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História BNHA X Leitor - Capítulo 5


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Notas do Autor


Um pouco de angst não faz mal, né?

Capítulo 5 - Fantasy!Bakugou x Você (angst-fluffy)


Fanfic / Fanfiction BNHA X Leitor - Capítulo 5 - Fantasy!Bakugou x Você (angst-fluffy)

Os gritos ecoavam e o caos retumbava por todo o reino, o fogo predominava de sul a norte, de leste a oeste. O temor do povo refletia nos olhos de (s/n), a atual princesa que tentava ajudar ao máximo seus suditos. Mas era em vão, quase todos estavam mortos, se tornando cinzas junto com a cidade a qual ela e seus pais fundaram da lama até a glória.

–Teehee! Vamos Dabi, não queimou aquela parte ali~ –Himiko cantarolava, os pés descalços dançando pelo fogo enquanto o resto do grupo tentava recuperar o máximo de riquezas que conseguia.

–De qualquer forma, precisamos da princesa. A cabeça dela vale mais de duas mil moedas de ouro. –Tomura falou, em seu monótono tom de sempre.

–Neenee, Shiga-Kun, por quê essa garota é tããão importante afinal?

–Ela não é. Mas a posição dela é o suficiente para render uma boa grana. Além de que a destruição do reino dela vai significar uma grande queda na economia de todos os reinos. Não é perfeito? –Kurogiri respondeu com euforia. Toga pareceu animada, saltitando entre as chamas azuis crepitantes.

(S/n) tentava ajudar uma pequena garotinha presa, ela aparentava estar desmaiada, presa entre os escombros de uma antiga casa. Com dificuldade, levantou a estrutura, por ser uma princesa ela nunca precisou usar força bruta por… bem, por não ter. Segurando os braços frágeis da garota, ela a puxou, cambaleando em seu vestido longo e caindo para trás com a criança nos braços.

–Garotinha… você está bem? –Questionou, segurando os ombros dela, quando conseguiu erguer a criança, um grito gutural saiu de si fortemente. Ela percebeu que a criança já nem respirava, seu rosto pálido e lábios azulados eram cheios de queimaduras profunda e um buraco em seu peito sangrava. Rapidamente a princesa se afastou do corpo, em choque olhou ao redor, tudo estava em ruínas. Centenas e centenas de pessoas estavam mortas, tudo que ela um dia considerou seu estava acabado. Seus pais, seu povo, seu reino… tudo queimava e esvoaçava junto do seu cabelo e seu vestido. Com um olhar magoado, ela prometeu a si mesma que se tornaria forte, custe o que custar.

🔻

–SHINEEEE, SHINESHINESHINESHINEEEEEEE! –Os gritos de Bakugou ecoavam pela floresta enquanto ele bombardeava contra um grupo de adolescentes assustados. Como o líder daquela aldeia, ele queria proteger todos aqueles que confiavam nele.

–Yo, Bakugou, fica calmo. São só ladrões de comida, cara. –Kirishima riu atrás dele, acalmando o loiro. –Vamos, a gente preci-

–UWAAAAAAAAAHHHHH UM LOBO, UM LOBO, UM LOBO, UM GAROTO LOBO AAAAAAAHHH –Mina Ashido, a ninfa, apareceu gritando horrorizada. Atrás dela, um suposto correndo logo atrás com uma espada balançando em sua direção. –KYAAA BAKUGOU ME AJUDEEEE!!!

–Tsc, cale a boca, alien! Fica parada. –Bakugou tentava mirar, mas o tal lobo era muito mais rápido. –MAS QUE INFERNO, SEU CACHORRO MALDITO! SHINEEEEEE! –O loiro explodiu, seus olhos carmesim pulsando em um instinto homicida, as mãos produzindo explosões mortíferas mas sequer chegavam perto. Pelo contrário, quando parou de tentar, o lobo lhe deu uma rasteira, derrubando-o com tudo ao chão e com uma espada em seu pescoço.

–Você é muito barulhento. –Katsuki subiu seus olhos, o lobo nada mais era que uma garota. A pele de um lobo negro cobria seus ombros, seu torso tinha faixas enroladas para esconder os peitos e ela usava uma calça de pele e com seu pé descalço apertando contra o peito dele. A lamina cintilou, Mina e Kirishima completamente paralisados. Se aquela pessoa havia imobilizado Bakugou, sabe-se lá o que fariam com eles. Mas antes que qualquer um dos quatro pudessem falar algo, um som grotesco saiu da barriga da garota-lobo.

–Coma com a gente! –Bakugou disse apressado, segurando a perna da garota.

Agora, a garota-lobo, ou melhor, (S/N), empanturrava-se com uma tigela de arroz e devorando um enorme bife. Bakugou assistia tudo em silêncio, mordendo um pão. A mesa de madeira era enorme e todos da vila partilhavam alimentos que eles mesmos produziam, era de certa forma um lugar animado. A cerveja era em grande quantidade, a comida deliciosa, os moradores da vila eram agradáveis e a localização muito esperta. Era o lugar perfeito.

–Ei, garoto bomba. Vou ficar na sua vila. –(S/n) disse simples, com a boca cheia.

–Como quiser.

Quebra de Tempo

(s/n) pulava pelos galhos, desviando dos ataques de Bakugou com facilidade. Já faziam dois anos que estava na vila com Bakugou e eles se tornaram inevitavelmente próximos. Era realmente engraçado como Bakugou agia como se fosse o pai da garota em alguns momentos, como quando ela ia caçar sozinha, quando voltava tarde e principalmente quando flertava com Midoriya descaradamente. O último item sendo aquele o qual mais irritava o loiro.

"Aquele Deku de merda não é nada além de um nerd, se afaste dele!"

Era o que ele dizia, sem parar. No fundo, ela sabia que aquilo era definitivamente ciúmes, e, ela também sabia que o sentimento de Bakugou era o mesmo que o seu. Mas ela preferiu guardar silêncio, era assustador admitir gostar de alguém depois de todas as coisas que ela gostava terem sido incendiadas na sua frente.

–VAMOS BOMBINHA, NÃO CONSEGUE ME ACERTAR?! –A garota gritou rindo, subindo até o topo. Mas foi quando Bakugou tropeçou e bateu a cabeça em uma pedra que ela pulou de volta ao chão, assustada. –Bakugou?! Bakugou você está bem? –O terror percorreu por ela, enquanto ela balançava os ombros dele.

–Oh~ ficou preocupada, gatinha? –Ele respondeu ainda de olhos fechados, com um sorriso sacana nos lábios.

–Bakugou seu-! Argh, seu merdinha. –Ela suspirou, estapeando os braços do garoto. (S/n) foi puxada e os dois ficaram deitados lado a lado, olhando para cima. As nuvens acizentadas anunciavam uma possível chuva. Naquele silêncio, (s/n) achou que estava tudo bem se aconchegar em Bakugou, com a cabeça em seu peito. Katsuki, por sua vez, implorava aos céus que a garota não escutasse seus batimentos que eram ensurdecedores para ele. Ela escutou, mas não se importou. Apenas ficou ao seu lado, em silêncio e aproveitando o calor dele.

–(S/n)?

–Hm?

–Eu gosto de você.

–O que?

–Eu gosto de você. Gosto da maneira como é forte, independente, como você ri alto ou como come... Gosto de tudo em você. E eu… quero saber… mais sobre você…

–Bakugou eu… acho que gosto de você também. –O silêncio predominou novamente. Ambos os dois estavam envergonhados, as bochechas brilhando em vermelho. Katsuki levantou o torso, olhando fixamente para (s/n).

–Eu posso… eu posso te beijar? –Com um aceno tímido, (s/n) permitiu. Os lábios de Bakugou tocaram nos dela, eram bem macios do que jamais ela imaginou. Ele a trouxe mais para perto, as pernas da garota rodeando sua cintura enquanto o beijo se aprofundava mais. E então, o beijo parou. Bakugou levantou e a pegou no colo, indo quase que de um jeito tão rápido quanto ela, parando enfim em sua tenda. No colchão de pele, eles voltaram a se beijar. De um jeito mais intenso, mas ainda amoroso. Apesar da enorme personalidade explosiva do loiro, ele era doce e carinhoso com (s/n) tocando seu corpo com o cuidado de quem toca uma boneca delicada. A cada beijo e toque suave, a garota sentia como se pudesse tocar os céus com a mão.

–(S/n), eu te a-

–BAKUGOU, ESTÃO ATACANDO! –Kaminari invadiu a tenda. –Oh… oh… hey~ vo-digo… ESTÃO ATACANDO O VILAREJO, BAKUGOU! OITO DOS HOMENS FORAM INCENDIADOS. –O loiro alertava, Bakugou levantou-se as pressas e saiu da tenda, sendo seguido pela garota que tinha a palavra "incêndio" marcada em sua mente. E bingo. A floresta atrás do vilarejo era tomada por chamas azul celeste.

–O que esses malditos estão fazendo… SERO, FIQUE DE OLHO NELA!

–O que?! Bakugou, não vou te deixar sozinho!

–(S/n), assim como essa vila você é uma das coisas mais importantes para mim eu não posso deixar você se machucar. –Os olhos dele eram suplicantes e a voz falhava.

–Então vamos lutar juntos. –Ela rosnou, vestindo a pele de lobo e empunhando a espada da bainha. –Eu não VOU te deixar sozinho. –Repetiu ela, se pondo ao lado dele. –Eu vi tudo que eu amava queimar a frente dos meus olhos, não vou permitir que aconteça novamente. –Ele sorriu, sabendo que (s/n) era tão teimosa quanto ele.

–Juntos?

–Juntos.



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