História BLURT- Diga o que sente - Capítulo 9


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Embry Call, Jacob Black, Leah Clearwater, Renesmee Cullen
Tags Callwater, Crepusculo, Embrycall, Jacobblack, Leahclearwater, Twilight, Wolfpack
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Palavras 2.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Nove


CAP IX – POV LEAH

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2010
Segunda – 14:00 / Barra da Tijuca

─ Obrigada…─ minha mãe pegou as flores da mão do entregador na porta, dando a ele uma gorjeta. Fechou a porta em seguida. Olhou-me.─ o Jake é um amor... posso?─  perguntou já abrindo o cartão.
Leu.

“ Boa tarde,
a senhorita Leah Clearwater, está formalmente convidada pra uma comemoração singela dos seus vinte e um anos.
Passo pra te pegar às nove. Te adoro, Jake.”

─ Comemoração singela? Sue, eu acho que a gente pode ir a uma comemoração singela.─ Emily era escrota!
Estávamos todas em casa. Meu aniversário.
Lince, sem o Seth. Que quase não ficava mais em casa. Eu andei presenciando umas ligações estranhas. 
A Emily, que estava noiva do Sam, finalmente – sete anos de namoro. 
Minha mãe e o meu pai que estava finalmente em casa.
Ele era consultor de Administração. Ficava viajando o Brasil todo. A minha mãe não dava conta sozinha, o Seth era a prova disso. 

─ Hoje é só para mim e o MEU NAMORADO! ─ todas elas riram de mim.
A Amy ainda debochava de mim, por EU ter um namorado.
No dia das bruxas. Isso é dia de se pedir alguém em namoro?
O Jake era tudo. O cara perfeito.
Eu estava trabalhando mesmo na Newton Sports agora. E depois de quase apanhar do Jake (que era de paz, mas o Mike provocou), o Mike me olhava como se eu tivesse um extra entre as pernas.
─... humm, meu namorado
─ meu namorado...
─ meu namorado...

As três debocharam de mim.  Eu só ri e peguei o bilhete, reli e olhei as flores. Nada das comuns rosas vermelhas... Alstroemérias rosas.

Algo nessa situação me remeteu ao passado. Fez-me lembrar do ano passado.
O sorriso, a gravata... o meu cordão, que eu nunca mais usei, mas que, secretamente, eu olhava quase todos os dias.
─ O que foi, Leah?─ minha mãe me abraçou, eu chorei.

Pensava nele, e tanto, que me sentia culpada com o Jake às vezes. Eu nunca disse uma palavra a ele sobre o que fui fazer no aeroporto aquele dia em que nos conhecemos. Ele sentia que isso era privado pra mim e nunca nem toco no assunto daquele dia.
Mas ele sabia que eu não o amava, eu nunca menti. Ele me bastava e confiava em mim, me adorava, como sempre repetia. Também nunca disse que me amava.
Vi a Amy me olhar, por cima do ombro da minha mãe. Ela sabia o meu problema: Embry. 
Eu ainda o amava e me odiava por isso.

Rio de janeiro, 18 de abril 2010
Segunda 21:00 / Barra da Tijuca 

─ ... eu sei, Harry, mas as marcas...─ ele parou de falar com o meu pai, quando eu entrei na sala. Negócios. O único assunto dos dois.
─ Está linda, filha.─ meu pai me disse, o Jake estava me olhando.
─ Obrigada.
─ Concordo... muito linda─ pegou a minha mão e me abraçou. O vestido branco, curto, de mangas longas, scarpins altos, pretos, o cabelo solto e ...algo mais.─ belo cordão.─ ele reparou.

“Por favor,  não perguntei mais nada!”

─ Vamos?─ Puxou-me urgente, me arrancando de casa.
Sem medo do que ia parecer.
Eu sempre me surpreendia com a espontaneidade dele.  Sincero.
No seu rosto, aquele mesmo sorriso do aeroporto, quase um ano atrás.
O mesmo sorriso que, ainda que fosse perfeitamente o que eu precisava, eu não sentia completo.
Chegando ao carro dele, antes de entrarmos ele me imprensou na porta, eu ri. Sabia que ele iria fazer isso.
─ Meu Deus, isso tudo é pra mim? Eu perdi a fome! A gente podia pular o jantar, o vinho e ir direto pra cama.─_ entregou o roteiro.
─ É tudo pra você, Jake. Mas eu QUERO o jantar, o vinho e depois ... claro, a cama.─ sorri.
Ele me beijou.
Beijar o Jake era especial. Ele era carinhoso, caloroso, sutil, porém eficaz. Eu também gostava desse lado dele. Sentia-me livre com ele. Leve.
A exemplo da mão dele subindo pela minha coxa, arrastando-se pra dentro do meu vestido... isso era super.
Mas eu tinha plena noção de que o meu pai estava na varanda nos olhando.
E a julgar pela excitação, latente e desnecessária pro momento, eu sabia que não estávamos decentes.
─ Jake!─ chamei rindo, ele soltou o beijo.─ meu pai.
Parou de alisar a minha bunda e tirou a mão lentamente e disfarçadamente de dentro do meu vestido, descansando a cabeça no meu ombro. Suspirou no meu pescoço. Quente.
─ Tem certeza de que quer jantar?─ começou a beijar o meu pescoço devagar. Eu tremi.
─ Jake... comemoração... comemoração singela.─ disse com dificuldade.
─ Tá certo, seu aniversário. E, ah é, presente!─ disse me dando um selinho e abrindo a porta pra mim.
Eu entrei. E ele deu a volta no carro, acenando pro meu pai na varanda.
Entrou no carro e sorriu, o sorriso mais infantil que tinha. Parecia um menininho assim, lindo.
Ele pegou uma caixa de presentes no banco de trás e me deu.
Abri o laço e achei uma camisola. Ele me olhou com uma sobrancelha erguida.
─ Fui eu que escolhi... pra viagem.─ piscou e fez um bico para ser beijado em agradecimento.─ na realidade poderia ser pra hoje mesmo.
─ Qual viagem?─ perguntei animada.
─ A de sábado... É. Viagem!─ ele disse rindo e debruçou pra me beijar.
A gente estava tentando viajar há semanas. Ele trabalhava muito. 
Era tão fácil estar com o Jake. 

Rio de janeiro 23 de abril de 2010
Sexta 12:00 / Barra da Tijuca

─ Leah, me desculpa! Promete que não vai ficar chateada comigo?
Como eu ficaria chateada com ele?
─ Okay, Jake, manda.
─ A gente pode viajar no outro sábado?
─ Por quê?─ ele conseguiu, eu fiquei chateada.
─ Leah, não faz essa voz pra mim.─ riu.─ é que o Call voltou. Eu vou buscá-lo no aeroporto hoje.─ disse radiante.
─ Tá, vai buscar esse Call.─ eu disse rindo. Eu não resistia a felicidade dele. 
─ Eu te adoro, garota!


Rio de janeiro 23 de abril de 2010.
Sexta, 21:00/ Barra da Tijuca 

─ Você está linda.─ me deu um beijo. Descemos e quando chegamos ao carro dele eu me lembrei.
─ Pegou o seu amigo?
─ Sim, a gente está indo jantar com eles agora. Ele e a amiga dele, a Nessie.─ eu vi os olhos dele brilharem?
─ Nessie?─ Eu não era do tipo ciumenta e o Jake nunca precisou disso. ─ Amiga?
─ Não deve ser só amiga. Ela é muito gata pra ser só isso.─ Jake disse abrindo a porta pra mim. Eu entrei. Ele deu a volta e entrou também.
─ Você ficou impressionado com ela?
─ Não, Leah! ─ disse rindo alto.
─ Eu não acredito, você ficou IMPRESSIONADO! ─ eu acusei rindo. Ele estava impressionado.
─ É que ela é a R Cullen! A publicitária mais foda depois do Embry! É só isso!─ ele disse rindo ainda.
Eu travei. A minha boca secou. Senti o meu corpo gritar..
─ Quem?─  A respiração falhando.
─ R.Cullen.─ ele insistiu, eu estava sufocando.
─ O outro nome!─ pedi rápida.
─ O Call?─ Perguntou estranhando.
Eu estava quase chorando. Tinha que segurar.
Call, Embry Call!


Cap IX – Pov Embry
Florianópolis , 18 de abril de 2010
Segunda 12:00 / Cullen Corp

Bati a porta.
─ Entra, Call.─ Cullen mandou. Estava de pé encostado na mesa dele. bebendo uma dose de uísque.
─ Senta aí, Call.─ apontou a cadeira de frente pra ele. Eu sentei.─ Sei que está conosco ainda por que quer.─ Olhou-me.
Era verdade. Diversas propostas pro exterior. Mas eu não queria ir longe.
─ Bom, nunca menti.─ Na realidade usei isso pra dobrar o meu salário inicial, duas vezes.
─ Sim, e por isso, eu quero você pra algo mais.─ riu malicioso.─ Você e a Nessie são o que eu tenho de melhor. E eu não tenho por quê jogar com os peões, se eu posso ganhar mais depressa com a rainha.─ disse virando o resto da dose na boca.
─ Não estou entendendo.─ assumi.
─ Você e a Nessie, Rio de Janeiro, relatório de instalação na segunda antes do fim da tarde, por e-mail, por favor.─ Deu a volta na mesa, parando onde ficavam as bebidas.

Eu e a Nessie, no Rio de Janeiro. Eu, explicitamente com a filha do chefe?
Isso não ia dar certo.

─ Eu e a Nessie? Vai mandar os dois?
─ Sim.─  disse e riu.─ Tudo acertado, já. Emmett agiu tudo. Leblon, gosta? Tem um apartamento pra você e outro pra ela.─ Riu novamente dando-me uma olhada que me deixou no mínimo sem graça. ─ A instalação inicial é simples. Um andar apenas. 6 salas. Nada muito grande. E depois das contratações, que ficaram a cargo seu e dela, passo pra dar uma checada.─  sentou na cadeira dele.
─ Eu não sou administrador, senhor Cullen.
─ Contrate um.
─ A Nessie está sabendo disso?─ eu duvidava.
─ Sim, Emmett deve estar comunicando-a agora. Relatório na segunda Call, não esqueça.

Sai da sala dele atordoado. Rio de Janeiro!
─ O que foi, Call?─ James me perguntou no corredor. Enquanto eu sorria igual a um babaca pro nada.

Um ano trabalhando de domingo a domingo. Acompanhar a Nessie não era mole. Ela respirava isso aqui. Só o Cullen não via isso. Que ela era o herdeiro que ele queria. Perfeita pro cargo.

─ Nada. ─ disse rindo. E via Nessie sair da sala do Emmett bufando. Passou por mim nervosa.
─ Call. Minha sala.─ disse e entrou.
Ouvi o James murmurar aquelas piadinhas maldosas sobre o meu relacionamento com a Nessie.
E ela trancar a porta, não nos ajudava em nada a dissipar essas coisas.
─ Cecete, Embry! Viu o que ele fez?─ ela estava andando de um lado pro outro.  Servi duas doses. Uma pra mim e outra pra ela. Entregando-a.
─ Calma, Nessie.─ Disse a ela. Sentando na outra cadeira. De frente pra ela.
─ Já não basta ele ficar me esfregando em você desde que chegou? Ele tinha que me mandar pra outro estado com você?

Edward Cullen queria um herdeiro, nem que fosse um genro.
─ Nessie, relaxa! A gente sabe que não tem nada a ver. Somos amigos
─ Porra, e como você acha eu eu me sinto? Eu sou a R. Cullen! Olha pra mim, Embry. Eu posso ter quem eu quiser. Mas não quero. Ele tem que entender isso!
Virou a dose.
Eu servi outra, ele virou de novo.
─ Já cedo, Nessie?
─ Eu fui transferida, Call. Estou de folga hoje.
─ Pelo menos é o Rio de Janeiro.
─ Está feliz, né? Vai vê-la... eu não agüento mais. Leah, Leah, Leah... cara.. eu tenho que conhecer essa menina e perguntar como faz pra deixar um cara assim.─ ela riu.

Senti o meu peito encher. Durante esse ano eu só pensava nela. E pra não pensar tanto, eu me afogava em trabalho.
Agora eu ia fazer ela me amar de volta, custasse o que custasse.
─ Hoje é aniversário dela.─  virei a dose.


Rio de janeiro, 23 de abril de 2010
Sexta, 12:30/ Galeão

─ Cadê o seu amigo?─ Nessie estava doida pra conhecer tudo. A cidade, os apartamentos. A instalação da Cullen.
Acendi um cigarro, estava ansioso.

Eu só queria uma coisa: ver a Leah e o Jake ia me dar carona agora. Eu ia direto lá.
Vê-la, beijá-la, pedir a ela pra ficar comigo dessa vez. Não me deixar ir embora nunca mais.

─ Ali!─ apontei, vendo o cara de quase dois metro de altura vir na minha direção. Veio sorrindo. Eu olhei pra Nessie.
Boca aberta?
─ Jake!─ abracei o meu amigo. O excesso de trabalho me impediu de manter um contato satisfatório.
─ Embry, porra! Não some mais assim.
A Nessie pigarreou.
─ Essa é a Nessie, a R. Cullen.
Apresentei o queixo dele caiu, literalmente
O Jacob era um palhaço.
─ R Cullen? ... eu pensei... ─ ele não terminou.
─ Eu também.─ disse rindo.
─ Caralho... Call, você perdia as contas pra ela?─ riu de mim e me deu aquela olhada de: “ta contigo?” o Jake não era mole.
─ Sim, mas agora somos bons amigos, nada de brigas.─ eu disse e ele pegou o recado. “livre!”
─ Cacete, o R Cullen, é a R Cullen! ─ Jake olhou ela de cima a baixo. E a Nessie só faltou passar a língua nos lábios. Eu estava sobrando ali, definitivamente.
─ Renesmeé Cullen, mas pode me chamar de Nessie. É melhor que R. Cullen e eu prefiro. 
─ O que vão fazer hoje? Aposto como querem uma balada! O Rio é o melhor nisso e o mundo inteiro, literalmente, sabe disso. 

─ Pode ser, eu só tenho que fazer uma coisa antes...─ eu tinha que ver a Leah.
─ Eu também... por sua culpa eu desmarquei a viagem com a Leah.─ ele disse rindo. A Nessie murchou junto comigo.
─ O quê?
─ É, eu to namorando uma gata.─ ele continuou rindo.
─ Não, o nome.
─ Leah? Leah Clearwarter.─ ele disse sorrindo.

Não pode ser... Leah. A Leah? não... 


Notas Finais


Que bagunça! Puta merda! Haha


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