História Boa Vizinhança - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Iruka Umino, Kakashi Hatake
Tags Fns, Iruka, Kakashi, Naminhamesafns
Visualizações 29
Palavras 1.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


100% livre de zumbis.

Capítulo 4 - Todo Mundo Quase Morto


Iruka sentia seu estomago revirar como se estivesse dançando lambada. Uma corrente de calafrios se espalhou pelo corpo, apesar de que seu rosto permanecia vermelho e fervendo...

— E-Eu? — trêmulo, ele apontou para si mesmo e esperou as acusações, tentando se fazer de desentendido.

— SIM, VOCÊ! — o mais velho apontou para ele, retomando o folego e se aproximando — Só pode ser você...

— M-Mas eu... E-Eu...

— Procurei por todo o condomínio e você é o ÚNICO! — Gai já segurava o outro pelos ombros, o balançando e, como sempre, sendo inconveniente até em um momento como este.

Aqueles apertos nos ombros eram fortes o suficiente para quebrar os frágeis ossinhos de Iruka caso aquele cara com roupa de ginástica quisesse. Parando para pensar, ele deveria ser desses marmanjos que vivem em academia... ELE PODERIA MATAR IRUKA COM UM SOCO!

Enquanto o garoto já imaginava-se ser arremessado pela janela por aquele cara, Gai continuava olhando para ele e tentando reparar até mesmo na frequência respiratória de sua “presa”. Bem, presa era como o Iruka via-se naquela situação, já que assassinou o melhor amigo de um maromba.

— J-Juro que não foi por querer, e-eu posso arcar com o enterro e o que mais quiser... — o garoto começou a choramingar — Só espera até mês que vem, eu começo no emprego novo e...

— Enterro? Que enterro? — ele soltou o mais novo e fez uma expressão exageradamente espantada — Não me diga que... Que... — ele afastou-se alguns passos, recostou-se contra a porta e conseguiu afeiçoar ainda mais pânico — Hiruzen morreu!?

Hiruzen: este nome era familiar, muito familiar... Sim! Era o dono de todo aquele complexo de habitações! Iruka lembrava-se perfeitamente de quão bondoso aquele senhor parecia ser. Por sorte, ele também era o diretor do colégio onde o Umino iria começar a dar suas aulas, caso contrário, jamais teria arrumado um apartamento tão rápido.

— NÃO! — ele apressou-se a negar o fato que nem sequer tinha dito.

— Então... — parecendo um pouco mais calmo, Gai suspirou e logo depois refez suas feições assustadas — KAKASHI MORREU!?

— ELE MORREU MESMO!? — Iruka já tinha sido contaminado pelo desespero e fazia seu rosto tomar formas tão aterrorizadas quanto o outro.

Os dois gritavam, Gai chorava escandalosamente e Iruka parecia estar à beira de um infarto. Os segundos pareciam até mesmo horas arrastadas!

Sem aviso prévio, a porta daquele apartamento foi aberta com certa brutalidade, novamente. Dessa vez, no entanto, era Asuma a arrombando mais uma vez enquanto uma Kurenai bastante preocupada tentava entender tudo o que estava acontecendo e preparava um ataque com sua arma letal: um bastão de basebol surrado.

Aquilo foi muita informação para processar ao mesmo tempo.

A última coisa que Iruka conseguiu ver antes de tudo ficar escuro foi a porta praticamente desprendendo-se do portal e caindo em cima de Maito Gai. Asuma caiu por cima dos dois e se engasgou com o cigarro – Por que ele não largou o cigarro nem para arrombar a porta!? - , Kurenai deu um gritinho assustado e jogou o bastão em uma direção completamente aleatória que, por puro azar, era a direção certeira do Umino.

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Uma infinidade de branco. Depois de algumas piscadas rápidas, o foco fez com que aquele espaço de amplitude desconhecida se transformasse em um teto com luzes fortes. Ao longe, Iruka conseguia ouvir vozes tumultuadas e embaralhadas.

— Eu só pedir para ver se ele estava bem, não para trazer ele até o hospital! — parecia ser a voz do Sr. Hatake, mas a voz irritada com que ele atendeu o telefone a primeira vez.

— Não, não, não! Não foi uma invasão, ficamos preocupados e... — era a vizinha.

— Está anotando o que ai? Agressão!? Ninguém aqui foi agredido! — céus... Alguém irritou o namorado daquela moça. Será que não entendem com quem pode-se e não pode mexer!?

— A CULPA É TODA MINHA! — aquele com certeza era o cara com roupa de ginástica, exagerado e dramático como sempre.

Depois de mais algumas piscadelas e uma tentativa falhada de chamar por alguém, Iruka resolveu que já era hora de se levantar de seja lá onde ele estava deitado. Porém... Ele sentia-se tonto como nunca em sua vida, o que resultou em uma mudança de gestos e ele se deitando novamente.

— CALEM A BOCA!!!

Essa voz era nova. Era uma mulher, parecendo estar bastante irritada. Quem era ela? Ela estava irritada só com quem estava falando ou com Iruka também? ... Por que tinha uma mulher perto dele desacordado!? Céus! Então os mitos sobre cidade grande são todos verdadeiros!!!

— Quero a minha mãe... — o rapaz murmurou, fechando os olhos com força e já nem mais se importando caso os outros ouvissem.

— Que adorável... — era a mesma mulher de antes, mas agora não parecia estar irritada.

— Traumatizou o garoto, Gai! — Asuma deu uma risadinha discreta, até receber um “rosnado” da namorada e ficar quieto.

— JÁ MANDEI CALAREM A BOCA! — céus, aquela mulher era bipolar! Antes irritada, depois amável e agora irritada de novo — Como você está se sentindo? Está doendo? Enjoo? Consegue falar? — e agora ela estava sendo amável mais uma vez, assim como um tanto inconveniente.

— Mal, sim, pouco, consigo...

Cheiro de cigarro, álcool, falação e dor de cabeça: tudo isso junto resultou em um mal-estar tremendo. As respostas eram as mais curtas possíveis já que Iruka sentia mais dificuldade em falar algo sem colocar o enjoo para fora do que concentrar-se em algo.

— GRAÇAS ÀS CHAMAS DA JUVENTUDE! — Gai era realmente dramático e exagerado. O Umino conseguiu olhar para ele e notou cachoeiras de lágrimas escorrendo pelo rosto dele.

— Fiquem quietos! — Sábio Sr. Hatake, sempre tendo razão em suas falas.

— Ainda quer a sua mamãe?

Iruka tentou a muito custo achar aquela mulher bipolar tão próxima de si, só então notando que ela estava sentada bem aos seus pés, anotando algo em uma prancheta e segurando uma garrada de bebida na outra mão. Era dali que vinha o cheiro forte de álcool.

Espera! Médicas podem beber enquanto atendem pacientes!?

— Quero... — o rapaz respondeu em choramingos, com o rosto vermelho de vergonha — Quero ir para casa...

— Nada de ir para casa assim tão fácil, você bateu a cabeça bem forte.

— Bati?

— Claro, claro... Não se lembra? Você estava com o taco de basebol e caiu em cima dele, lembra? — risadas nervosas seguiram a explicação curta – e mentirosa – de Kurenai.

— Isso é coisa para ele e o oficial Yamato conversarem depois, certo? — olhando novamente ao redor, o rapaz conseguiu notar um policial fardado e de cabeleira castanha que acenava positivamente. Parecia ligeiramente assustador e com olhos vazios, mas nada que assustasse ao ponto de Gai. — CERTO!? — a médica parecia ter mudado de humor mais uma vez, fazendo com que todos saíssem da sala.

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Depois de muitos exames e perguntas, Iruka finalmente havia sido liberado com a orientação de “caso sinta qualquer coisa, retorne imediatamente”. O rapaz já se sentia novinho em folha e estava pronto para voltar até sua casa, mas no saguão do hospital começou a notar quantas coisas teria que resolver: falar com aquele policial, achar o caminho até em casa, consertar a porta do apartamento, pedir perdão para Kakashi...

— Ei! — Asuma chamou a atenção dele, estava logo mais à frente no corredor.

— Sim? — rapidamente o mais novo foi até ele, notando que Kurenai e o policial também estavam lá.

— Teve alguma agressão contra você? — Kurenai perguntou docemente, sorrindo.

— Não... — mentir era errado. Mentir para um policial era mais errado. Mentir para livrar vizinhos que já o ajudaram antes não era assim tão errado, certo? Justificava.

— E a porta arrombada foi só para você entrar em casa mais cedo, não foi? — Asuma perguntou calmante depois de soltar a fumaça do cigarro, antes de traga-lo novamente.

— Sim, eu perdi minhas chaves e vocês me ajudaram! — o rapaz sorriu e observou o policial anotar tudo em seu bloquinho.

— Isso foi tudo? — a mulher recebeu um sinal afirmativo — Então vamos para casa! Iruka precisa descansar bastante e se recuperar de tudo, certo?

O casal ignorou completamente qualquer sugestão que Yamato fosse fazer. Ambos seguraram, cada um de um lado, os braços de Iruka e saíram arrastando o jovem para fora.

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Já no conforto de seu lar, mais especificamente deitado em seu colchonete, Iruka estava observando Asuma e Kurenai tentando colocar a porta o mais próximo possível de seu lugar, enquanto segurava um saquinho de gelo sobre a cabeça.

— É seguro ele dormir aqui com a porta assim? — a mulher parecia preocupada.

— Claro, aqui é tranquilo — o outro respondeu sorrindo — E a porta está quase perfeita.

— Antes ela também estava e aconteceu tudo aquilo! Ele é tão novinho para morar sozinho assim...

— Kurenai, ele deve ser só três ou quatro anos mais novo que você!

— Mas é tão fofo...

— Querida, não podemos adotar um filho nas circunstancias que estamos agora — Asuma segurou levemente as mãos da namorada, parecendo ter entrado em um personagem completamente diferente do que costumava ser.

Não conseguindo olhar para os dois sem sentir-se grato e amparado, Iruka soltou um riso baixo enquanto sentava-se.

— Obrigado por tudo, mas eu vou ficar bem, de verdade. — ele sorriu.

— Qualquer coisa, só chamar! — a moça, amável como sempre, avisou enquanto saia do apartamento acompanhada do namorado.

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O apartamento pela noite se tornou um ambiente assustador de um modo que apenas a imaginação de Iruka conseguiria perceber: a porta poderia ser facilmente aberta por um desconhecido, as janelas não tinham telas ou quaisquer outras proteções, havia uma barata horripilante zanzando pela parede e parecendo esperar outras iguais a si, barulhos assustadores podiam ser ouvidos... Como o rapaz crescido e corajoso que era, o Umino se cobriu completamente com seu cobertor e esperou ansiosamente até os raios de sol começarem a entrar e destruir aquele pesadelo.

Entretanto, batidas foram ouvidas na porta e aquele cenário assustador conseguiu piorar ainda mais.

— Q-Quem é? — o rapaz perguntou receoso, descobrindo apenas o suficiente do rosto para que sua voz saísse.

Batidas foram ouvidas novamente, um pouco mais apressadas.

— Quem está ai? Aconteceu alguma coisa? — dessa vez, com um pouco mais de coragem, o rapaz se sentou em seu colchonete e esperou a resposta um tanto sério.

Dessa vez não foram dadas batidas na porta...

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Ela simplesmente foi aberta.


Notas Finais


Nenhum zumbi foi ferido durante o capítulo, apenas o Iruka.
Espero que tenham gostado!
Sugestões para próximos capítulos, dicas, críticas e observações são muito bem-vindas.


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