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História Boku No Gol: Neydoriya - Capítulo 6


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Notas do Autor


Respostando, faltou uma parte. Eu poderia ter apenas editado, mas como as pessoas que já leram saberiam disso? Não sei se chega esse tipo de notificação.

Capítulo 6 - Um grande lance para mim, mas ainda um pequeno para o mundo


— Neydoriya, já pode sair do campo, menino — dizia Bueno Mic pelo microfone, vendo que o jovenzinho se demorava sentado ao chão. O que ele estava achando que aquilo era, uma colônia de férias?

 Ainda havia muitos outros para fazer o teste. Apesar da impaciência gerada pelo tempo que isso estava levando, o locutor não pôde deixar de se impressionar com a habilidade de Izuku. Faltava refinamento, é verdade, mas o robô não teve a menor chance. Ele estava com o pressentimento de que aquele menino se tornaria importante.

— Bem que eu gostaria, mas acho que machuquei meu pé.

 Assim que fez essa declaração ainda meio choroso, algumas risadas puderam ser ouvidas da plateia e claro, a mais alta delas era a de Bakoutinho. Neydoriya se perguntava do que ele ria se seu desempenho tinha sido tão pior que o dele, mas preferiu não se manifestar enquanto era colocado em cima de uma maca e levado para fora do gramado. Passando pela porta dupla atrás do gol em que eles estavam marcando e percorrendo alguns corredores, eles chegaram a um pequeno consultório. Quando viu All Pelé acompanhado de uma pequena senhora ele se sobressaltou, mas deixou os questionamentos para quando os maqueiros tivessem deixado a sala.

— Você viu, você viu? Eu passei! — Sua expressão tão alegre se transformou em uma de dor quando seu jogador favorito lhe deu um pedala Robinho. — Ai! Por que fez isso? Eu me saí bem!

— É, você foi aprovado, mas eu não chamaria de bom resultado até ver o que aconteceu com seu pé, e sei que não foi coisa boa...

— Esse menino me lembra você quando era mais jovem. Tão impulsivo... — Neydoriya abriu a boca para protestar, mas ela continuou falando. — Agora que o conheci, acho que começo a entender por que foi seu escolhido...

Izuku ficou assustado.

— Ela sabia sobre a gente? E tanto que o senhor me avisou que tinha que ser mantido em total sigilo, que coisas terríveis poderiam acontecer se fosse divulgado que o senhor está perdendo sua habilidade futebolística e que a passou para...

— Calado, boyzinho! — gritou All Pelé. — O que você pensa que está dizendo assim tão claramente, a cor do céu? Ela é de confiança e você poderia precisar da ajuda dela, por isso contei. Agora por favor, não comece a falar desse assunto em um volume tão alto. As paredes podem ter ouvidos — ele completou sussurrando, depois de se aproximar do rapaz.

— Pode me chamar de Farma Girl. Minha habilidade é Boticário e graças a ela eu posso preparar remédios com a quantidade exata de ingredientes para que os ferimentos e doenças se curem o mais rápido possível.

— Uau, que demais! Então por favor Farma Girl, me ajude a ficar bom logo — e juntou as mãos em súplica.

— Primeiro eu preciso ver a quantas andam seus dedos, só assim vou saber do quando você precisa, menino. Vou tirar seu sapato.

E dessa vez, medo. Neydoriya nunca tinha quebrado um osso na vida, e a ideia de ter seu sapato tirado passando pelos seus dedinhos muito provavelmente esfolados o deixou apavorado. Percebendo o estado do seu pupilo, All Pelé se apressou em segurar suas pernas. Por que tentar pará-lo se ele não conseguiria andar direito mesmo? Ele só queria proteger a amável senhora de um possível chute violento, imaginando o que poderia acontecer se um deles estivesse sob o efeito do Gol For All.

— Deixe ao menos eu me preparar! — clamou o boyzinho. — Poxa, eu só sofro desde que tenho essa habilidade.

— Se tiver achando ruim, eu pego de volta sem problemas. — O que não era verdade, mas gostava de chateá-lo.

— Vou contar até três, certo? — O menino assentiu com um aceno de cabeça. — Um...

 Um grito dolorido encheu a sala de repente e o jovem voltou a chorar. Dessa vez ele tinha certeza que era mais pelo desapontamento. Como puderam o enganar desse jeito depois de ele dizer aquilo?

— Vocês não têm coração?

— Fiz isso justamente porque tenho.

 Ney, cansado dessa situação, com a alegria da conquista deixada de escanteio em sua mente, não quis iniciar uma discussão. Ela estava tentando ajudar, afinal.

— Tá muito feio?

— É, definitivamente os cinco dedos estão quebrados, mas não é algo terrível. Que bom para você, não conseguiria recuperar se seus ossos tivessem virado pó. — E saiu da sala, provavelmente para preparar o remédio.

— Isso pode acontecer mesmo?

— Sim — respondeu o Sinônimo de Craque — e já aconteceu com vários. Não com aqueles que carregaram o Gol For All, mas com outros heróis.

— E como eles estão hoje?

— Em cargos corporativos... A Farma Girl é muito boa, mas há um limite para o que até ela consegue fazer.

 A senhorinha voltou para o consultório com um copo de água meio branca em mãos.

— Beba isto, seu remédio está na água. Tenha mais cuidado na próxima vez, e não digo isso para o rapaz de cabelos verdes.

***

 Neydoriya não sabia o que a senhorinha tinha dado a ele, mas tinha dado muito certo. Duas horas depois ele foi liberado, outras informações sobre a seleção seriam enviadas por e-mail. Fez o caminho a pé sem sentir qualquer desconforto e, quando chegou em casa, foi atendido por uma senhora Izuku ansiosa.

— E então? — perguntou antes mesmo de deixá-lo entrar.

Ao ver a expressão de sua mãe, ele não conseguiu falar. Apenas fez que sim com a cabeça enquanto mordia o lábio inferior e sentia as lágrimas brotarem nos olhos. Ela o puxou para um abraço ali mesmo na porta, uma mão acariciando o cabelo do menino, o seu bebê.

— Eu estou tão feliz... — confessou com a cabeça apoiada no ombro dela.

— E eu sou a mãe mais orgulhosa desse mundo.

Passados mais alguns instantes, ela fez seu filho tomar banho enquanto preparava uma refeição e, depois de sentados à mesa, pediu para ele lhe contar tudo nos mínimos detalhes, e assim foi. A senhora Izuku logo ficou preocupada e olhou para os pés descalços dele embaixo da mesa. Não havia nada de errado. É, as habilidades futebolísticas tinham mesmo proporcionado avanços na medicina.

Ainda no mesmo dia, Neydoriya decidiu ir à praia, a mesma em que havia treinado. Sentou-se por lá e passou a admirar a vista que o fez se lembrar de todo o trabalho duro que tinha sido feito até então e em como se sentia grato pelas pessoas ao seu redor. Até mesmo por Bakoutinho e suas provocações, que muitas vezes o impediram de desistir. Afinal, precisava provar que ele estava errado. Fez muito esforço para atingir essa conquista, mas ele sabia que era só o começo. Para ser o jogador de futebol número um ele precisava de muito, muito mais.


Notas Finais


Agora sim eu acho que acabou de verdade.


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