dentro da cabana quando dou um passo a mais deixando Izumi para trás depois de pedi-la para ficar.

Fico do lado de Deidara que auxiliava-me com o sobrevivente a nos aproximar.

- VÃO EMBORA AGORA, E LARGUEM O MESTRE – escuto uma voz grossa soar de algum outro lugar, e que definitivamente, não era a mesma voz de meu pequeno irmãozinho de 7 anos que vi pela ultima vez.

- Mestre é o coelho – o sobrevivente sussurra ao meu lado;

- PEQUENO SASUKE É O RESGATE, ELES QUEREM APENAS NOS AJUDAR – e grita.

- NÃO QUEREMOS AJUDA VÃO EMBORA – volto a escutar a voz, que não conseguia identificar de onde vinha, só sabia que não era de dentro da cabana.

- Ele está camuflado ali no mato, está armado e parece não ceder. Era melhor acalmá-lo primeiro com o tranqüilizante – Deidara fala e aponta.

Faço força para tentar vê-lo, mas não consigo.

- Sasuke sou eu o Itachi, eu lhe achei meu irmão! – exclamo sem gritar, não sabia se ele tinha escutado, mas da onde Deidara tinha dito que estava não era longe de nós.

Outro choro de bebê vem de dentro da casa. Olho pra ela por um momento e a analiso. Era uma cabana feita de folhas e troncos de arvores que de algum jeito foram coloridos. Fiquei triste de ver que meu irmão vivia nessa situação precária.

- Itachi? – ouvir ele se questionar, e finalmente consegui seguir o rastro daquela voz, vi seu rosto camuflado entre um mato alto ao lado da casa.

- Sim, meu irmão, “irmãozinho tolo”! – digo chorando ao reconhecer seu rosto, vejo seus olhos que me olhavam se arregalar ainda deitado no chão.

- Sabia que te conhecia de algum lugar, vocês são a cara um do outro – o sobrevivente falou e caminhou para próximo de meu irmão enquanto levantava as mãos em sinal de paz.

- Venha pequeno Sasuke, não tenha medo, é seu irmão mesmo, ele é sua cara – lhe estendeu a mão para levantar.

Ele se levanta, e me olha desconfiado.

Ele estava sem roupa e tinha algumas marcas de cicatrizes no corpo.

Não consigo conter a emoção ao dar mais dois passos e me aproximar dele;

- Você está mais alto que eu meu irmão – choro o olhando ainda mais de perto.

- Você? Itachi? Não, ele morreu, pera... – ele estava confuso enquanto me olhava.

- Sim, sou eu! Não me reconhece? – lhe pergunto enquanto não continha as lágrimas.

- Moça é melhor não olhar ele está pelado – o Deidara se afasta e parece dizer algo a Izumi que também se aproximava.

- Pequeno Sasuke me dê aqui o arco, não precisa usá-lo – o sobrevivente o pede. Sasuke o entrega o objeto ainda sem tirar os olhos de mim.

Ele sai de dentro do mato, e sem duvidas ao olhá-lo melhor tive a certeza que era meu irmão.

Sangue de meu sangue, minha família.

O coelho salta de minha mão contra minha vontade e se aproxima dele lhe olhando de um jeito diferente.

- Você... Vivo? – me pergunta franzindo o cenho.

- Sim, estou vivo, estamos vivos, vamos pra casa, eu lhe encontrei meu irmão! – lhe respondia limpando minhas lágrimas.

- Eu não vou sem a Sakura e nosso filho – ele nega balançando a cabeça. Arregalo os olhos ao ouvir o nome Sakura.

- É ela a mãe de seu filho? Vocês sobreviveram juntos? – volto a chorar não contendo novamente a emoção.

- Pequena Sakura pode sair também, arruma as coisas vamos finalmente sermos RESGATADOS – o sobrevivente dizia alegre.

- Sim – ele me responde, quando me aproximo mais querendo o abraçar em uma emoção sem tamanho, escuto um barulho que desvia minha atenção.

A porta da cabana é aberta, vejo Sakura também surpresa com os olhos arregalados nos olhando acanhada.

Diferente de Sasuke ela estava vestida, porém, com trapos tão velhos que meu coração chegou a doer de vê-la assim.

- Sasuke? – ela o chama com o bebê no colo.

- É você Itachi? – ela volta a falar.

- Sou eu Sakura, lembra de mim? – dou um sorriso entre o choro, estava parecendo uma criança de tanto chorar.

- Eu lembro de você – ela fala, e abre um sorriso.

Sasuke caminha de vagar e se aproxima dela, olho os dois, um do lado do outro e não consigo deixar de associar a foto que carregava comigo.

Retiro do bolso da calça minha carteira, os mostro a foto que minha madrinha tinha tirado dos dois ainda pequenos de mãos dadas.

Sakura se aproxima e pega a foto de minha mão dando um sorriso ao olhá-la.

Consigo ver de perto meu sobrinho, um bebê lindo, tão lindo que senti vontade de tocá-lo.

- Vocês tem um lindo bebê, é menina ou menino?  - pergunto.

- Menino, Takato – Sasuke responde.

- Takato! – exclamo alegre me aproximando, e o olhando de olhos abertos nos braços de Sakura.

- A mamãe, o papai? – Sasuke pergunta.

- Só nós meu irmão, nós, eu tenho você agora, estou tão feliz, não consigo explicar – enalteço.

O coelho volta a me pedir colo ao se aninhar em meu sapato, o pego emocionado.

- Ele me ajudou a encontrar vocês, agora vai ficar tudo bem meu irmão, vamos voltar.

- Não sei se quero voltar.

- Takato, Sasuke – Sakura fala pra ele ao seu lado.

- Nosso filho precisa de cuidados – Sasuke fala.

- Vocês vão ter tudo, tudo meu irmão! – balbucio sorridente.

Vejo meu irmão sorrir, o mesmo sorriso de quando brincávamos quando crianças, não consigo conter a vontade, os abraço em uma emoção sem fim.

Tinha os encontrado, graças a luz de um pequeno coelho;

Graças a você;

Minha mãe.

 


Notas Finais


Não preciso dizer que a própria aqui chorou escrevendo esse capítulo, tem mais por vim nos próximos. 😊🤣
Comentem o que acharam!
Bjos de 📣


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