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História Blupin - Capítulo 30


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Notas do Autor


Espero que gostem.

Capítulo 30 - Possibility


Fanfic / Fanfiction Blupin - Capítulo 30 - Possibility

A garota entreabriu a boca, em choque.

— Evie, acredite em mim. Eu tomei uma poção, que muda a nossa aparência. Só assim eu consegui entrar em Hogwarts. Se não fosse Dumbledore, eu não estaria aqui. Evie, sou eu.

Lupin sacudiu a garota, de maneira carinhosa, e Evie, que estava em choque, saiu do seu estado de transe e o abraçou, com todas as suas forças. A pobre moça não conteve suas lágrimas de alegria misturadas à saudade que sentia dele, apesar de estar no corpo de outra pessoa. 

— Lupin, que saudade.... — Disse-lhe ela, entre lágrimas. 

— Desculpe não estar em minha forma real. É sério. — Respondeu Lupin, com os olhos tristes. Evie acariciou seu cabelo, com gentileza, e Lupin ofereceu um lenço a ela. 

— Sempre cavalheiro. — Disse a garota, sorridente e encantada, secando suas lágrimas suavemente. 

— Feche os olhos, Evie. — Pediu ele. 

A garota o olhou, curiosa com o pedido, mas entendeu rapidamente, e obedeceu. Nesse momento, Lupin beijou Evie, com urgência e ansiedade. Suspirou, sentindo-se inebriado pelo cheiro da sua amada. Segurou-a com firmeza em seus braços, acariciando sua cintura e costas, aproveitando cada segundo daquele momento que ansiou há tanto tempo.

— Eu queria te falar tanta coisa — Disse Evie, depois de se soltarem para respirar. 

— Eu também, mas não temos tanto tempo, até o efeito passar. Não posso ser visto em Hogwarts.... — Repetiu ele, preocupado. — Não quero te expor a um risco tão grande. Não estou arrependido de ver você Evie, jamais, eu só não quero que sonhem que você tem algo a ver com meu sumiço. Isso a encrencaria. 

Para Evie era um pouco estranho beijar outro rosto que não era dele, embora que o rapaz fosse bonito, entretanto, não era o rosto de Lupin. Porém, ao fechar seus olhos, sentir cada toque, a forma única como ele a beijava, a fazia senti-lo de verdade, e tampouco importava se ele havia mudado sua aparência devido à ocasião, para ela, ele continuava o mesmo. 

— Não se preocupe, eu entendo você, amor. — Tranquilizou ela. — Só preciso saber se o lugar onde você está é seguro, se está vivendo bem.... 

— Fique tranquila, estou bem escondido, num lugar seguro e difícil de localizar, como já te disse. Não se preocupe comigo, pequena — Disse Lupin, sorrindo a ela, acariciando suas bochechas com o polegar. 

Evie sorriu, não estava se contendo de felicidade por finalmente poder se juntar a ele, mesmo que em circunstancias diferentes. Era o melhor presente depois de sofrer tanto nesses dias. 

— Eu senti tanta saudade sua, Lupin. Senti que ia morrer. — Disse Evie, chorosa. Lupin, no mesmo instante, a abraçou, tenso. Uma das coisas que mais temia era que Evie adoecesse por todo esse sofrimento que estava causando a ele.

— Não, Evie. Eu estou bem, estou aqui, com você. Nada de ruim vai acontecer, eu prometo. Sirius está me ajudando, Dumbledore também. Acredite, não estou sozinho.

— Eu sei.... Mas não prometa coisas sérias. Tenho medo. — Disse ela, com a voz entrecortada. 

— Me perdoe, Evie. Por tudo. 

Ambos os apaixonados se uniram em mais um abraço, carregado de saudade, de amor e de tristeza.... Depois de tomá-la para mais um beijo longo de demorado, Lupin disse-lhe:

— Preciso ir, amor. Está na hora, Sirius me espera lá embaixo, deve estar preocupado e nervoso por eu estar demorando. 

A garota assentiu, entristecida. 

— Ei, não fique assim. Eu te amo, e preciso ir agora. 

Aquelas palavras eram afiadas como uma navalha no coração de Evie. Despedidas eram tão dolorosas, Evie as odiava. 

— Adeus, amor. Estarei sempre com você — Disse Evie, soltando-se da mão de Lupin, com o semblante triste. O rapaz, mantendo o mesmo semblante, sorriu a ela, na tentativa de atenuar a dor que a pobre moça sentia, mas não conseguia esconder que era excruciante estar mais tempo longe dela, sem expectativa de qual seria a nova oportunidade de isso acontecer novamente. Então, Lupin desaparatou, sumindo do olhar de Evie, que segurava seu peito, forçando-se para não chorar mais. 

。・❍゚ 。 ・゚ ☽・。 ゚

 

Severo Snape finalmente entendia que jamais teria o amor dela. Como, pode ter sido tão tolo um dia, a pensar que ela o amaria? Pensava ele. Primeiro com o Potter, agora, com Lupin. De que maneira deixou seu coração ser tragado por sentimentos turbulentos por aquela moça de cabelos azuis. Não queria ter que continuar a encará-la, estonteante, linda, como sempre, naquele baile de despedida organizado pelo velho. Estava condenado, a jamais ser correspondido, nunca receberia o amor que tanto ansiava desesperadamente, e era isso.... Severo Snape só queria ser amado. Não era culpa da moça, ela já tinha o coração do maldito Aluado antes dele conhece-la melhor. Tais pensamentos desenfreados corriam a mente do jovem professor, visivelmente abalado, quando saíra para as extremidades do castelo a fim de tomar uma ar. 

Não percebeu que estava sendo seguido, até que, quando olhava o céu, foi surpreendido pela mesma figura. 

— Professor Snape? — Perguntou uma voz suave e sombria. 

O homem se virou, e encarou a moça, vestida de preto, à sua frente. 

— Senhorita Nancy, o baile fica do outro lado do castelo. — Respondeu ele, frio e impassível. 

A moça corou, mordendo o lábio inferior. Snape percebeu que sua beleza era magnificamente mórbida e hipnotizante. Havia algo de interessante nela, por manter gostos tão diferentes para se vestir dos outros alunos, colegas de intercâmbio dela. Deixou que ela falasse. 

— Desculpe professor, mas não estou gostando do baile. Eu vi que o senhor estava indo a algum lugar, e me lembrei que tenho algumas dúvidas sobre a matéria. Sabe, as poções que eu faço são um pouco diferentes das que o senhor nos ensina. Gostaria de conversar mais com o senhor sobre isso, mas sempre está ocupado, e..... Bem, agora é uma oportunidade, não? 

A garota parecia ansiosa, e olhava o professor com demasiada intensidade para ser somente uma simples dúvida sobre poções, e Severo percebeu isso. No entanto, decidiu dar uma chance a ela, o que não fazia costumeiramente, pois tinha a fama de ser hostil e cruel com seus alunos. Mas, o motivo que a garota arquitetara era realmente válido. As notas da moça em sua matéria sempre foram altas, talvez ela merecesse mais atenção. Severo se sentou, dando espaço para que a garota fizesse o mesmo, ao seu lado. 

Ela olhou para ele, um pouco acanhada, e visivelmente encantada. Começou a falar como produzia suas poções, sendo adepta da Wicca, explicando a Severo como a magia dela se baseava nos elementos da natureza e da deusa. Snape se interessava no assunto, acompanhando a conversa, deixando seu lado mais frio de escanteio. Ficaram o resto do baile conversando, enquanto olhavam as estrelas e algumas borboletas da festa, que seguiram Nancy e pareciam ter encontrado a liberdade, do lado de fora. 

Snape pensou que talvez estivesse errado sobre ele mesmo, sobre ser amaldiçoado sem amor. Para isso, precisava dar uma chance a si mesmo, e também, uma para a garota de preto sentada ao seu lado.... Mal sabia ele, que no futuro, próximo, ambos trocariam cartas, e aquele dia ficaria marcado para sempre. O dia que finalmente Snape fora escolhido pelo coração de alguém. 

。・❍゚ 。 ・゚ ☽・。 ゚

 

— Obrigada professor Dumbledore, por tudo. Tudo mesmo. — Despediu-se Evie, depois de uma tarde tomando chá com o professor na sala dele. O velhinho apenas sorriu, meneando a cabeça levemente, em sinal de respeito e agrado à moça. 

— Espero que faça uma boa viagem, senhorita Queen. Também espero que em breve possamos nos ver de novo, mas desta vez, com você e ele juntos. 

Evie sorriu, expressando um olhar imensamente agradecido ao ancião, reconhecendo que ele estava sendo parte da salvação de Lupin nessa crise terrível que ele e Evie estavam lidando. Ambos passaram o final da tarde conversando tranquilamente sobre como tudo ocorreu com Lupin nestes dias, do seu julgamento até a escapada em Azkaban. Dumbledore buscou acalmar o coração de Evie para que ela regressasse à Auradon mais leve, depois do intenso encontro que o casal tivera na noite anterior, no baile. O bruxo pensava que, apaziguando o sofrimento da moça, talvez ela não cometesse alguma loucura que possivelmente atrapalharia no processo para inocentar Lupin. Desse modo, tivera sucesso, pois a garota aparentava estar bem melhor psicologicamente e fisicamente, sua aura estava cinquenta por cento restaurada. 

Dumbledore temia apenas uma coisa: não contara a garota, que, não estavam tendo muito sucesso nas investigações. Tudo apontava para um culpado: Lupin. No mais, também ocultara, para o bem de Evie, que Lupin se recusou a ser resgatado de Azkaban e que precisou ser obrigado a ir. Ele se sentia plenamente culpado, e queria pagar pelo crime, e, se fosse necessário, pagaria até mesmo com a morte. Remo havia perdido suas esperanças, e se entregue ao seu possível “destino”. Se Evie soubesse dos pensamentos sombrios e obscuros de Lupin, certamente se magoaria, ao saber que o amor de sua vida simplesmente queria desistir de tudo, que preferia morrer. Entretanto, apesar da visível desesperança de Lupin em si mesmo, apenas Evie conseguiu mantê-lo vivo nos dias que passou na prisão, somente a garota sustentava uma leve esperança nele. Era uma situação extremamente delicada, e disso Dumbledore entendia muito bem, por esse motivo, manteve muitas coisas em segredo, pedindo a Sirius que fizesse o mesmo. 

O diretor acompanhou Evie até o pátio, onde os alunos estrangeiros se despediam dos seus colegas de intercâmbio, e de Hogwarts e seus professores. A Fada Madrinha, a professora McGonagall e Zelda Spellman fizeram um portal mágico com fortes encantamentos para que cada bruxo retornasse à sua escola/coven de maneira segura, e foi o que aconteceu. Um a um, todos os alunos de intercâmbio voltaram aos seus respectivos lares, sendo ovacionados pelos estudantes de Hogwarts, que acenavam em despedida. E por fim, restavam apenas as alunas de Auradon, Evie e Mal, juntamente com a Fada Madrinha, a diretora do colégio. Dumbledore beijou a mão da Fada Madrinha, num gesto puro de cavalheirismo.

— Foi um imenso prazer receber a escola de Auradon Prep e suas gentis alunas em Hogwarts. Esperamos que o programa de intercâmbio continue permitindo a interação e socialização das diferentes comunidades bruxas. 

— Claro, professor Dumbledore, a honra é toda minha. Espero que minhas alunas tenham se comportado bem. — Disse a Fada Madrinha, sempre exibindo um largo sorriso em seu rosto belo e rechonchudo. 

Mal e Evie se entreolharam, sorrindo, como se dialogassem com o olhar. Dumbledore encarou as jovens, pousando seus olhos especialmente em Evie, que corou violentamente, enquanto ele dava-lhe uma piscadela discreta, como quem omitia alguns fatos. 

— Claro, claro. Foram ótimas alunas, renderam muitos pontos para suas casas. — Disse o professor, ainda sorrindo.

A Fada Madrinha pareceu satisfeita, enquanto a Mal se segurava para não rir.

— Então, vamos meninas, que Auradon sente muita falta de vocês! — Chamou a diretora, conduzindo ambas as garotas até o portal. 

Evie e Mal se despediram de Dumbledore, e acenaram aos alunos de Hogwarts, que corresponderam alegremente. Harry, Hermione e Rony também acenaram, e Evie notou que eles mantinham um olhar estranho sob ela. Suspeitou que talvez eles desconfiassem de algo relacionado ao seu romance com Lupin no castelo. Porém, a garota de cabelos azuis não se importou tanto com isso, eles deveriam estar apenas discutindo boatos, sabia da história entre Harry e Lupin, mas do romance dela com Remo sabiam apenas Mal, Sirius e Dumbledore, mais ninguém, o resto dos alunos apenas se baseavam em suspeitas e rumores. Claro, havia Severo Snape, Evie tinha quase certeza de que ele já tinha conhecimento de tal fato conforme suas observações.  

Antes que Evie finalmente atravessasse o portal, sentiu uma onda de tristeza acomete-la. Estar se despedindo de Hogwarts significaria se despedir de tudo que vivera dentro do castelo, desde a escolha de sua casa, a tristeza por ser estranhada pelos alunos inicialmente, e de ser hostilizada pelo professor Lupin, que, depois, acabou resultando em um romance escondido e proibido entre o professor e a sua aluna. Descobrir que Lupin era um Lobisomem, partilhar do seu sofrimento, viver momentos inesquecíveis com ele, até o tudo foi retirado dela com tamanha violência e crueldade do destino. Por Merlin, pensava Evie, que tudo acontecera tão rápido e tão intensamente, que parecia ter sido um sonho, e que agora, seu regresso à Auradon fazia com que ela sentisse que estava despertando, e tinha que retomar a sua vida como era, antes das suas desventuras na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. 

Claro, Evie jamais acordaria desse “sonho”, que não era sonho, mas sim uma realidade viva na mente da garota, que ainda ansiava por um final feliz. Evie segurou a mão de sua amiga, prendeu a respiração, e deu o primeiro passo para atravessar o portal que dividia a sua vivência em Hogwarts, da sua vida em Auradon. 

。・❍゚ 。 ・゚ ☽・。 ゚

 

 

Querido Diário...

Um mês em Auradon. Merlin, como os dias passam rápido. Lupin e eu nos vimos apenas duas vezes, às escondidas. Trocamos conversas utilizando dois diários mágicos encantados por mim com a ajuda de Mal, e, sinceramente, conversar com ele por um livro não matava a minha saudade, mas amenizava, pois tinha notícias suas, e a tortura de estar distante dele não doía tanto. Eu podia escrever, no meu diário, que ele me responderia no seu, assim que visse a mensagem, ao menos. Conversei brevemente com Sirius, ele havia aparecido em minha lareira na semana passada, aquele feitiço era bem estranho e curioso, mas não me importei com isso no momento, afinal, eu queria saber como estava as investigações. Sirius estava me enrolando um pouco, e eu desconfiava que ele talvez estivesse me escondendo que eles não estavam encontrando nada que fosse inocentar Lupin. Não preciso mencionar que meu desespero aumentava com isso. Para manter minha cabeça no lugar, eu costurava na minha loja Evie 4 Hearts (Evie para corações). Fiz o design de muitas roupas, desde vestidos, calças, blusas, até mesmo em acessórios e sapatos. Eu trabalhava como louca para as filhas das princesas e príncipes de Auradon, a fim de distrair minha mente do sofrimento. Virei noites costurando e levando meu corpo à exaustão de tanto trabalhar, até que a Mal percebera e me proibira de trabalhar fora do expediente. Agora, e dividia meu dia entre estudar pela manhã, trabalhar a tarde até o começo da noite, e depois, eu era obrigada pela Mal a realizar alguma atividade tranquila que não exigisse esforço físico. Não fora de tudo ruim me esgotar de trabalhar, afinal, faltava muito pouco para eu ter o suficiente para comprar meu próprio castelo aqui mesmo na ilha, nos Estados Unidos de Auradon. Era um sonho meu desde que ingressei na escola de Auradon, ter meu próprio negócio (bem, eu já tenho) e um castelo. Agora, confesso que incluía Lupin em meus sonhos.... As coisas não iam bem. Mas eu ainda tinha esperanças.


Notas Finais


"There's a possibility
There's a possibility
All that I had was all I'm gonna get
Mmmmmmmmmmm
Mmmmmmmmmmm
So tell me when you hear my heart stop
You're the only one that knows
Tell me when you hear my silence
There's a possibility I wouldn't know"
Lykke Li - Possibility


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