História BLURT- Diga o que sente - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Embry Call, Jacob Black, Leah Clearwater, Renesmee Cullen
Tags Callwater, Crepusculo, Embrycall, Jacobblack, Leahclearwater, Twilight, Wolfpack
Visualizações 30
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Quatro


CAPÍTULO  IV 

Leah 
Rio de janeiro, 13 de março de 2009 
Sexta-feira – 21:00 / Barra da Tijuca

─ Alô. ─ Atendi ao telefone sem reconhecer o número.
─ Oi. ─ Ele disse simplesmente. 
Não era possível eu reconhecer a voz dele dessa forma.
─ Oi? ─ Fingi não reconhecer. O meu coração pulando.
─ É o Embry, Leah. Tá disponível? ─ Perguntou e eu ouvi o barulho atrás dele, ele estava dirigindo.
Olhei a Emily que chorava na minha cama.
Não, eu não estava à toa.
─ Hoje não. ─ Disse assim, se ele tentasse para amanhã...
─ OK.
─ Quem te deu o meu telefone? ─ Perguntei, para ele não desligar. Ele riu.
─ Quem você acha? ─ Riu mais. Eu também. Eu tinha que agradecer ao Quill. ─ Então a gente se fala. ─ Desligou logo em seguida. 
─ O que foi, Leah? ─ Emily, com a cara inchada, perguntou. 
Agora quem queria chorar era eu.
─ Nada, Amy. ─ Voltei para cama. Deixando-a deitar a cabeça no meu colo.
─ Eu realmente não entendo o Sam...
Eu não ouvi mais nada depois disso. Só fiquei lá, deixando-a falar, completando com uns “huhuns” apropriados. E viajando no que teria tudo para ser a minha noite do ano.
 
Rio de janeiro, 21 de março de 2009 
Sábado - 21:30 / Barra da Tijuca

 
“Parabéns pra você...”
O meu telefone tocou.
Dessa vez eu ia fingir que não conhecia o número. Eu estava deixando tocar, para me fazer ficar mais calma e falar com ele sem demonstrar a ansiedade.
─ Alô? ─ Falei mais alto, estava a maior barulheira atrás de mim.
─ Ta ocupada!? ─ Ele gritou do outro lado, a ligação estava horrível. O som da minha casa ligado, o Seth e os amigos dele fazendo o maior escândalo, no que era pra ser um singelo parabéns. A Lince fazendo dezoito anos.
─ Mais ou menos, por quê? ─ Perguntei gritando também. Esses maconheiros eram uns escandalosos, eu fui para o meu quarto.
─ Nada. ─ Ele disse, se despediu e desligou. Merda!
 
Rio de janeiro, 28 de março de 2009 
Sábado – 23:00 / Barra da Tijuca

─ Não vai sair hoje, Leah? ─ Minha mãe me perguntou.
─ Não, Mãe, eu vou ficar. ─ Eu disse nervosa, o celular na minha mão. Eu não ia ligar para ele.
Hoje eu estava disponível!
─ Você, em casa? ─ Minha mãe sentou no sofá ao meu lado.
─ É. Eu, em casa. ─ Respondi emburrada e ela me olhou.
─ Algum problema, Leah?
─ Não, mãe, nenhum problema...
Só todos. Eu precisava vê-lo. Eu precisava ficar com ele, nem que fosse só para conversar! Leah, idiota!
─ Vou sair, mãe!
Levantei do jeito que estava e peguei a chave do carro, eu nem estava me importando. Eu ia empatar foda. Ela me empatou aquele dia. Hoje era a minha vez.
 Cheguei na casa da Amy e claro que o Sam estava lá. Eu estava pouco me fodendo!
─ Eita, que cara é essa? ─ Sam me recebeu olhando de cima a baixo.
Eu vestia shorts jeans de calça cortada, uma regata velha e chinelos. O cabelo amarrado nele mesmo e sem nenhuma maquiagem. Eu estava digna de pena, em casa esperando aquele babaca!
Queria ter planos para noite, mas dessa vez eu tinha reservado para ele. Os desencontros dos últimos finais de semana me irritando ainda mais. Ele tinha desistido de mim! Merda!
─ Acho que estou na fossa! ─ ri de mim mesma e o Sam gargalhou.
Por sorte eles pareciam preparados para fazer maratona de algum seriado. Eu podia acompanha-los. 

Rio de Janeiro, 11 de abril de 2009 
Sábado, 22:00 / Barra da Tijuca

 
─ Vamos, Emily! ─ Ela sempre demorava se arrumando. Ta certo que ela e o Sam tinham terminado (de novo) há dois dias, mas ela estava precisando sair.
Eu ia levá-la.
Só eu e ela, como há anos não fazíamos.
Ela estava se maquiando no meu banheiro. O meu celular apitou.
Ah, infeliz. Eu já estou indo!
Esse cara que eu estava indo “não pegar” era um pé no saco. Mike.
─ Oi! ─ atendi irritada sem nem ver quem era.
─ Leah, se arruma que eu tô passando ai pra te pegar. ─ Era ele.
Eu tremi da cabeça aos pés. Meu estômago embrulhou. Eu mal conseguia raciocinar uma resposta.
─ Me pegar? ─ Perguntei e fiquei sem graça com a ambiguidade da minha pergunta. ─ Pra ir onde? ─ Eu iria com ele, agora, onde ele quisesse ir.
Ele se despediu e desligou. Fiquei atônita e falei para a Emily o que tinha acontecido. Eu não aceitei ir. Eu só não consegui negar.
O telefone tocou novamente. Atendi e nem precisei falar.
─ Eu tô aqui em baixo, te esperando. Desce. ─ Ele mandou. 
A Emily ficou me olhando e fazendo que sim com os polegares. Ela ficaria na minha casa, com a minha mãe. Ela não seria o meu motivo para nega-lo. O meu coração ficou fervendo dentro no meu peito, da minha boca. Eu precisava descer. Nem que fosse para dizer a ele que eu não ia.
Peguei a minha chave e desci as escadas. Cheguei no hall do meu prédio e me acalmei, respirei fundo. Eu ia vê-lo. Eu morri de saudades dele. Fazia mais de um mês que eu não o via.
 Vi o carro preto na frente do meu prédio. Ele saiu do carro decidido. Veio até o portão e me beijou. Ele nunca ia me pedir permissão. Eu tinha que me acostumar com isso.
Nem disse nada e me puxou. Foi estranho, o silêncio. O meu corpo gritando, eu queria que ele parasse o carro e me puxasse para cima dele. Precisava de outro beijo roubado, que só ele me dava. 
Nem fiz questão de perguntar de novo onde ele estava me levando. Não queria realmente saber. Estava com ele e isso era o que importava.  Queria chorar e beijá-lo. Estava morrendo de saudades.
Embry...
 
 
CAP IV- POV Embry 
Rio de janeiro, 13 de março de 2009 
Sexta-feira – 21:00 / Barra da Tijuca

 
─ Alô.─ Atendeu o telefone, eu estava dirigindo, eu queria vê-la. Ia levá-la pra jantar hoje. Convidando de verdade, dessa vez.
─ OI.─Respondi. 
─ OI?─  Ela não me reconheceu.
─ É o Embry, Leah, tá disponível?─ perguntei, antes de fazer o pedido. Ela demorou um tempo pra me responder. Não estava. 
─ Hoje não.─ Merda. Eu queria vê-la hoje. Eu ia trabalhar o fim de semana todo, Petrópolis.
─ OK.─Disse, eu não tinha como marcar nada pro fim de semana seguinte. Ela ia achar que eu estava desesperado.
─ Quem te deu o meu telefone?─ Ela me perguntou, mas não estava chateada, apenas surpresa de eu estar ligando, aposto. Eu ri. Ela realmente não sabia?
─ Quem você acha?─Perguntei irônico, ela riu.─ Então a gente se fala. ─ realmente iria falar com ela. Sábado ela não iria me escapar.
Desliguei o telefone e fui pra casa. O Jake estava pegando uma garota aí e o Quill resolveu não brigar com a Claire esse fim de semana, então só me restariam os outros. Hoje não estava a fim. Tinha imaginado a minha noite diferente.
 
Rio de janeiro, 21 de março de 2009 
Sábado - 21:30 / Barra da Tijuca

 
─ Alô?─ Ela estava gritando do outro lado da linha, uma barulheira onde ela estava. Devia estar em alguma festinha. Parei o meu carro. Ia dar meia volta.
─ Ta ocupada!?─ Gritei de volta. Eu já não tinha mais clima pra fazer nada com ela. Eu estava de otário doando o meu sábado livre pra essa menina e a garota já estava se divertindo.
 ─ Mais ou menos, por quê?─ Ela ainda estava gritando. Eu fiquei puto.
─ Nada.─ Eu disse seco, desliguei o telefone e fiquei igual a um babaca olhando pro telefone.
Cogitei inúmeras vezes apagar aquele telefone da minha agenda, assim eu não me sentiria tentando em ligar novamente, dois buracos seguidos. Ela devia mesmo ser muito ocupada.  sem problemas. A gente se esbarra.
Dei meia volta. Outro número da agenda discado.
─ Jake, onde vocês estão?
─ Em casa ainda. Chega ai!
─ Já to chegando...
 
Rio de janeiro, 28 de março de 2009 
Sábado – 21:00 / Barra da Tijuca

 
─ Embry!?─ Jake me perguntou quando eu cheguei na casa dele.
─ OI.─ Disse sem ânimo.
─ E aquela gostosa? Eu pensei que você estivesse com a Chefe.─ Jake riu, a gente trabalhava junto.
“La Push” a agência mais fudida, do Rio.
─ Que nada. A Reneé ta inteira, mas eu não to mais pras coroas.─ Eu disse rindo.
Eu não tava mais era pra ninguém.
A porra da garota que não saía da minha cabeça. Toda vez que eu sentava a toa, eu pensava nela. E lembrava dela sorrindo quando se despediu de mim. Porra!
─ E o que veio fazer aqui? Hoje eu to pegado, cheio de trabalho, nem pensar em sair.─ Jake me avisou.
─ Eu sei.─ sabia mesmo.─ Eu te ajudo...─ Ofereci sem humor. Ele me olhou, os olhos brilhando. O Jake não era ruim. Só que eu era o cara.
─ Ta falando sério? Embry Call, o “salvador do Sabão”, vai me ajudar?─ Ele debochou. 
Eu peguei a conta mais fudida e transformei num lance milionário pra aquele lixo de agência.
─ Para com a palhaçada, se não eu ralo. E te deixo na merda.─ Nem pensar. Quem estava na merda, se afogando em trabalho, era eu.
─ Sem problemas!─Ele riu e andou até a mesa dele no canto da sala. Eu peguei o projeto dele, estava cru ainda. Eu fiz um milhão de caretas. Ele riu.
─ Ô, fodão, e a proposta da Cullen? Vai pegar?
─ Nem pensei nisso ainda, cara.─ Claro que não. Eu só pensava na Leah...
 
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2009 
Sábado, 21:45 / Gávea

Porra! Eu to fritando aqui. Eu preciso ver aquela garota!
Saí da minha casa, Gávea.
Fui de carro, fazia um bom tempo que eu não andava de moto, sempre na esperança de ir até a casa dela, eu acho. Ela tinha o meu número, também nunca me ligou.
Merda!
Eu vou vê-la hoje, agora!
─ OI!─ Me atendeu irritada. Mas o telefone, não tocou nem duas vezes. Foda-se, vai me ver agora!
─ Leah, se arruma que eu to passando ai pra te pegar.─ Eu já tinha chegado à frente da casa dela e estacionei.
─ Me pegar?─ Perguntou, parecendo meio confusa.─ Pra ir aonde?
Pra ir onde eu quiser!
Eu estava morrendo de saudades de ouvir a voz dela, estava totalmente irritado comigo mesmo por sentir isso e mesmo assim eu estava fritando aqui em baixo.
─ Eu to aqui em baixo te esperando. Desce.─Mandei. Ela tinha que pelo menos vir até aqui.
Pelo menos isso.
Menos de três minutos depois e ela estava à porta do prédio.
Eu dentro do meu carro, tudo apagado. Olhei-a de dentro do carro. Leah era linda. Eu já a estava vendo. Podia ir embora. Eu podia ir embora!
Ela esperou, procurando a minha moto, acho.
Linda. Eu podia ir embora, eu já a tinha visto. 
Ela se virou. O cabelo solto, batendo nas costas, a calça apertada. 
Não, você não pode ir embora.
Buzinei.
Ela parou. Eu desci do carro. Cheguei perto, no intuito de falar alguma coisa, perguntar alguma coisa. Sorrir simplesmente.
Mas não foi bem isso que eu fiz.
Beijei-a. 
Caralho, como ela tinha esse poder sobre mim? Quem era essa menina, pra povoar a minha mente desse jeito? Quem deu autorização!?
Puxei-a pela mão, levando até o meu carro e entrei. Eu não conseguia dizer nada. Estava com raiva de mim, com raiva dela, cheio de saudades e doido pra levá-la a minha casa.
Queria ficar com ela hoje. Agora.
Foi estranho o silêncio, mas ela não me perguntou novamente onde eu a estava levando.
Eu não disse. Sabia onde a estava levando. Minha casa. Queria Leah na minha cama. Deixar o cheiro dela lá.
Ficou me olhando de um jeito estranho. Eu quase parei o carro e peguei ela ali, na rua mesmo. O meu corpo gritando por mais um beijo, mais um qualquer coisa. 
Acalme-se. 
Ela está aqui. É só isso que importa.
Leah!


Notas Finais


Oie!
Fiquei bastante feliz com os favoritos! ❤️
Quero conhecer quem está lendo!
Responderei a todo comentário. Amo esse shipper, espero que vocês estejam gostando da fic.
Bjinhos
Aguy


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...