História Blue Neighbourhood JIKOOK - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Fanfic, Jikook, Romance, Shipp, Suga, Vkook, Yoongi
Visualizações 6
Palavras 1.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá gurias, essa fanfic vai sei uma das minhas melhores, se não a melhor, sou acostumado a escrever Markson, mas estou apaixonado por Jikook por isso decidi colocar eles nessa história. Para não deixar dúvidas, ela se passa nos anos 90 logo após o surto de AIDS. Então já sabem o que esperar.

Capítulo 1 - Lost boy.


Fanfic / Fanfiction Blue Neighbourhood JIKOOK - Capítulo 1 - Lost boy.

Faziam mais de 30°C naquela tarde, o ar-condicionado do meu quarto estava no mínimo, estava terminando a minha leitura de As Crônicas de Nárnia, como o professor Ichiro havia solicitado, meu gosto por leitura era de extremos, ora lia terror, noutra romance melancólico como NIcholas Sparks. Folhando as últimas paginas, estiquei-me pela cama, estava cansado de ler, olhei pela janela e avistei o céu em seu entardecer; minha cama no centro do quarto dava-me uma vista panorâmica pelo redor, decidi ir até a janela. Ele estava lá, rotineiro, mesmo horário, mesma bicicleta, mesmo sorriso. 

- Boa tarde! 

Ele sabia que me veria todos os dias no mesmo lugar, aquilo me arrepiava por completo, mas uma parte de mim resistia; sorri para ele, minha janela dava vista para o pátio de sua casa, principalmente a entrada, em paralelo com a janela do escritório de sua família, conversávamos por ali nas madrugadas, certamente era uma terapia. As emoções dentro de mim giravam como como um elétron em um átomo, toda vez que aquela voz soava próximo a mim era como um vidro se estilhaçando no chão gelado; era violento e sinuoso, algo que dizia pra mim continuar e parar ao mesmo tempo. Todo mundo sabe o final da história quando um melhor amigo se apaixona pelo outro, e eu não gostava dessa idéia.

Meu nome pra quem não me conhece é Park Jimin; para os mais íntimos é apenas Jimin, estou no auge dos meus 17 anos, estou no último ano do colegial, nunca esperei tanto por algo como esse momento, durante o próximo ano vou me preparar para a universidade. Uma coisa que tenho certeza é que posso confiar em minha família de olhos fechados, logo após a morte da minha mãe há dez anos atrás o meu pai se dedicou 100% a mim e minha irmã, Lena; as vezes o pego chorando na biblioteca, trago-lhe um chá e tudo se resolve. Minha irmã e eu nos ajudamos no que precisamos, ela dois anos mais nova que eu, tento-lhe passar todas as minhas experiências. 

- O café está na mesa, aproveitem enquanto está quente. - Meu pai grita do andar de baixo.

Desço descalço pelas escadas de madeira, meu pai fuzila-me com os olhos, Lena já está na mesa, o olhar suave de meu pai invade o comodo, eu estava com sua camisa favorita, do seu grupo favorito, ABBA; sentei-me de frente a minha irmã.

- Vocês souberam do Massacre de Woodsboro? - Lena perguntou mordendo um pedaço do seu sanduíche de ovos e carne.

- Aquele dos Estados Unidos? - Meu pai retrucou. - Vi sim, fatalidade.

- Esse foi aquele que era o namorado da garota com uma máscara? - Perguntei recebendo a confirmação. - Eu fiquei pasmado, parece aqueles maníacos como Jason dos filmes sabe? 

- Choerry vai vir aqui em casa hoje a noite. - Lena avisou nosso pai.

- Já sabe as regras!

- Nada de bebida alcóolicas, drogas e rock n roll. - Eu eu Lena falamos ao mesmo tempo rindo.

- Já aproveitando, hoje o pessoal da escola vai estar na praia fazendo uma fogueira, gostaria de ir. - Falei me servindo café.

- Claro, só não volte tarde. - Meu pai falou sorrindo.

Estar com ele era maravilhoso, nunca tivemos problemas, a não ser quando decidi que seria chef de cozinha e ateei fogo no fogão, aquele dia foi desastroso. Após a morte de minha mãe meu pai decidiu que continuaria com sua profissão de biólogo marinho, então nos mudamos para a praia de Jeju. 

Mesmo durante o café ainda pensava no que sentia, era medo? talvez, insegurança? Ainda não sabia responder, talvez se eu tentasse descobrir o que ele sentia era mais fácil. Levantei-me e saí pela porta da frente, a maresia raspava pelo meu corpo. Segui pelo gramado, o som das ondas batendo umas nas outras era confortante, continuei pelo o caminho de pedra do vizinho, subi pelas escadas e bati na porta.

- Oi, Jimin! - Uma mulher atendeu a porta. - Jimin está aqui, Jungkook! 

- Muito obrigado, Sra. Jeon. - Agradeci 

- Ah, e aí cara? - Jungkook chegou apressado.

- Não sei se você ficou sabendo da fogueira que eles estão fazendo lá na Sinchon. - Sorri, estava sempre em oscilando em atração e felicidade.

- Você vai? Estava me preparando para te chamar. - Jungkook sorriu. - Vamos, entre.

Tirei meu calçado na porta de sua casa, entrei casualmente, seus pais já me conheciam há algum tempo, ia em sua casa seguidamente. Subimos pelas escadas antigas até seu quarto, estava extremamente limpo como de costume, Jungkook era a única pessoa que contava tudo, Lena ficava em segundo, era o meu melhor amigo, ele trabalhava na mecânica de seu pai após as aulas, chegava sempre ao entardecer. 

- Você ainda têm aquela camiseta branca e vermelha listrada? - Perguntei.

- Tenho sim, quer emprestada? - Jungkook abriu o seu armário.

- Não, você deveria usá-la hoje. - Recomendei, ele ficava fantástico com aquela camiseta.

- Tem certeza? - Jungkook sentou-se ao meu lado na cama acariciando minhas bochechas.

- Claro! - Respondi o encarando de volta, tentando decifrar seus sentimentos.

- Com aquele jeans de cós alto? - Jungkook perguntou mais uma vez, raspando seus dedos nos meus lábios. 

Um arrepio subiu pelas minhas costas, não tirei os olhos dele, que fez o mesmo, sorriu investindo até mim, seus lábios tocaram os meus delicadamente, abrindo caminho com sua língua, tinha gosto de melancia, deslizei minhas mãos até seu tórax, já estava excitado. Sua mão direita abraçava o meu pescoço enquanto a outra me puxava para mais perto dele. Interrompemos por alguns segundos para respirar, sorrimos, sua mão seguiu até minha cabeça e puxou meu cabelo de leve, gemi baixinho. Minha mão esquerda estava em suas coxas grossas e musculosas. Nos afastamos, já havíamos arriscado demais, não podíamos ser pegos, mas acima de tudo, não podíamos envolver sentimentos, era nossa regra. Todos os dias eu lutava contra isso, sabíamos que se acontecesse, nossa amizade seria arruinada.

- Todo bem? - Jungkook perguntou sorrindo. 

- Sim, só temos que ir se não vamos nos atrasar. - Falei apontando para meu relógio no pulso.

- Verdade. - Jeon vestiu-se rapidamente.

Descemos pelas escadas e saímos por onde entrei, a caminhada até a fogueira levava alguns minutos. Fui sondando-o.

- Você não acha que deveriamos parar? - Perguntei curioso

- Ué, por quê? 

- Sei lá, não tem medo que alguém descubra? 

- Se você não contar eu não conto. - Jungkook falou colocando seus pés na areia fina.

- Certo, mas se um de nós criar sentimentos sobre a situação? - Fui direto.

- Isso é invetável. - Jeon respondeu algo que não estava esperando ouvir.

- O que? - Fiquei assustado. 

- É questão de lógica, eu e você mantemos essa relação há algum tempo, já é de se esperar que algo assim aconteça. - Jeon me encarou.

- Você já criou sentimentos? - Estava curioso e ansioso

- Não! - Jeon abaixou a cabeça. - E você?

- Também não. - Menti, talvez eu tenha criado expectativas demais.

 

 



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