História Bodas de ouro - Capítulo 15


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 67
Palavras 3.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Capitulo 15


Sakura estava no salão principal quando chegou um mensageiro de Suna.

– É um rapaz chamado Kiba, minha lady – o guarda a avisou.

– Deixe-o entrar! - ela exclamou, deliciada com a idéia de receber notícias de seu antigo lar. Conhecia Kiba há anos e o vira galgar cada degrau de responsabilidade até tornar-se assistente do administrador.

- Tsunade, traga cerveja e comida para o nosso convidado. - Sakura olhou ao redor e encontrou tudo na mais perfeita ordem. Embora Konoha não fosse tão bonito quanto Suna, sob os seus cuidados o castelo transformara num ambiente agradável e aconchegante, sem nada da atmosfera lúgubre inicial. Sentia-se satisfeita em receber o rapaz.

– Kiba, como é bom voltar a vê-lo! - Com ambas as mãos estendidas, ela deu as boas-vindas ao viajante, porém o ar abatido do jovem preocupou-a á que havia alguma coisa errada em casa?

- Sua aparência está ótima, minha lady.

Talvez a expressão estranha de Kiba não estivesse relacionada a possíveis problemas em Suna e sim ao próprio castelo de Konoha. Naqueles dias maravilhosos que se seguiram ao Natal, acabara se esquecendo dos rumores terríveis que cercavam o Cavaleiro Vermelho e aqueles que viviam em seus domínios.

– Quanta gentileza a sua. Estou bem sim, obrigada. Por favor, sente-se. Você precisa descansar depois da longa jornada.

Kiba pareceu relaxar assim que uma caneca de cerveja e um prato de carne assada foram colocados à sua frente. Também contribuiu para estabelecer um clima de tranqüilidade a presença de Tsunade, sempre atarefada ou então chamando a atenção de Jiraya.

Ou talvez o jovem estivesse apenas faminto, tal o fervor com que atacou a comida enquanto Sakura contava-lhe sobre as melhoras feitas em Konoha e perguntava-lhe notícias dos amigos deixados em Suna. Somente depois de terminar a refeição é que as feições de Kiba voltaram a ficar sombrias. Sakura concluiu que não era Konoha que o afligia. Alguma coisa estava errada. Alguma coisa séria, porque o Administrador Kakashi preferiu mandar um mensageiro a escrever uma carta.

– O que está acontecendo? Por que você veio até aqui?

– Minha lady... Sinto dizer-lhe, mas vim lhe trazer más notícias. Lorde Kabuto Yakushi tem se tornado inquieto na sua ausência. Kakashi acha que muito breve, provavelmente quando o tempo melhorar, ele atacará Suna.

– Há algo mais? - ela indagou, a voz apertada na garganta, os olhos arregalados numa expressão de profundo horror.O rapaz pigarreou e fitou as próprias mãos, sabendo que precisava ir até o fim, por mais desagradáveis, fossem as novidades.

– Kabuto Yakushi clama que seu casamento com o senhor de Konoha não é válido porque seu pai a prometeu a ele...Furiosa, Sakura o interrompeu no meio da frase

- Aquele maldito mentiroso!

– Sim, minha lady. Kabuto diz que você lhe pertence por direito, assim como Suna.

Cheia de ira, ela apertou os punhos, num gesto de impotência e frustração.

– Aquele filho da mãe! O próprio Naruto arranjou meu casamento! Como Kabuto tem a ousadia de desafiar e pôr em dúvida um decreto do rei? Temos que procurar Naruto e contar o que está acontecendo...

De repente, ao perceber a maneira estranha como Kiba a fitava, Sakura se deu conta do que acabara de dizer. Com certeza o jovem devia estar se perguntando por que alguém iria incomodar Naruto quando tinha como marido o cavaleiro mais temido de todo o reino?

Sakura abaixou o olhar, sentindo na boca o gosto da derrota. Seu marido cego não poderia ajudá-la. E quem o faria então? Claro que havia a alternativa de mandar uma mensagem para o rei, colocando-o a par da situação. O problema é que Naruto viajava bastante e além de tudo não se interessava de modo especial por Suna. O rei e ela nunca haviam sido muito íntimos e com certeza esse relacionamento se tornara ainda mais frio depois que tentara enganá-lo na escolha de um marido.

Embora Kabuto não gozasse de uma simpatia especial junto a Naruto, tampouco ela podia se dar a esse luxo. Por outro lado Kabuto, como cavaleiro, tinha um exército a colocar a serviço do rei, enquanto ela...

O que poderia oferecer? Nada. E Sasuke? Os dias de guerreiro de seu marido haviam terminado e Konoha não era uma propriedade tão rica assim para comprar um favor real. Quanto será que triunfos passados do Cavaleiro Vermelho pesariam na balança?

Sakura engoliu em seco, sentindo-se à beira do desespero. Sabia-se num beco sem saída e o futuro se apresentava sombrio-e incerto. Era impensável que aquele seu vizinho arrogante e inescrupuloso viesse a tomar-lhe Suna. Era impensável, porém bastante provável: Sakura levantou-se decidida. Por mais que a situação lhe parecesse sem esperanças, não iria se entregar sem lutar.

– Venha comigo, Kiba. Quero que você conte tudo ao meu marido, o barão Uchiha. O alívio estampado no rosto do rapaz era tão palpável a fez rir. Mas não espere auxílio do terrível Cavaleiro Vermelho, ela pensou sem amargura. Amava o marido acima de tudo e ficaria ao lado dele em qualquer circunstância, mesmo que isso significasse perder tudo aquilo que um dia lhe fora caro.

As sombras dos aposentos principais não deixaram de intimidar Kiba. Sakura sorriu, tentando se lembrar dos dias em que aquela escuridão a tinham assombrado ou de quando Sasuke, sentado no meio das trevas e ladeado pelos dois cães, lhe parecera ameaçador. Contudo as lembranças perdiam-se num passado recente. Tudo o que conseguia ver era um quarto tão cheio de amor e calor humano que impedia o aparecimento das sombras.

– Meu lorde. Este é Kiba de Suna, assistente de meu administrador. Ele nos trouxe algumas notícia que eu gostaria de colocá-lo a par.

– Sente-se - Sasuke ordenou.

Sakura levou o rapaz até o sofá junto a lareira. Depois, ignorada pelos cães enormes, deu um passo para dentro da escuridão e ficou de pé, atrás do marido. Ao apoiar as mãos nos ombro maciços, sentiu os dedos masculinos cobrirem os seus num gesto tão reconfortante que lhe trouxe lágrimas aos olhos.

– Fale, Kiba. - Uchiha ouviu as novidades com atenção, a voz nervosa do jovem ecoando pelo ambiente.

– E o que esse tal de Kabuto Yakushi diz de mim? – Sasuke silêncio pesado se estendeu por vários segundos.

– Vamos, Kiba - Sakura o tranqüilizou.

– Você pode falar livremente aqui. Não há o que tentava imaginar qual seria a nova calúnia que Kabuto teria inventado a respeito do Cavaleiro Vermelho. Devia ser algo terrível, já que o rapaz parecia apavorado. Finalmente Kiba concordou em responder. como se soubesse não ser possível fugir ao próprio destino.

– Kabuto diz que o Cavaleiro Vermelho já deve estar morto há tempos e que Sakura vive escondida aqui, atrás de uma sombra. Porém, por mais que tente se esconder, ela não irá lhe sentiu a tensão e a raiva se espalhar pelo corpo de Sasuke e por um momento temeu que o marido se entregasse a um daqueles acessos de fúria. Entretanto Uchiha permaneceu sentado, mantendo um controle de ferro.

– Não é uma notícia interessante? - Quando Kiba, que dava a impressão de padecer de um desconforto supremo nada respondeu, Sasuke continuou.

– Nosso inimigo pretende atacar Suna ou Konoha?Sakura demorou um pouco até perceber onde o marido queria chegar.

– Entendo o seu ponto de vista, meu lorde. Talvez aquele verme covarde esteja planejando atraí-lo para fora daqui com a intenção de tomar Konoha na sua ausência. Um plano assim é bem de acordo com a personalidade de Kabuto - ela comentou.

– O que você acha que o homem deseja mais, Suna ou Sakura? - o Uchiha perguntou a Kiba.O rapaz não respondeu de imediato. Levou alguns segundos pesando a pergunta e procurando respondê-la da forma mais objetiva possível.

– Kabuto Yakushi deseja minha lady, sim, pode estar certo disso. Mas ele sempre ambicionou possuir Suna, pois as terras dos Haruno são muito mais prósperas, além do número de empregados para trabalhar no plantio ser maior também. Ele já se apossou de uma das mansões da propriedade e, na minha opinião, não sossegará até se apossar de acompanhou Kiba até os estábulos para se despedir.

O rapaz parecia mais tranqüilo agora, depois de receber instruções de Sasuke sobre a maneira como o administrador de Suna devia agir no que dizia respeito às ameaças de Kabuto. Era difícil não ter fé no Cavaleiro Vermelho, Sakura pensou vendo o jovem se afastar, o sorriso de encorajamento desaparecendo tão logo se viu sozinha. Como gostaria de adiar o momento de voltar para o lado do ela chorasse sobre a perda do lar iria apenas deixar Sasuke ainda mais frustrado e atingido na sua virilidade pela incapacidade de protegê-la. Lembrava-se muito bem daquela noite em que Uchiha se julgara menos do que um homem e, fora de si, fora para o pátio no meio da noite e extravasara toda a ira e revolta que o o anoitecer obrigou-a a entrar. Chamando-se de covarde, resolveu enfrentar a fúria do marido. Surpresa, descobriu que os aposentos principais estavam iluminados por vários castiçais e Lee servia o jantar, como sempre.

– Mandei chamar Juugo - Sasuke falou sem preâmbulos.

– Preciso consultar meu vassalo antes, mas acho que terei que dividir minhas forças. Talvez Juugo deva levar a maioria dos homens para Suna. Uma demonstração de poder provavelmente fará Kabuto hesitar antes de cometer alguma inspirou fundo, os olhos fixos no marido. Ele estava sentado à mesa, o corpo enorme e musculoso parecendo dominar o ambiente inteiro, o rosto sério e inteligente fazendo jus à lenda que se criara em torno do Cavaleiro Vermelho.

– Por acaso você está pretendendo desafiar Kabuto?

– Não, mas tampouco pretendo deixar que aquele covarde se apodere de Suna.

– Sasuke olhou na direção da mulher, como se a avaliasse. - Você pensou que eu não faria nada? Que não tomaria nenhuma atitude?

– Não! Claro que não! - ela mentiu, enrubescendo até a raiz dos cabelos. Deus sabia como preferia não enfurecê-lo.

– Mas você tem homens suficientes?- Uma vez que Kiba não foi capaz de me dar informações detalhadas sobre as forças de Kabuto, não posso lhe responder já. Certamente não tenho tantos homens quanto gostaria, porém Konoha jamais esteve sob qualquer tipo de ameaça antes. Creio que será possível enfrentar o profundo sentimento de culpa percorreu-a de alto a baixo.

Embora Sasuke não a acusasse de nada, ela sabia muito bem que a culpa era sua. Se não fosse por causa dela, Konoha não estaria em perigo. Se não fosse por causa dela, Uchiha teria sido deixado em paz... Angustiada, Sakura levantou-se e caminhou na direção da lareira.

– Talvez deveríamos permitir que ele fique com tudo - Sakura falou com delicadeza.

– O quê? - Assombrado com o que acabara de ouvir, Sasuke concluiu que não escutara bem.

– Talvez deveríamos deixar que Kabuto se apodere de Suna - ela repetiu, fitando-o. A fúria estampada no rosto do barão assustou-a. - Suna não significa nada para mim agora. Minha vida é aqui em Konoha. Ao seu lado.A raiva desapareceu do rosto de Uchiha.

– Sakura... minha ao chamado implícito, ela se entregou aos braços fortes e aconchegou-se ao peito largo, procurando proteção e conforto. Toda a fortaleza que se vira obrigada a representar durante o dia ameaçou ruir na doçura daquele abraço. Tinha vontade de chorar pelo antigo lar, pela culpa em relação ao marido e pela alegria que a nova vida lhe dera. Uma alegria que acabara de ser posta a prêmio.

– Se eu não fizer nada será ainda pior - Sasuke murmurou apertando-a de encontro ao coração.

– Mas se eu mostrar que não aceitaremos provocações, talvez o verme se encolha outra vez dentro da própria sorriu, notando que o marido já havia entendido a personalidade covarde e sem escrúpulos de Kabuto.

– Não tenha medo, querida. Só porque meus homens não estão aquartelados aqui isso não significa que não tenha um número suficiente de soldados. Eles seguem Juugo agora. - Havia uma nota de amargura no comentário.

– E Juugo vai aonde eu o mandar. Meu vassalo levará adiante a lenda do Cavaleiro Vermelho, mantendo-a viva e atual. Talvez isso seja o bastante para desencorajar nossos chegou alguns dias depois liderando o exército do barão Uchiha. Ao ver tantos homens acampados do lado de fora do castelo, Sakura experimentou, pela primeira vez desde as notícias sobre ameaças de Kabuto, uma sensação de segurança e tranqüilidade. Com certeza esse número expressivo de soldados seria suficiente para fazer seu vizinho mudar idéia porque, apesar das bravatas, Kabuto não passa de um covarde.

Sasuke e seu vassalo passaram a tarde inteira conversando e traçando estratégias para um possível ataque. Enquanto isso, Sakura cuidou para que todos os soldados tivessem onde dormir e o que comer. Tanto serviço a fez perder a noção de tempo e quando Lee veio chamá-la para jantar, a refeição já havia sido servida.

– Boa noite, meu lorde - Sakura falou, apreciando a claridade e o calor vindos dos castiçais. Era tão bom poder enxergar a própria comida! Lá estava o vassalo, parecendo exausto depois da longa jornada. - Juugo, é um prazer vê-lo outra vez.

– Minha lady. - Dando dois passos na direção de Sakura, ele tomou as mãos delicadas entre as suas.

– É quase impossível, mas tenho a impressão que você se tornou ainda mais bela durante a minha ausência

- Obrigada. - Apesar do sorriso gentil, Sakura imediatamente retirou as mãos.

– E você se tornou ainda mais eloqü riu e aproximou-se do marido, temendo despertar ciúmes desnecessários. No mesmo instante Sasuke passou um braço ao redor da cintura delicada, num gesto obviamente não ficou nem um pouco surpreso com o comportamento do barão. Apenas sorriu de maneira conspiratória.

– Presumo que vocês dois tenham ajeitado as coisas de maneira satisfatória para ambas as partes. Está tudo as claras agora?

– O quê? - Sasuke parecia não compreender as insinuações do vassalo.

– Estou falando sobre o casamento de vocês. Todo mundo percebia que se tratava de um casamento de amor. Por que aquela encenação antes? Quase caí na risada quando vocês dois tentaram me convencer de que não se conheciam e que o casamento fora arranjado por Naruto. Qual o motivo do segredo?

– Quando Sakura e Sasuke o fitaram aparentando nada entender, Juugo balançou a cabeça como se estivesse enfrentando pessoas teimosas.

– Algum dia, quando eu conseguir descobrir toda a história, aposto que terá algo a ver com o asqueroso desse , Juugo concluiu:

– Vocês não podiam me enganar por mais que tentassem, porque eu sabia que nenhuma mulher em seu juízo perfeito iria escolher um homem com a reputação de Uchiha, a menos que o conhecesse bem.

Sakura fitou o vassalo por alguns instantes e depois começou a rir, incontrolavelmente, enquanto o som das risadas de Sasuke enchiam o quarto também.

No dia seguinte, Sakura estava separando suprimentos para o exército do Cavaleiro Vermelho quando Tsunade veio procurá-la, o rosto redondo da serva cheio de preocupação. Acostumada a ver a criada sempre feliz nos últimos tempos, concluiu que o problema só podia ser sério.

– O que foi, Tsunade?- Oh, minha lady, é Jiraya. Ele foi convocado para se juntar às forças de Juugo.

– Mas ele é um soldado...Tsunade interrompeu-a no meio da frase.

– Eu sei. Só que Jiraya não é mais nenhum rapaz, minha lady!

– Sim, porém trata-se da vida que ele escolheu. Sakura retrucou, colocando um ponto final nos argumentos da serva. Então parou para imaginar como se sentiria se fosse Sasuke quem estivesse liderando os homens e não que experimentaria uma pontada de orgulho. Mas esse orgulho não duraria nada diante da idéia de seu marido empenhado numa batalha, correndo o risco de nunca mais voltar.

– Talvez possamos persuadir Juugo a deixar Jiraya como guarda do castelo - sugeriu, sabendo que Sasuke planejava dividir suas forças para que Konoha não ficasse desprotegido.

– Não, minha lady. Jiraya não aceitará isso. O tolo teimoso quer ir lutar!Sem saber o que dizer, Sakura fitou a criada procurando uma solução para o impasse. O que faria caso Sasuke estivesse determinado a partir?

– Talvez se você dissesse a Jiraya como se sente, o quanto está preocupada. Quem sabe não deveria lhe pedir para ficar, implorar até...- Nunca implorei coisa alguma a homem nenhum, Tsunade falou orgulhosa, o rosto corado de indignação -, e não pretendo começar agora.

– Segurando a ponta da saia com a mão, ela saiu quase correndo, resmungando Tsunade mudou de idéia porque horas depois tornou a procurar a castelã, desta vez sorrindo e trazendo um Jiraya nervoso e acanhado a tiracolo.

– Nós dois queremos nos casar, minha lady - a serva anunciou.

– Tsunade! Que notícia maravilhosa. - O sorriso de contentamento desapareceu tão logo se lembrou de que não havia sacerdote para realizar a cerimônia.

– Mas como?Depois de levar o assunto ao conhecimento de Sasuke, ficou decidido que Tsunade viajaria com os soldados até Suna, onde o capelão celebraria o matrimônio. Durante a jornada ela seria escoltada não apenas por Jiraya, mas por toda a guarnição. Assim estaria bem a possibilidade de virem a se encontrar com o exército de Kabuto no meio do caminho serviu para diminuir a animação de Tsunade, tão ansiosa estava para se casar. Sakura sorriu surpresa com o desenrolar dos acontecimentos. A mesma mulher que chorara de medo do Cavaleiro Vermelho agora se preparava para enfrentar uma possível batalha sem pensar duas vezes. A vida tem caminhos estranhos...As duas só voltaram a se encontrar quando a criada veio atendê-la, antes do jantar.

– Você quer que eu trance os seus cabelos, minha lady? - ela perguntou inibida e Sakura sabia que esse constrangimento era devido ao fato de estarem, para se dizer adeus. Juugo iria partir no dia seguinte.

– Não, obrigada. - Acostumara-se a usar os cabelos soltos porque Sasuke gostava deles assim.

– Mas você pode escová-los para por ter algo para fazer com as mãos, a serva atirou-se à tarefa com empenho, desembaraçando e escovando os fios longos e sedosos até deixá-los brilhantes.

– Eu queria lhe agradecer, minha lady, por ter feito todos os arranjos necessários para a minha ida a Suna.

– De nada. Fico feliz por tê-la ajudado. Caso você e Jiraya desejarem permanecer em Suna, tenho certeza que Kakashi poderá encontrar algo para mantê-los ocupados lá.

– Oh, não, minha lady. Eu nunca seria capaz de abandoná-la aqui. - Por um momento a velha senhora pareceu tão horrorizada quanto nos primeiros dias da chegada a Konoha.

– Pois lhe asseguro que serei capaz de me sair muito bem - Sakura respondeu rindo.

– Estamos adquirindo, novos servos a cada dia que passa. Tenho certeza de que encontrarei alguém para trabalhar como minha criada não pareceu muito satisfeita com a possibilidade.

– Nós voltaremos e mais, trarei gente nossa comigo.- Somente aqueles que desejem se mudar. Não quero ver ninguém infeliz aqui.A criada teve a delicadeza de reconhecer a própria culpa, abaixando a cabeça por alguns segundos. Depois retomou a tarefa.

– Minha lady, eu... eu temo ter lhe dado uma informação errada, embora a culpa não tenha sido exatamente minha.

– A vermelhidão do rosto da pobre coitada deixou-a intrigada. O que seria desta vez?- Quando você... - Tsunade inspirou fundo tomando, coragem e continuou.

– Na sua noite de núpcias, minha lady, eu lhe disse algumas coisas... Desde então descobri que essas coisas nem sempre são verdadeiras.-

Oh? O que foi mesmo que você me disse? - Sakura indagou, tentando disfarçar o sorriso e se manter séria.

– Foi sobre o ato de consumação do casamento, minha lady. Eu lhe disse que era breve e doloroso, quando necessariamente não é nenhum dos dois. Na verdade... podo ser bastante agradável e... precisou apertar os maxilares com força para não rir. Quando enfim se sentiu capaz de controlar o riso, respondeu:

– Está certo, Tsunade pois foi o que descobri por mim mesma.

– Verdade, minha lady? - a criada perguntou surpresa, a escova suspensa no ar.

– Você está querendo dizer que o Cavaleiro Vermelho...

– Estou querendo dizer que a reputação do Cavaleiro Vermelho não é nada em comparação às habilidades dele... na cama.



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