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História Boa Convivência - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Cacheta.


— Eu vou pegar mais, mas vai ser três garrafinhas e acabou.

— Cinco.

— Três.

— Cinco.

— Duas ou nada feito, ainda te deixo aqui, vou lá pra cima e tranco a porta. — disse e deixou um selinho nos lábios do outro. Se levantou e foi para a cozinha, trazendo duas garrafas de seishu. Se sentou e entregou para o namorado, enquanto olhavam os outros brincando. — Eu vou pegar comida pra você. — falou e ouviu o mesmo estalar a língua e revirar os olhos. — Você não comeu nada. Não pode comer só um pouquinho? — perguntou e recebeu um olhar impaciente. — Vem. — Puxou pelo braço até a cozinha, sentando-o na bancada e lavando uma tigela, indo colocar comida logo depois.

— Eu não quero comer.

— Mas eu coloco pouco. — explicou calmo.

— Mas eu não quero, caralho.

— Não vai comer mesmo?

— Não, porra. — respondeu irritadiço, vendo o outro deixar o prato na pia.

Izuku voltou para sala, seguido pelo loiro, e pegou a outra garrafa de vodka com Ashido, sentando onde estavam antes. Sentiu o namorado encostar a cabeça na lateral do seu corpo, passando o braço sobre os ombros dele, puxando-o mais para perto.

— Pega. — Colocou o gargalo na boca do rapaz, observando beber alguns goles fartos.

Denki desceu as escadas e foi novamente até o colo do de cabelos roxos, reparando no olhar feio do mesmo e encarando-o.

— O quê foi? — perguntou em um tom um tanto irritado, fazendo o menor sorrir desentendido.

— Por que tão emburrado?

— Eu não tô emburrado.

— Tá sim. — o de olhos âmbar e Katsuki falaram ao mesmo tempo, observando o outro bufar.

— Não tô.

— Por que ele tá assim?

— Tá desse jeito desde que você subiu com a Eri-chan. — o Midoriya falou.

— Deve estar com ciúmes dela com a gente. — Hanta implicou, recebendo um olhar feio de Hitoshi e fazendo o Kirishima rir baixinho.

— E por que você ainda tá aí se era por três rodadas? — Eijiro questionou provocativo para o loiro menor.

— Porque sim.

— A resposta podia ser melhor.

— Eu vou beber. — Ashido soltou, levantando e indo para o outro cômodo.

×××

— Midoriya — o heterocromático chamou. —, vou pegar um negócio, preciso de você. — concluiu, vendo-o se levantar e ir consigo para a cozinha.

— O que você ia pegar, Shocchan? — perguntou, colocando os braços na bancada e encostando ali, de frente para o outro, enquanto o meio platinado se aproximava de si.

— Você. — respondeu perto o suficiente para fazer as respirações se misturarem e conseguir ver as sardas nas bochechas rosadas, alternando o olhar entre as íris esmeraldas e a boca vermelha. Tomou os lábios do rapaz, apoiando as mãos no balcão e sentindo os cabelos lisos serem segurados, aprofundando o beijo.

Nenhum deles iria ceder o controle do ato, agindo os dois de forma necessitada. Izuku apertava cada vez mais os braços envolta do pescoço alheio e Shoto colocou a coxa direita entre as do esverdeado, ambos querendo mais contato.

As conversas da sala pareciam distantes, fazendo-os ter um pequeno susto ao ouvir um barulho, virando a atenção simultaneamente da direção que veio o som e vendo Denki estático e corado ali, que logo voltou de onde tinha saído. Se entre olharam levemente ofegantes, e o esmeraldino começou a dar alguns selinhos nos lábios alheios, esses que começaram a ficar mais lentos, até pedir passagem com a língua e voltar a explorar a boca do outro. Soltou os fios brancos e vermelhos e pôs as mãos nos ombros do outro, logo as passando pelo peitoral coberto e segurando a camisa. Tiveram que quebrar o contato quando o ar ficou rarefeito, com o esverdeado puxando o lábio inferior do namorado com os dentes.

— Eu não vou lá, Shin! — Escutaram o de olhos âmbar falar.

— Deixa disso e vai logo.

— Mas eles tão namorando!

— Passe direto, pegue e volte.

— Mas eles podem se sentir incomodados!

— Não liga pra isso agora, Midoriya. — Shoto falou perto do ouvido alheio, beijando a mandíbula do sardento e colocando mais pressão do seu corpo contra o dele.

— Não faz isso, Shocchan. — disse, levantando um pouco a coxa e sorrindo. — Vou levar mais bebida pra eles.

— Daqui a pouco. — pediu em seu tom indiferente, com a cabeça no ombro do outro.

— Não pegou o que queria? — pergunta fingindo inocência, saindo de onde estava e andar até a pia.

— Não é do tipo de coisa que pega só uma vez. — respondeu, seguindo o gafanhoto falante e abraçando as costas do mesmo, vendo-o virar para si e deixar um selinho e ir para a sala.

— Oi, gente… — o esverdeado pronunciou, mostrando as garrafas e com o rosto avermelhado. — Cadê o Kacchan?

— Ele foi no banheiro pouco depois que você saiu. — Hanta respondeu, pegando uma garrafa e abrindo.

O Midoriya sentou encostado no sofá, observando o namorado pegar uma bebida e sentar.

— Você pergunta pro Zuku. — Ashido explicou para Kyoka.

— Verdade ou desafio?

— Verdade. — respondeu rápido.

— Já deu um beijo triplo?

— V-vocês sabem que já. — disse, olhando para o chão e passando a mão na nuca.

— Queria saber porque o Bakubro nunca falou disso. — Denki comentou, olhando Eijiro concordar.

— O q-que? Não, não! Não foi com ele. Nem com o Shocchan. — explicou nervoso enquanto mexia as palmas na frente do rosto.

×××

Izuku sentiu uma mão passando em seu queixo, olhou para sua esquerda e recebeu um selar do loiro, se surpreendendo pelo ato repentino e corando. O de olhos esmeraldas pediu passagem com a língua, tendo o pedido cedido e sentindo o outro dar o controle daquilo. Katsuki subiu para o colo do namorado, se erguendo um pouco e continuando com o beijo sem se importar com os amigos o verem assim. Romperam com o ósculo dando vários selinhos um no outro e sorrindo enquanto o de olhos carmesim se sentava nas coxas alheias e recebia beijinhos na mandíbula.

— Quero mais, Deku. — Sentiu o outro sorrir soprado fazendo-o se arrepiar. O esverdeado tomou os lábios do outro e abraçou sua cintura, com ele rodeando seu pescoço com os braços e apertando levemente, tendo o corpo puxado mais para perto. — Vamos transar, Deku. — pediu quando se separaram, sentando bem próximo a virilha do parceiro e deixando seu pescoço marcado exposto.

— Não, Kacchan. — respondeu simplista, recebendo um olhar manhoso.

— Onegai. — falou com a voz arrastada.

— Já disse que não.

— Por que? — retrucou em uma mistura de duvidoso e revoltado, encarando-o. — Foi por que eu não comi? Eu juro que eu como depois! Mesmo cansado pra caralho, eu vou comer tudo que você botar n-…

— Não, Kacchan. Nem adianta isso.

— Se não tá com tesão é só dizer, porra! — reclamou, tentando sair do colo do namorado e sentindo-o apertar mais.

— Primeiro: eu disse que aquela noite seria a última até você e o Shocchan se darem bem. — disse enquanto beijava o pescoço e o ombro do outro, escutando-o bufar.

— Eu e o Pavê estamos bem.

— Eu não terminei, Kacchan. — interrompeu. — Segundo: você não es-… — Sentiu Katsuki pegar sua mão e descer até perto do cós da calça, querendo colocá-la dentro da cueca. — Aish! Aí não, Kacchan! Tá, vendo? Você está bêbado! Eu não vou fazer nada com você assim! Você sabe! Acho até meio errado eu tá me amassando com você assim. E — Girou rapidamente, colocando-o deitado no chão e ficando por cima, se aproximando do ouvido alheio. —, terceiro: cuidado com o que você insinua, você não sabe o que isso pode resultar. — sussurrou, fazendo-o se arrepiar e mordiscando o lóbulo do loiro. Se apoiou nos cotuvelos e traçou uma linha de beijos até os lábios do debaixo, mordiscando o inferior e tendo a boca tomada em um beijo calmo do outro, enquanto pressionava mais seu corpo contra o corpo alheio e sentindo-o rodear as pernas em sua cintura. Izuku se separou e observou o rosto avermelhado e sorridente do parceiro. O de olhos vermelhos passou as unhas curtas por cima do peito vestido do namorado, levando a destra até a barra da camisa e tentando levantá-la, sendo impedido pelo esverdeado, que deu uma palmada nas costas da mão e segurou os pulsos acima da cabeça do Bakugo. Segurou a cintura com a mão livre, fazendo um carinho ali e ouviram um assobio, virando o olhar na direção do som.

"Vocês dois não podem ver nenhum caralho de canto que já acha que serve de puteiro." — Eijiro brincou, imitando a voz do loiro areia e vendo o mesclado de alface corar e levantar rápido, voltando a sentar escorado no sofá.

— Pau no seu cu. — retrucou raivoso, sentando em cima das pernas cruzadas do esmeraldino.

— Mais fácil ter no seu.

— Espera, o Bakugo é uke? — Mineta se pronunciou surpreso, olhando para todos em volta.

— Porra, tu é lento, garoto! — Hitoshi respondeu, revirando os olhos.

— E você é um grosso! — Denki reclama brincalhão e fingindo irritação enquanto virava e batia fraco no peito do outro.

— E grande, mas quando você senta não reclama. — o arroxeado diz, sorrindo safado e observando as bochechas do Kaminari ficarem rubras, escutando as risadas dos amigos

— Pe-pervertido! — gaguejou e sentiu um arrepio percorrer sua espinha quando o maior e Kyoka soltaram uma gargalhada. — O q-que foi?

— Você pode chamar alguém de pervertido, Pikachu? — Katsuki se intrometeu rindo e bebendo mais alguns goles.

— E quem é você pra falar? Tava quase dando pro Midoriya aí até agora há pouco!

— Vai tomar no cu.

— Vai você que já é mais acostumado.

— Eu até-… — A mão quente de Izuku em sua boca fez que não terminasse a fala.

Quietinho. — sussurrou autoritário perto do ouvido do loiro, vendo-o quase que derreter, mesmo que relutante, em seu peito. O mesmo levantou o olhar dos olhos rubis, encarando as orbes verdes e sentindo sua boca livre somente para ser beijada. — Mas agora é sério, vamos jogar cartas?

— Pode ser, mas vamos podemos fazer diferente. — a de cabelos rosas sugeriu, atraindo olhares curiosos dos presentes. — A pessoa que perder uma partida terá que brincar de Sete Minutos no Inferno com a que perdeu na seguinte ou as duas terão que cumprir uma ordem de quem ganhou.

— Eu só queria comentar que isso vai dar merda, mas eu topo, e que a Mina não pode ver uma faísca que ela já quer jogar gasolina. — Hanta comentou, rindo logo depois e pegando as duas caixinhas de baralho que Hitoshi jogou no ar. — Cacheta? — perguntou já embaralhando as cartas e encarando o arroxeado, que fez que sim com a cabeça.

— Eu não tô participando. — o Shinsou soltou.

— Por que, bro? — Eijiro questionou enquanto se aproximava mais junto das garotas, para fecharem o círculo.

— Ele vai jogar no meu colo. — respondeu simples, recebendo um olhar sugestivo do Kirishima. — Quer insinuar algo?

— Não disse nada. — falou, levantando as mãos e balançando a cabeça.

— Sai, Kacchan. Eu quero jogar. — Izuku pediu, tentando tirar o rapaz de cima das suas pernas.

— Vai se foder, Deku! — reclamou arrastado, aproximando mais do resto do pessoal. — Melhor! — exclamou, virando-se de novo e engatinhando até o namorado. — Vem me foder. — sugeriu, puxando o esmeraldino pela camisa com delicadeza, sentando em frente ao mesmo e dando um selinho e sorrindo sujestivo, ouvindo um riso baixo e sentindo um empurrão fraco em seu peito.

— Não, Kacchan. — Viu a carranca do Bakugo e sorriu mais.


Notas Finais


Tsc, atrasado uma hora.

Me destraí com umas porra, mas tá aí.


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