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História Boku no Hero: Good and evil always return (Interativa) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - The Dark Side


Hosu - Tóquio, esconderijo subterrâneo - 11:01 (Sexta-feira)


 

    Satisfação. Esse era o sentimento que preenchia a mulher que se repousava em uma poltrona. Estava colocando planos e artimanhas de meses em prática a pouco tempo e o resultado a fez brotar um sorriso nos lábios, foi muito mais que satisfatório!

    O Japão atualmente não era o local mais seguro para se sair a noite, muitos eventos ocorreram que o fez ficar assim, onde até os heróis tinham que escolher deixar um crime acontecer para impedir um maior, mesmo que quisessem impedir os dois. Nessa bagunça, diferentes grupos tentaram chegar ao poder e controle, mas o governo fez um excelente trabalho em pará-los sempre que possível, entretanto, ela sabia exatamente que não estava ocorrendo assim.

O governo estava quase em colapso, quem estava mantendo as rédeas do japão estava por trás dos panos. Só essa informação os deixavam bem a frente de cópias da Liga dos Vilões e remanescentes da Yakusa. 

    Kurisu Kakuei, 39 anos, investigador particular, na verdade, com informações e contatos, se descobriu que o senhor Kakuei é um investigador da IDOIC, exatamente o que ela queria, achar a fonte do problema. Com seu nome e sua localização, que porventura também ficava em Tóquio, ela tinha a situação em mãos. 

    Sabendo quem era o investigador da IDOIC e ele não tendo conhecimento que foi descoberto, seus subordinados poderiam avançar mais tomando apenas os cuidados necessários, dessa maneira, ela conseguiu o que muitos fracassaram tentando, tomou o controle do real significado de “Liga dos vilões”, sendo considerada novamente um perigo real e constante.

    Com um controle considerável e uma força crescente, a liga nesse atual momento, era muito mais que uma “dor de cabeça”, que é como os heróis consideram as cópias deles, e assim, parte do seu plano estava concluído, poderiam ir para próxima etapa.

    Sua cabeça estava abaixada entre seus dois braços, cujos se apoiavam com o cotovelo na mesa a sua frente, deixando sua feição, onde havia um sorriso nos lábios, encoberto pelos seus longos cabelos loiros e seus braços. Nesta mesa onde estava apoiada na ponta, tinham outras pessoas sentadas ao redor e algumas mais chegando e se acomodando. Era estranho para novatos aquele local, pois se encontrava tanto pessoas de roupa social, quanto aquelas que deveriam visitar um salão urgentemente, entretanto, todas tinham um ar de liderança.

    — Senhorita Saeki Aki, todos já chegaram, podemos começar. — Um dos bem trajados comentou calmamente quando viu a última cadeira posta sendo ocupada.

    Erguendo seu olhar, percebeu que todos estavam focados em sua direção, e mesmo com expressões sérias, era possível ver que cada um estava contente de seu modo. Se ajeitando onde estava, e demonstrando uma feição mais serena, juntou as mãos sobre a mesa antes de começar a falar.

    — Senhores, senhoras, líderes de diferentes facções, como todos já sabem, conquistamos o objetivo de controle, obtivemos influência e poder consideráveis de Hokkaido a Shikoku, assim como em boa parte de Tokyo. Nessa perspectiva, podemos assumir uma postura mais ofensiva contra o Japão, e quando obtermos mais recursos, poderemos iniciar uma guerra quase direta pelo poder de Tokyo contra outras facções sem muitos receios. — Fez uma breve pausa em suas palavras para observar cada um ali, percebendo que ninguém mais a contrariava como era no início, todos estavam bem focados nela.

    O lado obscuro da sociedade prezava conquistas e resultados, quando Saeki mostrou os dois, não importava quem ela era ou de onde veio, muitos começaram a demonstrar seu respeito sobre aquela moça.

    — E nessas palavras também afirmo meu direito de liderança na Liga dos Vilões. Qualquer um de vocês que desejarem se aliar definitivamente ou se subordinar a mim, será bem vindo. — Ela precisava aproveitar e impor ao máximo o respeito e a liderança que tinha obtido para assegurar cada um deles, sabia que se demorasse, seria mais complicado.

    Saeki Aki olhou um a um e ouviu suas respostas, quase unanimidade de apoio a ela, quase. Um dos presentes negou seu apoio, quando perguntado o motivo, ele se levantou para falar.

    — Ahn? Espera que eu dê meu respeito e meu grupo a você senhorita? Mesmo que seguindo suas dicas tenhamos ficado longe dos heróis e cada vez mais fortes, você ainda é uma mulher aos meus olhos, e a fragilidade que vocês mulheres tem, pode acabar com nosso grupo. E eu não dúvido que você deu para a maioria desses velhos presentes aqui, para conquistar apoio — Suas palavras eram ácidas. 

Mulheres não eram mais tão subestimadas no ramo vilão como antigamente, mas em posto alto, principalmente líder, alguns seguiam a risca os velhos tempos, não querendo ser liderado por uma garota. Claro, de todos os presentes na mesa, que eram por volta dos quinze, apenas um seguia esse pensamento antigo, e era justo um dos trajados informalmente, que liderava gangues de becos em Osaka.

— Creio que esse pensamento retrógrado não seja adequado, o senhor mesmo viu os resultados gerados pela capacidade da senhorita Aki, e aqui presentes temos várias mulheres líderes nesse ramo a sua volta, que, sem querer insinuar algo, são melhores no que fazem do que você. — Um dos senhores, educadamente, tentou, em vão. amenizar a situação.

Passou-se alguns minutos de discussão, mas o pensamento inflexível do mesmo continuou. Três tentaram convencê-lo, entretanto, foi em vão, ele não aceitava a liderança dela assim como não queria sair de bom grado.

Contudo, não demorou para a situação mudar, mais especificamente, aquele incomodado com a liderança de Saeki se calar por um dardo em forma espectral-roxa com cerca de um metro de largura e vinte centímetros de grossura atravessar seu peito e o cravar na parede. Foi muito repentino, um ataque tão forte capaz de empalar a pessoa na parede foi disparado e só notaram quando o dardo já estava voando. Olhando na direção contrária, viram metade de alguma forma de vida espectral coberta em panos, como uma burca, que deixava apenas os brilhantes olhos amarelos aparecendo, enquanto segurava uma besta. Sua forma estranha que aparecia apenas da cintura para cima e ficava ao redor de Saeki como uma armadura, obteve a atenção dos presentes, onde um clima pesado se estabeleceu. 

Mesmo acreditando nas capacidades dedutivas e de liderança de Aki, ninguém tinha visto sua peculiaridade. Preciso, letal e silencioso foram os adjetivos perfeito para o ataque naquela situação, que onde antes estava tão barulhento, ficou um silêncio mortal, como se a próxima palavra caso não fosse da senhorita Aki, mais um morreria, por isso, aqueles que tinha uma individualidade útil para à situação, ficaram em defesa. 

— Não temam, apenas eliminei um empecilho irritante, não quero e nem preciso ouvir ideais que não afetam a Liga. — O ser espectral que a rodeava, se desfez no ar, como se nunca tivesse existido.

Após o clima amenizar, voltaram a assuntos não tão triviais assim, entretanto, uma pergunta ficou no ar. De onde aquela mulher de 27 anos havia surgido para ser tão talentosa em todos os aspectos?

 

Hosu - Tóquio, Uma cafeteria no centro - 15:16 (Sexta-feira)


 

Como uma sensação de satisfação pode se transformar em ódio em tão pouco tempo?

Saeki Aki estava agora numa cafeteria tentando esconder sua raiva pela imbecilidade daqueles idiotas, enquanto esperava alguém. 

Após a volta da reunião, tudo estava ocorrendo bem, informações eram trocadas, assim como ajuda era oferecida, mas um dos líderes de gangue disse que tinha um presente para ela...

— Como alguém pode ser tão idiota?! — Ela reclamava em um sussurro — 

O presente foi que ele invadiu o prédio onde estava o apartamento do detetive, que estava cercado de agentes disfarçados, e o fez fugir de helicóptero pelo terraço, que por relatos, provavelmente ele já havia fugido do japão.

Nessa brincadeira, o chefe que lhe presenteava disse que perdeu vinte homens, nove mortos e onze presos, mas que valeu a pena porque, de acordo com o pensamento dele, agora não teriam mais ninguém para atrapalhar, e que isso era a última peça do xadrez.

— Nesse seu xadrez, eliminar uma peça menor, faz que enviem uma maior! Se expulsaram o bispo, vão enviar uma torre na melhor das hipóteses, ou… — Suspirou por um momento, enquanto sussurrava para si mesma, sozinha — A rainha.

No Xadrez, a peça mais importante é o rei, mas a considerada mais importante pelos jogadores, era a rainha. Seus ataques que se moviam como torre ou bispo, utilidade de atacar e recuar grandes distâncias, e sendo a única em jogo, a fazia especial, por isso enviar uma torre seria a melhor hipótese para eles.

Agora voltando a vida real, a rainha que ela menciona seria alguém bem mais capacitado, que ficava próximo das pessoas mais importantes e era considerado um. Se o que estava antes fez os vilões não chegarem ao poder por anos, o que um detetive mais qualificado é capaz? Esse era o medo da senhorita Aki, por isso, após a imbecilidade do “presente” que a pessoa lhe deu, emitiu uma ordem de cautela, havia custado muito chegar ali, e não iria cair só por um de seus subordinados agora ser tão idiota.

All For One… Quando ele lhe encontrou, a treinou um pouco e depois a deixou apenas com alguns contatos e um aperfeiçoamento na individualidade, ela certamente não iria perder aquilo, ela chegaria longe, mesmo que tivesse que passar por divisões internacionais.

— Desculpe o atraso, aconteceu um imprevisto no caminho, demorei muito? — Um jovem, aproximadamente da mesma idade dela se sentou do lado contrário de onde ela estava. 

Naquele momento, sua mente esvaziou-se dos problemas, uma leve batida começou em seu peito, sim, era pra isso que ela estava ali nesse horário. 

— Não se preocupe Ametsuchi, sua presença aqui já é o suficiente — Um sorriso bobo apareceu nos seus lábios, toda aquela raiva havia se dispersado quando os olhos se encontraram. 

— Já disse para me chamar de Shun, Aki-Chan. — Ele também esboçou seu sorriso, mostrando felicidade de estar ali.

Mesmo sendo uma vilã em tempo integral, sempre surgia um momento para ser alguém normal, e nesse tempo, conheceu Shun Ametsuchi, um rapaz que trabalha em um restaurante não longe dali, que tinha tirado uma folga hoje.

    Conversar com ele e passar um tempo junto, fez seu dia novamente alegre, como se nada mais importasse. Infelizmente, o tempo não estava parado para eles. 

    — Um momento, por favor. — Disse Shun, enquanto respondia uma mensagem. — Droga, logo no meu dia de folga? — suspirou pesadamente.

    — Aconteceu algo? Bem, já está meio tarde, se precisar ir, não hesite, foi bom o tempo com você. — Ela queria passar mais tempo com ele, mas também recebeu uma mensagem importante que precisava de sua atenção.  

    — Desculpe por isso, nos vemos outro dia! — Ele acenou saindo, depois de deixar metade do dinheiro da conta, como combinado.

    A mensagem dela era:

“Estão mexendo nas crianças do presídio de Isengard bem antes da data marcada.

Parece que vão levar um, não se sabe quem ainda.

Estou reunindo os outros para discutirmos isso.

Ps: O assalto é hoje.” - Subordinado, Agano.

 

    Já a dele:

 

“Sei que está em um encontro no seu dia de folga, mas o assunto é urgente!

O nosso hacker mirim interceptou uma comunicação.

Um caminhão de armas vai ser interceptado pela máfia hoje, os heróis vigiando o caminhão não são tão fortes.

Sobra para nós vigilantes impedir eles de pôr a mão naquelas armas! 

Prepare-se para o ataque!” - Nishimura.

 


Notas Finais


Boa noite gente.

Era pra ter saído sábado, mas acabou que não deu.
Outra, é que ia ter por volta de 3 a 4 mil palavras, mas por ser Teaser, achei que seria muito, então vou deixar os Teasers mais separadinhos.
Vou agora responder quem ficou pendente, se alguma dúvida surgir, só falar.
O próximo teaser vai ser "Children Made to Kill"


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