História BLURT- Diga o que sente - Capítulo 10


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Embry Call, Jacob Black, Leah Clearwater, Renesmee Cullen
Tags Callwater, Crepusculo, Embrycall, Jacobblack, Leahclearwater, Twilight, Wolfpack
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Palavras 1.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Dez


CAP X - Leah
(Trilha da Leah| Missed – Ella Henderson)
Eu estava inerte dentro do carro do Jacob, até que eu vi a cena. Assim que nós chegamos ao estacionamento do restaurante que vínhamos às vezes.
Embry, beijando uma ruiva linda. Eles pareceram brigar, mesmo abraçados, e ainda assim ele parecia tão carinhoso com ela.
O Jake me puxou pela mão. Parecia afobado.
─ Eu te amo idiota!─ Ela disse.
─ Eu te amo, sua gostosa!─ ELE DISSE!
 Senti a pontada. Ele amava essa... Nunca me amou.
─ Chegamos em má hora?─ Jake perguntou. A voz parecia ansiosa, raiva na realidade.
Embry contou a ele? Ele estava disfarçando o tempo todo?
Entrei em pânico.
“Eu não sabia!”, pensei em dizer, mas não disse.
Ele soltou o abraço dela. Virando de frente. Eu não estava pronta pra encará-lo. Virei de lado. Os meus olhos já doíam. Eu soltei a mão do Jake, indo me olhar no carro que eles estavam próximos. Fingi ajeitar a maquiagem.
Vi pela visão periférica eles se cumprimentarem. O Jake me puxou, abraçando-me. Reparei que eles não estavam de mãos dadas. Subi o olhar o mais rápido que consegui (não foi muito, assumo) e encontrei raiva nos olhos dele. Os olhos castanhos – “não-pretos” - que eu procurava dentro dos pretos que me acompanhavam agora.
─ Leah, esse é o Call.─ Jake apresentou. Ele estendeu a mão pra mim. Cínico!
Esse jogo dois podem jogar. Peguei a mão dele. Ele estava quente, eu estremeci.
─ Prazer em conhecê-la, Leah.─ ele disse o meu nome devagar.
─ Prazer.─ Murmurei, não era capaz de falar com ele. Tanta dor, raiva, choro preso. Desespero e claro, amor e saudade.
Ele estava lindo, o meu cabelo raspado que eu amava nele, a camisa de mangas dobradas. A mão grande que eu queria me alisando, bem agora.
─ Essa é a Nessie.─  Jake continuou e eu percebi que estávamos nos encarando grosseiramente, ainda com as mãos dadas. Soltei rapidamente percebendo que isso era absurdo.
Como ele podia aparecer aqui um ano depois e ter esse poder sobre mim? Sobre o meu corpo, os meus sentimentos, pensamentos?
Cumprimentei a “famosa” Nessie. Ridícula, sorriu debochada, na certa querendo me dizer algo com isso.
Ela cumprimentou o Jake com beijos e sorrisos prolongados demais.
E se não fosse a presença do Embry me consumindo, eu teria dito alguma coisa.
Entramos. Eu estava imaginando essa noite terminando em tragédia.
O Jake não ia me perdoar, mesmo eu não tendo culpa. E esse infeliz me encarando – com desejo, claramente eu podia ver – não ia ajudar.
Eu sabia que era. Porque eu ainda conhecia cada pedaço dele. Cada movimento: os breves sorrisos, as respirações.
A comida não descia, eu não interagia. Também não pareceu ser necessário. Eu ouvia as risadas dele e dela, enquanto o Embry me encarava em silêncio também. As nossas respirações e olhares coordenados, sincronizados.
Ódio saltando de mim e dele.
─ Vai comer isso?─ Jake me perguntou.
─ Ahn?─ acordei e olhei pra ele a primeira vez. Reparei no garçom de pé, retirando os pratos e depositando a sobremesa. Eu nem havia visto o tempo passar.
─ Não.─ Devolvi o garfo ao prato, olhando nos olhos do Embry logo em seguida.
Eu queria falar com ele. Beijá-lo.
Queria não amar cada olhar dele, não me sentir desejada, sentindo que gostava disso, a cada vez que ele me olhava.
O telefone dela tocou.
Somente nesse momento eu me senti sendo observada, não pelo Embry.
Isso que ele fazia não era observar, era odiar. Sendo “odiar” uma ação e não um sentimento.
─ Está tudo bem?─ Jake me perguntou, inclinando-se pra me beijar. Permiti somente um beijo rápido. Sentia-me traindo descaradamente. Infelizmente não a pessoa certa: o Jake, e sim a pessoa errada: o Embry.
─ Sim.─ Eu sorri de leve. Vi o Embry rir debochadamente.
Infeliz!
─...Pai, Alice é adulta o suficiente!─ Nessie ao telefone, alterada.─ Mande um advogado!... Pai!...OK! Eu vou buscá-la!─ Desligou o telefone, nervosa.─ Me desculpem, eu terei de ir.
─ O que houve , Nessie?─ Embry perguntou, foi a segunda vez que eu ouvi a voz dele.
─ Alice dirigindo bêbada... Eu vou busca-la.─ foi a primeira vez que Embry sorriu de verdade.
─Quer que eu te leve?─ ofereceu.
─ Não eu vou.─ Ela disse tranqüila.─ A minha noite acabou.
Olhei no relógio. 23:00
Tão cedo!
─ Toma!─ Embry deu a chave do carro na mão dela.
─ E você?
─ Táxi.
─ Ela não vai se perder?─ Jake se preocupou.
─ Eu nasci no Rio, Jake.─ Disse cheia de intimidade.─ Moro em Floripa há 3 anos apenas.
Ele e o Embry sorriram igual a dois idiotas. O que essa Nessie tinha demais?
─ Pode deixar que eu te dou carona, Embry.─ Jake disse.
Ele assentiu debochado. Ela levantou da mesa. Beijou o rosto dele e falou no seu ouvido. Despedindo- se de nós em seguida.
Piranha!
 
Embry
 
Eu não queria ir ainda. Não tinha visto ela o suficiente. Eu estava cagando pro Jake ali. Olhei pra ela em silêncio a noite toda. Os mesmos gestos que eu me lembrava.
─ Pode deixar que eu te dou carona, Embry.─ Eu sorri pra ele.
A Nessie levantou e me beijou no rosto 
─ Toma cuidado!─ Ela disse no meu ouvido e saiu.
A expressão da Leah foi impagável.
Ciúmes.
Ela estava linda. Tão linda.
Depois da sobremesa intocada, a bebida. Eu não queria ir embora. Poderia ser a última vez que eu a veria.
Bebemos bastante, umas seis doses de uísque. A Leah não bebeu. Mas eu já estava acostumado acompanhando a Nessie, que era uma bebum.
─Jake, já chega!─ ela disse impaciente devolvendo a dose pra bandeja do garçom.─ A conta por gentileza.─ Disse impaciente.
O garçom me olhou, eu assenti pra que ele trouxesse a conta, pegando a bebida que era pra ser dele.
Bebi olhando a cara de raiva dela.
Eu educadamente me ofereci pra pagar a conta.
Nos levantamos e saímos. Entramos no carro dele.
Eu fiquei puto ao vê-lo alisar a perna dela depois de passar a marcha. Queria enforca-lo com o cinto de segurança.
Estávamos na metade do caminho pra minha casa, quando ele avançou o cruzamento. Bateu.
─ Porra, Jacob!─ Eu me desesperei ao ver um carro com a frente amassada, batido no lado do carona. O lado da Leah.
A Leah desesperada, eu olhei pra ela. Procurando ver se ela tinha se ferido, ainda bem que não.
Eu queria beijá-la, mas o idiota fez isso na minha frente.
Ela estava aflita, eu vi isso no rosto dela quando ele desceu do carro
Ficamos nos encarando, sozinhos dentro do carro, enquanto o Jake – todo errado - brigava com o outro motorista.
Doía vê-la e não tocá-la.
Ela não conseguiu prender. Eu vi rolar a lágrima. Senti-me imundo. Precisava ficar com ela. Estendi a mão pra limpar a lágrima. O Jake entrou no carro.
─ Leah, não chora.─ Ele estava bêbado. Abraçou-a e ela chorou mais agora.
Eu me joguei no banco de trás, querendo chorar também.
─ Merda, o seguro. Eu tenho que fazer o B.O. agora._ Ele se lamentou._ Não se preocupa, eu vou te levar pra casa primeiro.─ O Jake disse.
Senti  um estalo na minha cabeça.
─ Deixa que eu levo ela, Jake. Vai fazer o B.O se não vai dar merda.─ Eu disse educadamente. Ansioso.
Ela me olhou, as lágrimas rolando despreocupadas. E eu ansioso por estar sozinho com ela.
─ Call, você é foda!─ Jake disse descendo do carro.
Eu desci antes que ela dissesse alguma coisa. Sem dar chance de ser recusado. 
Parei o primeiro táxi que veio. Abrindo a porta de trás e vendo ela entrar lentamente.
Despedi-me do Jake e entrei. Ela não dizendo nada.
─ Pra onde, companheiro?─ O taxista perguntou.
─ Leblon.
Passei o braço por cima dos ombros dela, ela ainda chorava. O motorista deu a partida.
Eu a puxei pra mais perto, sentindo o cheiro dela
─ Leah.─ Eu disse baixo, ela olhou pra cima.
Não tinha por quê ...
Inclinei o rosto e a beijei.
Leah...

 


Notas Finais


Ah, cara! Volta pra ele! 💔
Obrigada N. Por acompanhar, sua linda!


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