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História Boku No Hero - half-breed brothers - Capítulo 1


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Notas do Autor


Sempre quis fazer uma fanfic desse gênero. Finalmente tive uma ideia boa para fazer. \(^w^)/

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Boku No Hero - half-breed brothers - Capítulo 1 - Prólogo

Prólogo

 

                Passando seu dedo gélido e morto pela doce lata de cerveja, o garoto de cabelos azuis claros, quase como brancos, soltou um suspiro baixo. Ele se ergueu de seu assento com cautela, tocando com seus cinco dedos sobre a lata de cerveja barata que encontrava, somente a soltando quando seus dedos tocavam o ar com a poeira deslizando entre seus dedos.

 

                Ele olhou para trás, encarrando facilmente a nevoa negra que o observava com calma. Apenas com um olhar ele entendeu o que fazer. O mesmo caminhou para fora do balcão e deixou o pano em cima do mármore escuro.

 

                “Abra logo.” Disse o homem com um pouco de pressa, passando seus dedos por sua nuca e o coçando.

 

                Com um aceno de cabeça, o portal negro finalmente se abriu diante de seus olhos. Com passos firmes e rápidos, quase sem receio, ambos os rapazes atravessaram a nevoa negra com facilidade.

 

                A sensação de ultrapassar aquela coisa negra em forma de portal era estranha. Entorpecia seu peito com algodão, assim por dizer, além de dar uma estranha sensação de refresco. Suave o suficiente para você não se incomodar, afinal, durava apenas poucos segundos até seu corpo tocar o outro lado.

 

                O armazém era calmo. Justo como o sensei havia falado para Shigaraki. Ainda estava empoeirado, mas em um futuro não tão próximos, esse local estaria repletos de Nomus. Repleto daquelas coisas monstruosas com força de um pequeno exército. Tudo dependia dele verificar o local.

 

                “Obviamente está vazio.” Ele bufou ao olhar ao redor de forma qualquer.

 

                Ele mal se importou de checar os outros cômodos. Ele apenas precisou encarrar o solo empoeirado e as janelas quebradas para ter uma certeza absoluta do que esse local estava abandonado. Ele precisava comprar e o resto seria feito com sucesso.

 

                “Vamos voltar.” Ele ordenou ao chutar uma pedra.

 

                “Claro, jovem mestre.” Respondeu Kurogiri.

 

                A nevoa negra, ironicamente, abriu uma nevoa negra a sua frente que lentamente começou a ganhar forma até se materializar em um portal de dobra. Com um pouco de pressa, Shigaraki foi o primeiro a andar para frente, na tentativa de atravessa-lo ele imediatamente parou.

 

                A expressão do barman continuou a mesma para Shigaraki que tinha metade de sua perna de um lado. O mesmo parecia relutante, não dava se saber o que estava acontecendo por baixo de sua mão em seu rosto ou suas expressões faciais.

 

                “Jovem mestre?” Ele finalmente perguntou. Ele havia parado abruptamente. Machucado?

 

                “Cala a boca.” Ordenou o garoto de cabelos azuis claros. Ele deu meia volta e olhou ao redor. “Está ouvindo?” Ele murmurou para baixo para prestar atenção no som.

 

                A nevoa negra pareceu se remexer um pouco. Ele olhou ao redor antes de suspirar internamente. Não havia som nenhum. Talvez o Jovem mestre tenha bebido mais do que possa aguentar.... Para variar.

 

                “Provavelmente e um rato.” Ele informou mas imediatamente seus olhos amarelos se arregalaram e engrandeceram, ganhando destaque dentro da nevoa escura. “Espere.” Ele disse enquanto se virou para uma das janelas. “Agora eu ouço”.

 

                Com um sorriso talvez travesso de seu Jovem mestre, ele começou a caminhar da direção apontada do barulho. Era baixo, esguio. Provavelmente era um rato preso em algum lugar, se remexendo e lutando miseravelmente para conseguir escapar de tal destino.

 

                Shigaraki desintegrou facilmente a janela e seus contornos, a pulsando facilmente para dar de encontro com um beco. Ele olhou atentamente aos arredores como se soubesse e esperasse ver alguém, o maldito que ali ouvia toda a sua conversa.

 

                O som veio novamente, mas dessa vez parecia estranhamente com um choro, um choro abafado de criança.

 

Shigaraki estalou sua língua em desgraça. Sua conversa sendo ouvida por a droga de um moleque. Ele o mataria sem pestanejar, desintegraria seu pescoço e o veria morrer lentamente em suas mãos, só parando quando visse o puro desespero em seus olhos. Pelo menos isso aumentaria seu humor.

 

Kurogiri permanecia em silêncio, quase como se estivesse tentando localizar o som. Ele olhou para a lixeira grande e verde a poucos metros deles e apontou para o Jovem Mestre.

 

A presença assassina de Shigaraki apenas aumentou, deixando o ar levemente rarefeito. Ele caminhou de forma contente, seu sorriso estava aberto e 'babado', como se fosse um lobo a ver um indefeso coelho. Ele estava pronto para atacar.

 

Ela abriu abruptamente a tampa de lixo verde a jogando com força contra a parede. O estalo do metal contra os tijolos fez os fios de cabelos de Shigaraki se arrepiarem, mas toda a presença assassina dele desapareceu no mesmo estante que seus olhos foram jogados contra o lixo.

 

“Jovem mestre?” Ele perguntou ao se aproximar, curioso com a mudança de ares ao seu redor.

 

Pela segunda vez nesse dia seus olhos amarelos foram pegos de surpresa com o que ele via. Ele realmente estava surpreso com tal coisa, ele nunca imaginaria que algo assim pudesse acontecer.

 

                Ele gentilmente abaixou suas mãos para dentro da lixeira, o movimento fazia com que Shigaraki se afastasse um pouco. Ele parecia com medo, relativamente com medo.

 

                Ele passou suas mãos pelo pequeno embrulho marrom e gasto e a apertou, logo erguendo com calma o conteúdo de dentro daquele pano. Ele desembrulhou um pouco apenas para ver um rosto sardento e choroso.

 

                “Ele está chorando.” Falou Shigaraki com uma distância consideravelmente longe.

 

                “Estou vendo.” Respondeu Kurogiri que balançou aquela coisa.

 

                “E pequeno.” Ele apontou novamente, dessa vez o encarrando de forma estranha. “Ele está bem?” Ele perguntou ao retirar sua máscara de mão para enxergar melhor a situação.

 

                “E leve.” Falou a nevoa enquanto a balançava na tentativa de fazer o choro da criança cessar. “Deve estar com fome.” Ele disse de forma baixa.

 

                “...” Shigaraki olhou ao redor antes de encarrar a lixeira novamente. “Abandonaram.” Ele apontou novamente. Somente falando o obvio.

 

                “Devemos deixa-la.” Disse Kurogiri sem um pingo de remorso. “Quem a deixou vai voltar.” Ele disse, mesmo sabendo que isso provavelmente não aconteceria.

 

                “Não!” Disse o garoto ao esticar suas mãos para frente mas logo recuou, quase como se estivesse com medo de pega-la. O choro finalmente cessou. “Vamos leva-la. Tem comida no bar.” Ele disse seco e seus olhos ruby encarram as esmeraldas das criança que os observava.

 

                Ela não havia parado de chorar. As lagrimas continuavam a descer por suas bochechas, criando um pequeno riacho em suas sardas.

 

                “O sensei...” “Eu falei que vamos leva-la!” Shigaraki o cortou imediatamente, avançando quase que violentamente contra a nevoa.

 

                “Como desejar, Jovem mestre.” Ele disse de forma calma. Se era o desejo dele, ele obedeceria.

 

                “Eu posso segurar?” Ele perguntou com seu humor mudando novamente. Bipolar...

 

                “Sim...” Respondeu a nevoa ao esticar suas mãos com a criança.

 

                Shigaraki esticou suas mãos, descendo seu dedo mindinho para trás para evitar um incidente. Seus braços tremiam, ele parecia nervoso e mesmo assim pegou a criança de forma desjeitosa. Ele precisou de um pouco de esforços para ajusta-la em seu colo, claro, Kurogiri o ajudou.

 

                “Devemos ir.” Informou a nevoa ao abrir o portão de dobra.

 

                “E muito pequeno.” Resmungou Shigaraki sem tirar seus olhos da criança chorosa. “Quem o abandonaria?” Ele argumentou com veneno em sua saliva. “Ele e apenas um bebê.” Ele acrescentou em seu tom áspero.

 

                Kurogiri permaneceu em silêncio. Era uma pergunta que ele não poderia responder. Com um gosto totalmente amargo em sua boca, Shigaraki, caminhou para dentro do portal, chegando novamente ao bar.

 

                “...” Shigaraki parou e olhou para cima antes de encarrar o barman. “Esquente as sobras do almoço” Ele ordenou enquanto encarrava a criança chorosa.

 

                Ele sentia que qualquer movimento seria mais do que capaz de quebra-la.... Ela era tão pequena³, tão leve², tão frágil.... Por que alguém abandonaria um bebê assim? Quem faria alguma coisa desse tipo? Ainda mais em uma lata de lixo...

 

                “Jovem mestre...” “EU MANDEI ESQUENTAR!” Ele cortou novamente, mas dessa vez o cortando imediatamente, sem o deixar terminar a frase.

 

                Kurogiri olhou para os alto-falantes, quase como se estivesse implorando ajuda nesse momento.

 

                “Shigaraki.” A ajuda pareceu finalmente vir. “O que e isso em seus braços?” Ele perguntou de forma rígida.

 

                “... Uma criança.” Ele disse ao ver que sua voz alta havia assustado o bebê novamente, o fazendo chorar uma segunda vez, mas somente seu corpo tremeu. Ela não tinha forças para chorar? Por que ela não fazia barulho?

 

                “Estou vendo.” Respondeu de forma óbvia. “Aonde você arrumou essa criança?” Ele imediatamente corrigiu sua pergunta.

 

                “A abandonaram, Sensei.” Ele disse apressado, segurando com mais força o tecido que a mantinha aquecida. “Ele vai morrer.” Ele argumentou olhando para cima.

 

                “...”

               

                “...”

 

                “Eu vejo.” Ele respondeu novamente, em um tom áspero. “Deixe-a a morrer. Não podemos fazer nada.” Ele disse de forma seca.

 

                “Não!” Gritou Shigaraki. Ele notou que o pano estava começando a virar pó e imediatamente esticou seu dedo mindinho novamente. “Não vou!” Ele disse.

 

                Pela primeira vez ele lutou contra as ordens de seu Sensei. Ele não podia simplesmente abandonar uma criança dessa forma. Ele não era um monstro. Ele não era um monstro que abandonaria uma criança.

 

                “...”

 

                “...”

 

                “Kurogiri.” Ele falou e dessa vez a nevoa se moveu e olhou para cima. “Traga-os para mim.” Ele disse em um tom um pouco divertido.

 

                “Como desejar, mestre.” Ele informou e pela quinta, sexta, quarta???? Fez essa noite o portal se abriu.

 

                Shigaraki pareceu apreensivo mas logo atravessou o portal. Ele andou calmamente pela escuridão até a cadeira que seu Sensei estava. Ele não iria deixar ele matar a criança. A criança não merecia morrer.... Não dessa forma pelo menos.

 

                “Traga-a mim.” Ele disse ao esticar sua mão.

 

                Shigaraki obviamente mordeu seu lábio inferior. Com um de medo e talvez até mesmo arrependimento ele caminhou até o Sensei. Ele entregou a criança nos braços fortes do homem que apenas a desempacotou e a olhou por alguns segundos. Mesmo não possuindo olhos.

 

                “Oh.” Ele falou baixo mas deu um sorriso. “Pelo visto e uma garota.” Ele disse.

 

                Sua mão dançou pela ar até chegar em seus cabelos verdes. Ele gentilmente a segurou com calma, parecendo que a qualquer momento iria esmagar sua delicada cabeça. A garota que chorava silenciosamente fechou seus olhos com calma.

 

                “Isso deve ajudar.” Ele informou antes de entregar a criança para Shigaraki. “Curei.” Ele informou sem perder seu tom divertido. Ele imediatamente encarrou o adolescente parado a sua frente. “O que vai fazer com ela agora?”

 

                “Vou ficar com ela.” Ele informou, talvez até mesmo sendo egoísta em seu pedido. O sensei não pareceu se importar muito com isso. “Vou cuidar dela. Se eu devolver ela vai morrer.” Ele disse, forçando novamente o fato dele não ser um monstro.... Pelo menos ainda.

 

                “Você sabe como cuidar de uma criança?” Ele perguntou de forma atrevida. Seus olhos se focavam na pequena adormecia e no adolescentes que a segurava em seu braço.

 

                “Não pode ser difícil.” Ele falou baixo, não querendo acordar ela. Seus instintos o falavam para ele sussurrar.

 

                “Sabe como alimentar? Dar banho? Dormir?” Perguntou o vilão novamente, parecendo mais divertido com seu discípulo.

 

                “...” O silêncio foi uma resposta boa para Shigaraki. “Eu vou aprender.” Ele disse quase como se estivesse implorando para ele não largar a criança.

 

                “Certo.” Disse o homem com uma tosse. “Chame o doutor e o peça para examina-la.” Ele disse fazendo movimentos para a nevoa negra se aproximar. “Roube ou compre as coisas que ela precisa. Comida, fraldas e um berço. Vamos arrumar um lugar para ela ficar.”

 

                “No meu quarto.” Latiu Shigaraki quase que instantaneamente.

 

                “Certo.” O homem falou antes de se virar para seu discípulo. “Cuide dela como se fosse sua irmã, Shigaraki. A vida dela está em suas mãos.” Literalmente.

 

                Poderia ser divertido o ver matando acidentalmente a criança. Poderia ser divertido ver ele desempenhando esse papel. Muitas coisas poderiam acontecer. Talvez por pura curiosidade ele permitiu que isso acontecesse...

 

                “Podem ir.” Ele ordenou e novamente o portal se abriu e os levou embora daquele lugar.

 

                O silêncio foi absoluto dentro do bar. Por mais que seus braços estivessem dormentes, Shigaraki se recusava a largar a criança em seu colo. Kurogiri aproveitou esse momento para sair para fazer compras para a nova integrante da recém formada Liga dos Vilões.


Notas Finais


Antes que perguntem. Sim. Deku nessa historia e mulher.

É bem mais para efeito narrativo e cômicos que podem existir.


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