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História Blueberries shortcake and lemon boy ( Or no? ) - Capítulo 6


Escrita por: Peter_hekzsy e Lrusk_Facefoy13

Notas do Autor


[ capítulo não revisado ]

Capítulo 6 - Sorvetes gelados até demais pt1



 

Olhando em volta, pelos arredores, sem ter nada para fazer fico mechando em meu cabelo, fazendo duas tranças.
É bom ter cabelo grande mas acho que é um pouco difícil de cuidar, pelo menos bem mais do que um cabelo curto..

— Ei, você tá no mundo da lua? — Perguntou Travis me olhando bravo e ranzinza, como sempre.

— Ahh, estou só esperando as bebidas chegarem, haha —  Rio um pouco na tentativa e dar uma aliviada no clima tenso que ele causava a me observar da aquela forma.

— Humpf... —

— Ei Travis, você tem meu numero? —

— Não —

— Empresta seu telefone? — Digo fazendo um sinal com uma das mãos, para ele me dar seu telefone.

— Que? Porque?? —

— Só me da, você vai ver —

— Humpf, toma, mas se você deixar cair eu quebro sua cara, e vai ficar pior do o que já está —  Disse ele dando seu telefone em minha mão, logo bufando em seguida.

— O que tem de errado com a minha cara? — Pergunto com uma afeição triste, colando a mão em um dos lados doe meu rosto.

— Nada, esquece, faz logo o que você quer ai —

— Ok Ok —

— Pera deixa eu desbloque-

Antes que ele terminasse de falar, eu desbloqueio seu telefone, sempre lembro que a senha era o aniversário da mãe dele, uma coisa que não muda nessas duas vidas.

—  Como diabos desbloqueou meu telefone? —

— Eu sei a senha ué —

— Porra? Mas eu nem te disse —

— É o aniversário de uma pessoa cuja você gosta muito, não é ? —

— Humpf, para de enrolar, vai logo —

— Ok apressadinho... —

Com seu telefone desbloqueado, entro em seus contados e adiciono o meu número, mas após isto percebo que há pessoas mandando mensagem para ele. “Robert” e também... Eu? Então ele conhece o suposto eu deste mundo.. interessante!

— Tá enrolando por que? — Disse ele tentando ver o que eu estava fazendo ali.

— Hum.. nada, você é amigo do Phillip? —

É estranho perguntar assim, me sinto um pouco desconfortável perguntando sobre mim mesmo para uma outra pessoa... Será que o Phillip desse universo é legal? Agora eu vou ter que competir comigo mesmo? Porra??  Espero que não, certeza que em uma briga eu acabaria com ele... Convencido? Não, apenas realista.

 

É a primeira vez que espero tanto que alguém seja hétero, em minha vida toda... Nunca imaginei que desejaria isso vindo de alguém do mesmo gênero, mas mesmo assim.. Deixa, esse raciocínio não dará em lugar algum.

Você... tá olhando minhas conversas? Me da isso logo! — Disse ele pegando o telefone e guardando o mesmo dentro de seu bolso.

— É.... não foi culpa minha, a notificação veio e eu não desviei meus olhos para não ver, mas vocês são amigos? —

— Pode se dizer que... sim —

Esse “sim” me soou meio estranho... desta vez não terei piedade nem comigo mesmo! É mais estranho pensando do o que falando.. 

— Um.. entendi —

Uma garçonete trás nossas bebidas deixando-as em cima do balcão cuja estávamos, acho que ainda não comi nada hoje... quando voltar pra casa talvez eu peça algo! 
 

— Ótimo, que bom que já chegou... o que é isso aqui? — Pergunto enquanto pego uma das bebidas, uma cuja tinha um cheiro forte e acho que... açúcar nas bordas.

Sempre via você tomar isso quando você vinha aqui, você é tonto por acaso ou apenas fingido? —

— Porra, não precisava falar assim... estou triste com você — 

Cruzo meus braços e bufo.

— Que pena, não vou pedir desculpas —

— Ok Ok. Não precisa insistir eu te perdoou, você é tãaaaaao bonzinho, sabe? — Digo em um tom de sarcasmo.

— Eu não vou nem falar nada sobre isso —  Travis fala enquanto pega uma das bebidas que ele pediu e começa a beber.

— Humpf... então, você tem namorado? —

Ao dizer aquela frase diversos olhares espantados de quem estava por perto vieram diretamente para mim, incluindo o de Travis.

— Que? Urg... você é gay por acaso? — 

Depois de ouvir aquilo que Travis havia falado não soube o que dizer, fiquei com as bochechas avermelhadas e logo as cubro com a mão, Ops.. talvez não tenha sido uma boa pergunta.

Reviro os olhos o desafiando com um olhar de desaforo, ele começa a me encarar também, uma briga de olhares.

— Depende do ponto de vista — Enquanto falo, sobrelevo uma de minhas sobrancelhas.

— Que?? Depende do que? —  Me pergunta com o olhar espantado.

— Você é gay? — 

Um minuto de silêncio, ele desvia o olhar como se não quisesse responder.

Bom... e- eu... Que? Claro que não! Porra.. Urg —

— Tudo bem se for, todos temos o direito de escolher nossa própria sexualidade...  não vou te chamar xingar ou te chamar de algo como “Flamer” — ( Flamer- gíria preconceituosa usada para ofender homens homossexuais ou afeminados ) Falo enquanto coloco a mão em seu ombro, sorrindo para Travis.

 Que nojo... me solta, vou pra casa.. meu estômago embrulhou depois de ouvir essa merda — Diz Travis empurrando meu braço e saindo dali com as suas sacolas.

Definitivamente não foi uma boa ideia dizer isso, acho que neste universo mesmo ele sendo mais crescido, ainda é digamos... homofóbico? Gays homofóbicos, sim, eles existem.
Tudo bem, de qual quer forma vou me aprofundar nisso para descobrir o máximo que eu puder! 

Umm Ok! So não  esquece de me chamar depois...

Deixa, ele não vai se importar de qual quer forma, mas tudo bem, amanhã na universidade vou concertar isso! Eu só espero que ele também estude lá... quer dizer, é uma universidade, né? Não é comum que tenham muitas em cidades pequenas como Knockfell.

Agora que ele saiu e me deixou ali, restaram suas duas bebidas que ele havia pedido, então teria de tomar todas elas... Nunca fui forte para bebida então sempre tentei evitar, mas espero que este corpo seja pelo menos mais que o meu.

Começo a beber as bebidas, já que está de noite não tem muitas pessoas no bar, pego meu telefone para ver qual o horário, são sete pra as oito da noite, Não está tarde.
Vou em meus contatos mandar mensagem para Travis, vou me desculpar caso ele esteja bravo.

 Sal:” Ei Travis, você tá bravo cmg? :| “

Travis:” o que você acha? Me envergonhou na frente de um monte de gente”

Sal:” Desculpe, não foi minha intenção - >-me perdoa pfv :’W “

Travis:” Ta, mas não faz esse tipo d pergunta na frente de ninguém, nunca mais , entendeu? Da próxima vez eu te arrebento...”

Sal:”  Sem problemas >:D Mas.. vc é gay?” 

Travis:” **Emoji de dedo do meio** “

Sal:” Humm vou considerar isso como um talvez”

Travis:”  vá se ferrar”

Desligo meu telefone e volto a beber, já estou quase acabando, não tenho certeza que ele é homossexual ou não, mas se ele ficou incomodado com isso, com certeza há algum motivo... humpf, é melhor eu já ir andando para casa,  iria ser um tanto ruim se eu chegar tarde... hoje nem fui para a universidade mas pelo menos consegui conhecer o Travis, agora me resta saber... Como será que é o Phillip?

Termino de beber e deixo o dinheiro em cima da mesa e logo saio do estabelecimento, andando pelas as ruas, o caminho é um  pouco escuro, uso a luz de meu telefone para iluminar a rua e ir para casa, com o mapa, é claro.

Continuo andando por alguns minutos, até que chego em  minha residência, a porta está aberta, então só vou abrindo e entrando, após isto, vou direto na direção de meu quarto com o objetivo de ir dormir.
Se não me engano as aulas começam de manhã, não tenho certeza no o que Sal estuda, mas é o que vamos descobrir amanhã. 
 

Ao entrar em minha pousada vejo que Larry está em sua cama lendo algo, ele me observa e ao perceber que sou eu, revira os olhos, o ignoro e logo vou até o armário e pego um pijama azul com bolinhas, simples e bonito.
Me troco ali mesmo, deixando o macacão de cachorro apoiado na minha cama.

— Você é tonto? Tem banheiro pra isso, não sabia? —  Disse Larry em um Tom bravo.

Reviro os olhos e mostro o dedo do meio para ele, pois  já estou cansado de ele me tratar assim, como Sal aguentava isso toda hora com um ignorante igual a este??
Termino de me trocar e me jogo na cama de cara para o travesseiro, me esquecendo de que meu rosto ainda está machucado.

Arg.. que bosta! — Digo colocando a mão na parte ainda não cicatrizada de meu rosto.

Parabéns, você é burro — 

Vai tomar no... Deixa, não vou perder meu tempo com este tipo de coisa —

— Humpf, tá com medo? —

— Medo de que? Você? Hmpf, sério isso? Haha super tenho medo de você.. uiuiui... Larry você me dá tanto medo — Falo em um tom de ironia enquanto solto um leve riso de canto de boca.

Larry enfurecido se levanta da cama e vem até mim para me bater, mas eu rapidamente saio da ali, me levantando e indo para outro canto do quarto.

— Larry Larry.. o que acha que sua mãe e meu pai pensariam de você depois de bater no seu meio irmãozinho? Muito chateados, não  é? — 

Larry percebe que não acabaria bom caso ele me batesse, evitando causar problemas ele sai do quarto batendo a porta, provavelmente indo “esfriar a cabeça”.
Sem ter o que fazer me sento na cama com as pernas cruzadas e pego meu telefone para ver se haviam mensagens ali.

Na verdade era só CJ perguntando se Larry ainda implicava comigo, mas já que estava com sono, decidi apenas ignorar e ir acabo pegando no sono.

—  Como foi seu encontro? Não muito agradável eu presumo — Perguntou Ele.

Não era mais o mesmo digamos... “cenário” de antes, desta vez estávamos em um restaurante, haviam pessoas lá mas ninguém se mexia, como um pause em um filme francês.

— Como você sabe disso? — Pergunto me sentando na mesa que tinha algumas coisas em cima, comidas, aparentemente.

— Ahw meu caro, eu sei de tudo que acontece, você vai ter uma corrida com Larry depois da escola, certo? —

— Bom... sim, terei. Não tenho certeza de onde, perguntarei ao CJ onde foi à rua do acidente —

— hum que bom que esteja se adaptando, é bom aproveitar enquanto podemos  —

— Como assim “enquanto podemos?” —

— Nada, o que quer comer? —

— Comer? Ué mas não esta tudo parad....-

Prestando mais atenção ao redor de mim consigo ver que tudo voltou ao normal, enclusive há um garçom na mesa esperando que nós façamos o pedido,
Ele aponta para o garçom enquanto sorri.

— Ah deixa quieto, pode pedir qual quer coisa para mim — 

— Está bem. — 
Com licença? Você poderia trazer dois drinks flamejantes? — 
Perguntou Ele olhando para o garçom.

Claro, trarei o mais rápido possível, senhor —

O garçom sai de perto da mesa e vai até a cozinha do estabelecimento para informar o vosso pedido.

— O que foi isto que pediu, vem fogo neste negócio? —

Sim, mas não se preocupe, não estou querendo matar você, se é isto que pensa, Mhahaha — No final de sua frase soltou uma risada colocando a mão na boca, seguida de um olhar profundo.

Porra--
Não sei o que acontece quando Mark me olha diretamente nos olhos, mas sinto uma sensação muito ruim.. como uma angústia ou agonia interior.. de dentro de mim, é estranho, só sei que não me sinto nada agradável com isso.

 

— Entendi... estamos em Knockfell? —

— O que você acha? Digamos que sim —

— Você... vive aqui, com outras pessoas? —

— Não com outras pessoas, mas... talvez —
O mesmo garçom de antes volta com uma bandeja em mãos, deixando duas bebidas com fogo por cima, bebidas alcoólicas.
Depois o mesmo sai levanto a bandeja vazia junto à Mark.

— Ér... como eu bebo isso sem queimar minha garganta? — Pergunto apontando para o fogo.

— Assim, deixe-me lhe mostrar... primeiro você coloca a mão em cima para apagar o fogo, depois você bebe tudo de uma vez, e nem pense duas vezes antes disso —

— Ok... isto me parece um tanto quanto duvidoso... mas tem uma primeira vez para tudo, não? —

Faço como ele me explicou, cubro a parte de cima do copo, fazendo com que as chamas que estavam presentes ali se apaguem, deixando apenas com que virasse apenas  shot de bebida alcoólica sem mais nada flamejante ou algo do gênero.

— Está esperando o que? Beba tudo de uma vez só — Disse Ele com a cabeça apoiada em sua mão, cuja estava em cima da mesa, ele olhava para mim sorrindo. 
 

Hum... Tá — 

Seguro o copo com uma de minhas mãos e um pouco inseguro bebo o que havia dentro do copo de vidro.
Primeiramente sinto meu estômago muito quente e minha garganta um pouco estranha e ácida, pois é assim que fica quando tomamos bebida alcoólica demais ou até mesmo rápido demais, não achei ruim, mas não tomaria de novo.
 

E então? O que achou? —

— Exótico, não é ruim... mas não me agradou muito —

— Bom, essa bebida não é tão apreciada pelas pessoas, mas eu pessoalmente gosto bastante — Diz ele enquanto toma o shot.

Ele aparentava gostar bastante, ou simplesmente estar acostumado com o gosto e a sensação, mas eu, não costumo muito, ou melhor, tento sempre evitar.. Pois tenho casos de alcoolismo na família, tenho um pouco de medo de me tornar um, afinal, a maioria das pessoas sobre efeito de álcool ficam violentas, e sem dúvida, não quero correr esse risco de machucar alguém, ou principalmente... Travis.

— Entendi... ei, como eu venho parar nesses lugares assim do nada? —

— É tudo uma questão de interpretação, você não vem parar aqui, simplesmente um outro você vem aqui, fazendo com que não cause confusão alguma, legal, Né? —

— Não quero mais perguntar nada, ficarei mais confuso do o que já estou agora, posso acordar agora? —

— Pode sim. Poka-poka, Phillip — ( Poka-Poka, ou melhor, пока-пока significa “tchauzinho” em russo ) Disse Mark enquanto abanava uma das mãos, como um sinal de tchau tchau, enquanto ainda se destacava um sorriso meia boca em seu rosto.

 

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