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História Boa noite, Regina! - Capítulo 3


Escrita por: sqfanfic

Notas do Autor


Boa noite, galera! Boa noite, Regina!
Espero e desejo que vocês tenham uma ótima leitura.

Um ótimo fim de semana e, quem puder, FIQUE EM CASA!!!

Capítulo 3 - Capítulo 2


Regina


Acordar em um dia de folga é, sem dúvidas, carregado das mesmas responsabilidades de um dia de trabalho, principalmente em tempos de pandemia.

Um médico atuante nunca pode se desligar 100% de sua função, tendo em vista as inúmeras emergências que podem acontecer em um dia comum. Sendo assim, um dia de folga só era totalmente livre, quando eu passo por ele e me deito na cama para dormir.

— Não, mamãe... — dou risada. — Não precisa falar mais alto, ok? Eu estou conseguindo ouvir a Sra. perfeitamente.

Mas eu não estou, Regina. Tem algo errado com esse aparelho... — minha mãe fala e aproxima a câmera do rosto, como se estivesse buscando algo de errado no celular. — Querido? Vem aqui!

— Papai! — cumprimento meu pai, que agora compunha a imagem ao lado de mamãe. — Mamãe disse que não está conseguindo me ouvir bem...

É que o volume está baixo, Cecile! — diz meu pai. — Agora eu aumentei... Filha, fale alguma coisa!

— Oi, oi, oi... — eu falo, e os dois gargalham. — Está tudo bem por aí, então?

Claro! — papai responde. — Estamos aproveitando a casa vazia e relembrando como era o nosso tempo de boemia.

Isso é coisa de você falar com Regina, Walter? Por Deus! — minha mãe dá um tapa na nuca de papai, que começa a rir com a forma como ela ficou envergonhada.

— Aproveitem bastante esse tempo a sós e conversem muito... Aproveitem para planejar a nossa próxima viagem juntos. — falo otimista.

É, minha filha... Acho que ficará no planejamento por um bom tempo. — diz minha mãe. — E como estão as coisas no Hospital?

— Um caos! — respondo de prontidão. — Nós estamos sobrevivendo, porque a cada dia que passa, surgem pessoas com sintomas e sequelas atípicas.

Que Jesus Cristo olhe por todos nós... — meu pai fala eu o vejo fazendo o sinal da cruz

— Amém! — eu respondo.

E como está Emma? — mamãe pergunta, com um enorme sorriso no rosto. — Diga a ela que estou sentindo falta dos olhinhos...

— Vocês duas com esses olhinhos... — eu rio. — Ela ainda está dormindo. Ontem nós chegamos e ela ainda ficou muito tempo estudando sobre a nova variante.

Essa porcaria já chegou aí? — meu pai questiona. — Que merda!

— Aqui em LA ainda não chegou, mas já temos casos nos Estados Unidos. — explico. — Estou preocupada, só que ao mesmo tempo tranquila, porque estamos com uma equipe impecável.

E vocês precisam se cuidar mil vezes mais... — diz mamãe. Ouço um barulho e vejo Emma saindo de seu quarto.

— Bom dia! Tem gente querendo te ver aqui, Swan... — digo a ela, virando o meu celular em sua direção, para que pudesse vislumbrar os meus pais.

— Olá! — ela os cumprimenta. — Como estão as coisas por aí?

Emma se sentou na cadeira ao lado e, por um bom tempo, ficamos ali conversando com os meus pais enquanto tomávamos o nosso café da manhã.



Mais um dia. Menos um dia. Acorda, se arruma, pega a máscara e vai. Antes as chaves do carro eram imprescindíveis, mas agora não. Saia sem carro, mas nunca sem máscara.

Plantão de 07:00am as 07:00pm. Deus nos guie, nos abençoe e nos ajude.

Emma e eu, como de costume, adentramos pela recepção do Hospital.

— Bom dia, Cath! — Emma e eu falamos juntas, no intuito de cumprimentar a recepcionista, que apenas fez um sinal com a cabeça.

— O meu filho precisa ser atendido agora... — o diálogo entre ela e uma paciente me chamou a atenção.

— Eu já vou me arrumar. Tenha um bom dia, Nina! Nos vemos por aí... — Emma brincou e sumiu no corredor. E eu continuei observando Cath e a paciente.

— Senhora, o problema é que o plano está sendo recusado. Eu não posso dar entrada da criança sem a aprovação do seu plano.

— Tenta de novo! — a mãe da criança, que estava em um carrinho, diz de forma alterada. — Ele está queimando em febre, moça... — a mãe se vira para olhar a criança.

— Eu já tentei inúmeras vezes. — Cath me olha, como se buscasse uma orientação. — Nós podemos fazer a internação de forma particular.

— Eu não tenho... condições! — a mãe diz desanimada e eu sinto a necessidade de intervir.

— Bom dia! O que houve com o seu bebê? — pergunto, tocando a testinha do menino para checar a temperatura.

— Ele está com rinite alérgica e com o corpo muito quente... — a mãe informa. — Desculpa, mas você é doutora ou enfermeira?

— Sou doutora. Dra. Mills! — me apresento. — Olha, ele precisa ser examinado agora. Cath, dê a entrada dessa criança, em meu nome, por favor.

— Tudo bem, Dra.!

— Eu vou me trocar e já encontro com vocês na pediatria. — aviso, saindo depressa para o vestiário.

— É importante que ele faça o teste para Coronavírus, porque esta é a nossa primeira suspeita, devido ao momento que estamos vivendo. — eu digo para a mãe da criança, que se chamava Otto.

— Não quero que enfie esse palito no nariz do meu filho, doutora. — ela diz decidida.

— Os pulmões do seu filho estão cansados. Nós precisamos de um diagnóstico o quanto antes, para que possamos começar com as intervenções. — tento convencê-la de permitir que a criança fizesse o teste.

— Ele é muito pequeno... — ela diz chorosa.

— É para o bem dele. Eu prometo! — digo, antes de chamar uma técnica para que fizesse o procedimento.

— Quando sai o resultado? — a mãe pergunta, já com o filho nos braços.

— Daqui a 10 minutos. Você pode aguardar aqui... — digo, vendo a tensão em seus olhos.

Após o tempo necessário para o resultado do teste rápido, fiquei extremamente aliviada ao ver o resultado NEGATIVO. Porém, preocupada com o cansaço que encontrei nos pulmões daquele pequeno.

— Vou precisar acompanhá-lo e observar. Entraremos com uma medicação intravenosa e mais tarde eu voltarei para checar os sinais dele, ok, Suzana?

— Ok. — ela responde cabisbaixa.

— Tudo bem?

— Sim, eu só estou preocupada com a conta do Hospital. O nosso plano não foi aceito e eu não tenho como pagar por tudo agora... — explica, e eu sorrio (mesmo sabendo que ela não poderia ver).

— Fique tranquila quanto a isso. — afirmo. — O mais importante agora é deixar esse carinha bem e novinho em folha. — faço um carinho no cabelinho de Otto, peço licença e saio.



3 dias depois...


Emma


A sensação de chegar em casa após um intenso plantão, era uma das melhores que eu poderia sentir na vida. Mesmo com toda a preocupação que recai sobre mim, era inevitável não respirar aliviada após um bom banho e uma boa refeição.

— Nina?

Essa semana os nossos plantões sofreram alterações de turno; eu estava responsável pelo dia e Regina pela noite. Sendo assim, o nosso único encontro seria agora, enquanto ela estivesse se arrumando para sair.

— Nina?

Eu preparei uma jantinha rápida e me sentei à mesa para comer, enquanto dedilhava a tela do celular e verificava as mensagens e emails que eu havia recebido durante o dia.

— Será que Regina já foi? — perguntei para mim mesma, com o cenho cerrado.

Respondi alguns emails e finalizei minha refeição. Coloquei as louças dentro da pia e fiz uma nota mental de que, antes de dormir, eu voltaria para lavá-las. Segui para o meu quarto, que ficava na última porta do longo corredor, e fui direto para o banheiro escovar os dentes.

O relógio marcava a chegada das 07:30pm, e o meu corpo já dava indícios de cansaço. E se eu fosse uma outra Emma, com certeza eu desrespeitaria isso e usaria desse tempo para separar roupas para lavar ou para aspirar o carpete. Mas, sendo a Emma que sou hoje, eu prefiro ouvir o meu corpo e dar a ele uma boa noite de sono.

Me deitei no centro da cama e aproveitei para enviar uma mensagem para Regina:

Tenha um ótimo plantão, Dra. E, se possível, trás um pãozinho pra gente amanhã? Ahahaha. Xoxo!”

Eu ri com as palavras, mas logo me assustei ao vislumbrar a imagem de Regina na porta do meu quarto, que permanecera aberta. Me levantei num pulo e fui até o interruptor para acender a luz.

— Eu pensei que estivesse no Hospital...

— Sim... — ela diz e eu me assusto com a forma como sua voz sai. Extremamente fanha. — Mas eu não estou me sentindo bem, Emma. Minha garganta está... — ela deu um espirro e dois passos para trás. — Minha garganta está doendo, estou com o nariz entupido e com muito frio. Devo estar com febre, mas eu não achei um termômetro e o meu está lá no Hospital.

— Poxa... — lamentei. — Vou te examinar, pode ser?

— Não! — exclama. — Eu não quero que você tenha muito contato, porque se for COVID, eu preciso me isolar de você.

— Eu me visto, me protejo... Nós já estamos vacinadas, então os sintomas serão leves. Se for mesmo, só precisamos monitorar a saturação e cuidar do corpo com bastante líquido e vitaminas. — falo, já buscando uma máscara nova para colocar. — Mas agora eu preciso te examinar e checar sua saturação.

— Tudo bem... Obrigada! — ela agradece e retorna para o seu quarto.

Imediatamente eu busco minha maleta de paramentos e visto um jaleco de TNT, que estávamos usando para lidar com pacientes infectados. Peguei um termômetro, um oximetro e um estetoscópio.

— Você está se sentindo mal o dia inteiro ou começou agora à noite? — pergunto a ela, assim que ultrapasso a porta de seu quarto.

— Eu acordei bem indisposta, mas consegui fazer algo para comer e ajeitar algumas coisas aqui no quarto. Só que depois eu... — ela espirra novamente. — Eu me deitei, dormi e acordei bem mal. Os meus olhos estão ardendo... — ela coloca uma máscara também e se senta na cama.

— Pode ser a sua imunidade que está baixa. — pontuo e ela ergue os ombros, como se não soubesse se aquela poderia ser uma alternativa ou não.

Coloquei o aparelho oximetro em seu dedo indicador da mão esquerda e esperei que o resultado aparecesse no visor.

— A saturação está ótima! 98. — falo. — Vou dar uma olhada nos pulmões, Nina. — falo, antes de adentrar com a mão por baixo da sua blusa e posicionar o instrumento na altura dos seus pulmões. — Estão limpos!

— Menos mal! — ela me olha. Finalizo medindo sua temperatura, que resultou em 38,7Cº. — Febre. — ela diz.

— O que você quer fazer? — eu pergunto.

— Acho que vou tomar um antitérmico e fazer uma compressa de água fria na cabeça, pra ver se abaixa a temperatura. — ela diz e eu concordo.

— Você conseguiu comer alguma coisa depois que acordou? — pergunto e ela nega com a cabeça. — Quer ajuda para preparar algo?

— Minha boca não está pedindo nada ainda. Vou tomar um chazinho e me deitar novamente... — eu assinto com a cabeça.

— Avisou no Hospital?

— Não! O Dr. Jozias está cobrindo o meu plantão e amanhã eu ficarei os dois turnos. — explica. — Inclusive, quanto foi essa sua consulta?

— Vou pensar e depois te falo. — falo em tom de brincadeira e ela ri.

— Já vi que vai custar caro... — ela diz.

— Ah, com toda a certeza do mundo! — exclamo. — Qualquer coisa, me chama aqui! — eu pisco um dos olhos e ela meneia a cabeça em resposta.

— Boa noite, Emma!

— Boa noite, Regina!



Notas Finais


Boa noite! ❤


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